Argentina: barreira de importação atinge Brasil e favorece China

Importações brasileiras de itens de lista de licença não automática caem 15%, enquanto vendas chinesas crescem 7,2% 
 
 
Jornal GGN – O governo da Argentina modifica pela sexta vez a barreira para a importação de produtos, chamada licença não automática, ou LNA. A lista foi lançada logo após o presidente Mauricio Macri assumir o poder, começando com 1.385 tipos de mercadoria que não poderiam ter acesso automático ao mercado argentino sem antes conseguir uma licença, que pode demorar até 60 dias para sair. Na última atualização, de outubro, mais 67 produtos foram incluídos na lista que já tem 1.629 itens e atinge 21% das importações da Argentina.
 
A política afeta diretamente ao Brasil, que tem a Argentina como um dos principais mercados de exportação, ao lado de Estados Unidos e China. A proposta de Macri atinge, especialmente, o setor têxtil e de calçados, ondem mais de 60% das importações dependem das licenças não automáticas. Somente no setor de vestiário 98% dos itens entram na fila de espera. Outros setores incluídos na LNA, e que fazem parte dos bens exportados pelo Brasil são autopeças, químicos e papel. 
 
Para o Brasil, a preocupação é que a China avance ocupando espaço de produtos brasileiros. Segundo avaliação da consultoria argentina Abeceb, nos oito primeiros meses de 2016 as importações do Brasil que fazem parte da lista caíram 15%, frente ao mesmo período de 2015. Já as vendas da China para aquele país aumentaram 7,2% no mesmo período, de bens sujeitos às licenças.
 
 
 
RENATA AGOSTINI
DE SÃO PAULO
 
O governo argentino elevou novamente suas barreiras à importação e o Brasil, principal fornecedor de mercadorias ao país vizinho, tende a ser o mais prejudicado.
 
A trava chama-se licença não automática, ou LNA. Produtos incluídos na lista dos que precisam dessa licença não podem entrar no mercado argentino sem autorização do governo. E esse aval pode demorar até 60 dias para sair.
 
Em dezembro do ano passado, logo após a posse do presidente Mauricio Macri, a lista foi lançada com 1.385 tipos de mercadoria. Desde então, sofreu seis modificações —todas com acréscimo de produtos. A última, de outubro, aumentou em 67 o número de itens. A lista já tem 1.629 produtos e atinge 21% das importações da Argentina.
 
O aumento da barreira preocupa fabricantes brasileiros. Após dois anos de queda, as vendas para a Argentina começaram a reagir. Até outubro, os embarques de manufaturados brasileiros para o mundo caíram 1%. Para a Argentina, subiram 1%.
 
Indústrias têxteis e de calçados, que têm no mercado argentino fatia expressiva de suas vendas no exterior, estão sendo atingidas. Nesses segmentos, mais de 60% das importações dependem das licenças não automáticas.
 
9.dez.15 – antes da posse de Macri
22.dez.15 – 19% dos produtos importados
out.16 – 21,2% dos produtos importados
 
O QUE É ISSO?
O presidente Macri ressuscitou o sistema de Licenças Não Automáticas (LNA), que exige aprovação prévia do governo argentino para a entrada de certos produtos
 
98% das categorias de produtos importados do setor de vestuário, estratégico para o Brasil, têm LNA.
 
No setor de vestuário, quase tudo entra na fila de espera —98% dos bens trazidos do exterior estão na lista. São setores considerados sensíveis, ao lado de autopeças, químico e papel, entre outros.
 
Também há o temor de que os chineses consigam usar essa janela para ampliar ainda mais sua fatia no mercado. Nos últimos anos, a China passou os Estados Unidos e a União Europeia e tornou-se o segundo maior fornecedor de produtos para os argentinos.
 
Segundo a consultoria argentina Abeceb, as importações do Brasil de mercadorias que fazem parte da lista de licenças não automáticas caíram 15% nos oito primeiros meses do ano, frente ao mesmo período de 2015. Já as compras da China, considerando a mesma relação de bens sujeitos às licenças, cresceram 7,2% no período.
 
VOTO DE CONFIANÇA
 
Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a lista preocupa, mas avanços na relação com o país vizinho devem ser reconhecidos. “Antes, não tínhamos nem sequer com quem falar. Agora, há interlocução. Além disso, eles ainda vivem uma situação econômica difícil”, diz Carlos Abijaodi, diretor da CNI.
 
O FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê retração de 1,8% na Argentina neste ano. O país só tem US$ 38 bilhões em reservas cambiais, e é por isso que o governo tenta segurar as importações.
 
Ao chegar ao poder, Macri prometeu medidas de abertura comercial, como o fim da declaração jurada de autorização à importação, a DJAI. Ela também ajudava o governo a controlar as importações, mas era arbitrária. Não se sabia o que seria barrado e por quanto tempo. Era tão obscura que o governo Cristina Kirchner teve de se comprometer a aboli-lo após questionamento da OMC (Organização Mundial do Comércio).
 
O sistema de licenças está dentro das regras, diz Soledad Duhalde, gerente de análise econômica de Abeceb. Segundo ela, uma abertura econômica radical poderia ser danosa, com a quebra de empresas e perda de empregos.
 
“Não é algo da Argentina contra o Brasil. Durante dez anos, vivemos uma economia fechada. Não se pode tirar tudo de uma vez. Tem de ser algo gradual”, afirma Duhalde.
 
Representantes do governo argentino têm indicado ao Brasil que vão reduzir as licenças quando a economia voltar a crescer. Acreditam que, só então, a pressão de empresários por proteção diminuirá. 

9 comentários

  1. Além de traira é

    Além de traira é trouxa…

    Ferraram o Brasil com 200.000.000 de brasileiros dentro!

    De BRICS passará para RICAS!

    É  I N A C R E D I T Á V E L !

    E para provar que é macho, vai invadir a argentina…

    Só que os EUA já colocaram a argentina sob o guarda chuva da OTAN, dai…

  2. Ora,o que serão isso para o

    Ora,o que serão isso para o Chanceler Hortelino Troca-Letras que,com a maestria de um rato, surrupiou $ 23 milhões em propinas da Odebrecht,internada em uma conta secreta na Suiça,e a Felha mancomunada com Ronaldo Cesar Coelho,aderiram a repatriação no dia seguinte.Basta um esporro dele no Presidente Macri,para se resolver o assunto.Falo e não é pouco das Organizações Globo e suas penas amestradas,mas convenhamos,não existe na velha midia, nada mais imundo,podre e indecente que essa Folha de São Paulo e seu dono.Fazem tudo à socapa,as escondidas,por debaixo dos panos.Possuem um compartimento de meninas de fino trato,onde recebem clientes de gravata e colarinho branco,e um outro onde são rezadas a missa das sete.

  3. Ora,o que serão isso para o

    Ora,o que serão isso para o Chanceler Hortelino Troca-Letras que,com a maestria de um rato, surrupiou $ 23 milhões em propinas da Odebrecht,internada em uma conta secreta na Suiça,e a Felha mancomunada com Ronaldo Cesar Coelho,aderiram a repatriação no dia seguinte.Basta um esporro dele no Presidente Macri,para se resolver o assunto.Falo e não é pouco das Organizações Globo e suas penas amestradas,mas convenhamos,não existe na velha midia, nada mais imundo,podre e indecente que essa Folha de São Paulo e seu dono.Fazem tudo à socapa,as escondidas,por debaixo dos panos.Possuem um compartimento de meninas de fino trato,onde recebem clientes de gravata e colarinho branco,e um outro onde são rezadas a missa das sete.

  4. hahahahahah…
    parece que a

    hahahahahah…

    parece que a direita escreveu um roteiro para ser chamada de retardada.

    Coxa sente prazer em ver o Brasil na merda.

    • argentina….

      ANÃO DIPLOMÁTICO. Uma potência espetacular territorial e econômica, que se enxerga como um pequeno país da Am. Central. Quanto à proteção da sua economia, a Argentina está certa. Importamos produtos já acabados através da Zona Franca de Manaus e colocamos um selo de “NACIONAL”. Entregamos um mercado excepcional de graça, sem retorno tecnológico, patentes, formação profissional e nada mais. Os argentinos não aceitam. Isto não é indústria brasileira. É apenas burrice brasileira. 

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