Empresas na Bovespa: pesquisa avalia desempenho no terceiro trimestre

por Luana Nunes

Estudo liderado pela Economatica mostra que o lucro das empresas na Bovespa tem crescimento maior nos setores de Siderurgia, Papel e Transportes. Entre as maiores perdas, estão bancos e instituições financeiras.

A pesquisa levou em consideração somente empresas com dados apresentados à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre o terceiro trimestre de 2015 e de 2016. Os dados utilizados são referentes a retornos nominais, isto é, sem ajuste pela inflação.

Empresas de holdings não fizeram parte do estudo. As gigantes Petrobras, Vale e Eletrobras também foram desconsideradas, pois os pesquisadores acreditaram que as informações das três em 2016 alteram os resultados, especialmente devido ao alto valor de crescimento e à forte baixa nos lucros percebidas por quem busca investir na Bolsa de Valores.   

Deste modo, a diferença de lucro das 313 empresas de capital aberto no comparativo entre o terceiro trimestre de 2015 e o mesmo período de 2016 é de alta de mais de 14%, chegando a R$ 3,2 bilhões. Foram R$ 21,7 bilhões no ano passado ante R$ 24,9 bilhões no terceiro trimestre deste ano.

Maiores ganhos

O setor de Siderurgia e Metalurgia apresentou o maior crescimento nominal de lucro no período observado uma vez que as 20 empresas participantes do setor diminuíram o prejuízo desde o ano passado. Foram R$ 3,6 bilhões de prejuízos no terceiro semestre de 2015 e pouco mais de R$ 315 milhões este ano. Assim sendo, o setor demonstrou crescimento de R$ 3,33 bilhões no período.

Em segundo lugar entre os setores com melhor desempenho vem Transportes e Serviços. Houve melhora de R$ 3,31 bilhões, uma vez que as doze empresas do setor tiveram lucro de R$ 1,26 bilhões este ano. No terceiro trimestre de 2015, houve prejuízo de R$ 2,04 bilhões. A aérea Gol se destacou neste setor, uma vez que diminuiu seu prejuízo no período em R$ 2,17 bilhões.

As empresas de Papel e Celulose ficaram com a terceira posição entre as principais recuperações de 2015 a 2016. As cinco empresas do setor apresentaram alta de R$ 3 bilhões no período averiguado. Este ano, foi registrado lucro de R$ 108,64 milhões no terceiro trimestre.

Maiores perdas

Segundo a pesquisa da Economatica, o setor mais afetado no ano é o bancário. As 24 instituições da área analisada tiveram baixa de R$ 3,69 bilhões entre 2015 e 2016. No terceiro trimestre do ano passado, houve lucro de R$ 17,14 bilhões. Contudo, em 2016 o número foi menor, somando R$ 13,44 bilhões.

O setor de Alimentos e Bebidas, que conta com treze empresas consideradas pelo estudo, apresentaram a segunda maior queda de lucro. No terceiro trimestre do ano passado, o lucro do setor foi de R$ 7,18 bilhões, enquanto em 2016 foram R$ 4,52 bilhões. Ou seja, houve queda de R$ 2,65 bilhões nos lucros.

Todavia, mesmo com mau desempenho no período por apresentarem as maiores quedas, os dois setores tiveram maior volume de lucros. Entre os 25 setores analisados, os bancos possuíram o maior volume de lucratividade no terceiro trimestre de 2016, seguido pelo setor de Alimentos e Bebidas.

A área de finanças esteve realmente num bom momento. Isso porque, entre os 10 maiores lucros registrados no terceiro trimestre de 2016, 6 são de empresas do setor. No ranking estão quatro bancos, uma seguradora e uma companhia de cartões de crédito. Nos primeiros lugares estão Itaú Unibanco, com lucro de R$ 5,39 bilhões, e Bradesco, com lucro de R$ 3,23 bilhões.

Petrobras, Vale e Eletrobras

Levando-se em consideração as três estatais, o lucro total das 316 empresas da Bovespa no terceiro trimestre de 2016 soma R$ 11,18 bilhões. No mesmos três meses de 2015 foram R$ 7,27 bilhões, então houve crescimento de mais de 53% e de R$ 3,90 bilhões.

A pesquisa focou nos resultados sem as três estatais, já que a Petrobras, a Vale e a Eletrobras totalizaram juntas um prejuízo de R$ 14,4 bilhões no terceiro trimestre de 2015. E em 2016, somaram prejuízo de R$ 13,75 bilhões. Das três, a Petrobras é a companhia mais prejudicada no período, fechando com queda de mais de R$ 12,6 bilhões.

 

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