Fibria fecha 2014 com lucro de R$ 163 milhões

Jornal GGN – A empresa de celulose Fibria encerrou o quarto trimestre de 2014 com um prejuízo líquido de R$ 128 milhões, o que corresponde a uma melhora de 64% em relação ao registrado no terceiro trimestre, quando as perdas chegaram a R$ 359 milhões. No ano, o lucro apurado foi de R$ 163 milhões, revertendo a perda de R$ 693 milhões registrada em 2013, mesmo com o impacto exercido pelo câmbio sobre a receita.

Segundo levantamento divulgado ao mercdo, a empresa registrou receita líquida recorde no quarto trimestre de 2014, no valor de R$ 2 bilhões, um aumento de 15% sobre o trimestre anterior. No acumulado do ano, a empresa fechou com R$ 7,084 bilhões de receita líquida, resultado 2% maior que 2013. O volume de vendas em 2014 cresceu 2%, chegando a 5,305 milhões de toneladas. “Em um ano que começou com um cenário desafiador, a Fibria encerra o período colhendo recordes operacionais e financeiros, reduzindo estoques, com reajuste de preços e câmbio favorável”, diz o presidente da Fibria, Marcelo Castelli, em comunicado.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 906 milhões no quarto trimestre de 2014 foi o maior já apurado pela empresa em um trimestre em toda sua história, superando em 48% o resultado do terceiro trimestre e em 10% o montante do quarto trimestre do ano passado. A margem Ebitda também teve forte expansão e fechou em 45% no último trimestre do ano passado, 10 pontos superior ao terceiro trimestre e 3 pontos superior ao mesmo período de 2013. Além disso, a valorização do dólar contra o real no trimestre contribuiu para que o preço médio líquido em reais da celulose vendida subisse 12%.

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A empresa fechou 2014 com uma dívida bruta em dólar de US$ 3,135 bilhões, queda de 25% sobre a posição de 2013 e uma queda de 10% frente ao montante do terceiro trimestre de 2014. A dívida líquida da empresa encerrou o ano em US$ 2,842 milhões, fazendo com que a alavancagem medida pela relação Dívida Líquida/Ebitda ficasse em 2,4 vezes, em dólar, ao fim de 2014, dentro da meta estabelecida na Política de Endividamento e Liquidez da companhia.

O custo médio total em dólar da dívida caiu de 4,3% ao ano no fim de 2013 para 3,4% ao ano em 2014, ao mesmo tempo em que o prazo médio da dívida foi ampliado de 52 para 55 meses, respectivamente. Contudo, a empresa fechou o trimestre com um resultado financeiro negativo de R$ 611 milhões, devido ao impacto da alta do dólar sobre a dívida.

Com o resultado positivo, o dividendo mínimo a ser distribuído aos acionistas será de R$ 37 milhões. A deliberação do valor final dos dividendos referentes ao exercício de 2014 ocorrerá na Assembleia Geral Ordinária (AGO) programada para o mês de abril

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