Fibria lucra R$ 54 milhões no terceiro trimestre

Jornal GGN – A Fibria encerrou o terceiro trimestre de 2013 com um lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 54 milhões, revertendo assim o prejuízo de R$ 215 milhões contabilizados no mesmo intervalo do ano passado.

Segundo balanço financeiro divulgado ao mercado, a receita líquida atingiu R$ 1,8 bilhão, alta de 18% na comparação com o mesmo período de 2012, refletindo o aumento de 3% nas vendas de celulose – com destaque para o aumento de volume vendido para a América do Norte e Ásia – e, principalmente, o aumento de 15% no preço médio líquido da celulose em reais – ajudado pela desvalorização cambial e aumento do preço em dólar.

O EBITDA (lucro líquido antes de juros, impostos, depreciação e amortização) trimestral foi de R$ 744 milhões, com crescimento de 38% ante o apurado no terceiro trimestre de 2012. Já o EBITDA ajustado atingiu R$ 762 milhões, com alta de 33%, considerado o melhor já registrado pela companhia desde sua constituição, em 2009. O desempenho foi impulsionado por fatores como maior volume de vendas, preço em real da celulose mais alto e a valorização do dólar médio frente ao real.

O custo caixa da produção de celulose da companhia subiu 2% ante 2012, para R$ 501/tonelada, em função dos maiores custos com madeira (compra de terceiros e transporte) e do efeito cambial. O resultado financeiro totalizou uma despesa de R$ 226 milhões, melhora de 42% frente ao apresentado no mesmo período do ano anterior, devido a um ganho com operações de hedge e menores despesas financeiras – reflexo da redução da dívida em dólar.

No terceiro trimestre, os investimentos da Fibria totalizaram R$ 343 milhões, com alta de 20% na comparação anual e queda de 2% frente ao registrado no segundo trimestre. Conforme a companhia, o aumento ante o valor investido um ano antes deveu-se gastos maiores “com compra de madeira em pé e maior adiantamento para compra de madeira de terceiros”.

Do valor total investido no trimestre, R$ 308 milhões foram direcionados à manutenção, R$ 19 milhões à Veracel (joint venture com a sueco-finlandesa Stora Enso para produção de celulose no sul da Bahia) e R$ 16 milhões em projetos relacionados a expansão. Os investimentos apurados pela empresa ao longo do ano chegaram a R$ 941 milhões, comparáveis a R$ 812 milhões um ano antes. Para 2013, a companhia tem um orçamento de R$ 1,244 bilhão.

A dívida líquida da companhia ao fim de setembro era de R$ 8,24 bilhões, ante R$ 8,25 bilhões no fim do segundo trimestre. O nível de alavancagem medido pela relação entre dívida líquida e Ebitda ficou em 3 vezes em real – frente a 3,3 vezes no segundo trimestre – e em 2,9 vezes em dólar – comparado a 3 vezes em junho. A alavancagem medida em dólar, usada para a verificação do cumprimento de compromissos financeiros assumidos em contratos de dívida, é a menor desde a criação da companhia.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome