IGP-10 perde força, mas preços ao consumidor avançam

 

O IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) encerrou o mês de abril em alta de 0,18%, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os dados ficaram abaixo do total registrado em março, de 0,22%, enquanto a variação em março de 2012 atingiu 0,70%. Com o resultado, o total apurado no ano é de 1,12%, ao passo que o total em 12 meses foi de 7,45%.

Apesar da queda, um dos pontos que merece atenção é o avanço dos preços ao consumidor. Segundo a pesquisa, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,67% no período de análise, ante 0,49% em março, devido ao acréscimo mensurado por quatro das oito classes de despesa, em especial Habitação, que saltou de -0,43% para 0,64% por conta do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -8,16% para 0,48%.

Os outros grupos que avançaram no período foram Alimentação (de 1,26% para 1,40%), Vestuário (de -0,04% para 0,31%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,58% para 0,61%). As principais contribuições partiram dos itens frutas (de 1,07% para 5,44%), roupas (de -0,23% para 0,55%) e medicamentos em geral (de 0,11% para 0,74%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos que desaceleraram foram Transportes (de 0,91% para 0,33%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,44% para -0,06%), Comunicação (de 0,43% para 0,30%) e Despesas Diversas (de 0,34% para 0,29%), por conta da variação dos itens gasolina (de 3,55% para -0,15%), passagem aérea (de -3,49% para -13,43%), tarifa de telefone residencial (de 1,11% para -0,13%) e clínica veterinária (de 1,76% para 1%), nesta ordem.

Por outro lado, os preços mensurados pelo IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) atingiram -0,06%, e reverteram a variação de 0,11% de março. A decomposição revela que os Bens Finais subiram 0,86%, ante 1,18% em março, devido a queda do subgrupo combustíveis, que passou de 2,71% para -0,29%. Quando calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice não registrou variação. Em março, o avanço foi de 0,01%.

No caso dos Bens Intermediários, a variação passou dos -0,17% de março para -0,26% em abril devido a redução mensurada em três dos cinco subgrupos, com destaque para materiais e componentes para a manufatura, que passou de -1,01% para -1,20%. No cálculo após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, a variação foi de -0,64%. No mês anterior, foi registrada variação de -0,53%.

A categoria de matérias-primas brutas manteve o ritmo de queda e totalizou -0,92% em abril, ante -0,81% em março, afetado pela desaceleração dos itens milho em grão (de -2,37% para -7,83%), aves (de -0,74% para -3,88%) e mandioca (aipim) (de -4,37% para -7,60%), enquanto as variações de alta foram registradas por minério de ferro (de 4,92% para 7,68%), café em grão (de -6,58% para -1,88%) e leite in natura (de 0,78% para 2,67%).

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,65%, bem acima dos 0,37% de março. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,56%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,41%. O índice que representa o custo da Mão de Obra variou 0,73%, bem acima dos 0,32% referentes ao mês anterior.

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