A imprensa britânica nas eleições

Do Portal de Luís Nassif

Do Blog de Antonio Barbosa Filho

A IMPRENSA INGLESA TEM PARTIDO(S)

A imprensa brasileira, que gosta de imitar o que se faz no resto do mundo, poderia observar o que fazem as publicações da Grã-Bretanha. Nesta última eleição parlamentar, as principais publicações tomaram partido, e concitaram seus leitores a seguí-las – só que fizeram isso em editoriais, enquanto o noticiário continuava sendo plural, quase isento.

O Daily Mirror ficou ao lado de Gordon Brown, mantendo seu apoio aos Trabalhistas, que vem desde 1945. Foi o único jornal importante que manifestou-se pró-Labour. O The Guardin, por exemplo, também simpático aos trabalhistas, desta vez posicionou-se em favor dos liberal-democratas.

Também o dominical The Observer apoiou Nick Clegg e suas promessas, meio vagas, de “mudanças”, principalmente as mudanças no próprio sistema eleitoral.  O The Independent – honrando seu título de não-filiado a nenhum partido – defendeu um voto por uma coalisão Trabalhistas e Liberais-democratas, conforme o distrito, no que chamou de “voto tático”.

Os jornais chamados de “populares”, como os dois que pertencem ao australiano-americano Rupert Murdoch, e que eram “trabalhistas” na época de Tony Blair, agora penderam para os Cosnervadores de David Cameron. E o mesmo fez o mais influente hebdomadário (lá ainda se usa esta palavra…), pregando o controle dos gastos estatais. O Estado inglês, hoje, controla 50% da Economia! para a imprensa brasileira, veja à frente, a Inglaterra é um país comunista…

Portanto, é normal que os órgãos de comunicação impressa (não os eletrônicos, que são concessão do Estado quando não públicos) declarem sua preferência partidária, nas colunas editoriais, preservando a pluralidade na cobertura política. É simples assim.

De carona aqui, a capa da francesa Le Point desta semana, com 21 páginas sobre o Brasil. Um titúlo vazado em duas delas é “Lula, campeão dos presidentes mundiais”.

Enquanto isso, no Brasil…

Luis Nassif

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