A manipulação do debate sobre a mídia

Por Mariana Martins

Ontem estive no Seminário Política de (Tele)Comunicações e assisti atentamente à palestra de Paulo Bernardo e por não ter sido, digamos, “domesticada” para encontrar “besteiras” na fala dos outros sequer me dei conta dessa frase na fala do Ministro. Hoje ao me deparar com o conteúdo do que foi colocado nos meios de comunicação achei que eles estavam falando de outro evento ou até mesmo de uma entrevista exclusiva dada para os veículos.

Não estou aqui para defender a fala do Paulo Bernardo –  que acho que teve pontos bons e ruins -, mas, sinceramente, eu me sinto cada vez mais boquiaberta com atuação da impressa. E olhe que sou calejada no assunto. A necessidade de DESINFORMAR é tamanha que a grande imprensa comete o absurdo de noticiar um fato em que você esteve presente e lhe faz achar que a notícia é de outro acontecimento. E o pior de tudo é que tinham coisas muito mais importantes na fala de Paulo Bernardo que passaram despercebidas.

Além da fala de Paulo Bernardo, teve também a fala do Evandro Guimarães, representante da Abert e membro das Organizações Globo. Guimarães, julgando que a platéia era composta de vários “Homers Simpson”, lidou com o questionamento da regulação da radiodifusão com o discurso superficial e raso de que eles cumprem com a função social deles: bastava ver os índices de audiência do rádio e da televisão. Uma análise crítica dessa fala descontextualizada e absurda eu não vi nos grandes veículos!

É uma pena. E a pena maior ainda que eu tenho é que é por meio desses veículos que vai se dá o debate sobre o a regulação da comunicação. É esta a ágora pública que aguarda para se apegar as maiores “besteiras” (no sentido de pequenas questões) da lei e fazer delas cavalo de batalha.

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