A ocupação das favelas do Rio na imprensa internacional

Do O Globo

Ocupação de favelas no Rio é destaque nos principais jornais do mundo

Operação – que conta com mais de dois mil homens, entre policiais e fuzileiros navais – ganha espaço em sites da Espanha, França e Portugal
 El País / Reprodução

Espanhol “El País” deu destaque às imagens de militares sobre tanques de guerraEL PAÍS / REPRODUÇÃO

RIO — A ocupação do Complexo de Manguinhos e da Favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, desde a madrugada deste domingo, é destaque nas capas dos sites dos principais jornais pelo mundo. O diário espanhol “El País” trata a ação das forças de segurança como sendo realizada na “favela mais perigosa da América Latina”, ao fazer referência a Manguinhos. A reportagem no site do maior jornal da Espanha deu destaque ao tempo que os policiais levaram para ocupar a favela, 10 minutos, e às imagens de militares brasileiros sobre tanques de guerra.

O diário francês “Le Monde”, que utilizou informações da agência internacional de notícias AFP, ressaltou que as duas favelas tomadas pela polícia “tinham se tornado o quartel-general do grupo de traficantes de drogas do Comando Vermelho”, desde a expulsão deles do Morro do Alemão, em novembro de 2010. A reportagem ainda destacou que a ação do governo brasileiro faz parte de um série, na tentativa de “controlar e limpar as áreas mais perigosas do país” antes da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016.

Dois jornais portugueses, o Público” e o Jornal de Notícias”, também trouxeram informações sobre a ocupação das favelas no Rio nas capas dos seus sites. O “Público” deu ênfase ao fato de os dois locais serem“centros de consumo de crack e de venda de todo o tipo de drogas”Já o “Jornal de Notícias” destacou a estrutura da operação: “Mais de mil efetivos da Polícia Militar do Rio de Janeiro, apoiados por seis helicópteros e 11 blindados da Marinha, percorrem este domingo as ruas das favelas de Manguinhos e Jacarezinho em busca de armas, drogas e narcotraficantes”.

A ocupação é o início do processo para instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas duas comunidades, o que deve ocorrer até o início do ano que vem.

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