A origem da crise na TV Cultura

Estou muito incomodado com essa indicação do Augusto Nunes para o Roda Viva. A TV Cultura é pública. O mínimo que se espera são jornalistas, não tropa de choque Dilmista ou Serrista para comandar o principal programa da emissora. Isso é um absurdo! Quem já leu o blog do Augusto Nunes sabe do que estou falando. É um festival de desinformação misturado com falta de educação com os comentaristas e ofensas a qualquer pessoa que apóie Lula ou Dilma. O mais grave, no meu entender, é a maneira de agir de quem comanda. E não estou falando da Fundação Padre Anchieta, mas quem manda na fundação. Por isso, fiz uma pesquisa sobre a origem desse imbróglio na TV Cultura.

Na última participação do Reinaldo Azevedo — em que foi um dos entrevistadores de Gilmar Mendes ao lado de Márcio Chaer —, houve um grande número de internautas que protestou quanto à sua participação no programa enviando mensagens para o então ombudsman Ernesto Rodrigues.  Esses mesmos internautas enviaram um grande número de perguntas para Gilmar Mendes, via e-mail do Roda Viva.

Rodrigues, como parte de seu trabalho de ombudsman, fez um balanço da entrevista de Gilmar Mendes em que criticou as participações de Chaer e de Azevedo.  Reinaldo Azevedo reagiu atacando a direção da TV Cultura, que teria sido “responsável” pela “vigarice” de se permitir   “haver um ombudsman que pode esculhambar convidados, entrevistado e entrevistadores”.  E vaticinou:”Até um ombudsman pode ser demitido se não seguir o que está pactuado. O contrato da direção da TV Cultura com Arnesto prevê ou não agressão a convidados, inclusive e muito especialmente ao entrevistado?”

Ironicamente chamando o ombudsman de Arnesto, continuou e fez outra afirmação que faz pensar nos rumos ultimamente tomados na TV Cultura. “Arnesto pautou aquela repórter da Internet com todas as indagações feitas pelos blogs petralhas (ela confessa isso), pauta que certamente chegou a Lilian Witte Fibe, que também seguiu o roteiro direitinho — daí que o Arnesto a tenha elogiado tanto: ele próprio havia feito a seleção”.

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/tramoia-mambembe-incultura-democratica/

Interessante. Ontem, aqui mesmo no blog do Nassif, vimos que o Serra diz na entrevista ao Estado de Minas/Diários Associados que “o Heródoto entrou porque a Lillian Witte Fibe não deu certo”. Não deu certo? Será que esse episódio tem alguma coisa a ver com isso?

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/serra-e-a-tv-cultura

Em outro post, Azevedo criticou o ombudsman citando quem? Augusto Nunes, que escreveu um texto elogiando Azevedo (a quem chamou de “brilhante”) e dizendo que o ombudsman da TV Cultura, o jornalista Ernesto Rodrigues, era um “liberticida”, um “candidato a censor”.

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/um-liberticida-fantasiado-ombudsman/

Ora, depois desse episódio, Reinaldo Azevedo disse que não iria mais ao programa e criticou os jornalistas da TV Cultura. Sobre a entrevista da semana seguinte à de Gilmar Mendes, com Protógenes Queiroz, ele conta em seu blog que não assistiu porque faltou luz onde mora e completou: “Mesmo que houvesse energia, não sei teria visto o programa. Espero que a feitura das salsichas, desta feita, para lembrar Bismark, tenha seguido receita diferente da empregada na entrevista de Gilmar Mendes, quando se revelou um alinhamento entre “blogs livres como um táxi”, uma revistinha que vive da caridade oficial — que vende por semana o que tenho de leitores por hora — e parte dos profissionais da emissora, incluindo o ombudsman, que deveriam estar lá para fazer jornalismo. Espero que os entrevistadores, desta feita, tenham passado pelo crivo do Arnesto e que ele tenha evitado ofendê-los”.

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/nao-vi-ou-protogenes-leporello/

Curioso como todos foram caindo, um por um, aos poucos, desde então. Agora, acredito, Serra abre novamente as portas do Roda Viva para Reinaldo Azevedo. Aguardem e verão.

Abraços,

Marcelo Costa.

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