A repercussão do discurso de Dilma Rousseff na imprensa internacional

Do Opera Mundi

Jornais internacionais repercutiram o discurso da presidente Dilma Rousseff perante o Senado brasileiro nesta segunda-feira (29/08). O espanhol El País classificou a fala da mandatária como “dura e emocionante”. Dilma foi ao Senado para se defender das acusações de crime de responsabilidade que visam destitui-la de seu cargo.

Em artigo, o El País disse que, em discurso “duro e emocionante”, Dilma “apelou aos sentimentos, à sua história política, ao seu caráter e à sua trajetória para deixar claro de que está sendo expulsa [da Presidência] injustamente”.

“Ela sabe. Sabe que só um milagre a salvará [do impeachment], sabe que tudo está perdido. Ou quase. Por isso, apesar desta interpelação, Rousseff não dirigiu seu discurso só aos senadores, mas ao país inteiro, aos livros de história, ao seu próprio retrato e à sua própria biografia, consciente da dimensão do momento, da importância do discurso”, escreveu o autor do texto, Antonio Jiménez Barca.

Para o jornal espanhol, Dilma conseguiu atingir o “triste objetivo de sua própria defesa” nesta segunda: “deixar para os historiadores um precioso discurso inútil”.

Ainda na Europa, o jornal diário português Público, ao tratar do discurso de Dilma, deu como provável seu impeachment.

“A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, não poupou nas palavras na sua defesa perante o Senado, no julgamento em que deverá ser destituída do cargo, do qual está suspensa desde maio”, afirmou o veículo.

“A presidente defende-se destas acusações [pedaladas fiscais] — muitos analistas dizem que esta contabilidade criativa não é muito diferente da realizada por outros governos”, escreveu a autora do texto, Clara Barata.

Leia também:  Boletim do Jornal Nacional de 2 de junho, por Eliara Santana

Além disso, o jornal trata da operação Lava Jato, que investiga esquemas de corrupção que envolviam desvio de dinheiro da petrolífera Petrobras. Apesar de reconhecer que nunca foi descoberto nada que “visasse concretamente Rousseff — sua honestidade pessoal nunca foi posta em causa”, o Público diz que “a presidente convivia com esse sistema político que ninguém duvida que seja corrupto”.

A emissora norte-americana CNN também comentou o discurso da presidente quem, segundo o veículo, “não tem intenção de aceitar seu impeachment sem uma luta”.

“Não está claro se um discurso emocionado irá fazer algum bem [para ela]. A maré de opiniões está contra ela, e sua aparição [perante o Senado] é esperada que seja seu último pronunciamento público”, afirmou a CNN.

Segundo a emissora, o processo de impeachment se arrastou por meses e é um “retorno desagradável à realidade” para o Brasil após as celebrações dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que, “apesar de ter orquestrado, Rousseff foi impedida de comparecer”.

“[Esta] é uma crise política que os brasileiros comuns poderiam ficar sem — o país está tentando sair de uma recessão”, disse a emissora.

Outro veículo norte-americano que também abordou o discurso da presidente foi o jornal USA Today.
“Após quatro dias de briga intensa na capital do Brasil sobre as acusações enfrentadas por Rousseff, ela teve sua chance de se defender (…) Rousseff usou seu discurso de 45 minutos para ressaltar sua história política e pessoal”, escreveram os autores do artigo.

Leia também:  Será o Judiciário capaz de tomar as medidas necessárias para nos livrar desse desgoverno?

Para o jornal, vem se construindo um “momentum” contra a mandatária brasileira, “que está ficando sem tempo de convencer os outros senadores a mudarem seus votos [em seu favor]”.

Na América do Sul, o jornal argentino Clarín também se pronunciou em relação ao discurso da mandatária, que classificou como “uma histórica declaração de defesa”.

“A presidente enfrenta agora sua última batalha, em uma sucessão de crises que arrasta desde que iniciou seu segundo mandato, em 1º de janeiro de 2015”, escreveu a jornalista Eleonora Gosman.

Os parlamentares precisam de 54 votos para impedir Dilma. Em maio, quando era votado seu afastamento, apenas 22 dos 81 senadores votaram pela permanência da presidente. Caso ela perca a votação, o presidente interino e vice-presidente Michel Temer assumirá definitivamente o Palácio do Planalto até 2018. A votação no Senado deve ocorrer na quarta-feira (31/08).

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11 comentários

  1. O QUE HA POR TRAS DO IMPEACHMENT
    NO ANO PASSADO, `A ESSA EPOCA, POSTEI O VIDEO DO SHOW DA RACHEL MADDOW, ONDE ELA DISCUTE: “WHY WE DID IT”, OU SEJA, POR QUE A GENTE FEZ ISSO. TROCANDO EM MIUDOS ELA PROVA POR A + B QUE A MOTIVACAO NUNCA FOI AS ARMAS DE DESTRUICAO EM MASSA NO IRAQUE. O QUE, ALIAS, NUNCA FORAM ENCONTRADAS LA. NA VERDADE, O QUE EH COMPROVADO EH A RELACAO INCESTUOSA ENTRE O ENTAO PRESIDENTE GEORGE W. BUSH E AS MULTINACIONAIS DO PETROLEO. O QUE AGORA TORNA INTERESSANTE REVER ESSE DOCUMENTARIO SAO AS CONFLUENCIAS QUE LEVAM AO PETROLEO NA AMERICA DO SUL E O INTERVENCIONISMO DOS ESTADOS UNIDOS. QUANDO DECIDIRAM A BAIXAR O PRECO DO PETROLEO, DECLARARAM QUE O OBJETIVO ERA O DE ATINGIR OS VELHOS INIMIGOS DO PAIS, OU SEJA: VENEZUELA, IRAN E RUSSIA, TODOS GRANDES PRODUTORES DE PETROLEO E DESAFETOS CONFESSOS DOS ESTADOS UNIDOS. O BRASIL NAO ERA GRANDE PRODUTOR AINDA. MAS JA SE SABIA DE SUAS MEGAS RESERVAS.  COINCIDENTEMENTE, TODAS AS COMMODITIES BRASILEIRAS SOFRERAM QUEDA DE PRECO. QUAL O PECADO DO BRASIL? TER ORIENTACAO ESQUERDISTA, ATE ONTEM; SER PARTE DOS BRICS; TER FEITO PARCERIA PARA IMPLANTAR UM BANCO QUE FARIA CONCORRENCIA AO FMI; TER UMA PRESIDENTA QUE NAO GOSTOU NADA DE SABER QUE FOI ESPIONADA ETC. VEJAM O VIDEO. INFELIZMENTE CONTINUA SOMENTE NA LINGUA INGLESA. QUEM PUDER COMPREENDER PROCURE RESPONDER: SE NAO TIVERAM ESCRUPULOS DE CONTABILIZAR JA MAIS DE 1 MILHAO DE MORTES PARA OBTER O PETROLEO DO IRAQUE, POR QUE TERIAM ALGUM ESCRUPULO DE INTERFERIR NA POLITICA BRASILEIRA ONDE O RISCO EH MENOR E NAO HA O MESMO HISTORICO DE HOSTILIDADES? https://www.youtube.com/watch?v=I86I6x8hnVc

     

  2. A repercussão do discurso no Brasil, fora da mídia plutocrata.

    O ESPETÁCULO DO IMPEACHMENT, INACEITÁVEL. MAS DILMA GANHOU DE TODOS

     30.8.16    HELIO FERNANDES – O primeiro dia foi surpreendente. Para todos. Adversários. Correligionários. Jornalistas, que normal e incessantemente estavam contra ela. E até para este repórter, desde o principio analisando reiterada e até diariamente e condenando a parcialidade do processo. Jamais acreditei que a usurpação do poder comandada pelo vice, pudesse ser baseada em principio constitucional. E para completar e complementar a questão, nem passava ou alguma vez passou pela minha imaginação. Acreditar que a então presidente, pudesse ter cometido qualquer crime de responsabilidade. Ou de irresponsabilidade. O que ninguém esperava ou acreditava: Dona Dilma foi massacrando um por um, sem hostilidade ou animosidade. Com um discurso franco, aberto, sem que em qualquer momento, mostrasse sinais de cansaço. E revelava memória de computador, despejando sobre o adversário, dados sobre a própria vida dele. Estarrecimento ou assombro geral. E Dona Dilma mostrou mais um elemento, aparentemente desconhecido de todos. Para os mais arrogantes ou pretensiosos, a resposta era mais contundente. Sem baixaria ou agressão pessoal. O jovem presidenciável Aécio Neves, já derrotado por ela em 2014, Foi descuidado, imprudente e sem cautela, ao desafiá-la com uma pergunta, “sobre o fato dela ter mentido para ganhar a eleição contra ele”. Lúcida, irreverente, competente, desmontou o presidente do PSDB. A câmera de duas TVs, focadas nele, fui acompanhando. Empalidecia, ia mergulhando na cadeira. Quando Dilma terminou, surgiu outro orador, Aécio levantou,foi embora e não voltou mais. Não quis nem olhar para ninguém. Estarrecido. Envergonhado.Constrangido. O que não aconteceu com Lula e o famoso compositor Chico Buarque. Ficaram horas. Diria que o ex-presidente, compartilhando e concordando com todos, que repetiam a mesma admiração: “Dona Dilma está dando um show, vai derrubando todos que não acreditavam nela”. Chico Buarque mostrou que alem de tudo, é um homem de fibra, caráter e convicção. Neste momento, aparecer em publico defendendo a “presidente afastada”, só com muita coragem. Ha anos, o então presidente da Academia, procurou-o, convidando-o para ser “Imortal”. Chico Buarque agradeceu e respondeu: “Não posso entrar para a Academia. Meu pai, junto com Carlos Drummond de Andrade e Gilberto Freyre, publicaram um documento publico, condenando a Academia, por ter recebido por unanimidade, o ditador Getulio Vargas. Afirmaram que jamais entrariam para a Academia”. E terminou: “Não posso nem pensar em entrar para a Academia”. Seu pai, o notável Sergio Buarque de Holanda, foi um dos fundadores do PT. Depois de condenar Dilma numa televisão, chegou a vez do líder do PSDB, Cássio Cunha Lima, interrogar a presidente afastada. Demagogo, olhou para as galerias onde estavam os favoráveis ao impeachment (as galerias foram divididas), apontou o dedo e blasfemou: “Vou falar para o povo verdadeiro, que é o que está ali”. E recitou o mesmo discurso primário de sempre. Foi atrasado pela resposta retumbante de Dona Dilma.  A senadora Simone Tebet, fez três perguntas a Dona Dilma. A única que ficou sem resposta. Depois, no corredor das entrevistas, falou para uma TV: “Quis ajudar a ex-presidente, ela não entendeu”. O repórter quis saber o que perguntara. Resposta: “Se voltasse ao governo, repetiria os mesmos erros?”. Isso é irrespondível. Tenho até certa consideração com a senadora, pelo sobrenome e pelo estado de origem, Mato Grosso. Em fevereiro de 1981, quando a Tribuna da Imprensa foi destruída por vingança, fui depor em Brasília na “Comissão do Terror”. O relator, Franco Montoro. O presidente, Ibrahim Tebet, do mesmo estado. E extremamente qualificado. Acho que deve ser parente próxima. E como diz a sabedoria popular, “quem sai aos seus, não degenera”. O discurso mais violento (violentíssimo), foi o de Lindbergh Farias. De tal ordem, que Dona Dilma, com um roteiro inteiramente diferente, agradeceu, e não se alongou. Na verdade, os discursos dos 20 senadores do seu lado, não acrescentaram nada. Ela mesma se encarregou de tudo, acertando a mira para o lado que preferia. E citou nomes, quando achava que era necessário. Usou o de Eduardo Cunha á vontade. Mas quando, com a maior tranqüilidade, afirmou, “que a culpa de tudo o que está acontecendo é CULPA DE TEMER E CUNHA, o Jaburu estremeceu. O presidente provisório, que estava assistindo a televisão, quase caiu da cadeira. E no mesmo momento, constatou que a sua liderança é inexistente. Queria que respondessem imediatamente. Não encontrou ninguém. Telefonou para Renan Calheiros. O presidente do Senado, registrou o mesmo insucesso. PS- Pelos cálculos do Ministro Lewandowski, havia pergunta e resposta, até ás 23 horas da segunda feira. 14 horas históricas e indescritíveis. PS2- Hoje, terça, continuaremos.

     

  3. Invocando o testemunho do

    Invocando o testemunho do editor do blog,disse em comentario a disposicao de interessados,que a Presidenta Dilma fez um discurso nao para virar o jogo no Senado,infestado de capadocios,mas para entrar para historia como a Presidente mais digna,correta e limpa que envergou a faixa presidencial,e aniquilar,com o tempo,a carreira politica dos seus algozes.Ouvi detalhadamente o pronunciamento do Senador Humberto Costa.Colocou magistralmente o dedo na ferida,dizendo de forma brilhante,contudente e incontestavel, as razoes do descarte da Presidenta.Em portugues claro,a presidenta Dilma,por sua formacao,jamais aceitou a ideia de corromper vagabundos com dinheiro do Povo.Os vagabundos a quem me refiro,tem a extensao ampla,geral e irrestrita.Caira de cabeca erguida e fara parte da historia.Lula,animal politico,foi na mosca,o jogo so esta comecando.

  4. ‘deixar para os historiadores

    ‘deixar para os historiadores um precioso discurso inútil’

    O El País matou a pau.

    A lembrança que a dilma deixará não será esse dircurso, isso só valerá para os historiadores e pra sua biografia. Para nós ficará a lembrança de um governo lerdo, fracassado.

    Pela lerdeza republicana da dilma e zé cardoso todos os quadros do PT foram condenados. O que me irrita é que eles foram alertados muitas vezes e nada fizeram. Tinham ferramentas à mão. Agora verão na ‘grobo’, isto se não trombarem com o moro da lavajato, o Temer e o Moraes exercerem o poder de PR e MJ.

    Sei que o momento é difícil. Mas quem por duas vezes teve mais de 50 milhões de votos não pode dar chance ao azar. Imperdoável, infelizmente.

  5. Pelo que entendi ela está
    Pelo que entendi ela está sendo processada por três créditos suplementares. Os créditos suplementares estão previstos em lei. Porém, possui condicionantes. As condicionantes são: após aprovação do crédito suplementar, o valor a ser pago não pode ultrapassar o limite do valor pego emprestado. Não interessa se este valor vem de bancos públicos ou de outro órgão do estado. É por isso que não se pode privatizar a petrobrás, por exemplo. Pois através do crédito suplementar pode-se pegar dinheiro do lucro da Petrobrás e investir em educação, por exemplo. Desde que, condicionalmente, o valor pego seja pago de volta para a estatal dentro do prazo estabelecido e no valor exato que foi pego. Resumindo; A presidenta pegou o crédito suplementar e os pagou para poder pagar o plano Safra que estava em déficit. O valor das commodities e do petróleo, como ela bem mostrou através dos gráficos. Despencou em 2014. E como a balança comercial do país é baseado nestes produtos, pois nosso país tem superávit graças as importações destes produtos. O país entrou em recessão, diminuindo a arrecadação. Como a China e outros países deixaram de comprar estes commodities e os pequenos e médios produtores industriais não tinham como sobreviver. Ela criou estes créditos suplementares previstos em lei, para poder subisidiá-los enquanto o ciclo das commodities voltasse ao normal. Mas realmente houve crise mundial e o Brasil foi um dos mais afetados. Pois sua balança comercial é baseada quase que totalmente em produtos exportados que deixaram de ser comprados no exterior devido a crise mundial. Então, imparcialmente analisando, não houve crime. Pois está tudo previsto em lei e o dinheiro pego emprestado através dos créditos suplementares foram pagos. Só quem realmente assistiu toda a defesa de Dilma no dia 29/08/2016 saberá que isto é verdade. Pois ela demonstra tin tin por tin tin. O político só poderá ser considerado golpista se tiver consciência destes fatos e mesmo assim insistir derrubá-la ilegalmente. Isso tudo se realmente os créditos estão realmente previstos em lei e se foram honrados corretamente. Mesmo que, por insensibilidade, a oposição não tenha amor pelo povo brasileiro e tenha resolvido inviabilizar o governo Dilma com o país em crise… Se os créditos não estiverem previstos em lei ela cometeu crime… Mas como tudo leva a crer que sim… Realmente trata-se de uma injustiça. De acordo com a defesa, a lei permite que o crédito suplementar possa ser aprovado diretamente pelo executivo. E ele o foi. Creio que não houve crime por parte dela. Precisaria haver jornalistas sinceros para analisar esta lei e verificar se realmente procede. Se sim, a mídia teria obrigação de intervir. Se eles não fizerem e realmente a defesa estiver correta, a mídia foi conivente com uma injustiça nacional.    

  6. Padronização mundial do conteúdo jornalistico

    Li hoje um artigo sobre a defesa da Presidenta Dilma no Jornal La Nacion da Argentina, um dos dois maiores daquele País junto ao El Clarin.

    Me pareceu do começo ao fim estar lendo um artigo da Folha, Estadão ou Jornal O Globo, mais parecido diria até inclusive com seus editoriais. Todos os argumentos calcados na mesma narrativa da midia tupiniquim.

    Vendo essa “globalização do pensamento único” em que informações, argumentos e narrativas são repetidos acriticamente independente da lingua e geografia do meio jornalistico que a produz, sinceramente me é dificil manter um minimo de confiança e credibilidade no que leio, vejo, ouço. Aqui e, mundo afora.

    Toda unanimidade é burra diria Nelson. Já Mino, calificaria como sendo “tudo a mesma sopa”…

  7. Aócio e sua “merenda”, o

    Aócio e sua “merenda”, o Anastasia, já podem pedir música no Fantástico: CANALHAS, CANALHAS, CANALHAS.

  8. LUZ DA HISTÓRIA

    Com certeza, este belo, histórico e contundente discurso da Presidente Dilma Roussef merece o aplauso e os elogios da militância progressista.

    Ainda que não se possa dizer que seja um discurso perfeito, até porque tal perfeição seria impossível, cumpre reconhecer que a eloqüente autodefesa contém todas as principais evidências da inconstitucionalidade do impixe.

    Além disso, o discurso faz de início um breve resumo da história pessoal da Presidente, com relevante destaque para a combatividade, a coerência, e a lealdade de sua trajetória política desde a década de 1960.

    O discurso apresenta também um conciso histórico do golpe em marcha, com a clara indicação dos óbvios indícios de manipulação, de casuísmo e da conseqüente ilegitimidade que contamina todo o processo de impixe.

    E prima pela precisa caracterização do golpe, com a demonstração didática do fato de que, no presidencialismo, a destituição do mandato presidencial sem a comprovação de crime de responsabilidade é coisa inconstitucional.

    Além de denunciar a ação orquestrada de grupos poderosos que têm o indisfarçável objetivo de contrariar a vontade popular expressa nas urnas.

    Assim, denuncia a mal disfarçada manipulação de factóides urdidos para travestir de pretensa legalidade uma ruptura institucional e, portanto, um flagrante golpe de estado, que se caracteriza sempre pela atuação de órgãos estatais para a tomada do poder através de meios ilegais e inconstitucionais.

    Ademais, a firmeza admirável do discurso da Presidente no senado em 29/08 advém especialmente da rigorosa demonstração de inexistência de quaisquer crimes de responsabilidade a ela atribuídos.

    O discurso demonstra de forma ampla e inequívoca que todos os decretos de autorização de créditos suplementares editados pelo governo Dilma respeitaram a legislação em vigor, e não alteraram a meta fiscal.

    E indica expressamente que os referidos decretos de créditos suplementares realizaram apenas a realocação de despesas, e foram decorrentes da cogente necessidade de atender a solicitações formais de diversos órgãos estatais, inclusive alguns do poder judiciário, para evitar a interrupção de serviços públicos e de programas sociais essenciais para a população carente.

    Ao tempo em que destaca o fato de que tal realocação de despesas foi uma decorrência portanto da necessidade de evitar o colapso do estado brasileiro no segundo semestre de 2015, em face da forte e abrupta queda das receitas fiscais, influenciada pela grave crise econômica internacional.

    Deste modo, resta evidenciado que crime mesmo seria não editar os tais decretos e, com isto, permitir o colapso da administração federal.

    Para completar, o discurso da Presidente ressalta o fato de que os decretos de créditos suplementares citados no processo impixe foram anteriores à casuística alteração do entendimento sustentado pelo TCU até 2015.

    Bem como ressalta que os mencionados decretos foram aprovados pelo Congresso Nacional, por estarem de acordo com as exigências da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO, da Lei Orçamentária Anual – LOA, e por respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal — LRF, visto que não alteraram a meta fiscal, conforme reiteradamente comprovado.

    E termina de fulminar a grotesca tese do impixe com a recordação do fato de que, até outubro/2015, o TCU aprovou inúmeros decretos semelhantes nas contas de diversos exercícios fiscais, de diferentes governos.

    Por outro lado, o discurso demonstra a absoluta inexistência de ato direto da Presidência da República na realização das pedaladas fiscais.

    E acrescenta o fato de que as pedaladas praticadas não violam a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, pois não caracterizam operações de crédito, conforme atesta decisão do Ministério Público Federal – MPF.

    Por fim, o discurso denuncia de forma expressa que a casuística alteração do entendimento do TCU acerca das pedaladas, ocorrida no final de 2015, não serve de forma alguma para a pretensa legitimação do impixe.

    E isto por força do elementar princípio jurídico que veda a retroatividade da lei, dado que as pedaladas foram anteriores à alteração do entendimento.

    Dessa forma, o histórico e demolidor discurso proferido pela Presidente Dilma Roussef em 29/08 demonstra, de maneira irrefutável, a inexistência dos ilícitos aptos a embasar julgamento pelo senado.

    Por esta via, resta já comprovada a resultante inconstitucionalidade do processo de impixe, que viola os artigos 85 e 86 da Constituição Cidadã, fere o devido processo legal e agride o Estado Democrático de Direito.

    Donde resulta aberta a possibilidade de acionamento específico do STF para julgamento da questão de mérito relativa à inconstitucionalidade do impixe, posto que a independência dos três poderes não exime nenhum deles da obrigação de cumprir suas respectivas funções institucionais.

    Assim, de tudo quanto expendido no discurso da Presidente ora em apreço, salta à vista a evidente ilegitimidade do governo que está na iminência de ser tornado efetivo sem jamais haver sido escolhido pelo voto popular, sem possuir respaldo legal e sem o indispensável respeito à democracia.

    Com o agravante maior de que as políticas visadas pelo governo ilegítimo e inconstitucional possuem características diametralmente opostas ao projeto de nação vitorioso nas eleições de 2001, 2006, 2010 e 2014.

    E com o acréscimo deplorável do apoio mal dissimulado da grande mídia e dos interesses anti-sociais a serviço do imperialismo predatório.

    Urge então cobrar das Senhoras Senadoras e dos Senhores Senadores o dever de julgar com justiça a realidade, e vale lembrar que o julgamento maior será feito pelas futuras gerações, à luz dos fatos e da História…

  9. ser republicano………….

    ser republicano dá nisso………………..apeada do poder sem dó…………….

    agora é chamar o babaca do ministro da justiça zé cardoso pra chorar e tomar o chá da tarde.

    minha querida presidenta, do lado de lá tem bandidos…………..bandidos sem nenhum caráter.

    de nada adianta ser republicano, tinha que jogar o jogo sujo deles, tinhamos que ser duros.

    a senhora deu mole……………

    seu ministro zé foi um banana.

    deu no que deu.

     

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