A sombra da suspeita sobre Gilmar

O Roda Viva de ontem valeu por uma afirmação do delegado Protógenes, reproduzida em todos os portais de notícias: não houve o grampo contra Gilmar Mendes. Sem áudio, não há grampo. Nada que qualquer leitor atento não tivesse já percebido. Mas, pela primeira vez, rompeu-se de forma ampla a barreira corporativista criada pela mídia em torno do episódio.

Não dá para tapar o sol com a peneira. Há a suspeita de que houve uma fraude, da qual participaram uma revista de circulação nacional, a Veja, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e um senador da República, Demóstenes Torres.

Mais. A notícia não veio sozinha, mas mal acompanhada – da acusação de ter sido planejado pela ABIN (Agência Brasileira da Inteligência), acusação repercutida, em uníssono, pela Veja e pela IstoÉ.

A notícia gerou uma crise institucional por ter sido endossada pelo presidente do Supremo.  Pior, beneficiando diretamente um réu que vinha sendo defendido tanto pelas duas revistas quanto por Gilmar. Em nome dos direitos individuais, é claro.

Na melhor das hipóteses, Veja e Gilmar foram levianos, ao endossar um grampo sem áudio. uma autoria sem comprovação. Na hipótese grave, foram cúmplices em uma ação para desmoralizar instituições públicas brasileiras, visando defender os interesses de um criminoso condenado por suborno.

Em qualquer das hipóteses, é inconcebível que a mais alta corte do país mantenha na presidência alguém sobre quem paira a suspeita de, na versão benevolente, gerar levianamente uma crise institucional.

Se Gilmar Mendes tivesse o mínimo respeito pelo Tribunal que preside, solicitaria o afastamento do cargo até que o episódio fosse definitivamente esclarecido. Ou apresentaria as evidências em que se baseou para afirmar que o grampo existia e foi produzido pela ABIN.

Leia também:  Folha, leitor confuso, um indicador de credibilidade negligenciado, por Denise Becker

Por Professor

Prezado Nassif.

Só posso cumprimentá-lo, mais uma vez, pelo destemor e pela audácia com que você vem tratando os desdobramentos da operação Satiagraha, desde o início, sem omitir fatos e sem desesperançar diante de tudo o que se seguiu. O parto de uma nação está mesmo acontecendo (esse post deveria ser recuperado e colocado à vista, foi um dos melhores do ano e ainda terá muito a dizer no próximo ano).

Equilíbrio na análise, defesa pública de sua posição e espaço para o contraditório são méritos cumulativos deste blog, convidando os leitores à análise e ao uso próprio da razão – o ideal Iluminista por excelência.

Até mesmo minhas opiniões foram úteis para o debate coletivo, incentivando o leitor/comentador a um exercício ainda mais interessante de argumentação colaborativa.

O factóide do grampo também tem sido um grande teste para o jornalismo. E aqui, mais uma vez, o blog é referência icontornável para a elucidação dos temas. Se não fosse o saudável exercício da dúvida cartesiana por parte de jornalistas independentes essa criação poderia ter rendido frutos bastante indigestos à Democracia.

Existe um argumento jurídico ingênuo, mas de grande poder persuasivo, usado à exaustão pelos defensores do DD, advogados ou não: estão atacando as instituições fundamentais do Estado Democrático de Direito.

Você já o afastou corretamente. Mas sempre tem gente repetindo essa ladainha.

Polícia Federal, Ministério Público Federal e Poder Judiciário Federal são três instituições independentes, públicas e que fazem parte do arcabouço institucional do Estado de Direito Brasileiro. Até o momento todas as ações da polícia que implicaram restrições de direitos fundamentais no curso da investigação foram examinadas pelo Ministério Público e pelo Judiciário – algumas foram acolhidas, outras rejeitadas -quer dizer:tudo conforme as regras.

Detalhe: um comentarista que embarcou nessa onda confundiu INCIDÊNCIA com APLICAÇÃO da regra jurídica. Deve reler Pontes de Miranda. Se o crime só existe com a sentença, então foi ao sentença que o criou do nada? Sobre o que a sentença definitiva e irrecorrível se pronunciou, afinal? O crime é um comportamento humano regulado pela norma penal, que se caracteriza por uma conduta localizada e determinada no passado (antes do processo penal, óbvio). Antes da autoridade judiciária se manifestar definitivamente sobre o crime (sentença passada em julgado), a polícia se manifesta sobre um crime ao abrir o inquérito, promover diligências e remeter a investigação; o MP se manifesta sobre um crime ao oferecer a denúncia e promover o processo, e o magistrado se manifesta sobre um crime ao ordenar a prisão processual ou outras diligências – até mesmo ao condenar. A garantia da presunção da inocência não afasta essa realidade lógica, apenas mitiga seus efeitos mais nefastos sobre o autor do crime até o pronunciamento final do Judiciário.

Leia também:  Esquerda tem capilaridade, mas falta narrativa própria e estratégia nas redes sociais, diz Letícia Sallorenzo

Também é ingênuo confundir Gilmar Mendes com o STF. Essa confusão tem sido provocada à exaustão para encobir o continuado maltrato de GM com a imagem institucional do STF. É apenas um ministro falastrão e de condutas bastante questionáveis no exercício do cargo. Quanto mais ele se expõe, mais se torna passível de cobrança. Pessoalmente, creio que ele foi enredado pelo “serviço secreto” daquele famoso réu e por sua imensa egolatria. Mas suas condutas públicas são e podem ser questionadas sempre, por ser ele um servidor público do Estado Democrático de Direito, cujo elevado cargo só aumenta as responsabilidades públicas de sua imagem. Não existe espaço para um déspota esclarecido (sempre désposta, ainda que esclarecidíssimo) em nenhum dos poderes da república.

Creio que nunca foi tão evidente a ligação entre o bom exercício do jornalismo e a manutenção das qualidades de um sistema político democrático. Os “founding fathers” da federação norte-americana ficariam orgulhosos do bom combate que este blgo vem travando.

Uma saudação do leitor. Boas Festas.

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112 comentários

  1. Eu apresento uma outra
    Eu apresento uma outra possibilidade:

    A revista Veja grava e divulga um trecho totalmente irrelevante,Só tem relevância pra provar que houve a gravação.

    GM e o senador ficam indignados.A revista preserva suas ”fontes”.

    Partindo do pressuposto que qualquer pessoa grampeada fica de cabelo em pé( porque todo mundo fala o que não deveria no telefone),ambos(ministro e senador) ficam reféns da revista.

    É só uma hipótese a mais.

    Porque não passa pela minha cabeça que o presidente do STF e um senador da república estariam macomunados com arevista.Seria muita burrice .

    Talvez,essa hipótese,seja pior ainda pros dois.

    Mas no momento é a mais viável.

    Estariam sendo chantegeados?

    ps:Quando digo que a revista grampeou,tbm podemos supor que a mesma comprou a gravação de alguém qualquer.Até aí eu vou.Mas revista,senador e GM conspirando? Mas nem de luneta acredito.

  2. porque está tão ruim abrir os
    porque está tão ruim abrir os comentários? eu que sou jurássico me embanano todo com qualquer problema, vai melhorar?

    Probleminha no sistema, que está sendo trabalhado.

  3. Não vai aparecer nenhuma
    Não vai aparecer nenhuma entidade da sociedade, OAB, ABI, Partido (Cadê o PSOL, socorro PSOL) que entre oficialmente pedindo investigação de responsabilidades a Gilmar Mendes?

  4. Volto a postar – Vamos encher
    Volto a postar – Vamos encher essa Kombi e ver quantos lugares ela tem!!!

    Gilmar Mendes – Eu existo

    O Supremo Ministro Gilmar Mendes declarou que não existimos. Esse blog é em homenagem a ele, pois sua declaração nos inspira a dizer ao mundo o quanto repudiamos suas falas e ações.

    Cada comentário nesse blog é uma declaração: EU EXISTO E, COMO BRASILEIRO, ME ENVERGONHO DE VOCÊ!!!

    Segue o link do blog: http://gmeuexisto.blogspot.com/

  5. Nassif, primeiro PARABÉNS! A
    Nassif, primeiro PARABÉNS! A tua coragem lava a alma dos que buscam por justiça, mas principalmente de todos os que querem construir um país melhor, inclusive dos que trabalham no Poder Judiciário. Para que isso aconteça, há de se ter muita coragem, o que te sobra. Sabe-se que não haverá repercussão nos grandes grupos que exploram os meios de comunicação, mas destes ninguém mais espera algo decente já há muito tempo.

  6. Senhores, o que interessa
    Senhores, o que interessa agora é o Gilmar Mendes. Em minha opinião temos um irresponsável na presidência do STF, para dizer o mínimo. Com fortes indícios de fazer parte do cinturão de proteção de criminosos e de ser capaz de fazer qualquer coisa para obstruir investigações que levem ao período do governo FHC. Isso não pode continuar.
    O Sr. Gilmar precisa afastar-se e fecilitar as investigações sobre as suspeitas que pesam sobre si. Não dá para ter um presidente do STF nesta condição. Isso sim, atenta contra a moralidade e e coloca suspeição sobre o estado de direito.

  7. ah tá.. papai noel existe e
    ah tá.. papai noel existe e vai apresentar o audio deste grampo.. só ele pra fazer isso, pq o GM, Veja ou qq outro não vai apresentar de jeito nenhum

  8. LN

    O Comentário enviado
    LN

    O Comentário enviado 12:37 por Thomas……, na verdade é uma sacagem do Pânico que incentivou internaltas a enviar mensagens a programas de TV e agora a blogs, assinando com este nome de duplo sentido…Pode ser que eles usem isso no próximo programa para te sacanear.

    abs

    JC

    É isso mesmo. Obrigado.

  9. eu não sei se é timidez das
    eu não sei se é timidez das pessoas.

    O problema de acesso continua o mesmo.

    A pgn trava.Tem que religar o computador.

    está demasiadamente lento.

    E até pra mudar de página,dá uma travada demorada.

    E um outro problema:

    Antes: Pra mudar a leitura de posts ou comentários,bastava clicar numa cruz.

    E agora?

    É VAI E VOLTA?

    E como vai e volta com essa lentidão e travação?

    Ainda estou usando o modelo RONALDO:Clicando com o botão direito pra comentar e ler os comentários.Mesmo assim é um suplício.

    É um saco, que está ocorrendo com o Internet Explorer. Espero que resolvam rapidamente.

  10. Repito mais uma vez:
    Repito mais uma vez: precisamos pedir que o Sr. Gilmar “Dantas” abandone o Supremo. Manifestações precisam acontecer neste único sentido. O Brasil precisa parar a fim de que o Sr. Gilmar “Dantas” desça. Quando o Sr. Gilmar foge das perguntas sobre o irmão, desqualificando quem denuncia, evidencia que tem medo de que seu DNA se mostre como é: linhagem das mais atrasadas oligarquias que dominam o Brasil há séculos, oligarquia que ofende, que oprime, a causa verdadeira do atraso da nossa nação.

  11. Teoria da conspiração é coisa
    Teoria da conspiração é coisa de americano-swm-porco-capitalista-e-o-escambau.
    Até onde sei, a revista não declarou que tinha o áudio, mas sim que tinha a transcrição do grampo, feita pela ABIN. A seguir esse raciocínio: ou também ela (a ABIN) estaria metida no rolo, ou a revista inventou a transcrição.
    A acusação é grave, muito mais por que quem a fez o fez numa entrevista em TV público -, sem qualquer prova ou evidência – é pago com o dinheiro público e menciona homens também públicos.
    Se fosse comigo, não passaria em branco. Mas, enfim, vai ver que eles não acham que o delegado seja merecedor de tamanha importância.
    Pagou mico sem precisar.

  12. Nassif,

    Quando todos se
    Nassif,

    Quando todos se perguntam por que raios a Veja não apresent o áudio, tenho outra hipótese: o grampo foi feito por alguém que entende do riscado, e que não é da ABIN. Mas que fez o grampo para incriminar a ABIN, Paulo Lacerda e Protógenes. Quem poderá será, hein? Será o Super Man? O Chapolim Colorado? Um assessor de segurança do STF, especialista em guerra eletrônica? Oh, são tantas dúvidas que assaltam minha mente….

  13. Olha, faltou pouco pro
    Olha, faltou pouco pro repórter da folha ontem se levantar e prender o Protógenes.

    Que lamentável corporativismo. Se a colega cometeu crime, quem a defende não só avaliza sua conduta, como se torna cúmplice. No mínimo.

  14. Veja inaugura um novo tipo de
    Veja inaugura um novo tipo de grampo telefônico: o grampo espírita. Se, conforme Veja o áudio foi destruído, ou seja, morreu, desencarnou, então, a transcrição não é mais uma transcrição. É uma psicografia.

    Marcos

  15. A questão é que tentaram algo
    A questão é que tentaram algo e não conseguiram. Lula, mesmo que questionamentos existam a respeito de omissão, está com a bola cheia. É O 18º mais influente e o presidente mais popular e GM não é nada. E continuará não sendo pois vão jogá-lo ao limbo.
    A mudança no noticiário se deve a isto. Se continuaram falando mal de quem o povo gosta, vão simplesmente vender menos.

  16. Bom dia !!! Sem dúvida
    Bom dia !!! Sem dúvida nenhuma os citados acima (Veja, GM e DT) não estão nem aí pra o que dizemos aqui no blog. ok. Nem precisam, afinal de contas estão rodeados de pessoas de índole duvidosa e portanto é bom mesmo não participarem do nosso espaço ficaria cheirando mal.
    Vamos ao que interessa a entrevita. Um primor. Clara, objetiva, corajosa e acima de tudo contundente. Os Jornalistas (colegas do Nassif) não estavam a altura do entrevistado, basta ver o mico do ano quando Fernando Rodrigues (pasmem) deseja colocar o Delegado contra a parede porque agentes secretos utilizaram disfarçe e pior quer nos fazer crer que ao escolher um disfarçe o agente deve preservar qq órgão estatal, um prêmio ridículo do ano vai para: Fernando Rodrigues.
    De resto tudo que as pessoas da mídia em geral e como a Rita Rafaeli, desejam: fazer com que todos nós desviemos o foco do que interessa a prisão, a liberdade e a condenação de um cidadão que enoja a opinião pública brasileira, não os Jornalistas, que aliás estão totalmente descolados da opinião do público basta ver a dissonância entre o que eles perguntavam e o que o distinto público queria saber.
    Flávio de Araujo do Nascimento

  17. Antes abríamos para ler os
    Antes abríamos para ler os comentários e era tudo muito rápido. Agora tem um tal de script??? Sei não! Acho que antes era melhor.

  18. E o prêmio telepata do ano
    E o prêmio telepata do ano vai para…Flávio! Não apenas ele adivinha o que EU quero, como também o que o público queria saber!
    É claro, como, de resto, também o que pensam Gilmar Mendes, Demóstenes Torres, Daniel Dantas, a revista Veja, etc.
    Já que chegamos à espiritualidade mesmo…

    P.S.: se o dono do blog não me quiser aqui pode dizer, eu saio na hora.
    Ah, já sei, o Flávio também sabe o que o Nassif pensa. Desculpe, esqueci.

  19. Olá Nassif.
    tenho certeza que
    Olá Nassif.
    tenho certeza que assim que forem solucionados os problemas mais graves, seu novo blog vai ficar sensacional.
    Sobre o Gilmar, acho a hipotese do grampo de um terceiro passado para a Veja, que aproveitou a chance para arrastar o Gilmar e o Demostenes para dentro do esforço de atacar o Paulo Lacerda a mais provavel. Gilmar e Demostenes foram usados, e quando perceberam a barberagem, já era tarde. Não creio que Gilmar e Demostenes sejam isentos.Acho que ambos estão enrolados em outros termos com Daniel Dantas. Demostenes há bastante tempo faz parte da bancada de Dantas e Gilmar pode estar envolvido no esquema Dantas desde a época de FHC. Por isso seu destempero por achar que Lacerda teria informações para acerta-lo. Isto explicaria a rapidez de Gilmar para liberar Dantas e sua explosão de raiva em relação a DeSanctis e com Protogenes e claro, com Carta Capital. Mas sobre o grampo, foram iludidos ou estão sendo chantageados.

  20. Nassif, para os
    Nassif, para os universitários: estou com o mesmo problema já relatado do “script” que deixa a transição para os comentários lenta chegando a travar o internet explorer.

    Feliz Natal.

    Marco

  21. Sem áudio, não há
    Sem áudio, não há grampo…Vejamos :
    digamos que houve o áudio e após transcrever apagou-se o áudio. digo isto porque “ouvi” dizerem que existem um papel com o que foi transcrito e famigerado gilmar dantas teria avalizado esta transcrição.

    Sem áudio, não há grampo… Sem áuidio o que não há são provas, porém o grampo pode ter havido.

  22. Recomendo que leiam com
    Recomendo que leiam com atenção o comentário do Anarquista. Sua hipótese me parece muito interessante e talvez justificasse o envolvimento de outras pessoas em toda a farça. Vejam a posição ridícula assumida por Nelson Jobim para corroborar a tese de que a ABIN teria feito o grampo. Me parece muito plausível que todos os envolvidos estejam sendo chantageados pela revista e esta provavelmente estaria fazendo o trabalho sujo por encomenda de Daniel Dantas.

  23. O Nassif: não entendi nada.
    O Nassif: não entendi nada. Voce está do lado de alguem? Está contra alguem? Voce é imparcial?
    Eu, respeitosamente, faz tempo que não acredito em Papai Noel, mula-sem-cabeça, curupira, etc.
    Explica melhor onde voce quer chegar? Não houve grampo? A PF não faz grampos? A transcrição dos diálogos foi inventada?

    Lúcio, tudo bem abolir o folclore. Mas o que escrevi é mais didático do que O Caminho Suave.

  24. Reinaldo Azevedo, da VEJA,
    Reinaldo Azevedo, da VEJA, insiste na tese de que o grampo realmente existiu:

    “Coisa linda! Na prática, A Abin pediu à Abin que investigasse se a Abin havia feito ou não uma escuta. E a Abin concluiu que a Abin é inocente para o bem da Abin. Não obstante, a transcrição do grampo da conversa entre o presidente do STF, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-MT) prova o contrário. Aí a canalhada e jornalistas cuja dieta obviamente está carente de carboidratos, proteínas e lipídios gritam: ‘Cadê o áudio?’ Quem disse que só o áudio prova a escuta? (…) A investigação do GSI é ridícula. Já a gritaria que a canalhada tentou fazer para negar a escuta — PROVADA E COMPROVADA — é coisa da escória de aluguel ou de neurônios famélicos.” (Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo)

    É curioso observar como Reinaldo Azevedo e a VEJA foram tão rápidos em condenar a Abin, a Polícia Federal, e todos aqueles envolvidos na investigação contra Daniel Dantas; ao mesmo tempo em que se curvam perante um ministro suspeito de oferecer facilidades para o banqueiro.

    Será que não explicaram para ele que foi a Polícia Federal que investigou a ABIN, inclusive criando sequelas no relacionamento entre as duas instituições? Esse rapaz vai despejando qualquer coisa que lhe vem à cabeça, sem analisar, pensar, raciocinar.

  25. Qualquer que tenha sido a
    Qualquer que tenha sido a hipótese para o tal grampo fantasma, uma única coisa não pode ser descartada.
    Gilmar Mendes emprestou a credibilidade do cargo (que não é dele, óbvio) para dar vida a algo que não existe no mundo jurídico: o grampo sem áudio.
    As torcidas do Flamengo e do Corinthians desconfiam, mas o Delegado Protógenes tem certeza: “grampo sem áudio, “tecnicamente” não existe.”
    E com quais propósitos alguém se dedicaria com tanto afinco a tal empreitada, e pior, emprestando toda credibilidade para algo sem substância?
    A lógica dos fatos nos remete inevitavelmente a algo impensável, inacreditável.
    Um jurista da estirpe de Gilmar Mendes, presidente da maior corte do país não tomar a dianteira para dar um basta a essa insanidade, é algo da maior gravidade.

  26. Continuando minha
    Continuando minha intervenção. Acredito que estamos vivendo na Idade Média, onde os inquisitores não admitem que sua autoridade divina seja contestada. Essa autoridade está acima da Constituição. Se a Constituição for um impecilho, então reforme-se, abandone-se. Se o STF for o guardião desse impecilho, desacredite-se. Estamos caminhando por uma trilha muito perigosa. Nas investidas contra o Ministro Gilmar Mendes, deve-se ler investidas contra o STF e contra as instituições democráticas. Acho que já vi esse filme antes…

    Qual filme? Se um delegado investiga um criminoso, desacredite o advogado. Se o procurador tem a mesma opinião, desacredite o Ministério Público. Se o Juiz endossa a acusação, desacredite os juízes de 1a Instância. Se blogs criticam, desacredite o Blog. Sabe quem é o personagem desse filme? Gilmar Dantas e parte da mídia. Você quer chegar onde invertendo a acusação?

  27. Alguém precisa explicar para
    Alguém precisa explicar para o Gilmar Mendes, para o PIG inteiro, para o Fernando Rodrigues, Ricardo Noblat, que não existe acusação sem provas.

    Quem acusa, tem que provar o que diz. O ônus da prova cabe ao acusador e não ao acusado.

    Agora, alguém pode me responder, por favor, como é que um Presidente do STF ‘desconhece’ isso?

  28. Que “comentário enviado 12:37
    Que “comentário enviado 12:37 por Thomas” é esse a que o JC alude e que seria uma brincadeira da turma do Pânico? Não achei.

    A brincadeira com o nome: Thomaz…Turbando.

  29. pelo que li hoje na folha,
    pelo que li hoje na folha, começa a ser desmascarado pela grande mídia o esquema do suposto grampo no STF ou estou me iludindo? Os opinadores, pelo menos, começam a admitir, embora a matéria sobre a entrevista no roda-viva seja uma lástima. Diz que o delegado rejeita o grampo no stf – claro, todo mundo rejeita. Era só clarear: o delegado protógenes queiróz disse ontem no roda-viva que o tal do grampo no stf não existiu, foi uma armação, por isso e por aquilo, sempre segundo ele.
    Talvez o redator estivesse olhando pelo espelho retrovisor do patrão…e não pelo espelho da busca da opinião objetiva do entravistado…

  30. Olá Nassif,
    Muito bem
    Olá Nassif,
    Muito bem colocado o seu texto. Gostaria que alguém do CNJ ou os demais ministros do STF, pudessem ler suas colocações e os demais posts e, chamassem o GM para que o colocassem na melhor situação que um presidente do STF pode ter… calado. O poder Judiciário já é historicamnete visto pela população como LENTO, INOPERANTE e CAÓTICO, mas é claro, que há muitos servidores que fazem o máximo para mudar este “Estado de Ser” deste poder da República.
    O GM, infelizmente, colabora para acrescentar a esta lista de adjetivos do judiciário, a PREPOTÊNCIA e o mais temerário sentimento que atua em favor daqueles a quem deveria julgar com isenção. A corte do STF, a Associação dos Magistrado do Brasil, o CNJ deveria chamá-lo “as falas” e reconduzir a figura do presidente do STF ao posto de isenção, serenidade, discrição e probidade que todos nós esparamos deste representante do Judiciário.
    Nassif, tem que ter alguém que consiga pelo menos, fazê-lo calar-se, já que é difícil retirá-lo do cargo (que seria a melhor solução). Ministros do STF, CNJ, AMB ! Preservai o STF de seu presidente, pelo amor ao Judiciário e a República ! abs

  31. Nassif, com todo respeito,
    Nassif, com todo respeito, leio seu blog porque gosto do que escreve e acredito (em quase tudo). Se eu estivesse envolvido nessa meleca (em qualquer dos lados), negaria a existência e a validade das provas também.

    Ué, Lúcio, quem não está envolvido também negaria a existência das provas. Basta analisar com isenção os fatos. A propósito, vejo dois lados: o do crime e o da Lei. A qual lado você se refere?

  32. Do que sobrou da entrevista
    Do que sobrou da entrevista de ontem:
    Muito boa a postura firme e equilibrada do delegado, descontada a imposição defensiva adotada algumas vezes, lógica diante da Inquisição.
    Já tinha visto outras entrevistas dele e não me surpreendeu. Saiu-se bem.
    Imensa, a diferença de questionamentos e agressividade desta entrevista e a do Mendes.
    De certa forma até foi ótimo, pois revelou quem está do lado certo e o grau de envolvimento destas figuras.
    Além da foto do menino algemado, o que mais choca é a indigência intelectual de grande parte do jornalismo brasileiro (além do seu corporativismo cínico, hipócrita).
    Patético o comportamento da Lilian, achando que estava nas “Meninas do Jô” , e abaixo do nível diante da importância do acontecimento jornalístico. Não esteve altura.
    Resgatável somente o Noblat em alguns momentos (mas fraquinho nas questões e réplicas) e o Lombardi um pouco mais equilibrado.
    Dos outros dois dispenso comentários. Lamentável…

  33. Escrevi no blog
    Escrevi no blog (www.casacinepoa.com.br) no dia 01/09/2008:

    A imprensa de papel deveria, pelo menos em respeito às árvores cuja vida ceifou, demonstrar um pouco mais de bom senso. Dar manchete de capa e falar em impeachment de um presidente eleito (e aprovado) por 70% da população brasileira por causa deste factóide de terceira categoria – supostas conversas, supostamente gravadas, supostamente sem o conhecimento dos interlocutores, supostamente entregues a supostos jornalistas – é zombar da inteligência e do mais bronco dos seus leitores. (…) Grampeador neste pais é o que não falta, mas grampo a favor do grampeado é o primeiro que eu vejo.

    x

    No dia 06/11/2008 escrevi:

    “Num país em que o presidente do Supremo Tribunal Federal se vê objeto de escutas telefônicas clandestinas, não há dúvida de que o direito à privacidade, garantia fundamental num regime democrático, encontra-se ameaçado.” Abertura do editorial da Folha de São Paulo, 12/09/08.

    A pergunta agora é: quem, afinal, ameaçou o regime democrático? A revista? O senador? O ministro? Um deles? Dois deles? Os três?

    É vergonhoso, Jorge.

  34. Deixa eu ver se entendi, para
    Deixa eu ver se entendi, para provar a existência do grampo é necessário o áudio, hummm….quer dizer se eu for assaltado e não tiver as imagens de uma câmera de segurança onde comprove o delito, logo ele será uma invenção !!!!!!
    Que lógica hein??????

    Você conversa com alguém pelo telefone, uma conversa boba qualquer. Aí aparece um repórter com uma transcrição e diz: você foi grampeado pela ABIN. Mas não mostra o áudio nem as provas de que foi a ABIN. E por que não mostra o áudio? Porque, de posse do áudio, a perícia descobriria quem grampeou. Se, de fato, tivesse sido a ABIN, qual o problema de mostrar o áudio? Seria a prova definitiva, a acusação comprovada. Ao não mostrar o áudio, o que resta é uma transcrição de um diálogo que pode ter sido feita pelas partes, gravada pelo sistema do Senado ou por um araponga a serviço de Dantas ou da revista. Entendeu agora?

  35. Boa tarde !!! A Rita ficou
    Boa tarde !!! A Rita ficou brava !!! Aqui é um espaço bacana de debates, ficar aborrecida não contribui !! Sua opinião expressada acima está em consonância com o que a mídia inteira vem dizendo, portanto eu não advinho nada apenas emiti minha opinião. Respeito todos os colegas e amigos que emitem sua opinião aqui no blog do Nassif e não tenho nenhuma pretensão em saber o que pensam as outras pessoas. Com relação ao público, me refiro às perguntas feitas pelos telespectadores, poucas é verdade, mas todas elas em outra direção que não aquelas feitas pelos jornalistas. trata-se apenas de uma constatação, quer a Rita goste ou não.
    Abraços,
    Flavio Araujo Nascimento

  36. Essa turma só tinha um
    Essa turma só tinha um objetivo: Afastar o delegado Lacerda da Abin. Conseguiram. Tenho uma tese sobre esse pseudo grampo: A gravação foi feita no aparelho do senador, todos sabemos que o equipamento grava. Como o objetivo era afastar Lacerda por ele ter dado todo o apoio ao Protógenes na investigação, juntaram-se os três, Gilmar, Demóstenes e Veja, e arrumaram essa confusão toda. Gilmar Mendes deve ser afastado, o sen Demóstenes deve ser cassado e a Veja deve responder processo, junto com os dois, por crime contra o Estado.

  37. Cadê o áudio?
    Quase exigiram
    Cadê o áudio?
    Quase exigiram do delegado Protógenes que ele dissesse que o nobilíssimo ministro Gilmar Mendes era mentiroso.
    Aliás, a diferença entre os convidados para as entrevistas do ministro GM e do delegado Protógenes, é que os que entrevistaram o ministro são seus amigos e os que entrevistaram o delegado são amigos do Teflon Don.
    Já ia me esquecendo, hoje no blog do Noblat, por enquanto (14p0m), nem um pio sobre o programa Roda Viva de ontem.
    Por que será???

  38. Essa realmente foi Foda…
    Essa realmente foi Foda… (me desculpe o palavreado, pois não havio outro termo que o substituísse à altura).

    O pior foi a Lilian Wite Fibe falando: Mas a Veja não afirmou que havia o audio, só afirmou que havia o grampo… Ai, ai… como dói

  39. Admitamos que o “grampo”
    Admitamos que o “grampo” exista.

    Por que alguém resistiria tanto a apresentar esta prova definitiva ?

    Penso que a resposta é óbvia: porque o “grampo” poderia levar a identificar quem o teria feito. E este hipotético grampeador não pertenceria à ABIN, como foi solertemente divulgado. A suposta transcrição visa a impedir a rastreabilidade.

    Portanto, se o “grampo” existe ou não, pouco importa. O relevante é que o alvo é o Delegado Paulo Lacerda – Diretor da ABIN.

    A quem interessa a eliminação de Paulo Lacerda ?

  40. O problema é com o ie. Uso o
    O problema é com o ie. Uso o firefox e o chrome e não tenho tido problemas em abrir os comentários.

  41. “inconcebível que a mais alta
    “inconcebível que a mais alta corte do país mantenha na presidência alguém sobre quem paira a suspeita”:

    Nao, eh perfeitamente concebivel. Pra que servem os infiltrados se nao pra isso?

  42. Eu uso o IE e só não tenho
    Eu uso o IE e só não tenho problema quando mando abrir em outra janela. Funciona bem.

  43. Sinceramente, acho a imprensa
    Sinceramente, acho a imprensa brasileira mais perigosa que Danil Dantas… O Protógenes só não vai se dar mal pelas corajosas declarações no Roda Viva de ontem (contra a imprensa) porque tem a TV Globo ao lado dele… E querem saber? Desta vez estou aliviada por a Globo está envolvida no episódio, mas agora, involuntariamente, a favor da sociedade…

  44. De: carlos
    Deixa eu ver se
    De: carlos
    Deixa eu ver se entendi, para provar a existência do grampo é necessário o áudio, hummm….quer dizer se eu for assaltado e não tiver as imagens de uma câmera de segurança onde comprove o delito, logo ele será uma invenção !!!!!!
    Que lógica hein??????
    **************************************

    QUEM LÓGICA HEIN, pegunto eu!! Que contorcionismo!

  45. Aprendi que só existe o crime
    Aprendi que só existe o crime depois da incidencia da norma (lei) sobre o fato, isso feito por alguem com competência legal para fazê-lo, e por questão de segurança da própria sociedade, apenas depois do trânsito em julgado, tendo-se passado por todos os graus de recurso admitíveis e argumentações possiveis, que se chama devido processo legal. Antes disso, há apenas partes. Posso estar errado, mas foi assim que me ensinaram.

  46. Toda essa discussão está
    Toda essa discussão está baseada numa interpretação marota da palavra “grampo”. O argumento de Reinaldo Azevedo, por exemplo. Ele diz que, se não houve “grampo”, a única possibilidade é que tenha havido uma armação envolvendo o Ministro Gilmar Mendes, o senador Demóstenes Torres, e a revista Veja.

    Antes de mais nada, é preciso lembrar que esta possibilidade não deve ser descartada de maneira alguma. O grande beneficiário do episódio foi Daniel Dantas. Uma das estratégias da defesa dele era justamente insistir na ilegalidade das provas. Nesta tese, a participação da Abin tinha um peso muito grande, e a suposta existência de escutas não autorizadas também. Nada mais conveniente do que, justamente naquele momento, surgir um escândalo no qual a Abin foi envolvida, acusada de fazer grampos ilegais no presidente do Supremo. O episódio claramente beneficiou Dantas, portanto.

    Quando digo que não é de modo algum absurdo levantar a hipótese de um conluio entre a revista Veja, o senador Demóstenes e o ministro Gilmar baseio-me nos indícios da existência de relações estreitas entre esses três personagens e Daniel Dantas. No caso do senador, esses indícios são dados, em primeiro lugar, pelo fato de Dantas ser um conhecido operador no contexto do financiamento das campanhas. Em segundo lugar, pelo comportamento que tiveram diversos políticos aliados a Demóstenes Torres ao longo do episódio, formando uma verdadeira tropa de choque em defesa do banqueiro no Congresso. No caso da revista e do ministro, os indícios são do mesmo tipo. A atuação de ambos em outros episódios do processo nos permite pensar (embora não prove) que talvez tivessem ligações estreitas com o banqueiro. No caso do ministro, pelo fato de ter passado por cima de uma súmula do Tribunal e, ao que tudo indica, por cima da própria lei para conceder os dois habeas corpus. No caso da revista, por ter adotado desde o início uma linha de apuração dos fatos que parecia estar em estreita sincronia com a estratégia de defesa de Daniel Dantas, e também por todo o seu histórico pregresso, muito bem esmiuçado na série que o Luís Nassif publicou aqui no blog.

    Mas Reinaldo Azevedo está errado quando afirma que, se não houve grampo, então houve conluio entre os três – Veja, Torres e Mendes.
    Poderia, em primeiro lugar, ter havido uma armação unilateral. Demóstenes Torres, premido pela necessidade, é levado a gravar a própria conversa com Gilmar, e enviar um araponga da Abin com o papel na mão até a redação da revista. Ou, então, pode ter havido conluio de Torres com a revista, sem o conhecimento de Gilmar – a revista teria recebido o papel das mãos do próprio Torres, sem nenhum intermediário, e inventou a história do agente da Abin, premida por seus próprios interesses, e instruída por Daniel Dantas e seus assessores. O argumento de Reinaldo é ruim, e ele sabe perfeitamente disso. Confia que as pessoas não irão perceber o truque, e joga na parede – se colar, colou.

    Mas, seu argumento depende, para ganhar mais força ainda, de um uso impreciso da palavra “grampo”. Tenho a impressão que, se posto contra a parede, ele tentaria safar-se dizendo que “gravar a própria conversa” (hipótese Demóstenes Torres) é um tipo de grampo. É o equivalente, no campo da argumentação, àquilo que o roubo é no campo do trabalho. Uma “espécie” de trabalho, vá lá… Mas, aí, basta refinar um pouco a significação da palavra “grampo”, devolvendo-lhe seu uso normal e legítimo, sem explodir seus limites. Optemos pela simplicidade. Grampo é qualquer gravação de uma conversa telefônica feita sem o conhecimento das partes envolvidas. Neste sentido, obviamente pode ter havido a transcrição sem ter havido grampo nenhum, como ficou demonstrado acima.

    O principal truque contido no argumento do Reinaldo Azevedo, porém, é outro. Ele separa marotamente da palavra “grampo” a expressão “realizado pela Abin”. É uma safadeza retirar a expressão porque foi essa a versão que ele vendeu até hoje, fazendo eco, aliás, aos três protagonistas da história: a revista Veja, o senador Demóstenes e o ministro Gilmar. Este último chegou a “chamar o presidente às falas” e a desencadear uma crise institucional ao exigir a demissão do delegado Paulo Lacerda. O grampo, se existiu, mesmo, pode ter sido realizado, por exemplo, por alguém a soldo de Daniel Dantas. Ele é especialista no assunto. Tinha contatos com gente de dentro do Tribunal capaz de fazer o trabalhinho sujo. E foi o principal beneficiário, como já vimos, do episódio todo. Por que não pensar que, se houve mesmo grampo (no sentido honesto da palavra, e não no sentido reinadio), ele foi, talvez, quem sabe, obra de Daniel Dantas, que pagou uns trocados para um araponga da Abin servir-lhe de estafeta e, de quebra, contar uma patranha? Por que pensar na Abin, e justamente nela, que aparentemente não tinha nada a lucrar com aquela história toda?

    É assim que o discurso mentiroso de Reinaldo Azevedo se articula – em torno de um conceito espichado e de uma expressão adjetiva esquecida. É um prestidigitador verbal, só isso. É um mestre em sua arte – a arte do ilusionismo verbal. Pode ser fruído sem problemas do mesmo modo que fruímos uma partida de xadrez, ou uma construção abstrata. Mas as coisas acabam aí. Como instrumento de aproximação do mundo, seu texto é contraproducente. Ele não foi construído para revelar uma parte da realidade, mas para camuflá-la, distorcê-la, tirar nossa atenção dos detalhes potencialmente perigosos para aqueles que ele pensa que devem ser protegidos. É, enfim, uma peça de propaganda ideológica, bem ao gosto de jornais da extrema-esquerda, como a Hora do Povo. Reinaldo sempre foi, e continuará sendo até o final da vida um intelectual com o formato tradicional da velha esquerda de que ele fez parte. Acredita piamente que os fins políticos estão acima de qualquer consideração ética ou conjuntural. Antes, essas finalidades políticas eram dadas pela agenda revolucionária socialista. Agora, são dadas pelo José Serra.

  47. Nassif, num discurso do então
    Nassif, num discurso do então senador REQUIÃO em 1.999, da tribuna, ele disse que o Sr. Civita soube do processo que o Gov. do Pr movia contra o Bamerindus e passou a procurá-lo para obter dados. Almoçaram juntos e cedeu ao Sr. Civita. Na continuação de seu discurso, disse: “As informações obtidas junto à COPEL e ao BANCO DO ESTADO tinham servido para o Sr. Roberto Civita – porque foi ele que fez o contato comigo, não foi o editor da revista nem os jornalistas isoladamente – para que o Bamerindus fosse chantageado”.
    Esta revista não TE METE MEDO ???
    No aguardo de sua respostas, BOAS FESTAS pra você e seus leitores!
    Abs. Paulo Sérgio.

  48. foo

    ” (…)
    É curioso
    foo

    ” (…)
    É curioso observar como Reinaldo Azevedo e a VEJA foram tão rápidos em condenar a Abin, a Polícia Federal, e todos aqueles envolvidos na investigação contra Daniel Dantas; ao mesmo tempo em que se curvam perante um ministro suspeito de oferecer facilidades para o banqueiro.”

    Nassif:

    ” Será que não explicaram para ele que foi a Polícia Federal que investigou a ABIN, inclusive criando sequelas no relacionamento entre as duas instituições? Esse rapaz vai despejando qualquer coisa que lhe vem à cabeça, sem analisar, pensar, raciocinar.”

    Pô Nassif, aí você forçou a amizade, o Chapéu não é capaz de tais proezas: analisar, pensar, raciocinar, prá isso seria necessário um ser pensante embaixo do chapéu, aliás ele não é pago prá pensar, é pago prá assassinar a honra alheia. (convido os leitores a preencher o espaço em branco)

    ………………………………… de aluguel não pensa, executa.

    Com o espírito de corpo que tomou conta do STF em torno de gilmar mendes e o apoio do PIG, ele só sai se surgir prova escancarada contra ele. Ainda assim vai precisar de um empurrãozão da opinião pública. A maioria da população nem sabe quem é gilmar mendes. Pergunte ao cidadão comum quem é o presidente do STF?
    “ST o quê, dotô?”
    Gostaria que não fosse assim, mas é, desinformação ampla geral e irrestrita, se 20% da audiência da novela das 8 se ligassem nesses assuntos, o gilmar já não estaria mais lá e a Veja estaria com sérias dificuldades na área de vendas.

  49. No RodaViva, em dado momento,
    No RodaViva, em dado momento, o Ricardo Noblat do Globo ao “inquirir” o Dr. Protógenes Queiróz deixa escapar o nome da dupla “Gilmar Dantas”, que foi imediatamente corrigido pelos seus pares.
    É o inconsciente do jornalista acusando o comprometimento com a dupla.
    No resto deu pra ver o jornalismo medíocre que vemos todos os dias.

  50. O que cansa é que muita gente
    O que cansa é que muita gente ainda tem o discurso pronto do Kiko para comentar sobre todo esse caso.

    Aliás, o Kiko parece que perdeu de vez as estribeiras. Primeiro foi o Mainardi, agora o Kiko.

    Mais uma coisa: O que estará fazendo o Chaer, vulgo mini-mim?

  51. João Virgílio, não se pode
    João Virgílio, não se pode esquecer que o Gilmar Mendes sempre andou por São Paulo antes de saírem as reportagens. Lembra dos almoços com Veja, Estadão? Não sei informar se antes do caso ele esteve almoçando com o pessoal da Veja, mas tudo indica que ele participou ativamente da operação “afasta Lacerda”.

  52. Nassif, feliz natal para você
    Nassif, feliz natal para você e toda e família .

    Saudações Nacionalista !

    Em tempo : Eu me recuso a fazer qualquer comentário a respeito deste cidadão, pois com certeza você irá bloquear os meus “elogios” à esta figura .

  53. Nassif,

    Fúi lá no blog do
    Nassif,

    Fúi lá no blog do Fernando Rodrigues para ver o que ele escreveu, e havia um post com o qual eu discordei frontalmente. Mais engraçado voce vai encontrar nos comentários, 90% detonando o blogueiro, eu selecionei um aqui, muito bom, segue:

    Hamilton] [[email protected]] [São Paulo-SP]
    Fernandão, Parabéns pela sua idéia de identificar com crachás os agentes da Abin. Muito adequada. Estou enviando para as autoridades portuguesas. Um abraço.

    ahahahahaha….Realmente sensacional !

  54. Li outro dia (não me lembro a
    Li outro dia (não me lembro a fonte) que Gilmar Mendes nunca atuou como juiz. Ele se comporta mais como um advogado que como um juiz.

  55. Sobre o “grampo” (sem áudio):
    Sobre o “grampo” (sem áudio): pelo que li, Gilmar Mendes estava ao celular na conversa “grampeada”. E só utiliza celulares modernos, com tecnologia avançada. Veja o que diz o INFO Online sobre o aplicativo “Vito Audio Notes”:
    ” (…) o Vito Audio Notes é uma excelente pedida para quem tem um celular, smartphone ou Pocket PC com sistema operacional Windows Mobile.

    O aplicativo transforma o celular em um eficiente gravador de voz e ligações, e todo o áudio pode ser registrado em MP3 ou WAV, com diferentes taxas de qualidade e compressão. Esses arquivos podem ser armazenados no cartão de memória do celular, o que garante horas de conversa para cada gigabyte.

    Independentemente do formato de áudio escolhido, o Vito Audio Notes conta com filtros para evitar ruídos externos, que usam a tecnologia VAS (Voice Activated System). Isso evita que barulhos atrapalhem a compreensão das falas de quem realmente está sendo gravado.”

    Mais detalhes em: http://info.abril.com.br/blog/downloaddahora/20081202_listar.shtml?134031

  56. O Fernando Rodrigues ainda
    O Fernando Rodrigues ainda insiste na história dos agentes disfarçados de funcionários da Receita Federal.

  57. Nassif, boa tarde. É muita
    Nassif, boa tarde. É muita petulância do “presidente supremo” desqualificando uma Kombi. É um veículo que prestou, presta e prestará muitos serviços ao país. Já o mesmo não se pode dizer dele…

  58. E’ isso ai’ Nassif.
    E’ isso ai’ Nassif. Congratulacoes e um Feliz Natal pra voce e a familia. Quanto ao Gilmar Dantas, ele precisa ser retirado daquele cargo que ocupa indevidamente. Seus pares estao cada vez mais enlameados pela cumplicidade com um individuo que vem mostrando total despreparo para a funcao, falta de decoro, e sobre o qual pesa a forte suspeita de conduta… ilegal. Infelizmente, a midia, o congresso, e o proprio executivo tambem sao cumplices do referido cavalheiro e de qualquer que seja o esquema (golpista) de poder que esta’ funcionando por tras dele. Como e’ que um cara desses chama o presidente da republica ‘as falas sem ter absolutamente nenhuma moral para tanto, e ainda com base em uma possivel armacao criminosa, e fica tudo por isto mesmo ?

    “Não dá para tapar o sol com a peneira. Há a suspeita de que houve uma fraude, da qual participaram uma revista de circulação nacional, a Veja, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e um senador da República, Demóstenes Torres.

  59. Pois acho que o grampo
    Pois acho que o grampo existiu e foi feito no Senado. Tipo assim:-“Vamos ter uma conversinha, eu e outro, e você aí vai gravar tudo. Depois me dá o áudio para transcrever”. Ou :-“Você grava a conversa, transcreve e me dá a transcrição. E deleta a gravação”.
    Neste caso, é preciso procurar saber quem é esse “você”.

  60. Já que o assunto é
    Já que o assunto é Gilmar(grampo), o cineasta, que deu seu premio a Sanctis, disse que o pedido de Papai Noel é que leve embora para bem longe o Gilmar Mendes dentro de uma Kombi. Acho que o Meirelles andou lendo alguma coisa sobre ficticios e KOMBI.kkkkkkkkkkkkkkk

  61. Nassif,

    Há um ponto que
    Nassif,

    Há um ponto que talvez tenha passado despercebido por muita gente.
    A certa altura, o Noblat – que, apesar dos pesares, acredito que foi o único que parecia ter estudado jornalismo ao fazer perguntas objetivas para o Protógenes – perguntou explicitamente:

    “Muito se comenta a respeito de um jantar entre os assessores de Dantas e do Ministro Gilmar ANTES da concessão do HC. Houve esse encontro? Há vídeo gravado desse encontro?”

    E o Protógenes:

    “Vídeo, não. Mas há fotos desse encontro, dentro dos autos do inquérito. Não posso dizer se eram assessores do Ministro Gilmar, mas os demais eram enviados do Dantas”.

    Esse “não-episódio” foi o mote para o Gilmar Dantas vociferar no julgamento do HC do Dantas que “blogs de nenhuma qualidade, nenhuma credibilidade” (leia-se: você e PHA) queriam “intimidá-lo” a partir de “notícias falsas”.

    E agora? Vai pedir pra sair, Gilmar?

    Outra coisa: não podemos esquecer da participação especial do Jobim nessa história. Foi ele o principal responsável pelo fato de o Lula ter afastado o Paulo Lacerda com a história das babás eletrônicas da Abin que escutam o miado do gato do vizinho. Comprovado pelo próprio Exército que comanda que isso era piada, Jobim encaramujou-se. Só sabe falar agora de caos aéreo, tempo e mapa astral. Se tivesse um mínimo de decência, também teria pedido pra sair há muito tempo.

    Abraços,

    Marco Antônio

  62. Parabéns pelo seu texto!!

    Vc
    Parabéns pelo seu texto!!

    Vc sabe, acredito que a Humanidade aos poucos e aos solavancos sempre segue em frente.

    Não sei se foi esquecimento ativo, ou se de fato o Ministro da Defesa Nelson Jobim nao esta nessa historia também?? Falando dos equipamentos de escuta?? numa reunião com o Presidente, etc etc..e foram afastados……… (Alás como dantas desejava….)

    Abs

  63. Prezado Nassif.

    Só posso
    Prezado Nassif.

    Só posso cumprimentá-lo, mais uma vez, pelo destemor e pela audácia com que você vem tratando os desdobramentos da operação Satiagraha, desde o início, sem omitir fatos e sem desesperançar diante de tudo o que se seguiu. O parto de uma nação está mesmo acontecendo (esse post deveria ser recuperado e colocado à vista, foi um dos melhores do ano e ainda terá muito a dizer no próximo ano).

    Equilíbrio na análise, defesa pública de sua posição e espaço para o contraditório são méritos cumulativos deste blog, convidando os leitores à análise e ao uso próprio da razão – o ideal Iluminista por excelência.
    Até mesmo minhas opiniões foram úteis para o debate coletivo, incentivando o leitor/comentador a um exercício ainda mais interessante de argumentação colaborativa.

    O factóide do grampo também tem sido um grande teste para o jornalismo. E aqui, mais uma vez, o blog é referência icontornável para a elucidação dos temas. Se não fosse o saudável exercício da dúvida cartesiana por parte de jornalistas independentes essa criação poderia ter rendido frutos bastante indigestos à Democracia.

    Existe um argumento jurídico ingênuo, mas de grande poder persuasivo, usado à exaustão pelos defensores do DD, advogados ou não: estão atacando as instituições fundamentais do Estado Democrático de Direito.
    Você já o afastou corretamente. Mas sempre tem gente repetindo essa ladainha.

    Polícia Federal, Ministério Público Federal e Poder Judiciário Federal são três instituições independentes, públicas e que fazem parte do arcabouço institucional do Estado de Direito Brasileiro. Até o momento todas as ações da polícia que implicaram restrições de direitos fundamentais no curso da investigação foram examinadas pelo Ministério Público e pelo Judiciário – algumas foram acolhidas, outras rejeitadas -quer dizer:tudo conforme as regras.

    Detalhe: um comentarista que embarcou nessa onda confundiu INCIDÊNCIA com APLICAÇÃO da regra jurídica. Deve reler Pontes de Miranda. Se o crime só existe com a sentença, então foi ao sentença que o criou do nada? Sobre o que a sentença definitiva e irrecorrível se pronunciou, afinal? O crime é um comportamento humano regulado pela norma penal, que se caracteriza por uma conduta localizada e determinada no passado (antes do processo penal, óbvio). Antes da autoridade judiciária se manifestar definitivamente sobre o crime (sentença passada em julgado), a polícia se manifesta sobre um crime ao abrir o inquérito, promover diligências e remeter a investigação; o MP se manifesta sobre um crime ao oferecer a denúncia e promover o processo, e o magistrado se manifesta sobre um crime ao ordenar a prisão processual ou outras diligências – até mesmo ao condenar. A garantia da presunção da inocência não afasta essa realidade lógica, apenas mitiga seus efeitos mais nefastos sobre o autor do crime até o pronunciamento final do Judiciário.

    Também é ingênuo confundir Gilmar Mendes com o STF. Essa confusão tem sido provocada à exaustão para encobir o continuado maltrato de GM com a imagem institucional do STF. É apenas um ministro falastrão e de condutas bastante questionáveis no exercício do cargo. Quanto mais ele se expõe, mais se torna passível de cobrança. Pessoalmente, creio que ele foi enredado pelo “serviço secreto” daquele famoso réu e por sua imensa egolatria. Mas suas condutas públicas são e podem ser questionadas sempre, por ser ele um servidor público do Estado Democrático de Direito, cujo elevado cargo só aumenta as responsabilidades públicas de sua imagem. Não existe espaço para um déspota esclarecido (sempre désposta, ainda que esclarecidíssimo) em nenhum dos poderes da república.

    Creio que nunca foi tão evidente a ligação entre o bom exercício do jornalismo e a manutenção das qualidades de um sistema político democrático. Os “founding fathers” da federação norte-americana ficariam orgulhosos do bom combate que este blgo vem travando.

    Uma saudação do leitor. Boas Festas.

    Cordialmente.

  64. Caro João Vergílio,

    Você
    Caro João Vergílio,

    Você aventou a hipótese que ligar a Abin ao grampo não colocaria o próprio presidente da república como o principal mandante?

    E também o Jobim tomou se mobilizou a pessoalmente tentar imputar responsabilidades à Abin.

    Por tanto empenho dessa turma?

    Voccê reparou que a maleta usada pelo Ailton Queiroz para criar a suspeita de grampo no supremo é a mesma Oscor 5000 que andaram denunciando? Ou seja, nem precisavam fazer perícia nela. Era só perguntar ao Ailton.

    Olha, a armação foi um pouco maior do que você sugere. Parece que tem mão de político coordenando tudo. Gente muito bem informada. O chapéu da Veja não tem capacidade para tanto.

  65. Nassif,
    é um privilégio ter
    Nassif,
    é um privilégio ter comentaristas como Jão Virgílio e Professor. Parabéns ao blog. E parodiando alguém aí acima: que belo e honrado combate.

    Boas festas!

  66. Comentários: Chrome e Firefox
    Comentários: Chrome e Firefox no Windows e Firefox e Flock no Mac, tudo ok.
    Mendes Dantas e Noblat, funcionando juntos, também ok. Folha falha. Veja também. Tanto faz o que aconteceu, né LN, o fato é que fizeram um auê danado e conseguiram o objetivo óbvio: melar o processo, acabar com a PF e Abin (que história é essa de investigar patrocinador de campanha e “comprador de favores” tão mão aberta?), desacreditar autoridades legalmente constituidas. Vc já pensou alguns anos atrás um delegado levar tanto desaforo de seus colegas, mídia e etc? E da Polícia Federal? Ou um presidente do Ex-Supremo chegar ao ponto que esse chegou? O estranho é o governo passar batido. Esqueceram o Lacerda lá no cantinho da sala isolada, o Jobin continua arrotando, o relatório novo do substituto do Protógenes ainda não foi encaminhado ao MP… estranho o Lula não fazer nada.
    abcs
    zeh

  67. O problema é a tolerância com
    O problema é a tolerância com o abuso, vitaminada pela vontade de fazer oposição. Me acompanhem: antes desse incrível grampo sem áudio, houve as contas do Lula e do Paulo Lacerda no exterior, aí houve os dólares de Cuba, sem contar dezenas de pequenas maldades (panfleto petista no colégio Porto Seguro etc etc). Os casos deram capa também, e absolutamente nada foi comprovado. E tudo bem, vamos tocar a vida que é assim mesmo. As histórias mais mirabolantes vão para a capa, os interessados capitalizam o que podem e não se fala mais nisso. É preciso alimentar um jogo político baseado em ficção, já que os fatos não ajudam a oposição ao governo. Talvez haja apenas uma diferença, que justifique a cobrança estar sendo maior agora: a “maturidade” (vá lá!!) da blogosfera, tanto que há os que prefiram desclassificar a blogosfera a desacreditar os não-fatos que foram para capa da Veja, caso evidente do Gimar Mendes. Mas lemos muita bobagem antes disso. Essa gentileza com a ficção cobra um preço, um cheiro que os jornais e revistas passaram a exalar, de mentira. O preço é a credibilidade.

  68. Uma sugestão: não deixem de
    Uma sugestão: não deixem de ler o Noblat hoje a respeito da entrevista do delegado. Pelo que está dito ainda corre-se o risco de se cair no mesmo erro do pre-julgamento ou assassinato de reputação .É razoável acreditar que Gilmar e o senador Demóstenes não estariam mancomunados com a Veja e muito menos com jornalistas daquela revista.Se isto fosse verdade em conseqüência e por associação estas duas autoridades fariam parte do bando de DD. Inverossímil a princípio. De qualquer forma, segundo o Noblat, o delegado Protógenes teria afirmado que Gilmar Mendes e o Senador Demóstenes fazem parte do esquema do Al Capone tupiniquim.

  69. Prezado Nassif:

    Lamento
    Prezado Nassif:

    Lamento informar. Você acaba de ser atacado no site Conjur por matéria do próprio Marcio Chaer.

    Não lamente, Professor. Faz parte do jogo.

  70. Nassif,

    Seu resumo está
    Nassif,

    Seu resumo está excelente, mas tenho um reparo a fazer.

    Faltou citar o ministro da Defesa Nelson Jobim, que teve um papel fundamental no afastamento do Paulo Lacerda.

    A leviandade do ministro, ao contradizer a Abin baseado em uma consulta na internet, foi imprescindível para a evolução de todo esse caso.

    Ele entrou em campo na hora certa e chutou forte, com todo o peso que tem como ministro de estado e, portanto, membro do alto escalão do poder executivo.

    Analisando a conjuntura que gerou a crise, percebe-se que foi fabricada sobre fatos infundados e mal explicados, aos quais figuras notáveis da república emprestaram a credibilidade dos cargos que ocupam.

    A ousadia, falta de escrúpulos e de conseqüências demonstra como a política brasileira é exercida em um nível muito baixo, mas suficiente aos seus fins.

  71. Senhores,

    Não obstante a
    Senhores,

    Não obstante a insistência dos entrevistadores/inquisitores do Roda Viva de ontem, o Delegado Protógenes disse que não poderia revelar o nome dos jornalistas flagrados a serviço do banqueiro-bandido. Informou que esses nomes somente poderiam ser revelados ao final do inquérito policial.

    Contudo, Fernando Rodrigues praticamente confessou ser um desses jornalistas, ao sustentar uma das teses da defesa de Dantas, ou seja, afirmou ao entrevistado que este seria amigo de Hugo Chicaroni.

    A dantesca bancada de entrevistadores do Roda Viva não foi nada convincente. Todos os os telespectadores que enviaram perguntas demonstraram simpatia com o trabalho do Delegado Queiroz.

    Saudações democráticas

    Opa!, sem exagero. O fato de pretender encurralar o delegado não comprova nada. Os jornalistas de Dantas estão suficientemente identificados e o Fernando não é um deles.

  72. Trecho do Blog do Noblat:

    *
    Trecho do Blog do Noblat:

    * Achei estapafúrdia a tese dele de que o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) não foram grampeados como publicou a revista VEJA, “Cadê o áudio, cadê o áudio?” – insistiu Protógenes.

    Cadê o corpo do deputado Ulysses Guimarães, presidente do PMDB, que desapareceu em Angra dos Reis depois da queda de um helicóptero nos anos 90? E, no entanto, todos sabemos que Ulysses morreu.

    Conversei há pouco com o senador Demóstenes Torres. Ele me contou que estava no seu gabinete acompanhado de cinco pessoas quando conversou com Mendes por telefone. As cinco: três funcionários do Ministério da Justiça, um procurador da Justiça de Minas Gerais e um assessor do Senado.

    Tais pessoas ouviram o que Demóstenes disse a Mendes. São testemunhas, portanto, de parte do diálogo.

    Semanas depois, Demóstenes foi procurado por um repórter da VEJA que lhe apresentou a transcrição completa da conversa. Ele reconheceu na transcrição o que dissera e ouvira. Mendes também reconheceu.

    Protóneges tentou vender a tese de que o repórter da revista reconstituiu a conversa com a ajuda de Demóstenes e de Mendes. No caso, o senador e o ministro teriam sido cúmplices do repórter na invenção de um episódio que quase procovou uma crise institucional.

    Conto da carochinha, esse.

  73. Luís,

    Você leu a entrevista
    Luís,

    Você leu a entrevista do delegado Protógenes na revista Caros Amigos, edição de dezembro?

    Comentei aqui.

  74. Veja essa do noblat: chamar e
    Veja essa do noblat: chamar e conto da carochinha o fato do Protogenes levantar a hipótese de armação do Grampo ter sido da Veja, Gilmar e Demostenes. E dizer:
    “É difícil entrevistar um policial experiente como Protógenes e que pode fugir das perguntas sob a desculpa de que o assunto corre em segredo de Justiça. Foi o que ele fez em diversas ocasiões.”

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=protogenes-esta-com-toda-pinta-de-candidato&cod_Post=149101&a=111

  75. Nassif,

    E o delegado Paulo
    Nassif,

    E o delegado Paulo Lacerda ?

    Porque continua afastado ?

    Onde anda a curiosidade da imprensa ?

    uma perguntinha básica para os ministros Genro, Jobim, Lula não elucidaria ?.

    Ou nossa vã filosofia não consegue entender os mistérios …..

  76. Oi Nassif!! Que bom que você
    Oi Nassif!! Que bom que você existe! Feliz Natal extensivos à sua família. Grande abraço.

  77. Na falta de um lago,usa-se o
    Na falta de um lago,usa-se o espelho e pra completar,o mesmo acredita que o Brasil gira ao redor do umbigo dele.

  78. O Foo transcreve o blog do
    O Foo transcreve o blog do Chapéu Azevedo, no qual ele diz sem rodeios: “Tenho a barriga cheia, vivo bem, porque trabalho pros “Home”, que têm grana. Quem fala de mim simplesmente tem inveja, porque vive morrendo de fome e não pode ter gordos empregos. Quanto ao caráter, dane-se. Ninguém almoça caráter.”
    Em suma, é um tipo humano muitas vezes retratado na literatura, através dos tempos. Sartre diz que este tipo de gente já tentou viver dignamente, mas foi incompetente para isto. Decidiu-se então pelos caminhos da obscuridade, justamente porque não conseguiu, em sua vida geralmente miserável, construir uma consciência limitativa para atos indignos. Trata-se de mais um Uriah Heep no mundo.

    Cris, confere se é isso mesmo. Praticar é uma coisa; admitir, é outra.

  79. Sem dúvida, descartada a
    Sem dúvida, descartada a existência do tal grampo, resta apurar responsabilidades pela denunciação caluniosa. A ninguém atende o direito de gerar intranquilidade política e social mediante a divulgação de crime fictício, muito menos a formulação de acusações vãs: “foi a Abin”.
    De todas as hipóteses possíveis, a que parece mais verossível é a do conluio entre Veja-Mendes-Demóstenes. Não são primários nesta linha de comportamento, tiraram proveito dela, fugiram ao ônus da prova mediante subterfúgios muito pobres, do tipo “cabe à PF encontrar o áudio”. Ora, a revista transcreveu de algum áudio, ou então recebeu de anônimo (mas que identifica como funcionário da Abin) a transcrição já feita. Um pedaço de papel qualquer, entregue por um qualquer. E disso fez capa, matérias de várias páginas, e serviu de instrumento para o presidente da mais alta Corte, chefe de Poder, falarm em “crise institucional”, “Estado policial” e chamar o presidente da República às falas.
    Vai ficar por isso mesmo? Creio que a Constituição qualifica fatos deste tipo como terrorismo, atentado contra as instituições democráticas. Certamente os juristas e as instituições que zelam pelo sistema democrático, tanto as do Estado como as da sociedade, começando pela OAB, as Associações de Juízes e de Procuradores (gostaria de incluir aqui a nossa ABI, mas está desacreditada), a CNBB e muitas outras, saberão exigir responsabilidades de quem, no mínimo, brincou de desestruturar o País.

  80. O peixe era enorme, quase do
    O peixe era enorme, quase do tamanho do lago.
    Para tirá-lo o nível de água baixaria tanto que deixaria descoberta muita coisa que não deveria ser vista. Nunca deveria ser vista.
    O que acontecerá? Talvez, não sei. Mas. sei lá.
    Mas que vão cozinhar o peixe, ah isso vão.

  81. Caro Professor, não posso me
    Caro Professor, não posso me furtar de fazer um pequeno comentário, já que não sou Professor. Pelo pouco que me lembro das aulas de introdução ao Direito, o que diferencia o direito na idade média do direito moderno é que neste, os acusadores não julgam e suas manifestações são apenas…manifestações. É por isso que acho, faz tempo, retornamos à idade média.

  82. Deve ser terrível para
    Deve ser terrível para banqueiros, e em breve políticos de todos os matizes, “Bandidos” (na justiça, “Condenados”) se sujeitarem a ter seus passos seguidos, como no velho oeste, por caçadores de recompensas. Lá por recompensas pecuniárias, aqui pelo reconhecimento dos seus concidadãos.

    Ficaram a um passo de serem linchados em praça pública pela horda enfurecida (que não lota uma Kombi) como se fossem estupradores de crianças inocentes. Logo aqui, onde malversar o patrimônio coletivo, sem dono aparente, sempre foi a coisa mais natural deste mundo…

    Precisam mesmo, e urgentemente, de um paladino dos HC’s, que lhes dê “facilidades” nas instâncias superiores! Pobrezinhos…

  83. Nassif,
    SuperNatal para você
    Nassif,
    SuperNatal para você e para esses blogueiros daqui. Em 2009, teremos que ter muita força, pois a canalha ainda estará solta, escrevendo, julgando, etc.

  84. Para o comentarista
    Para o comentarista Lúcio:

    Caro leitor/comentarista.
    Sua intervenção bem educada levou um reproche, porque entendi que se baseava em premissa frágil (e bem intencionada, até).

    Você deve estar pensando na diferenciação dos sistemas inquisitivo-acusatório de processo penal, na transição da Idade Média para a Idade Moderna.
    No Brasil o processo penal é acusatório.
    Claro que o delegado não julga, mas o que pretendi esclarecer é que todos os que participam da investigação e acusação do crime têm que “julgar” o fato antes do juiz, pois suas avaliações acerca da conduta do investigado e acusado necessariamente partem da premissa de que houve a prática do crime.
    Você consideraria calúnia a imputação de um fato pelo delegado no relatório do inquérito ou pelo promotor na denúncia, quando o último tribunal absolvesse o réu? Os juízes inferiores caluniaram ao conderarem?

    A publicidade do inquérito permite que todos nós façamos nossos próprios julgamentos provisórios sobre os fatos.
    O Estado só imputa consequências penais ao julgamento dos juízes. Aguardaremos o que eles farão. Mas às vezes até mesmo os juízes erram.
    E nós não podemos ficar calados diante dos fatos que vemos desde a deflagração da Satiagraha.

    Perdoe a prolixidade. Agradeço a atenção e o debate.

    Cordialmente.

  85. Anarquista:

    Até o
    Anarquista:

    Até o “jornalista” Protógenes, preservou o “Supremo Presidente” Noblat e o “senador” Fernando, no seu teatrinho, fazendo-se passar por um jornalista ardiloso muito íntimo das autoridades, que liga para o presidente e joga verde perguntando se ele falou tal coisa com o senador. Colhe maduro. Ele representou um jornalista anotando num bloquinho o que foi dito pelo presidente. Depois se encontra com o senador e joga verde de novo perguntando se o presidente havia conversado isto e aquilo com ele. Colhe maduro de novo e anota no seu bloquinho de jornalista da década de 50.

    Daí a preparar o transcrito de uma conversa sem áudio vai um pulo…

    Não sei se para não fazer uma acusação prematura a seus superiores, simplesmente atribuiu a maracutaia apenas ao órgão de imprensa e seu jornalista… Embora… Cá entre nós, passageiros desta Kombi…

  86. Excelente Nassif

    O racional
    Excelente Nassif

    O racional neste post é excelente.

    Mas a propósito estou procurando respostas.
    procuro algum lugar escrito em quais estados foi transmitido o Roda Viva do Gilmar Mendes e quais estados foi transmitido o do Delegado Protógenes.
    E se houve poucos estados transmitidos o do Protógenes, porque???
    Alguem sabe se a TV Cultura ou algum blog descobriu estas respostas?

  87. Luis

    Seu amigo escreveu no
    Luis

    Seu amigo escreveu no blog dele que é ridícula a teoria que não houve grampo porque não tem áudio. Veja:

    “Achei estapafúrdia a tese dele de que o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) não foram grampeados como publicou a revista VEJA, “Cadê o áudio, cadê o áudio?” – insistiu Protógenes.

    Cadê o corpo do deputado Ulysses Guimarães, presidente do PMDB, que desapareceu em Angra dos Reis depois da queda de um helicóptero nos anos 90? E, no entanto, todos sabemos que Ulysses morreu.”

    Ora, o contrário também é verdade: pode-se dizer que um blogueiro é homossexual porque uma fonte viu uma foto do mesmo na cama com o Kid Bengala. A foto não se sabe onde está, mas a fonte disse que viu a foto e descreveu a mesma em detalhes!

    E eu uma vez pensei que esse jornalista era sério….

  88. Caro Professor:
    Claro e
    Caro Professor:
    Claro e lógico que ninguem aqui está a defender o Senhor Dantas, mesmo porque os seus advogados muito competentes devem estar ganhando bem para fazê-lo. Mas o que defendo é o direito que eu, o Senhor, o Senhor Nassif e todos os leitores temos de ter um julgamento cercado pelo devido processo legal, com todos os graus de recursos previstos, com o Direito ao Habeas Corpus. Se a publicidade dos atos processuais é um direito garantido constitucionalmente, o direito à imagem, a não passar por processos infamantes, a não ser julgado com base em ordálias, também é. Francamente, estou cansado de ver a mídia julgar e os brasileiros se comportarem como gado, seja indo para frente do prédio dos acusados para xingar-lhes. Imagine o cúmulo de filmar pessoas de pijamas.
    Acredito que os brasileiros entenderão algum dia que o verdadeiro pacificador é o direito praticado pelo Estado que até mesmo os inquisitores medievais representavam de algum modo (na sua forma da época).
    Muito me assusta que jornalistas das diversas “facções” desse país consigam “aprovar” leis de afogadilho ou preguem a “demissão” de membros do STF.
    Já que esta minha manifestação será lida por muitos brasileiros ilustres, muito mais cultos do que este humilde que escreve, peço que pensem se ultimamente não vem se comportando como gado. Posso até ser gado, mais ainda “corcoveio”.

  89. Publicado ontem pelo Noblat
    Publicado ontem pelo Noblat esta história provavelmente faz parte do relatório da PF sobre a investigação do grampo.

    Conversei há pouco com o senador Demóstenes Torres. Ele me contou que estava no seu gabinete acompanhado de cinco pessoas quando conversou com Mendes por telefone. As cinco: três funcionários do Ministério da Justiça, um procurador da Justiça de Minas Gerais e um assessor do Senado.

    Tais pessoas ouviram o que Demóstenes disse a Mendes. São testemunhas, portanto, de parte do diálogo.

    Semanas depois, Demóstenes foi procurado por um repórter da VEJA que lhe apresentou a transcrição completa da conversa. Ele reconheceu na transcrição o que dissera e ouvira. Mendes também reconheceu.

    Protóneges tentou vender a tese de que o repórter da revista reconstituiu a conversa com a ajuda de Demóstenes e de Mendes. No caso, o senador e o ministro teriam sido cúmplices do repórter na invenção de um episódio que quase procovou uma crise institucional.

    Adailton, imagine o seguinte. Hipótese 1: o senado tem um sistema de telefonia que permite o monitoramento e gravação permanente de gabinetes previamente definidos. O Demóstenes acerta que seu telefone será monitorado em determinado horário. Escolhe um horário em que estão várias testemunhas na sua frente e liga para Gilmar. Depois, pega a gravação e transcreve. É factível? Claro que é. O ponto crucial da história é a existência ou não do arquivo digital. Com ele, a perícia diria: o grampo foi feito ou o grampo não foi no Senado, ou pela Abin. Ou foi feito por um equipamento xis, identificando os arapongas que usam o equipamento. Simples assim. Sem grampo, qualquer um poderia ter feito essa armação: o Demóstenes, um araponga contratado pela Veja, alguém da ABIN, da PF, o Gilmar (já que não existe cidadão acima de qualquer suspeita). Ao definir o culpado sem dispor do áudio, esse pessoal atraiu as suspeitas para si.

  90. Sem querer acusar ninguém de
    Sem querer acusar ninguém de nada, mas foi no mínimo curioso como alguns dos jornalistas no Roda Viva (acho que foi o Fernando Rodrigues) encamparam de forma tão fervorosa a informação, dada pela defesa de Dantas, de que protógenes é amigo de Hugo Chicaroni. “Mas você é amigo de Chicaroni”, disse um deles, como se fosse verdade absoluta, ao qual recebeu negativa do delegado. Que se questionasse de forma até dura o delegado eu até compreenderia, mas fazer isso baseando-se nas acusações de advogados de bandido? Baseado em prova nenhuma? E ao invés de questionar, afirmar? Aí não dá. No mínimo, um caso de incompetência jornalística.

    Sem contar a Lilian “mas o aúdio foi destruído!” Wite Fibe.

  91. Caro Lúcio,

    Você afirma o
    Caro Lúcio,

    Você afirma o seguinte:

    “Se a publicidade dos atos processuais é um direito garantido constitucionalmente, o direito à imagem, a não passar por processos infamantes, a não ser julgado com base em ordálias, também é. Francamente, estou cansado de ver a mídia julgar e os brasileiros se comportarem como gado, seja indo para frente do prédio dos acusados para xingar-lhes. Imagine o cúmulo de filmar pessoas de pijamas.”

    Creio que está, aí, referindo-se à prisão do ex-prefeito Celso Pitta. Não sei se imagens desse tipo deveriam ser proibidas, ou não. Não vejo nenhum argumento contrário que seja decisivo. O que eu vejo todos os dias na televisão é a imagem de homens sendo levados descalços, de bermuda e sem camisa em camburões. Nâo vou mencionar aqui o fato de que geralmente eles são conduzidos aos safanões, pois isto seria um PÉSSIMO argumento, e aposto que você, neste ponto da leitura do que escrevo, já tem engatilhado o argumento de que “um erro não justifica o outro”. Concordo. Os safanões no favelado não poderiam justificar o pijama do Pita e, por isso, peço-lhe a fineza de não tomar a argumentação que apresento por algo pior ainda do que ela já é. Seria possível economizar o passo? Pois, então. Como eu dizia – temos que discutir se é legítimo ou não que a televisão mostre pessoas pobres sendo presas sem estarem adequadamente vestidas. Não tenho clareza, repito, sobre isso. Parece-me que impedir esse tipo de imagem seria, na prática, exigir uma completa mudança no padrão do jornalismo policial televisivo – e uma mudança, eu acho, para melhor. Por outro lado, é questionável se devemos deixar a cargo do Estado e, em última instância, à censura o papel de introduzir essa evolução nos costumes. Sabe como é – a noção do que seja exatamente uma “evolução nos costumes” é muito movediça, e pode, de repente cair como um raio na cabeça de grupos socialmente discriminados. Eu acharia melhor não mexer no vespeiro. Melhor ter cenas de pessoas sendo presas de chinelo e bermudão, ou, nos casos mais brandos (mais brandos, meu caro, muitíssimo mais BRANDOS!) de pijama, do que ter que vir publicamente defender a volta da censura que atormentou este país por tantos anos, não é, não?

    Neste ponto, vou me permitir, a título de arremate, fazer uma pequena observação psicológica, que nada tem a ver com a linha central de argumentação, que se mantém perfeitamente em pé apesar do que se segue. Sei que o senhor tomou a prisão de Celso Pitta apenas como exemplo. Posso perfeitamente imaginá-lo contorcendo as feições, com nojo, quando depara a cena de um preto desdentado sendo conduzido de chinelo e bermudão para o distrito. (Sem safanões, bem entendido, está bem? Nada de me pôr na boca argumentos que não esgrimo, combinado? Conduzido assim – de chinelo e bermudão, mas com civilidade.) Apesar disso, acho muito razoável imaginar que o senhor seja exceção, e não regra, neste caso. Pessoas que se aferram a argumentos como esse que o senhor apresenta comumente são, ao contrário do senhor, completamente insensíveis à cena de um pobre sendo preso de chinelo e bermudão. Comovem-se com o Pitta porque o Pitta é rico – simples assim. Ou igual a essas pessoas, ou igual àquilo que essas pessoas gostariam de ser. Neste sentido, venho pedir ao senhor, que consegue articular argumentos que falam mais de perto ao coração dessas pessoas, que de vez em quando deixe entrever, em seus silogismos, uma parte de seu bom coração. Faça-nos sentir que não é só com o Pitta que o senhor se comove, e não espere a vinda de um chato como eu, a cobrar-lhe esses detalhamentos – ofereça-os de forma espontânea a quem com o senhor comunga o gosto por linhas argumentativas que, embora eu compreenda, e possa perfeitamente arregimentar, se for o caso, prefiro guardar para o dia em que a prisão de um pobre coitado de verdade esteja em pauta. Ninguém pode argumentar a respeito de tudo o tempo todo, não é? Pois, então, eu faço aquilo que o senhor também fez – escolho.

  92. Prezado Lúcio.

    Pode
    Prezado Lúcio.

    Pode “corcovear” à vontade. Mas sempre pense sobre os motivos desse esforço, pois é possível que haja alguém “espetando” o leitor para provocar exatamente essa reação.
    Não sei há quanto tempo o senhor acompanha a cobertura da Satiagraha por este blog. (Deixe o PHA de fora, ele só tem atrapalhado com seu histerismo inútil – tanto que foi uma postagem boba de Amorim que feriu de morte o orgulho do Gilmar Mendes e gerou indignação nos outros ministros naquele julgamento do 2o habeas).
    Aqui temos visto as ações legais dos órgãos de Estado na persecução penal de graves crimes financeiros sendo continuamente sabotada pela ação continuada de maus jornalistas, advogados chicaneiros e, para piorar, comportamentos histéricos do presidente do STF.
    Não pretendemos suprimir o habeas corpus. Mas você, como estudante de direito, deveria examinar detidamente os caminhos (e descaminhos) dos
    habeas que DD conseguiu no STF – o primeiro na calada da noite, após uma “escada” de liminares negadas, com acesso direto dos advogados à casa do Presidente do STF; o segundo com supressão de duas instâncias inferiores, em condições de fato diversas (após a corrupção ativa) que foram absolutamente desconsideradas por Gilmar e cia.
    Corcoveie sempre. Mas nunca deixe de se informar.

    Cordialmente.

  93. http://www.tvbrasil.org.br/sa
    http://www.tvbrasil.org.br/saladeimprensa/release_187.asp

    Release

    Roda Viva entrevista o delegado Protógenes Queiroz. Domingo, 28/12, às 16h.
    Publicado em 23 de dezembro de 2008

    A TV Brasil exibe neste domingo, dia 28 de dezembro, às 16 horas, mais uma edição do Roda Viva em que o entrevistado é o delegado Protógenes Queiroz. O programa foi transmitido ao vivo, pela TV Cultura de São Paulo, na segunda-feira, dia 22/12. Nesse dia, um mal-entendido na Gerência de Programação da TV Brasil levou à exibição do compacto sobre os melhores momentos do programa Atitude.Com, na suposição de que a TV Cultura estaria exibindo uma reprise do Roda Viva.

    A TV Brasil assinou, recentemente, com a TV Cultura um contrato de licenciamento do Roda Viva e de mais dois programas para exibir em seus canais próprios e para distribuir às emissoras que compõem a Rede Pública de Televisão. Este foi um sinal de apreço pelo prestigiado programa de entrevistas da TV Cultura que, recentemente, anunciou sua legítima decisão de comercializar os produtos que sempre distribuiu gratuitamente às emissoras do campo público.

    Com a exibição do Roda Viva no domingo, a TV Brasil deixa de veicular a reprise do programa Sem Censura e do programa De lá Pra Cá.

  94. Senhores:
    Aceito humildemente
    Senhores:
    Aceito humildemente os ensinamentos. Continuo acreditando que não é possivel desconstruir o ordenamento jurídico para atingir especificamente apenas uma pessoa, seja Pitta, seja um “homem descalço”.
    Há pessoas queridas em meu meio que dizem que “tenho problemas com a Autoridade”. Sempre digo que tenho mesmo, pois para mim autoridade significa legalidade no seu sentido mais amplo (todos os princípios constitucionais, todos os direitos humanos, todos os principios morais).
    Mas, depois de manifestações tão mais bem informadas, retiro-me à minha insignificância.
    Com a palavra o Senhor Gilmar Mendes e seu gabinete.
    Cordialmente.

  95. Moro no Rio e sempre assisto
    Moro no Rio e sempre assisto o Roda Viva pela TV Brasil, que nessa segunda de entrevista com o delegado Protógenes não transmitiu a mesma.
    Será que houve boicote aos cariocas desses esclarecimentos?

  96. Nassif, no comentário
    Nassif, no comentário referido abaixo, ao responder vc se referiu ao Gilmar como Dantas. Foi de propósito? Ou a doença do Noblat te pegou?

    23/12/2008 – 14:13 Enviado por: Lucio

    Não reparei.

  97. Nassif, por acaso a
    Nassif, por acaso a configuração de seu blog foi alterada, ou foi a do meu computador? Ah, antes de mais nada, feliz natal!

    Quanto a este assunto, você viu que veemência da banca roda de fogo, desculpa-me – roda viva, contra o doutor Protógenes, segunda-feira?
    Engraçado que na semana passada, a banca foi bem carismática com o suspeito presidente da Suprema Corte, Gilmar Mendes, a quem recai um turbilhão de suspeitas.

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