Agência Xeque analisa a campanha da Globo contra Marcelo Crivella, por Luis Nassif

O texto agora na íntegra

Fakenews é entendido como a notícia falsa. Há várias formas de manipulação da verdade, na divulgação de notícias. A mais óbvia é a mentira explícita – que tem sido alvo único das agências de checagem.

A mais utilizada é a interpretação falsa. Por exemplo, criação de falsos escândalos, tratamento de escândalos a irregularidades administrativas menores.

A campanha atual da Globo contra o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, recorre abundantemente ao segundo tipo de manipulação.

As análises da Agência Xeque não se referem à atuação de Crivella como um todo, mas especificamente à campanha dos últimos dias. É análise das reportagens e das denúncias do MP e do Judiciário, não um atestado de absolvição de Crivella.

Há uma diferença fundamental dos fakenews interpretativos da Goblo em relação aos fakenews convencionais. Enquanto estes iludem a ralé popular, os fakenews jornalísticos influenciam a ralé do Judiciário e do Ministério Público – por ralé entenda-se o significado dado por Jessé Souza ao indivíduo que segue cegamente os impulsos de grupo, sem capacidade de discernimento.

As matérias analisadas são as seguintes:

A decisão da Justiça do Rio

Justiça impõe 12 medidas restritivas contra Crivella

Denúncia do MPRJ contra Crivella detalha ações sociais da Igreja Universal em escolas municipais

As denúncias foram feitas após reportagem de O Globo sobre a tal reunião secreta com 250 pessoas. O conjunto de indícios se resume a isso:

  • Colocação de cartazes evangélicos e ações sociais por evangélicos em duas das 1.537 unidades de ensino municipais, ou 0,13% das escolas.
  • Na gestão Eduardo Paes, um funcionário da Guarda Municipal incluiu uma pergunta sobre religião em uma pesquisa sobre apoio espiritual dos solados. Segundo a substanciosa denúncia de O Globo, a pesquisa foi interrompida. “Apenas em junho de 2017 foi retomada, quando um capelão da PM foi convidado para participar do lançamento do projeto. Procurado pelo GLOBO, o GM que teria sugerido o censo ainda não foi localizado”. Presume-se que o capelão é católico.
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Xeque: é evidente que são indícios absolutamente irrelevantes e, por si só, não caracterizam facciosismo religioso da parte de Crivella. Há suspeitas de ações contra as religiões afro e outros sinais de intolerância, mas não foram contemplados nessa denúncia. Trata-se de uma denúncia fake que mereceu uma sentença fake, consequência de uma reportagem fake

O bloqueio das contas de Crrivela

Juiz de Brasília determina bloqueio de contas de Crivella
Segundo a reportagem,

“um juiz de Brasília determinou o bloqueio de R$ 3 milhões de suas contas bancárias, de outras oito pessoas e de uma empresa. A decisão de Renato Borelli, da 20ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), e está relacionada a uma suposta irregularidade em um contrato do Ministério da Pesca, no período em que Crivella comandou a pasta, entre 2012 e 2014.

O valor máximo a ser bloqueado será R$ 3.156.277,60. De acordo com o magistrado, há “fortes indícios de irregularidades” em um contrato firmado entre o ministério e a empresa Rota Nacional Comércio e Engenharia em 2013, para a instalação e substituição de vidros na sede da pasta, entre outros serviços.

O direito de resposta de Crivella

Além da análise, o GGN lhe confere o direito de resposta que deveria ter lhe sido oferecido pela Globo. A única maneira de preservar a objetividade jornalística é concedendo o direito de defesa a todos os acusados.

Sobre o bloqueio de contas

O juiz federal de Brasília mandou arrestar 3,2 milhões de 9 pessoas do Ministério da Pesca por um contrato em houve denúncia de sobrepreço em placas de vidro para fachada do prédio e que foi investigado pela CGU (Controladoria Geral da União). Me incluiu quando Ministro de Estado não é responsável por contrato.

Porém antes da investigação da CGU ao tomar conhecimento da denúncia eu orientei realizar sindicância e de acordo com parecer da consultoria jurídica do ministério cancelei o contrato o qual só havia sido executado em 79 mil reais.

Provavelmente o MP de Brasília não tenha colocado na denúncia esses documentos que hoje estamos levando ao conhecimento do juiz pedindo reconsideração da sentença. Caso negue, faremos o agravo.

Uma violência jurídica absurda nessa campanha orquestrada pela globo.

Sobre a sentença da Justiça do Rio sobre benefícios a evangélicos

A sentença do juiz do Rio se baseia não em fatos, mas nas intrigas da sua informante, a Globo. Em 12 recomendações proíbe o prefeito de “privilegiar” seu grupo religioso.

A Globo insiste na tese de que evangélicos na política cuidam da expansão de suas doutrinas e insinuam o risco do Brasil se tornar como Iraque um Estado Religioso.

Os fatos mostram o contrário.

Retirei metade dos recursos do Carnaval para dobrar os recursos das creches conveniadas e 90% delas são católicas. Recebiam 55 milhões na administração passada hoje recebem 110 milhões.

No meu secretariado só há um evangélico. Há uma espírita e os demais são católicos.

O procurador geral do município é católico.

O chefe de gabinete é católico.

A secretaria do Prefeito que o acompanha há 15 anos, Margarett Cabral, é católica

Presidente da maior empresa do município – Comlurb – é católico.

Como são católicos a presidente da Rio Luz, Riotur, PreviRio e CET Rio são católicos.

Os subsecretários de Esporte, Vigilância Sanitária, Bem Estar Animal, Diversidade Sexual, Habitacao, Meio Ambiente são católicos.

A delegada olímpica é judia.

Dos 12 Superintendentes, 10 são católicos.

A Controladora Geral do Município é católica.

Todos os diretores de hospitais da rede pública municipal são católicos.

Na tal reunião secreta tinham vários espíritas, católicos e ateus. Não eram só pastores. Eles estão se manifestando nas redes sociais.

A Márcia foi discriminada por mulher, negra e de comunidade. Não há uma prova de que tenha ao longo desses 18 anos recebido algo em troca ou obtido vantagem para quem quer seja.

Xeque: Há suspeitas de campanhas contra as religiões afro estimuladas pela Prefeitura. Por exemplo, é público que alguns grupos evangélicos, especialmente os ligados à Igreja Universal, movem uma luta mortal contra as religiões afro e os terreiros. Mas até agora não houve indício mais concreto de que Crivella esteja utilizando a máquina da prefeitura nessa guerra santa.

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Havia suspeitas de que o decreto 43.219/2017, do prefeito, transferindo para a Prefeitura a concessão de alvarás  para a realização de eventos na cidade, culturais, esportivos, políticos ou religiosos pudesse conter alguma forma de seletividade religiosa. Mas, logo no seu artigo 1º, isenta de alvarás “procissões e celebrações religiosas em geral”.

Se quiser realizar um combate eficiente à Crivella, o primeiro passo é trazer informações críveis e bem apuradas.

Jornalismo colaborativo – o post está aberto para as colaborações dos leitores. Se tiver informações sobre o tema, contra ou a favor de Crivella, coloque nos noticiários. As relevantes serão incluídas no post principal.

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8 comentários

  1. O mesmo procedimento que levou Lula à prisão

    É extraordinário o poder político da Globo atuando em parceria com o judiciário. Crivella é atacado, concomitantemente, pelo judiciário do Rio de Janeiro e de Brasília. Só mesmo um tolo não acredita que são ações concatenadas, combinadas.

    Observem que repetem contra Crivella o mesmo procedimento que levou Lula pra cadeia: reportagem fake no Globo, ação do judiciário…

  2. É

    É pode até não ser interiamente verdade mas nesse caso para deter essa turma evangélica não se deve medir esforços. Ele hoje tem a maior rede de midia contando televiisão e rádio o qe os torna mais perigosos ainda uma vez que igreja não precisa declarar origem apenas o dinheiro ficando fácil o financiamento da televisão e das rádios por esses “templos”.

    • Entendo que os meios não

      Entendo que os meios não justificam os fins, qualquer um tem que ser julgado por uma justiça mais imparcial possível, apesar de saber que Crivela representa o projeto de poder de Edir Macedo.

  3. Se, de um lado, não resta

    Se, de um lado, não resta sombra de dúvida de que o prefeito é honesto e tem relevantes serviços prestados ao município, também não resta dúvida de que há indícios de crimes de responsabilidade cometidos em sua gestão e de uma grave crise econômica, política e social, em tese, advinda dela.

    Só troquei “presidenta” por “prefeito” e “nação” por “município”, de resto, essa foi a justificativa do Crivella por votar a favor do impeachment. Mas a Síndrome de Lacerda há de atingi-los a todos.

  4. Mais do que anti-jornalismo: é golpe e chantagem.

    Abomino a IURD e os charlatães que a comandam, a começar pela família de seu fundador, Edir Macedo, de quem Marcelo Crivella é sobrinho. O jornalismo investigativo e de denúncia, se tiver coragem, pode descobrir muita coisa acerca desa igreja e desse grupo religioso. Mas isso nem policiais nem o MPF nem o judiciário, de tipos como o “japonês”, Deltan Dallagnol e Sérgio Moro querem fazer, pois vão esbarrar em atores-chefes cujo descumprimento do código é aparecer com a boca cheia de formigas ou mesmo nunca mais aparecer.

    Mas essa investida falsa, fraudulenta, manipulatória e desonesta do grupo Globo contra Marcelo Crivella e seu grupo político-religioso-econômico reúne o que de pior esse midipoliciário pós-golpe é capaz de produzir: golpismo e chantagem. A Globo, nas gestões de Eduardo Paes, encheu suas burras, em milionários contratos para administrar bens públicos, como museus, espaços eventos culturais diversos, parques, etc. Crivella deve estar passando pente fino e lupa nessa mamatas; por isso a Globo volta a investir contra o bispo-prefeito, após um ano e meio de pacto-de-não-agressão/trégua negociada.

  5. É, acho que o Nassif, em sua

    É, acho que o Nassif, em sua serenidade mineira, resolve a questão. Entre belzebú e satanás, Globo ou Record, o melhor é ficar com o estado de direito.

    Que essa parte dos evangélicos (não são todos) são um risco para o estado laico, não resta dúvida. Que perseguem outras religiões, afro-brasileiras principalmente, também. Que instigam a homofobia e o machismo, também. 

    Por outro lado, que a Globo usa e abusa do judiciário que lhe é subserviente, e no final das contas tem os mesmos interesses de classe, para perseguir adversários políticos, isso todo mundo sabe.

    Nessa caso, só há uma saída. Que se siga o que diz a lei. Se houver prova de crime de responsabilidade, prevaricação e tal, os vereadores tem obrigação de impeachá-lo. Caso contrário não. Paciência.

    Se a Igreja do prefeito está cheio de estelionatários, se perseguem outras religiões, isso é caso para outro tipo de ação, não o impeachment. Se a Globo tem segundas intenções ao divulgar os escândalos, também não conta. Se houver prevaricação é impeachment. Ou seja, fazer do jeito que não foi feito no golpe contra a Dilma.

    Mas é possível no Brasi atual, onde a justiça foi esculachada de cabo a rabo? A resposta é óbvia né? Por isso não entrei na campanha do fora Crivela, embora ter um prefeito como ele na minha cidade me envergonhe profundamente

  6. Bom post

    Não gosto da globo pois a mesma não faz um jornalismo isento.

    Nao gosto de religiosos que se metem na politica e usam a politica para se promover.

    Resumindo, não confio em nenhum dos dois.

  7. Repito

    Crivela prova do proprio venen. Promoveu e apoiou  passivamente o golpe contra Dilma. Agora tá ele ai, vitima das mesmas tramoias e da mesma aliança espuria entre a Globo e o Judiciário. Canalhas como ele, logo, logo saberão comprar a Globo com algum agrado, assim como fez Michel Temer. 

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