Alguns pontos sobre a Ley de Medios

Comentários do post “A lógica de Eugênio Bucci sobre a imprensa, por Weden

Por Andre Araujo

A Ley de Medios impede que existam redes nacionais de Tv. Não controla o conteudo MAS cada cidadezinha teria sua TVzinha, vai mostrar a confiteria, o futebol de varzea, a aula de tricô do clube de senhoras. Ai ninguem vai falar mal da Cristina. Não controla o conteduo mas elimina o instrumento para divulgar o conteudo, a rede nacional de TV.

Ela tentou antes estatizar a Papel Prensa, não fecha El Clarin mas tira o papel para imprimir o jornal. É o método que ela usa.

Agora probiu as Sociedades Rurais de emitirem registros, certificados e guias, com isso ACABA com a receita dessas entidades de agricultores. Percebeu?

Ela não fechou a Rural, ela acabou com a receita. Ele não vai fechar a Tv do Clarin, ela vai tirar as antenas mas ninguem poderá falar que ele mexeu com o conteudo, não é mesmo?

Por Diogo Costa

Andre, não sofisme… Tu sabe melhor do que eu que a Ley de Medios não tem absolutamente nada a ver com censura! Quem entende bastante de censura é a direita latino-americana. Ninguém pretende calar a voz de quem quer que seja, até porque isso é incontestávelmente inconstitucional. O que ser quer é democratizar a propriedade dos meios, impedindo a propriedade cruzada e os oligopólios. Todos terão o direito inalienável de noticiar o que bem quiserem noticiar.

A Ley de Medios, como já disse anteriormente, é a reforma agrária dos meios, nada mais do que isso. E para não dizer que reforma agrária é coisa de comunista, basta perguntar aos japoneses o que eles pensam sobre a reforma agrária imposta pelos EUA ao Japão no pós II Guerra Mundial através do General MacArthur. Se alguns pensam que uma legislação com 50 anos de idade está atualizada com o desenvolvimento dos meios de comunicação atuais, aí é uma falha lamentável de avaliação. Por fim, cumpre informar também que na Argentina o espectro eletromagnético foi dividido da seguinte forma pela Ley de Medios, 33,3% para organizações comunitárias, sindicatos, associações e cooperativas, 33,3% para o setor privado que visa o lucro e 33,3% para o setor estatal, que tem que dividir esse percentual entre a nação e as províncias. Isso por acaso é anti-democrático? Proibir a propriedade cruzada dos meios é anti-democrático? Coibir os oligopólios é anti-democrático? Regulamentar o direito de resposta é anti-democrático? Democratizar o acesso à Papel Prensa (da Argentina) é anti-democrático?

 

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