Africanos chutam o pau-da-barraca e deixam pandemonistas com cara de bunda, por Gustavo Gollo

Alardeava-se que o coronavírus avassalaria a África deixando um rastro de mortes marcante por todo o continente, dadas as condições de pobreza locais. Ao contrário da expectativa, no entanto, o continente tem sido poupado de consequências maiores a ponto de causar perplexidade.

A transparência da situação tem obrigado os raros pandemonistas que ousam confrontar o caso africano a contorcionismos intelectuais que beiram a comicidade, com o propósito de conformar a situação aos cânones impostos pelos articuladores do pandemônio.

Duas considerações simples e óbvias parecem solucionar o enigma: a população africana é muito jovem e os jovens praticamente não são afetados pelo coronavírus. Além disso, tendo chutado o pau-da-barraca, compelidos pela pobreza, os africanos não perderam a imunidade natural adquirida através do convívio promíscuo a que são forçadas as massas urbanas em transportes abarrotados e demais aglomerações.

Talvez estejamos nos empenhando em gerar as condições propícias a um grande número de óbitos instituindo o confinamento agregado à obesidade, sedentarismo, carência de vitamina D, depressão e demais tensões inibidoras do sistema imune. Atentemos para os africanos.

Os dados revelam nitidamente que embora uma grande parcela da população tenha sido infectada pelo vírus, não houve nenhum pandemônio, nem tendo sido notada alteração no movimento nos hospitais, nem na quantidade de óbitos. Ou seja: todo mundo pegou covid-19 na África, mas ninguém notou nada!

A constatação sugere que as mortes sejam decorrentes do pandemônio, não o contrário; que a histeria hipocondríaca tenha sido a responsável pelas mortes.

Confira a disparidade entre a quantidade de óbitos por milhão de habitantes na África e no resto do mundo.




O peru, o galo, a raposa, a gripe suína e uma ameaça ainda mais insidiosa!

(publicado em 28 de março)

Contam-nos que o galo e o peru, pressentindo a aproximação da raposa, subiram em uma árvore onde se puseram a salvo. A raposa, no entanto, obstinada e faminta, tratou de testar a dupla. Após alguns saltos, rosnados e ataques da raposa, o galo, bem lá no alto, decidiu fechar os olhos e dormir, percebendo que aquela patacoada viria durar por quanto durasse sua atenção. O peru, em contrapartida, não tirava os olhos da raposa; à beira do pânico, mesmo nas alturas, fugia de cada ataque da fera ladina, pulando de um galho para outro a fim de se manter o mais distante possível dos dentes aterrorizantes, enquanto a raposa se comprazia:

— Esse galo não vai ter jeito, mas o peru já está no papo!

E tratou de executar as mais exuberantes proezas, saltando e rosnando desbragadamente e de maneira insana, em meio a caretas ferozes que faziam a ave apavorada pular de galho em galho empurrado pelo terror.

Meia hora depois, quando o galo abriu os olhos, a raposa já se havia ido; do peru restavam somente penas espalhadas pelo chão ao redor da árvore. Pensou o galo:

— Estúpida criatura, tanta trela deu ao bicho, que acabou no seu papo.

* * *

Dias depois, quando a raposa voltou ao terreiro, todas as galinhas estavam instruídas sobre o que fazer se atacadas pela raposa: repousar em um galho alto e esperar que ela se fosse.

Impotente ante tal defesa, a raposa tratou de maquinar nova tática; percorrendo todas as moitas ao redor do terreiro anunciava com voz gutural e sons fantasmagóricos a chegada de uma gripe que em breve viria ceifar todas as vidas ao redor. O galo, a princípio, riu-se da ameaça absurda, mas acabou por se preocupar com a coisa quando os contínuos alardes começaram a deixar as galinhas à beira do pânico.

Dia após dia, disfarçada, a raposa alardeava a chegada da gripe, tirando o sossego de todo o terreiro, e quando um pintinho faleceu a bordo de um avião distante, ninguém teve nenhum receio de diagnosticar: morreu de gripe! Era a gota que faltava. Impulsionadas pelo pânico, as galinhas tiraram seus pintinhos das escolas e se dispersaram com eles pelos arredores proporcionando às raposas os mais lautos banquetes dos quais se lembram.

Com a chegada da gripe suína, e da enorme mortandade entre galinhas e pintos, chegaram também os doutores raposos e prescreveram remédios caros, importados, mas de efeito duvidoso, que deveriam ser comprados com a única verba existente: a planejada para o fortalecimento da cerca do galinheiro.

* * *

Decorrido certo tempo as gordas raposas anunciaram suas candidaturas aos mais importantes cargos dos arredores e sabem que serão eleitas pelos sobreviventes da gripe suína, pois foram elas as heroínas, as salvadoras que, desde o início, anunciaram o flagelo que estava por vir!

* * *

A letalidade da gripe suína é equivalente à de qualquer outra gripe, ou seja, a gripe suína não passa de mais uma gripe. Acordemos para a insanidade que consiste na suspensão de aulas e outros transtornos por causa de uma gripe!

Note ainda que, no momento, o usual descaso com a saúde da população, ainda que agravado pelo deslocamento de recursos para o tratamento de gripe (atentem, repito, GRIPE!) parece estar justificado pelo alarme causado pela gripe!

ACORDEMOS!

(Se ainda tiver alguma dúvida sobre isso, pense no contrassenso que seria, um ano atrás, dedicar tamanho esforço que deveria estar concentrado em doenças mais graves ao combate da gripe.)

* * *
O texto acima, exceto breves correções, foi escrito anos atrás, durante a epidemia de gripe suína, a H1N1, cuja letalidade alardeavam, na época, ser altíssima, fazendo com que a população acreditasse tratar-se de uma doença perigosíssima, quando se tratava de uma mera gripe – doença que, até então, era vista com descaso e indiferença por todos.

Sabe-se hoje que a tal epidemia foi uma farsa, que a gripe suína continua entre nós, disfarçada agora de H1N1, e que sua letalidade é igual à de qualquer outra gripe, doença que sempre levou pessoas já previamente bastante debilitadas.
* * *

Surge, agora, o coronavírus, ameaça similar àquela, mas com uma diferença significativa: tenderá a se espalhar muito rapidamente, contagiando simultaneamente uma enorme quantidade de pessoas, o que causará o abarrotamento de hospitais e a impossibilidade de tratamento médico de um amplo contingente de doentes, aumentando, em consequência, de modo significativo, todos os transtornos causados pela doença, incluindo nisso as mortes.

Em vista de tais fatalidades, tem-se proposto, em quase todo o mundo, como aqui, a interrupção de inúmeras atividades – Suécia e Holanda são duas honrosas exceções, países onde não serão interrompidas as atividades normais; torço para que persistam nesse caminho, de modo que oferecerão, em futuro breve, boa amostra para a comparação e decisão de estratégias futuras para toda a humanidade.

(A estratégia imobilista será infinitamente mais penosa nos países pobres, onde a população padecerá na penúria, e onde a maioria dos serviços executados não pode ser efetuada na própria residência, ao contrário do que farão os ricos).

Creio que a população brasileira vem sendo enganada e manipulada, tendo sido ocultado de nós o plano de nos manter confinados por aproximadamente 1 ano e meio, para, posteriormente, nunca mais retornarmos à normalidade, resignados a uma vida que hoje consideramos insuportável, acovardados, amedrontados com o mundo e com as pavorosas gripes que o assolam (as gripes comuns).

Noto claramente que, nesse momento, muitos brasileiros, especialmente entre os que considero mais simpáticos, tendo sido manipulados – todos somos, o tempo todo –, sentem-se agora comprometidos com a defesa de um estado de coisas que considero absurdo.

O plano a que estamos nos alinhados me parece desagradabilíssimo e malévolo. Penso não haver motivos para perda tão extraordinária. Tornar-nos-emos uma multidão de hipocondríacos covardes, aterrorizados até com gripes. Recuso-me a endossar postura tão reles. Há que se ter um mínimo de coragem para enfrentar a vida.

Pressinto com intensidade, ainda, uma vileza adicional sem precedentes, uma malevolência que ainda não sou capaz de definir, mas que logo se revelará. Não me agrada minimamente me alinhar com forças tão tenebrosas, manterei distância delas e me rebelarei em nome da liberdade e de tudo o que é humano.

(Esse texto será censurado. Como outros relativos ao mesmo tema, será ocultado no google. Vide:
https://www.recantodasletras.com.br/cronicas/1760978 )

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