Asma afeta 235 milhões de pessoas em todo o mundo

A asma é uma doença séria que afeta parte da população mundial e é um problema de saúde pública: de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 235 milhões de pessoas espalhadas por todos os países sofrem com a doença. Outro dado alarmante da instituição mostra que 80% dos óbitos relacionados à asma ocorrem em países em desenvolvimento.

De acordo com um estudo realizado por especialistas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz-RJ), as mortes por asma no Brasil diminuíram discretamente, mas ainda vitimaram em média 2.339 pessoas todos os anos entre 1980 e 2012, afetando majoritariamente mulheres e os idosos a partir dos 74 anos. Ainda de acordo com os números do DATASUS, foram registradas 2.477 mortes relacionadas à asma durante o ano de 2017, por exemplo.

Apesar de ser uma enfermidade crônica e perigosa, a asma pode ser mantida sob controle com os devidos cuidados e tratamentos adequados.

Convivendo com a asma

Para compreender os riscos e cuidados necessários para a manutenção da saúde de indivíduo com asma, é preciso entender como ela afeta o corpo humano. Ela causa o estreitamento dos brônquios, as estruturas tubulares e cartilaginosas que transportam o ar até os pulmões. Por isso, seus sintomas são a dificuldade para respirar, respiração entrecortada e curta, chiado e sensação de aperto no peito e tosse.

A maioria das crises de asma são engatilhadas por alérgenos (agentes causadores de alergias), muito comuns, como poeira, ácaros, fumaça de queimadas e cigarros, pólen, pelos de animais, substâncias químicas, odores e perfumes acentuados entre tantos outros agentes que podem penetrar o sistema respiratório e provocar a irritação e estreitamento dos brônquios. Existe também a asma não-alérgica e episódios causados por exercícios físicos.

Cada organismo pode desenvolver uma reação diferente a cada tipo de alérgeno e responder às crises asmáticas em diferentes níveis de intensidade. Por isso o acompanhamento médico constante com um pneumologista é fundamental para um diagnóstico personalizado, identificação dos gatilhos alérgicos mais perigosos para cada paciente e qual será o seu tratamento para controle da asma, que deve ser realizado por toda a vida.

Cuidados com o ambiente e alimentação ajudam a evitar as crises

Além do acompanhamento médico e das terapias medicamentosas como o uso de broncodilatadores, alguns cuidados na rotina do paciente com asma são muito importantes para evitar o contato com agentes externos que podem desencadear as temidas crises.

Em casa, o cuidado diário com todos os ambientes é fundamental: todo esforço deve ser feito para afastar focos de poeira. A casa deve ser bem arejada, com pisos lisos e sem carpetes ou tapeçarias. Bichos de pelúcia, mantas felpudas ou cortinas com materiais “peludos” ou fibrosos devem ficar de fora.

As roupas, incluindo de cama e banho, devem ser lavadas com frequência e com sabão neutro sem perfumes fortes. Evite o uso de sprays, odorizadores e jamais fume dentro de casa. Tome cuidado com perfumes e produtos de higiene e limpeza com fragrâncias. Caso a residência tenha ar-condicionado, seus filtros devem ser limpos e verificados com frequência.

Alguns alimentos também deve ser evitados, pois as alergias alimentares podem agravar a asma. Evite amendoins, camarões e demais crustáceos, peixes, soja, leite, ovos, trigo e industrializados com corantes e aromatizantes. Verifique com o pneumologista e com o nutricionista qual é o melhor cardápio para o paciente com asma, considerando seu histórico de saúde. Ao sinal de falta de ar, procure imediatamente o pronto atendimento médico mais próximo.

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