Ciclo civilizatório: Golpistas presos e Lula absolvido

A Terra redonda gira, os planetas Júpiter e Saturno se alinharam num fenômeno conhecido como “Grande Conjunção”, que ocorreu pela última vez em 1223. Pela proximidade do Natal, o fenômeno também vem sendo chamado este ano de “Estrela de Belém”.

A pandemia também está fazendo, de forma dolorosa, um realinhamento na civilização. Ainda estamos no processo traumático, de dúvidas e medo, que encontra resistência nos céticos, nos negacionistas e nos irresponsáveis, mas que avança e contabiliza.

Ao que parece, o judiciário brasileiro também sente os efeitos desses fenômenos e começa a fazer movimentos cíclicos, apontando que iniciou um processo de ajustes e resgates.

A prisão do prefeito do Rio e bispo da Igreja Universal, Marcelo Crivella, apoiado pela família Bolsonaro, é o clássico exemplo de uma prisão de fato e não circunstancial como foi a de Lula.

A justiça tem as provas de que havia o ‘QG da propina’ dentro da prefeitura, investigou e identificou os responsáveis, por isso o mandado de prisão preventiva para que os acusados não obstruam a justiça.

Contra Lula nunca houve provas, apenas as fantasiosas convicções.  A operação Lava Jato foi criada para destruir o país em nome da corrupção seletiva e plantada, mas para isso era preciso tirar Lula e o PT do caminho.

Dezenas de processos caíram sobre o ex-presidente com a estratégia de desmoralizá-lo e prendê-lo para que perdesse direitos políticos. Passada as eleições a justiça concedeu o habeas corpus, sendo que Lula venceria as eleições da cadeia.

Somente este ano, Lula foi absolvido de cinco processos por insuficiência probatória. O juiz ‘ladrão’ Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato, em especial o ‘retilíneo’ e ‘rosado’ Deltan Dallagnol, adjetivos dados pelo próprio, montaram um esquema criminoso e corrupto para levarem adiante as acusações contra Lula, como ficou provado pela Vaza Jato.

Ao final desse realinhamento civilizatório os golpistas estarão em queda, como o inocente cosmonauta de mimeógrafo do Posto 9 e sua inefável sunga de crochê, enquanto os progressistas estarão ocupando seus lugares na história.

 

Ricardo Mezavila, cientista político

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