Considerações sobre uma mentira, por Gustavo Gollo

Dois meses e meio atrás, fomos convencidos a nos confinar. Na ocasião, insinuaram-nos, falsamente, que em coisa de 15 dias, talvez um pouco mais, caso nos mantivéssemos todos em casa, debelaríamos o vírus e poderíamos retornar à normalidade. Fomos enganados. Desde o início, o plano era de um longo isolamento, o que só foi sendo ventilado gradualmente.

Esse é o tema desse texto: fomos enganados; embora, isso esteja sendo apagado de nossa memória.


Por que nos enganaram?

Se nos tivessem dito desde o início para nos confinar por um ano ou mais, certamente nos teríamos rebelado, e uma forte onda de insatisfação teria inviabilizado o confinamento generalizado. Como queriam nos convencer a nos confinar, insinuaram que 15 dias de isolamento, talvez pouco mais, seriam suficientes para resolver o problema.

Há quem finja acreditar na necessidade de mentiras para o estabelecimento da verdade.

Há também um plano desenhado desde antes do surgimento do vírus.

O plano, ainda não divulgado ampla e claramente, é de manutenção das medidas básicas de isolamento para sempre. Trata-se de um plano de exclusão. Sob vigilância implacável, justificada pela hipocondria, quem não puder pagar pelo espaço será obrigado à reclusão.

Continuamos sendo enganados.

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