Contrapartidas do confinamento, por Gustavo Gollo

Umas semanas atrás, fomos compelidos ao confinamento e outras medidas.

Originalmente, a justificativa das ações era eliminar o vírus causador da doença, meta rapidamente tornada impossível na maior parte do mundo.

Para convencer-nos a nos auto impor restrições drásticas contaram-nos mentiras descaradas sobre a letalidade da doença – altíssima segundo os alardes –, atualmente estimada em 0.22%, algo próximo ao das gripes comuns.

Semeado o pânico no mundo inteiro, o estado de sítio já havia sido implantado em quase todo o planeta quando o argumento do achatamento da curva substituiu tanto a mentira disparatada da altíssima letalidade, quanto a do propósito de eliminar o vírus, na justificação do confinamento da população. Argumentava-se caridosamente que o achatamento da curva evitaria o abarrotamento dos hospitais, impedindo que multihttps://conteudo.imguol.com.br/c/tab/34/2020/03/05/solidao-1583442992128_v2_1920x1280.jpg
dões de doentes ficassem sem tratamento médico, esquecendo-se de dizer que o pânico gerado pelo confinamento contrabalançaria os efeitos desse abrandamento, além de estender o problema ao longo de meses.

O alarde de uma suposta altíssima letalidade do vírus resultou no apavoramento das massas e em um temor irracional pela doença – parece ser muito mais perigoso aos olhos de todos pegar Covid que uma gripe, embora os dados não confirmem isso. O pavor garantiu o engajamento das multidões que hoje seguem as diretrizes veiculadas em uníssono por todos os meios de comunicação, na defesa do confinamento geral.

A omissão de que o plano era confinar as pessoas por muitos meses, ou anos, permitiu o engajamento da ampla maioria na defesa da manutenção do estado de sítio. Apenas depois de garantido tal engajamento, passou-se a insinuar, sem qualquer clareza, que o plano consistia em manter o isolamento por muitos meses, quiçá anos – situação atemorizante para a maioria, antevendo-se sem meios de subsistência para tal.

Várias omissões, além das citadas, caracterizam as notícias veiculadas pelos meios de comunicação, que só dão voz a um dos lados da polêmica travada por especialistas sobre a validade das medidas adotadas quase universalmente. A principal omissão talvez seja exatamente essa, a de que existem muitas vozes discordantes entre os estudiosos do assunto.

Todo o noticiário tem omitido o fato de que o remédio adotado contra o achatamento da curva – fortemente inviabilizado pelo pânico das multidões –, aguça fortemente outros males, como a solidão – “o assassino silencioso” –, a depressão, o sedentarismo, o alcoolismo, a obesidade, o suicídio, os assassinatos, além dos problemas psicológicos de ordem geral gerados e agravados pela situação ensandecedora – que sequelas perdurarão na geração de crianças forçadas por meses a uma rotina tão estressante?

O suicídio talvez seja, de todas essas, a mazela mais perigosa, facilmente capaz de gerar pandemia ainda mais contundente que a original.

Creio termos sido tangidos a nos meter impensadamente em situação completamente absurda, engolindo remédio mais letal que a doença que se pretendia curar.

Sairemos desse pandemônio completamente combalidos.

Esse vídeo apresenta uma visão diferente da que tem sido veiculada nos meios de coomunicação.



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