O mistério da redução de óbitos

Se acompanharmos os registros do Estado de São Paulo constataremos um aumento na quantidade de óbitos através dos anos. O acréscimo é esperado, tanto em decorrência do aumento populacional, quanto do envelhecimento da população do estado. Em 2020, agregam-se a tais fatores as mortes por Covid.

Segundo o Centro de Informações do Registro Civil, mais de 79.087 pessoas faleceram em São Paulo entre 19 de março e 14 de junho de 2020, contra 76.593 no mesmo período de 2019. Esses números mostram um aumento de 2.494 no número de óbitos no estado, entre um ano e outro. Em vista desses dados e do raciocínio anterior, somos instados a deduzir que o número de mortes decorrentes de Covid no estado, nesse período, tenha sido um pouco menor que a variação de óbitos registrados.

As 11.025 mortes atribuídas ao Covid, no período, no entanto, equivalem a 14% do total, uma quantidade muitíssimo superior ao aumento do número de mortes registradas, de 2494, correspondentes a 3% do total.

Números tão absolutamente surpreendentes constituem um verdadeiro mistério e merecem uma explicação.

A explicação mais óbvia para o mistério consiste em supor que uma quantidade imensa de óbitos, quase 4 vezes superior à real, esteja sendo fantasiosamente adicionada ao valor real, resultando em um superdimensionamento colossal da letalidade do Covid.

O desconforto causado por conjectura tão herética, no entanto, compele-nos a buscar alternativa mais condizente com o que vem sendo propalado pelos meios de comunicação, financiados para veicular um único viés.

Segundo ponto de vista alternativo e talvez complementar, o confinamento estaria tendo um resultado tão extraordinário que teria não só reduzido a mortalidade por Covid ─ que teria sido muito superior à que foi, na ausência de tal precaução ─, mas por outras doenças infecciosas, além das causadas por acidentes de trânsito.

A alternativa nos coloca em um impasse surpreendente: o confinamento pode ter revelado que temos agido cotidianamente de forma completamente irresponsável quando perambulamos pelas ruas, expondo bilhões de pessoas a riscos desnecessários e ocasionando milhões de mortes que poderiam ser evitadas com o confinamento das pessoas.

Deveríamos, pois, em vista disso, e com o intuito de salvar muitos milhões de vidas, proibir o tráfego de veículos individuais, o funcionamento de restaurantes, plateias de jogos esportivos, espetáculos, viagens, praias, parques e demais centros de aglomeração, assim como, em geral, todas as atividades suprimidas durante o confinamento.

A conclusão me parece atestar o absurdo das medidas de confinamento.

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