Os manos vão invadir a Bienal

Na XIX Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, que acontece de 30 de agosto a 8 de setembro, a editora da Draco estará presente com seu catálogo de livros e quadrinhos exclusivamente de autores nacionais no estande O83, que fica no Pavilhão Verde – Rua O. E é lá que aproveitará a oportunidade para trazer para um bate-papo no dia 7 de setembro, no período da tarde, seus aclamados roteiristas Cirilo Lemos e o rapper De Leve, para o lançamento da coletânea “Na Quebrada – Quadrinhos de hip hop”.

 

O niteroiense Ramon Moreno, conhecido como De Leve é um dos rappers mais influentes do Brasil. Foi um dos fundadores do coletivo Quinto Andar e lançou trabalhos solos, mantendo o humor ácido e o sarcasmo de suas críticas sociais bem-humoradas. Já Cirilo Lemos é autor dos romances O Alienado (2012) e E de Extermínio (2015) e roteirizou os quadrinhos Terra Morta: A obsessão de Vitória (2014) e Devorados (2017). Recentemente eles somaram forças para contar a história em quadrinhos Que Nem Morcego, sobre um MC iniciante que descobre ter o dom da rima e de perceber a vibração dos beats. Conto que integra a coletânea Na Quebrada.

 

De Leve é muito consciente sobre o que a periferia tem para contar. “As estórias escondidas atrás da História, as vozes geracionais esquecidas, as narrativas em oposição ao discurso oficial, às falas do jornalista de programas populares, o contrário do discurso de quem venceu na História. Essa história tem que ser contada. E por quem a vive!”, defende.

 

E o público nacional tem cada vez mais interesse em ouvir suas próprias histórias. Cirilo acredita que a confiança nos autores brasileiros vai crescendo conforme se solidificam posturas mais profissionais. Para isso, ele tem como um compromisso ambientar suas histórias de fantasia no Brasil: “Se eu não contar uma história sobre minha cidade na Baixada Fluminense, quem contará?”

A coletânea Na Quebrada – Quadrinhos de hip hop, da editora Draco, tem 184 páginas em preto e branco. A obra reúne uma equipe de roteiristas e desenhistas que busca dar voz para as ruas em um país tão desigual em histórias com protagonistas negros, favelados, diferentes e excluídos. “Nós queremos que esses quadrinhos sejam o microfone dos menos privilegiados”, defende o editor Raphael Fernandes.

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