Popularidade de ladeira abaixo de Bolsonaro, o sentimento de um abraço de afogado, marcarão a data para o fora Bolsonaro.

A queda de Bolsonaro já está ficando com data marcada, o fim do ano 2019. Por que o fim deste ano será um limite para o governo Bolsonaro? Pode-se dizer que a causa desta alta probabilidade de queda é devida a quatro fenômenos que se sobrepõe

O primeiro motivo para o aumento da probabilidade de queda do governo Bolsonaro é a sua baixa contínua e inexorável da popularidade do governo são as contradições irreconciliáveis entre os diversos elementos da base política de seu governo. Um exemplo bem atual é a visão que Olavo de Carvalho, o guru do presidente tem do Edir Macedo, chefe da seita religiosa que apoia com unhas e dentes o governo, pois apesar da recente aliança, no passado Olavo de Carvalho chegou a chamar o pastor de um “falso merda”. Poderia seguir a diante nas muitas dezenas de desafetos que são cultivadas entre as diferentes hordas bolsonarianas.

Mas o principal motivo que leva a Bolsonaro parecer um iogurte fora do refrigerador, é o motivo econômico. O projeto de Paulo Guedes nunca podia ser exitoso a médio prazo, porém não contando com a simpatia do congresso este projeto minguará mais rápido do que o previsto.

Junto com todos os problemas do atual governo a terceira situação de agravamento da posição do governo, não maior do que as anteriores, mas que servirá para colocar em pauta a destituição deste, são as eleições para as prefeituras no ano que vem. Apesar da incerteza das realizações das eleições em situação normal no próximo ano, a degringolada da popularidade do governo, coloca uma imponderabilidade cada vez maior de um novo golpe mais ainda de extrema-direita.

Porém a base de todo o insucesso do atual governo, que é a situação política e econômica internacional. A cada mês a probabilidade de haver uma grande recessão internacional aumenta, ao ponto do economista chefe do Morgan Stanley ter dito literalmente “A incerteza persistente relacionada ao comércio colocou as rodas de uma desaceleração global em movimento” e além disto falou que “O declínio das taxas de juros naturais fez com que a política monetária por si só não seja suficiente para estimular a demanda agregada e elevar as expectativas de inflação”. O que significa esta alerta de um dos economistas de uma das empresas globais de serviços financeiros que opera em 42 países, possuindo mais de 65.000 funcionários e é o maior banco de investimentos do mundo (associado ao Citigroup) com ativos superiores a 1.7 trilhões de dólares e vive e lucra com a ciranda financeira internacional? Significa que o sistema financeiro internacional já está esperando uma enorme crise, só faltando saber qual a data certa que ela começa.

Esta crise financeira prevista pelos maiores economistas do Imperialismo significa que todo o esquema do Paulo Guedes para venda do patrimônio nacional e com isto empurrar a crise nacional mais dois ou três anos furou, pois estas instituições que viriam comprar ativos nacionais a preço de banana, nem dando um desconto de 50% nos preços de banana eles entrarão num mercado que certamente vai ruir ainda mais forte do que os mercados do primeiro mundo.

Com esta tempestade perfeita, quando a crise do governo Bolsonaro se mostrar insustentável, certamente o “direitão” (conhecido pelos incautos como “centrão) vai rifar o governo e o presidente do congresso retirará de uma de suas gavetas um das dezenas de solicitação de Impeachment que terão se acumulado contra o governo, e isto deverá ser feito antes do recesso do congresso no fim do ano, ou mesmo, no primeiro dia de reabertura. Será uma forma do “direitão” ganhar um fôlego de mais um ano (ou menos) antes que a casa caia por completo.

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