Reinações de Biruliro, ou, Como um presidente imbecil está nos levando para o pior dos mundos, por Gustavo Gollo

Tendo sido ludibriados por intensas manipulações das redes sociais, google e demais veículos da Internet e TV, e pela farsa da facada, que permitiu ao energúmeno encobrir sua demência com o silêncio, e tendo sido o candidato preferido pela população violentamente alijado de participação na disputa eleitoral, empossamos um imbecil na presidência da república, consideração agora notória em todo o planeta.

Sabemos que a criatura tem um fetiche por ditadores e sádicos, e que gostaria de se tornar um deles, embora não consiga dirigir uma reunião de ministros escolhidos por ele mesmo, razão pela qual seus arroubos ditatoriais se resumem à exigência incondicional de meter a colher onde bem entenda.

Em decorrência dessa mania, o mentecapto tem deixado o país sem rumo em meio à maior crise planetária vivida desde pelo menos a segunda guerra. Mostrarei, a seguir, que estamos nos dirigindo para o pior dos mundos e que logo nos veremos em imersos em uma mortandade muito superior à dos outros países

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Existem várias alternativas para lidar com o Covid. A mais drástica delas foi implementada por países como o Vietnã e a China que por saberem bem com quem estão lidando, prepararam-se contra um ataque biológico e trataram de debelar o vírus. A China teve que detectar a irrupção de um surto incomum antes de identificar a doença até então desconhecida e tomar as medidas adequadas para suprimi-la. É absolutamente extraordinário ter conseguido tal intento! Apenas 70 casos permanecem ativos, hoje, na China, quase todos contraídos fora do país.

Absurdamente, foi essa a proposta de ação originalmente aconselhada a todos pela Organização Mundial de Saúde, uma espécie de delírio sem pé nem cabeça cuja factibilidade pressupunha o fechamento de fronteiras tão logo se anunciasse o alastramento do vírus. Por aqui, nada se fez até depois do carnaval e só fecharam fronteiras depois do surto instalado, quando tal medida já se tornara irrelevante.

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A segunda alternativa pressupõe certa humildade em face da extrema dificuldade de se debelar o vírus já instalado no país, resignando-se, em consequência, a buscar o achatamento da curva de infecção. O pressuposto dessa abordagem é a existência de um sistema de saúde efetivamente capaz de tratar a doença e salvar muitas vidas, mas incapaz de conter a inundação simultânea de inúmeros casos. O achatamento tem como propósito, portanto, a possibilidade de oferta de tratamento a mais doentes. Note que uma alternativa muito mais eficiente e econômica teria sido a disponibilização de grande quantidade de leitos; houve tempo para isso. Note que praticamente toda a atividade econômica do planeta foi paralisada, resultando em custos muitíssimo superiores ao do aparelhamento de novos leitos. (Por que terão mantido o argumento do achatamento da curva guardado na manga por tanto tempo?).

Essa é a alternativa defendida por todos os meios de comunicação. Foi desenvolvida em uma universidade dos EUA e tem sido aplicada na maioria dos países ricos.

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A terceira é a alternativa tradicional para infecções respiratórias, a que consta nos manuais. Consiste em isolar as pessoas dos grupos de risco e permitir que a infecção se encarregue de imunizar a população. A principal vantagem dessa estratégia decorre da possibilidade de canalizar os esforços em direção aos mais necessitados. Assim, em vez de parar a economia e distribuir auxílio financeiro generalizadamente aos que ficaram sem renda, distribui-se auxílio muitíssimo mais generoso às pessoas sob risco, possibilitando, efetivamente, que se resguardem. Outra vantagem dessa estratégia é a rapidez com que a epidemia chega a termo.

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A quarta alternativa consiste em não fazer absolutamente nada, menosprezando-se a doença, pura e simplesmente. Essa, de fato, é a alternativa tradicional.

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O pior dos mundos

A “quinta alternativa”, o desastre que está sendo implantado no Brasil, assemelha-se mais ao quinto dos infernos, como mostrarei.

Por aqui, como no restante do Ocidente, fomos informados do surgimento da doença nos primeiros dias do ano, mas nada fizemos, esperando para ver o que acontecia até depois do carnaval, quando os primeiros casos começaram a ser revelados. Melhor teria sido ampliar e aparelhar hospitais, comprar ventiladores, etc.

Fomos, então, imitando os outros países, tomando mais ou menos as mesmas medidas que os países do norte, sem considerarmos que estamos no hemisfério sul.

Assim, paralisamos quase tudo e iniciamos nosso confinamento 3 meses atrás, no fim do verão, quando os doentes ainda não abarrotavam os hospitais. Desde então, o número de casos cresceu conforme o esperado em nosso hemisfério, por estarmos no outono ─ as coisas deverão piorar bastante no inverno.

Agora, à beira do inverno, com o número de doentes em franca ascensão, anuncia-se o fim do confinamento sem que se acene com a menor proteção aos do grupo de risco que serão assim jogados aos leões.

Morremos no inverno. (Não tenho conseguido encontrar os gráficos que revelam esse fato que me deixou perplexo quando o constatei). As mortes decorrentes de doenças respiratórias, em especial, ocorrem preferencialmente no inverno, época em que as infecções respiratórias costumam vingar. A ocorrência é realmente drástica.

O que fizeram, então, com as pessoas do grupo de risco? Empobreceram-nas, pelos 3 meses sem renda e pela situação geral do país; impuseram-lhes o sedentarismo e a obesidade; reduziram-lhe a vitamina D e a imunidade geral durante 3 meses em confinamento asséptico para, ao anunciar-se a temporada dos leões, ameaçar jogá-las, previamente combalidas e depauperadas, às feras.

O imbecil está se saindo um verdadeiro coringa.

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