Sobre a não-transmissibilidade dos assintomáticos, por Gustavo Gollo

Ontem, 8 de junho de 2020, a chefe da unidade de doenças emergentes e zoonoses da Organização Mundial de Saúde (OMS) comunicou, ao contrário do que vinha sendo alardeado, que portadores assintomáticos do Covid não transmitem a doença, agregando mais uma à longa lista de mentiras espalhadas pela OMS, em seu empenho de aterrorizar o planeta.

Aproveitando a deixa, Biruliro tratou de vir a público para dizer que a nova informação mostrava a inutilidade do confinamento.

Creio que a manifestação do Biruliro tenha tido mais relevância que o bombástico reconhecimento do erro pela OMC, gerando manifestações exaltadas por parte da torcida ─ temo-nos comportado como torcedores. Infectologistas já vieram a público negar, através de considerações teóricas, a retificação advinda de diversos países ─ que a OMS teve que engolir a contragosto e repassar, razão pela qual eu concluo ter se tornado consensual entre os estudiosos de campo ─, sobre a não transmissibilidade dos assintomáticos.

Apresento a seguir umas considerações teóricas que revelam, em linhas gerais, a plausibilidade da expectativa teórica de que assintomáticos não transmitam a doença.

Vírus são minúsculos cristais inertes, pequeniníssimos mesmo. Ou seja, além de ínfimos, são como pedrinhas e nada fazem, nem ao menos sendo seres vivos, propriamente.

Os vírus foram originados de restos de seres vivos, de minúsculos pedaços de alguma parte de um ser vivo contendo basicamente a mensagem: COPIE-ME.
Embora inertes, eles possuem um poder espantoso de manipular outros seres, compelindo-os a gerar inúmeras cópias de si e a transmiti-los a outros indivíduos. Pode-se compará-los, sob esse último aspecto, a placas de trânsito que, mesmo permanecendo estáticas, obrigam-nos a conduzirmos da maneira especificada por elas. Esse poder de manipulação de outros seres é chamado “fenótipo estendido”, fenômeno descrito brilhantemente por Richard Dawkins, em livros como o maravilhoso: O gene egoísta.

Além da mensagem de cópia, os vírus possuem um sistema muito simples, mas eficiente, de controle dos indivíduos infectados por ele, que
os leva, por exemplo, a tossir, espargindo cópias infectantes do vírus sobre outros indivíduos. A tosse resulta no contágio de novos indivíduos recomeçando todo o ciclo.

Desse modo, o “ciclo de vida” dessa criatura inerte resume-se a se deixar levar pelo corpo de seu hospedeiro até o local onde ele será copiado repetidas vezes, fazendo ainda com que o organismo infectado produza, por exemplo, durante o processo, uma substância que induza o excesso de líquido em seus pulmões, compelindo-o a tossir, fenômeno induzido para garantir a reinfecção e um novo ciclo.

A ausência de sintomas em indivíduos infectados pelo vírus ─ ditos assintomáticos ─ revela que tais indivíduos não se deixaram manipular completamente pelo vírus, abortando ao menos as etapas geradoras de sintomas.

Mostrarei a seguir, que a supressão de etapas do ciclo pode, em princípio, bloquear a transmissibilidade do vírus desde sua raiz.

Meio século atrás, Paul Feyerabend, o arauto da anti-razão, regozijava-se com o fato de, com toda nossa ciência, sermos incapazes enganar uma batata a ponto de convencê-la a germinar fora de hora. Não creio que tenhamos progredido muito com respeito a isso.

Os vírus da gripe grassam preferencialmente no inverno. Há indicações de que o Covid-19 se comportará do mesmo modo. Como dizia Feyerabend, esse tipo de informação tem um sabor excessivamente astrológico para ser veiculada sem pudores.

Morremos no inverno, preferencialmente, fato marcante, envolto, no entanto, em certo mistério em decorrência do mesmo sabor proibido.

Assim como as sementes, capazes de descobrir a estação do ano no hemisfério em que se encontram antes de ativar sua própria germinação, os vírus sazonais devem possuir um sistema de ativação que os “ligue”, ativando-os para reinfecções.

Uma vez que os indivíduos assintomáticos tenham sido capazes de abortar certas etapas do ciclo de vida dos vírus que o infectaram, não surpreende terem sido capazes também de impedir a “ligação” do circuito necessário para a reinfecção, o que resultaria na inativação do vírus e bloqueio da transmissão da doença por indivíduos assintomáticos (a conjectura sugere, aliás, a possibilidade de uma vacina natural e gratuita oriunda dos assintomáticos, consideração aterrorizante para os que lucram bilhões com tragédias como a atual).

As considerações acima propõem apenas um respaldo teórico, uma interpretação muito simples para as informações de campo colhidas em tantos países que já não mais podem ser ocultadas.

Parece haver algo muito estranho para tantas mentiras estarem sendo orquestradas tão drasticamente por quase todo o planeta.

Leia também:

Reinações de Biruliro, ou, Como um presidente imbecil está nos levando para o pior dos mundos, por Gustavo Gollo

Considerações sobre uma mentira, por Gustavo Gollo

Link para o vídeo da OMS:

https://www.cnbc.com/2020/06/08/asymptomatic-coronavirus-patients-arent-spreading-new-infections-who-says.html?__source=sharebar%7Cfacebook&par=sharebar&fbclid=IwAR3iDoWKRfxotm57An94nUShDb11jmUqcC84GUZwmtitMQnSgFlkoqkF5KI

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