Onde é possível vencer o quase monopólio do pensamento conservador

O Quase monopólio da veiculação da (des)informação pela imprensa
conservadora

O texto abaixo, publicado no Jornal do Brasil, de autoria de Wilson
Figueiredo, aponta para um fato consolidado na recente história do
Brasil, na recente história da América Latina: a ausência, entre os
grandes órgãos de imprensa, daqueles identificados com os ideais de
esquerda.

Pior: a constatação óbvia do quase monopóilio da veiculação da
informação (ou desinformação) por parte da imprensa conservadora. Este
quase, só não o é total, por conta de artigos publicados por jornalistas
e pensadores de esquerda em colunas de jornal ou em colunas periódicas
em portais de internet, além dos blogs de jornalistas independentes, que
abrem espaço à reflexão e à discussão dos fatos, com viés político
progressista e de inclusão social pela informação.

No Brasil os maiores jornais impressos, a televisão e os portais de
internet são difusores dos ideais conservadores e disputam, ao lado de
seus consortes, batalhas diárias de desinformação premeditada e com
intuitos políticos. Tais órgãos de imprensa entranham-se na disputa pelo
poder, extrapolam a responsabilidade social de informar, baseado nos
fatos e/ou na reflexão dos mesmos, e debruçam-se, viciosamente, na
fabricação de fatos e informação destituída de qualquer vínculo com a
realidade política, econômica e social.

Um órgão de imprensa apoiar ideais conservadores ou estar a serviço de
grupos políticos não é desvio de suas funções, mas para que isso seja
legítimo, devem tornar claro tal posição editorial, tornar público suas
teses e parcialidades. Informando ao leitor tal posicionamento,
possibilita ao mesmo o poder de escolher qual versão dos fatos pretende
consumir, ou então, absorver a informação seguro da origem das análises
políticas, econômicas e sociais impressas em cada fenômeno observado.

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