Bolsonaro em evidência e o Lulil do Estadão, por Letícia Sallorenzo – a Madrasta do Texto Ruim

Bolsonaro em evidência e o Lulil do Estadão

por Letícia Sallorenzo – a Madrasta do Texto Ruim

Neste segundo turno, o padrão de coleta de manchetes para meu corpus de análise é um pouco diferente. Se no primeiro turno eu me vali de Charles Fillmore e seus semantic fields pra reunir as manchetes presidenciais e descartar as estaduais, agora eu estou colhendo as manchetes que contenham as palavras:

– Haddad

– Bolsonaro

– PSL

– PT

– Petista

– Capitão

– Candidato

– Presidenciável

 

Com esse critério, de 8 de outubro até agora eu já reuni um total de 187 títulos. Desse total, a palavra Haddad é citada em 51 manchetes – Bolsonaro aparece em 98. Arredondando, a coisa tá tipo dois para um. Está tudo muito claro: Bolsonaro é o assunto deste segundo turno. Haddad não está se destacando, não produz notícias, não produz novidades – ou isso ou a imprensa está tirando Haddad de evidência do cenário eleitoral. Prefiro crer na primeira hipótese.

Estadão e Globo mantêm um padrão que, aparentemente, O Jornal Nacional começa a quebrar: os dois jornais produzem textos torpes, quase infantis, para categorizar Haddad e Bolsonaro da mesma forma: dois radicais que não respeitam a democracia.

O jornal dos Mesquita faz dia sim, outro também, editoriais que podem ser resumidos mais ou menos assim: “Aff, o Bolsonaro é horrível, mas o PT não dá de jeito nenhum, coisa horrorosa, vade retro PT”. Um desses editoriais, assinado por Fernão Lara Mesquita, traz o inacreditável título “O plano de Lula para o Lulil” [https://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-plano-de-lula-para-o-lulil,70002541304 clique por sua conta e risco]. Lulil é a junção das palavras Lula e Brasil. Como o autor desse troço se refere ao Brasil de Lula. (Uma amiga desdenhou: “Ai, Lulil é horrível, Braslu ficaria muito melhor!”). Isso pode ser chamado de flerte com a censura, com o mau gosto, com a parcialidade. Mas, por favor, não chamem de jornalismo, pois não é.

 

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5 comentários

  1. Muito espírito de corpo,

    Muito espírito de corpo, ainda que com as críticas de praxe, pode embaçar totalmente a visão. Fatal para jornalistas.

    “Bolsonaro é o assunto deste segundo turno. Haddad não está se destacando, não produz notícias, não produz novidades – ou isso ou a imprensa está tirando Haddad de evidência do cenário eleitoral. Prefiro crer na primeira hipótese.”

    Seu estilo de escrita lembra a comentarista Amoraiza. Se não for é simples coincidência, mas lembra!

  2. Manipulação
    Facebook e whatsapp sao os grandes ganhadores dessa eleição, o primeiro por permitir a manipulação do sentimento do seu usuário através do direcionamento das informações mostradas é o segundo por permitir a retroalimentação de mentiras que não podem ser desmentidas já que o aplicativo intencionalmente não registra o primeiro autor de uma mensagem, audio ou video compartilhados

    Campanha na tv pra que se os 2 sistemas estao literalmente dentro da vida das pessoas?

    Se os eua e a Inglaterra, desenvolvidos, foram manipulados, como o Brasil da elite burra e anti nacionalista escaparia?

    Cada povo tem os representantes que merecem…

  3. No 2º turno eu vou arredondar os percentuais das pesquisas

    Nesse segundo turno, eu vou arredondar os percentuais das pesquisas de intenção de voto feitas pelos Institutos de Pesquisas, principalmente Datafolha e Ibope.

    Na primeira pesquisa de intenção de votos desse segundo turno, feita pela Datafolha, embora os percentuais dos votos válidos importe em 100%, sendio 58% para o Bolsonaro e 42% para o Haddad, os votos totais importam apenas em 99%, sendo 49% para o Bolsonaro, 36% para o Haddad, 8% para brancos/nulos/nenhum e 6% para não sabe. Se a próxima pesquisa do Datafolha não totalizar 99% novamente, a quantidade de votos perdidos não fechará com a quantidade de votos ganhos. Acho que o percentual da próxima pesquisa do antecitado Instituto de Pesquisa dará 101% de votos, enquanto a terceira pesquisa do referido Instituto importará em 100%. Nesse caso, embora um dos candidatos tenha sido beneficiado e o outro, consequentemente, prejudicado, a média aritmética das 3 pesquisas importará em 100% e tudo parecerá ter ocorrido dentro da normalidade matemática.

    A conferir

    Na primeira pesquisa do Datafolha relativa ao 2º turno, já há manipulação. Ciro teve 13.344.366 milhões de votos; Alckmin, 5.096.349; Amoedo, 2.679.744; Daciolo, 1.348,323; Meirelles, 1.288.948; Marina. 1.069.577; Álvaro Dias, que mesmo se agarrando ao rabo do $érgio Moro, teve apenas 859.601; Boulos, 617.122; Vera, 55.762; Eymael 41.710 e Goulart Filho, 30.176. Segundo o Datafolha, 58% dos eleitores do Ciro tencionam votar no Hadda, isso equivale a 7.739.732,58 milhões de votos; 30% dos eleitores do Alckmin tem a intenção de votar no Haddad, totalizando 1.528.904,70 milhões de votos; 18% dos eleitores do Amoedo pensam em votar no Haddad, totalizando 482.353,92 votos; 37% dos eleitores de Marina tem a intenção de votar no Haddad, totalizando 395.743,49. Esses votos, somados com os 31.342.005 milhões de votos no Haddad no primeiro turno somam 41.485.737 milhões de votos. Ao distribuir os votos do Ciro, do Alckmin, do Amoedo e da Marina e ao somá-los com os votos obtidos pelo Bolsonaro no primeiro turno, totalizam 55.458482 votos para o Bolsonaro. Somando os votos válidos do Bolsonaro com os votos válidos do Haddad, dá 96.944219 milhões de votos. Fazendo uma regra de três simples, e ignorando os votos dos Daciolo, do Meirelles, do Boulos, Álvaro Dias, da Vera, do Eymael e do Goulart Filho, o Haddad tem 42,7% dos votos válidos enquanto o Bolsonaro tem 57,3. Arredondando, dá 43 para o Haddad e 57% para o Bolsonaro.

    Acho que o PT deveria impugnar no T$E essas pesquisas sempre que elas o prejudicarem. Aliás, o próprio T$E deveria verificar essas pesquisas aritméticamente, embora o judiciário não possa air sem provocação.

  4. Fernão Mesquita é golpista

    Os Mesquitas participaram dos golpes de 1964 e 2016. São falsos democratas.

    Promoveram a Guerra de 1932 de SP contra o Brasil porque perderam o poder pra Getúlio.

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