É imperiosa a necessidade de revisar os gastos federais com publicidade

Como o governo do PT banca a pior mídia do planeta

Por Leandro Fortes

No Diário do Centro do Mundo

O recente levantamento publicado pela “Folha de S.Paulo” sobre despesas de publicidade do governo federal, nos últimos 14 anos, 12 dos quais sob o comando do PT, é, ao mesmo tempo, um espanto estatístico e um desalento político.

Foram 15,7 bilhões de reais despejados, prioritariamente, em veículos de comunicação moralmente falidos e explicitamente a serviço das forças do atraso e da reação. Quando não, do golpe.

O mais incrível é que 10 entre 10 colunistas cães de guarda da mídia não perdem a chance de abrir a bocarra para, na maior cara de pau, acusar blogueiros de receber dinheiro do governo para falar bem do PT.

Ainda que fosse verdade (99% dos blogueiros não recebem um centavo de ninguém), ainda assim, não seria injusto.

Isso porque somente a Globo recebeu 5 bilhões de reais dos cofres públicos para, basicamente, falar mal do PT. Nada menos que 1/3 de todo dinheiro gasto com publicidade pelo governo federal.

E se pode, ainda, colocar mais 1 bilhão de reais por fora, valor atualizado da sonegação de impostos com a qual a Globo está envolvida.

Sem falar na Editora Abril, responsável pelo esgoto da revista Veja.

Apesar do histórico de invencionices, o balcão dos Civita faturou quase 300 milhões (!!) de reais de grana do contribuinte para produzir lixo tóxico disfarçado de jornalismo.

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Isso significa que o negócio do jornalismo no Brasil, sempre tão ávido em apontar o dedo para o governo, simplesmente, não vive sem o dinheiro da Viúva.

Esse levantamento reforça a tenebrosa impressão de que os governos do PT foram definitivamente dominados pelos oligopólios da mídia de forma a garantir-lhes renda líquida e necessária, mesmo que a contrapartida seja a fatura conhecida de todos: calúnia, difamação, injúria, mentiras, boatos, assassinatos de reputação e ataques editoriais.

Por essa razão, tornou-se imperiosa a necessidade de se fazer, imediatamente, uma revisão geral dos critérios de aplicação de publicidade oficial nessas máquinas privadas de sucção de dinheiro público.

Em um mundo virtual, onde a comunicação de rede trabalha com audiência de milhões de pessoas em torno de um único post nas redes sociais, tornou-se totalmente obsoleto o tal “critério técnico”, seguido como evangelho pelo governo federal.

Está bem claro quem são os beneficiários dessa armadilha burocrática mantida intacta pelo Palácio do Planalto.

E, é bom que se diga, isso nada tem a ver com regulação da mídia, nem se inclui em qualquer dessas falsas polêmicas relativas a liberdade de imprensa e de expressão – tão caras a moralistas e hipócritas a soldo das empresas de comunicação.

Trata-se de acabar com um sorvedouro de dinheiro público.
 

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3 comentários

  1. O ocaso do PiG

    Muitos sinais indicam para um novo momento para a imprensa marrom. Um momento de decisão no qual a questão da sobrevivência econômica é o fator fundamental. Dependente da propaganda oficial e com a perda do IBOPE, comprado por uma empresa alemã, se descortina a possibilidade da derrubada do “bônus de volume” e a perda do dinheiro fácil da propaganda oficial e não-oficial. Isso sem falar na urgente regulamentação da mídia, sempre adiada por interesses dos grandões do PiG. A ver.

  2. Blecaute

    Seis meses… é o que proponho. Pra avaliar criteriosamente esse GASTO; esse DESPERDÍCIO (já que para a mídia não existe investimento do governo; é só gasto). Seis meses: só sai qualquer coisa nos órgãos de mídia do Governo. Claro, as agências de publicidade e produtores, áudio ou video, ficam fora disso; mas contratos com a mídia privada… absolutamente nenhum! Seis meses. Depois se vê o que faz.

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