Governo Bolsonaro está na lista dos Predadores da Imprensa do mundo, pelo RSF

Contra a imprensa, o "gabinete do ódio" de Bolsonaro é apontado pela "campanha de insultos e de ameaças nas redes sociais"

Jornal GGN – A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou um balanço dos 20 Predadores Digitais da Liberdade de Imprensa de 2020. No estudo que aponta empresas, instituições e governos do mundo que atacam os jornalistas, o governo de Jair Bolsonaro é classificado na categoria Perseguição.

“Decidimos publicar uma lista de 20 predadores digitais para revelar uma outra realidade das violações à liberdade de imprensa, mas também para chamar a atenção para o fato de que esses reservas agem, por vezes, a partir dos países democráticos ou em seu interior”, explicou o secretário geral da organização, Christophe Deloire.

O levantamento foi divulgado na última semana, no marco do Dia Mundial da Luta contra a Cibercensura, no dia 12 de março. “A lista não é exaustiva, mas esses 20 Predadores Digitais da Liberdade de Imprensa representam em 2020 um perigo evidente para a liberdade de expressão, garantida pelo artigo 19 da Declaração Universal do s Direitos Humanos”, informou a entidade.

Segundo Repórteres Sem Fronteira, os 20 que aparecem na lista tem atuado na “predação do trabalho jornalístico”. “Alguns Predadores Digitais operam agora em países despóticos, governados por Predadores da Liberdade de Imprensa já repertados pela RSF. Mas algumas empresas privadas especializadas em ciberespionagem direcionada localizam-se em países ocidentais como os Estados Unidos, o Reino Unido, a Alemanha e Israel”, apontou a organização.

Assim, ao lado do Conselho supremo de regulação das mídias egípcias, da Força 47 vietnamita, da brigada eletrônica saudita, e da Unidade jihadista cibernética sudanesa, o “gabinete do ódio” de Bolsonaro é apontado pela “campanha de insultos e de ameaças nas redes sociais”.

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“O grupo, composto por conselheiros próximos ao presidente e coordenado por seu filho Carlos, tem na sua mira, entre outros, os jornalistas Patricia Campos Mello, Constança Rezende e Glenn Greenwald. Suas revelações sobre o governo brasileiro fazem com que sejam frequentemente vítimas de campanhas de ódio nas redes sociais”, descreve o RSF.

“Os homens fortes autoritários, que organizam a predação da liberdade de imprensa, estendem sua atuação no mundo digital graças a tropas de cúmplices, subordinados e reservas que também são predadores digitais determinados e organizados”, disse Christophe Deloire.

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