Jô Soares entrevistado por Pedro Bial

Sugerido por Gilberto Cruvinel

O humorista Jô Soares concede uma surpreendente boa entrevista a Pedro Bial

https://www.youtube.com/watch?v=tK0BaMCKltc

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4 comentários

  1. Bial e seus texticulos !

    Duro é aguentar essa pretensão do Bial em ser cronista !

    Alguém deveria dar um toque pra ele …………

  2. Da série não ví e não gostei,

    Da série não ví e não gostei, Bial e Jô duas figuras que me causam repugnância, nada do que venham a dizer me interessa.

  3. Memórias do Brasil
    Um grande personagem da cultura brasileira.
    Cresci assistindo seu programa Jô Onze e Meia, cuja qualidade e independência se deveram em parte ao desafio de comprovar que “havia vida inteligente fora da Globo”, como ele costumava dizer.
    E o programa comprovou. Quase todo mundo que tinha destaque no Brasil no período entre fim dos anos 80 e a década de 90 passou por lá. E pautava a imprensa e as conversas “inteligentes” no dia seguinte. Seu programa virou marca. A história recente do Brasil passou no seu programa.
    Até que veio a Globélica, a companhia de pasteurização da vida nacional, e comprovou que é possível desativar a vida inteligente do país, e assim acabar com a concorrência: quantos artistas de verdade que eram sucesso em suas emissoras/programas anteriores e mantiveram o nível de qualidade, criatividade e independência artística e intelectual ao assinar contrato com a GLOdiaBOlica? Pra deixar de registrar, bem ou mal,
    a história do país, ele foi cruelmente afastado por pirralhos incompetentes que não entendem nada de televisão, de país, de povo, de talento, de comunicação – e por vias tortas nos ajudarão a nós libertar de sua canalhice “tudo por dinheiro”.
    Tenho para mim que o começo do fim do programa do Jô na Globélica foi a entrevista que fez com a presidenta eleita Dilma Rousseff no início da campanha escancarada da emissora pela desestabilização política, em 2015.
    Simbólica foi a censura “técnica” durante chamada pra entrevista, feita ao vivo num programa da tarde, direto do Planalto, em que o apresentador tratava a presidenta com o respeito devido a uma chefe de estado legítima, o que visivelmente incomodava e dava ao momento a tensão que explodiu depois e vivemos de maneira constante: a chamada foi interrompida deliberadamente sob alegação, que pra mim é fajuta, de problemas técnicos na transmissão. Tive a impressão de que a entrevista foi uma decisão do apresentador contra a vontade da emissora e pode ter representado um desafio ao padrão Globélico de cobertura da vida do país no período – nem assisti a entrevista depois. E a independência e importância artística do Jô pode ter influenciado na sua geladeira pois até nos momentos em que foi controverso e de certo modo favorável à pauta da emissora, me parece que o foi por iniciativa própria e em respeito à sua visão de mundo e não seguindo a cartilha Globélica, o que em muitas situações, se mantido no ar, o colocaria em rota de colisão com o fascismo escancarado e o rebaixamento da qualidade artística promovido pelos herdeiros, que é estratégia diferente do patriarca que o levou de volta à emissora – Jô é um liberal de centro, não o considero de esquerda nem de direita, muitas vezes fiquei incomodada com atitudes e posicionamentos seus, mas sempre respeitei o fato de serem autênticos, por muitas vezes considerei ingênuos mas inegavelmente fruto da influência do seu meio de convivência e exercício profissional e da época em que definiu sua visão de mundo e seus valores éticos de intervenção no mundo.
    Tem o caso de sua defesa apaixonada do Chico Buarque quando foi atacado por fascistas, o que pode ter sinalizado pra Globélica de que lado ele ficaria na disputa que a emissora impôs ao país, civilização ou barbárie.
    Gosto muito do Jô pessoalmente, respeito sua história e trajetória artística, e como é natural com pessoas de carne e osso, discordo dele em muitas coisas, mas não o suficiente para desqualificar a sua importância pra cultura popular num país tão difícil como o nosso.
    Sua coragem artística ao popularizar no Brasil o chamado “talk show” importado dos EUA, um padrão batido que depende essencialmente da habilidade em entrevistar e entreter, contrastada com o baixo nível dos entrevistadores – alguns imitadores patéticos sem um milésimo do seu talento – em atividade no país apenas ressalta o valor de seu trabalho num função que favorece o pastiche, e que foi depauperado deliberadamente pela Globélica para caber em seu padrão insosso e zumbi de qualidade.
    Com o fim da TV Cultura em São Paulo e a saída do Jô da TV brasileira, que nunca foi tão rasa e fascista nem durante a ditadura militar de 64-85, segundo registros históricos e depoimentos, não existe mais vida inteligente na TV brasileira de sinal aberto – tv a cabo não tenho pra dizer o mesmo mas tenho ligeira impressão pelo que vejo pela internet.
    Agradeço pelo que pude aprender e me divertir em seu programa de entrevistas pré-global, com seu talento artístico e sua humanidade – uma pessoa é muito mais do que sua escolha político ideológica, e tenho redescoberto, pessoalmente, com a surpresa dos ignorantes que achavam saber algo sobre a vida e por isso desaprenderam, que para conhecer as pessoas deve-se descobrir, com curiosidade filosófica, o que seu discurso esconde, recalca, dissimula ou ficcionaliza e o que sua vida, obra e atitudes revelam, quando o carater é posto à prova.

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    P.S. Não encontrei a entrevista com a deputada federal e então prefeita Luiza Erundina. E muitas outras importantes porque não há acervo próprio do programa no YouTube, infelizmente.

    SP, 25/11/2017 – 17:08

  4. Muito boa a entrevista. Da

    Muito boa a entrevista. Da conversa entre duas pessoas inteligentes e sensíveis sempre temos muito a aprender. Felizmente Bial abandonou aquele intragável BBB. Jô Soares tem pinta de gênio. 

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