Julia Duailibi e o Jornalismo negacionista da Globo News, por Albertino Ribeiro

As organizações globo trabalham sob a égide do capital financeiro; não tem o menor interesse em ouvir o outro lado, pois corre o risco de chamar a atenção de mentes mais atentas sobre as mentiras da cartilha neoliberal escrita pela mão invisível.

Julia Duailibi e o Jornalismo negacionista da Globo News

por Albertino Ribeiro

Tenho lido as matérias sobre os 100 anos da folha de São Paulo. Ontem li sobre o programa de treinee da Folha que acontece desde 1988. Muitos nomes consagrados hoje no jornalismo passaram por lá e realmente o curso parece de excelência.

Contudo, lendo alguns depoimentos de antigos participantes do curso, deparei-me com o de Julia Duailibi, jornalista da Globo News. A repórter global passou pelo treinamento da folha no ano 2000. Vejam as palavras da Julia: “Uma das coisas que trago até hoje é o cuidado com a apuração. Checar, rechecar e ouvir sempre o outro lado”.

Quanto ao cuidado com a apuração e a checagem acredito que a repórter realmente faça isso, mas ouvir sempre o outro lado?! Como é possível, Julia, ouvir sempre o outro lado se o veículo para o qual você trabalha proíbe seus profissionais de exercereste que é um dos fundamentos do bom jornalismo?

As organizações globo trabalham sob a égide do capital financeiro; não tem o menor interesse em ouvir o outro lado, pois corre o risco de chamar a atenção de mentes mais atentas sobre as mentiras da cartilha neoliberal escrita pela mão invisível.

Assistindo a entrevista realizada pelo Luís Nassif com o Ex-presidente Lula, chamou-me a atenção o que o nosso estadista disse a repeito dos profissionais que são entrevistados pela grande mídia, dentre elas, a Globo News. “Eles entrevistam apenas economistas comprometidos com o mercado financeiro”.

O senhor tem toda a razão, presidente, aliás, a maioria desse pessoal, que a mídia vendida entrevista, nem é economista. Muitos são engenheiros que fizeram uma especialização na área de economia. Destarte, os telespectadores ouvem sempre a mesma cantilena todos os dias de profissionais que desistiram de suas profissões e praticam uma economia de pensamentobinário e enlatada(análise de elevador); apenas sobe e desce.

Estes delinquentes intelectuais abusam da metáfora que compara o orçamento público ao orçamento de uma família (uma excrescência), cometendo um crime contra os leitores e assinantes.

Que tal, a partir de hoje, ouvir realmente o outro lado?

Albertino Ribeiro – Tecnologista de Informações Geográficas e Estatísticas/IBGE. Pós-graduado em Psicologia organizacional e do trabalho. Ensaísta

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