O diploma de jornalista

Nassif,

Começa audiência sobre exigência de diploma para jornalistas
Por: Agência Câmara
23 de junho de 2010

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Começa audiência sobre exigência de diploma para jornalistas

Por: Agência Câmara
Data de Publicação: 23 de junho de 2010

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// // Começou há pouco a audiência pública da comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 386/09, que restabelece a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista.

O objetivo do texto é reverter decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em junho do ano passado, acabou com a obrigatoriedade do diploma para exercer o jornalismo.

Participam do debate:

– o consultor da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) Rodrigo Kaufmann;

– a professora de Comunicação Leise Taveira dos Santos;

– o coordenador do curso de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), Leonel Azevedo de Aguiar;

– o presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), Carlos Eduardo Franciscato;

– e o diretor do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Spenthof.

A audiência ocorre no plenário 3. 

Por Marco Aurélio

Existem engenheiros que administraram empresas de forma brilhante e não me parece que ninguem ficou exigir o diploma de administrador. Lula é presidente por dois mandatos sem ninguem sequer arranhar o inglês e a turma vocifera até hoje quando alguem aponta a deficiência acadêmica do homem. Mas bastou o STF considerar inconstitucional que se exija o diploma de jornalista para trabalhar na área e o mundo caiu.

A lei do mercado e do trabalho dá preferência a quem tem diploma, bastando ver, para reconhecer isso, os sites de busca de emprego. Ora, até para auxiliar administrativo está a se exigir insrução superior em curso.

Certas profissões exigem uma carga de conhecimento muito especifico para atuar na área como medicos por exemplo, mas para ser jornalista, a meu pensar, o sujeito precisa saber manejar a lingua e o mais importante, saber pensar e analisar um fato para então descreve-lo à sociedade.

E não me parece que uma faculdade de jornalismo tenha o condão de atender tanto a uma como a outra premissa, vide a qualidade do ensino atualmente, bastando a guisa de outro exemplo, comparar o número de bachareis formados em direito e o número de aprovados pela OAB.

E isso me leva a outra consideração: O que impede os outros ramos profissionais se organizarem como a OAB o fez a décadas atrás ou mesmo o CREA?

Mais do que um mero diploma de jornalista, os profissionais deveriam lutar para se organizarem e a partir disso, somente poderia exercer a profissão de jornalista (assinando textos e mostrando a cara na tv e a voz no rádio), se passasse na prova da “ordem”.

A rigor, assim deveria ser com qualquer profissão.

A discussão passa por uma falsa discussão, porque a questão da ética profissional não é obtida na faculdade de jornalismo mas é resultado do caráter da pessoa. 


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