O futuro da mídia

Uma boa discussão sobre o futuro da mídia, do sempre competente Sérgio D’Avila, correspondente da Folha em Nova York (http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDRADSgoQue7v0Pcj).

A questão é simples de entender, complexa de resolver. Os jornais impressos tendem a perder cada vez mais substância. Surge um mundo novo, coalhado de blogueiros, redes sociais. Fazer jornal custa, tem que ter redação, escritórios em outros países, gastos com viagem – além dos gastos convencionais, com impressão e distribuição.

Qual o modelo de negócio? Só publicidade não mantém. Terá que se voltar ao modelo de assinatura, de venda de matérias isoladas?

Um bom tema, a pedra filosofal que está sendo procurada por todo mundo.

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25 comentários

  1. A impressão que tenho é que a
    A impressão que tenho é que a solução não partirá dos jornais, da imprensa estabelecida, mas dos blogueiros mesmo. São eles que estão com a faca e o queijo na mão. Quer apostar?

  2. Nassif

    A maior parte dos
    Nassif

    A maior parte dos comentários dos blgs se baseiam em notícias que são divulgadas pelos grandes jornais. Partindo-se desta premissa, devemos inicialmente assumir:

    – O fim da mídia de notícias invariavelmente empobreceria os blogs a temática de fofocas.
    – O jornalismo de blog, como o teu, precisaria de toda uma infraestrutura com correspondentes e jornalistas para continuar existindo com é hoje.
    – Momentaneamente estão tentando veicular as notícias principais gratuitamente, como forma de autopulicidade. A tendência é que os meio de comnicação comecem a cobrar pela íntegra.
    – Só haverá pessoas dispostas a pagar pela íntegra das notícias, se elas forem confiáveis e não tendenciosas.

    O Calcanhar de aquiles é o alinhamento político dos meios de comunicação, que está gerando o descrédito do leitor.

    Quando os grandes grupos de mídia perceberem que a noícia deve ser imparcial e as opiniões devem ser reservadas aos colunistas, começarão a ter de volta seus leitoras habituais e recuperarão suas receitas.

  3. não entendo muito do
    não entendo muito do babado… mas se tivesse que apostar (ou torcer)

    diria que se bem desenhado, um JORNAL eletrônico, com jornalistas e editores sendo mantidos EM CASA, conseguiriam se manter com publicidade e interação de dados e fatos

    …e nada que dispense a transparência e a observância de um CÓDIGO DE ÉTICA (*)

    (*) uma certificação de qualidade que blogueiro isolado não consegue ter, e que a própria imprensa ainda hoje reluta em aceitar e que corrobora com a industria do boato irresponsável

    acho que nada muito diferente dos portais, só que melhorados …sem papel nem tinta, tudo virtual

    tipo como uma agência de noticias …claro que o processo é lento e empregaria menos …é troço demorado de ser amadurecido e implantado …coisa sujeita a tentativa e erro

    e claro que a tudo passaria pela INTERNET ABERTA, de acesso BOM, barato e irrestrito a todos no planeta

    …com certeza integrado a outros serviços como telefonia, video conferência, a rede, integração com a TV digital, micro, radio-cinema e compras digitais (inclusive com algumas exclusivas)

    …a HDTV doméstica deveria (ou irá) se eleger pra ser o hardware a comandar este processo

    mas melhor parar de sonhar ..Com nossa Internet lenta e cara, de CARTÉIS feudais, estrangeiros, dominando nossas informações e VERSÕES …fica difícil

    um mundo de POUCOS (de menos ainda), absorvendo o esforço de bilhões (por isso preferia que fosse comandada aqui pelo ESTADO brasileiro – ECT SAT)

    …talvez mais do mesmo

  4. Nassif,

    OS jornais impressos
    Nassif,

    OS jornais impressos OK estao mal, mas e as revistas semanais? Vc acha que com o crescimento da internet elas tambem serao amaeacadas?
    E a TV aberta, perderia influencia e poder se todos tivessemos TV a cabo?

  5. É um beco sem saída.

    O
    É um beco sem saída.

    O futuro é a web – os portais – que podem receber propagandas e assinaturas.

    Depois do tweeter, quem vai ler manchete de ontem?

  6. Publicada em:09/02/2009

    O
    Publicada em:09/02/2009

    O FUTURO DOS JORNAIS

    Antonio Tozzi – Direto da Redação

    Miami (EUA) – A reportagem de capa desta semana da revista Time aborda exatamente os tempos negros vividos atualmente pelos jornais. Evidentemente, o autor da análise pessimista, Walter Isaacson, ex-editor da própria Time, aborda a questão dos jornais americanos, apresentando números que comprovam a queda de faturamento das empresas de mídia, enquanto se constata o aumento do número de leitores – sobretudo entre o público jovem que, normalmente, rejeitava o formato de jornal impresso.

    A questão é saber como as empresas poderão sair desta sinuca em que se encontram. Ao mesmo tempo que a tecnologia democratizou o acesso à mídia global, dificultou os mecanismos de faturamento. Ou seja, pode-se ler publicações de países do mundo inteiro num simples clicar de botão – com exceção feita, infelizmente, àqueles países governados por regimes ditatoriais que impedem o livre acesso à informação. Para estes governantes, informação válida apenas aquela que lhes agrada.

    Desnecessário citar os nomes dos países, os mesmos de sempre, que querem dominar as mentes dos seus povos controlando a informação, caso de China, Coréia do Norte, Cuba, Birmânia,etc.

    Mas, voltando ao mundo real, o jornalismo, segundo Isaacson, está seriamente ameaçado. Tanto a profissão de jornalista, porque, em breve, as empresas não mais poderão pagar salários justos a seus profissionais, como o próprio jornalismo, que pode perder força, como instituição, pois ficará rendido completamente ao poder dos anunciantes, uma vez que as outras fontes de renda praticamente estão deixando de existir: venda em banca e assinatura. Ora, por que alguém vai assinar uma publicação se pode lê-la – e outras também – on-line sem pagar um centavo por isto?

    Para piorar a situação, os anúncios em webpages e portais não estão revelando-se a fonte de receita que os provedores de conteúdo esperavam. E a crise econômica veio somente agudizar e tornar público a agonia das empresas de mídia.

    Além dos tradicionais (e cruéis) cortes de pessoal, algumas empresas estão tentando saídas criativas para superar a crise e não perecer. Aqui, no sul da Flórida, dois jornais concorrentes – Sun Sentinel e The Palm Beach Post – uniram suas equipes de entrega para otimizar os custos. Em vez de dois entregadores de jornais, as empresas estão empregando apenas um para fazer o mesmo trabalho. Isto, é claro, cortou empregos neste setor.

    O Christian Science Monitor e o Detroit Free Press decidiram suspender suas edições impressas e continuam publicando conteúdo on-line. No Brasil, a Tribuna da Imprensa, do Rio, e a Gazeta Esportiva, de São Paulo – um dos mais tradicionais jornais de esporte do país – também adotaram esta postura.

    Isaacson admite ter sido um erro a liberação gratuita de conteúdo e sugere, pelo menos, um pagamento mínimo, do tipo assinatura eletrônica via pay pal. Na opinião dele, mesmo que fosse um centavo, a quantidade gerada possibilitaria uma boa arrecadação para as publicações, como, aliás, faz atualmente o Wall Street Journal.

    Na mesma edição, porém, uma matéria de Josh Quittner é mais pragmática. O autor não acredita que tentar cobrar por aquilo que já é gratuito surtirá qualquer efeito junto aos usuários, até porque sempre haverá alguém fornecendo conteúdo grátis e quebrando a corrente.

    Em vez de culpar a tecnologia, ele propõe fazer da tecnologia uma aliada. Por isto, defende a adoção de e-readers, instrumentos que transformam a leitura eletrônica um prazer, eliminando as torturantes chamadas de e-mails, messengers pop-ups e afins, que apenas irritam quem está interessado em ler um artigo.

    A verdade é que, mais do que nunca, as empresas de mídia precisam unir-se e buscar alternativas para sobreviver – e lucrar, a fim de garantir emprego para os jornalistas e demais funcionários que trabalham no setor. O duro mesmo será convencer alguém a pagar por aquilo que já recebe de graça, como frisou Quittner.

    A pergunta que fica é a seguinte: você pagaria para ter acesso a conteúdo ou simplesmente manteria os canais abertos, sob risco de ver as companhias jornalísticas desaparecerem?

    http://www.diretodaredacao.com/site/noticias/index.php?not=4342

  7. Quem precisa de jornal ? Eu
    Quem precisa de jornal ? Eu não compro jornal há anos, mesmo porque as noticias estão sempre atrasadas e a coluna social e de fofocas políticas aqui na minha cidade é de nível abaixo da crítica.

    Os celulares e as redes de compartilhamento seráo os veiculadores naturais dos acontecimentos relevantes, sem intermediários , em primeira mão, em tempo real e sem custo.

  8. A boa e isenta informaçã são
    A boa e isenta informaçã são sagradas, sendo assim, que tal a mídia tentar introduzir esta filosofia para ver se melhora, sendo, que da forma que está não faz diferença a sua existência para aqueles que querem ser respeitados intelectualmente.

  9. Ao que me parece, o problema
    Ao que me parece, o problema é maior que modelos de sobrevivência no sistema monetarista global. Todo ser humano é capaz de informar. Junta-se computação ubíqua (com agregação automatizada e inteligente dos conteúdos na rede) + colaboração livre e aprendizagem em rede, e temos a possibilidade real de uma plataforma de reportagem e opinião aberta, feita por todos, centrada nos fatos, livre de limites entre veículos. O preço? Enquanto houver tesão de fazer, ao que parece, o preço será zero.

  10. Um fato é que nós, cidadãos,
    Um fato é que nós, cidadãos, precisamos de informação fidedigna para podermos decidir. A constatação, que é cada vez maior, é a de que as Empresas de Comunicação Social vendem um produto manipulado, de acordo com interesses inconfessáveis. Na Internet, obtemos informação de fontes com maior credibilidade e diversidade. Ao mesmo tempo, temos a informação de forma tempestiva e interativa. Não tem mais retorno. Jornal impresso diário será cada vez mais irrelevante.

  11. Nassif,

    Os jornais impressos
    Nassif,

    Os jornais impressos estão com os dias contados. Não há nada que mude os fatos:
    1. O jornal é o produto industrial mais perecível que existe, raramente vale mais de 24h;
    2. É portátil mas não ‘atualizável’ antes da edição seguinte;
    3. Por maior que seja é finito.
    4. O hábito da leitura de jornais está confinado em uma geração cuja idade ultrapassa os 40 anos. Os mais jovens acessam a internet;
    5. É limitado editorialmente pelos interesses de seus proprietários, ou seja, é parcial.

    Os jornais informam pouco, com atraso, estão cheios de publicidade, e custam dinheiro.
    Como competir com a internet, onde há vasta quantidade de informação e de graça?
    Os jornais tendem a seguir o caminho das rádios AM que não desapareceram mas perderam a relevãncia.

  12. Um dos problemas com
    Um dos problemas com blogueiros é que são amadores (fazem porque amam fazer). A maioria só dá _opinião_ em cima de material produzido pela imprensa tradicional. São poucos os que produzem material original, e menos ainda os que saem a campo para fazer entrevistas e reportagens.

    Já o problema com o jornalismo como negócio é que foi estruturado em cima de margens de lucro de 20%, quando uma indústria qualquer tem margens de 2,5%. A piada norte-americana é que era o segundo negócio mais lucrativo do mundo, depois do tráfico de drogas.

    Esta fonte está secando. A internet veio baratear e tornar mais eficientes a publicidade e a distribuição de material informativo. Dificilmente alguém pagará por informação jornalística na internet, a não ser em nichos específicos.

    Como a oferta é muito grande, informações cobradas serão suplantadas por alguma empresa que forneça informações gratuitas em troca de agregar milhões de leitores e abocanhar a pouca verba publicitária. Ou seja, o mercado consumidor empurra para informações gratuitas sustentadas por publicidade. Há poucos modelos de negócios, fora este.

    Mas a produção ainda tem custo alto. Conseguirão as velhas empresas sobreviver e manter a produção com esse baixo custo e faturamento? Basicamente, o que elas têm de melhor que os amadores é a credibilidade e maior rede de apuração.

    Como o dinheiro encolheu, vejo pouco espaço para tantas empresas jornalísticas, neste novo cenário. E as que sobrarem terão de respeitar muito mais os consumidores de notícias, até mesmo incluindo-os ativamente no mercado de informação como co-produtores.

    Bom para jornalistas profissionais, que terão muito trabalho pela frente: formatar material produzido por amadores.

    Mas haverá mais espaço para o jornalismo público como BBC, TV Brasil e outros, cuja fonte de renda não dependa de publicidade.

  13. O jornal impresso vai perder
    O jornal impresso vai perder espaço, certamente. Mas não vai morrer, assim como os livros (impressos) não foram sepultados (havia uma previsão de que a internet superarria o livro).

    Charles

  14. Com a internet o mundo ficou
    Com a internet o mundo ficou pequeno e o tempo muito rápido, um golpe indefensável para os jornais e revistas. Não vejo muito futuro para as ‘vejas” e “folhas”.

  15. O suicidio dos jornais
    O suicidio dos jornais americanos foi o apoio que deram a guerra do Iraque. Quase todos a apoiaram, fazendo com que 80 % do povo tambem ficassem a favor daquela insanidade. Quando a invasão começou a não dar certo, o povo se sentiu enganado, passando a não mais acreditar naquilo que eles afirmam.

  16. Na Época de hoje tem um
    Na Época de hoje tem um contraponto: não é que tenha caído o número de a leitores dos grandes veículos.

    O principal é que caiu o número de leituras pagas.

  17. Os lances desse jogo de dados
    Os lances desse jogo de dados estao sendo lancados nesse momento, portanto, temos de verificar o que esta ocorrendo atualmente:

    a grande nidia na verdade continua dominando o setor inclusive na internet com seus grandes portais feitos com materias de seus veiculos impressos, agencias, etc…

    Dependera muito do desenvolvimento do setor na propria internet, com a democratizacao da midia e do aacesso cada vez maior da populacao, atraves do acesso a computadores, banda larga a precos simbolicos ou gratuitamente…

    Quem tiver cacife para entrar nessa ultima opcao certamente sairah na frente…

  18. O e-book com conexão em tempo
    O e-book com conexão em tempo real vai ser mais um duro golpe nos jornais. Só o popularesco sobreviverá nas bancas.

  19. Os jornais poderiam começar
    Os jornais poderiam começar por noticiar os fatos de forma isenta, ao menos no caso do Brasil. Eu não vou pagar para que tentem me empurrar notícias deturpadas que atendem a interesses particulares.

  20. Creio que o atual momento de
    Creio que o atual momento de crise requenta esta dicussão que já existe há mais de uma década.

    Acima, o Romanelli coloca coisas interessantes. Concordo com quase tudo o que ele escreve, mas, no final, perde um pouco o rumo defendendo uma espécie de “estatização”, que é quase como dizer que o modelo de Cuba, com seu único órgão de divulgação oficial, o Granma, é o que vai restar. OBS: tem muita gente dizendo que esta crise é a falência do liberalismo e propõe a volta ao estatismo, sem lembrar que o estatismo quebrou muito antes. Acho que agora dé a hora e a vez do caminho do meio – nem liberalismo, nem estatismo.

    Mas voltando ao assunto da mídia. A gritaria agora é para “salvar” os jornais impressos. Sinal dos tempos – será que eles não estão simplesmente querendo mais uma ajudazinha do governo para estarem de acordo com o espírito da época?

    Não será a primeira vez na história que a mudança de paradigmas do mercado leva um modelo de negócios ao derradeiro abismo. Ninguém está considerando seriamente o seguinte: todos olham somente a coluna de receitas. Ninguém lembra que 60% das despesas de um jornal impresso são com papel, impressão e distribuição, coisas que o jornalismo eletrônico dispensa. Elimine estes itens e o jornal pode até ser mais lucrativo do antes. Será preciso um pequeno esforço para convencer os leitores e os anunciantes a migrarem para o novo sistema. Com isso, estou praticamente concordando que manter um negócio baseado em impressões e distribuições diárias, coisa que está se tornando cada vez mais obsoleta, é que é suicídio.

  21. Sou assinate da Globo.Com,
    Sou assinate da Globo.Com, mas não posso participar com comentários no jornal O Globo. É por isso que os Blogs estão dando um show, liberdade de opinião. Chega de jornalista todo poderoso o senhor da razão!!! Já estou pensando em trocar de provedor, pago caro e no Grupo Global não tenho liberdade de expressão!!!

  22. Nassif,

    Interprete esse
    Nassif,

    Interprete esse video, http://www.youtube.com/watch?v=5SJup6CGiO4 em síntese é uma teoria sobre o futuro.

    Dentro do conceito de “velha economia” ou antigo modelo de negócios das velhas empresas de mídia, assistimos a decadência com certa lentidão dentro do nosso mercado. No Brasil tudo que é novidade costumar chegar com pelo menos 2 anos de atraso, assim, a crise, decadência dos velhos meios de comunicação e etc.

    Como publicitário formado, radialista (produtor) que fui e atualmente profissional de marketing, observo que da velha economia, como na transição do rádio para a TV, alguns poucos profissionais com menos preconceitos que os seus colegas de outros meios, terão algum êxito na caminhada.

    Outro exemplo prático são as desculpas que os governos (em suas esferas) criam para não promoverem o desenvolvimento, uma hora é por culpa de algo, vamos prevenir, vamos remediar, ah! eu não sabia!

    E assim a TV Digital que viria para dar uma sobreviva ao sucateado meio, a duras penas vai se concretizando, mas vem cheia de podas, com desculpas novas, até que não tenha mais força.

    Atualmente em voga assistimos ao desespero de um monopolista, que tem seu sinal cada vez mais reduzido, em sua cobertura o upgrade pelo novo, pela liberdade de escolher o que assistir, o modelo café com leite, faz me chorar ou me espanta que eu arregalo, não surte mais efeito na velha geração, o que dirá na nova… assistimos anos repetidos de programações vendidas…

    Alguns se adaptaram no meio do caminho, novos surgirão com muito mais força (assim define a inovação disruptiva de Christensen) e tantos outros idosos morrerão sentados em suas confortáveis cadeiras de couro, porque não tiveram coragem para o NOVO!

    Grande abraço e até a próxima!

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