O Seminário de Imprensa na TV Cultura

Folha – Caderno Poder – 25/11/2010 – 15h32

Da Folha

Franklin Martins reclama de enfoque da Folha sobre evento de mídia

De SÃO PAULO

Durante o seminário Cultura de Liberdade de Imprensa, realizado pela TV Cultura, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, reclamou do enfoque que a Folha deu à sua fala no encontro internacional sobre convergência de mídias, promovido por sua pasta.

“A Folha botou na primeira página que eu tinha dito num tom quase arrogante algo como ‘vai haver controle’ –ou regulação, não lembro exatamente a palavra– ‘com consenso ou sem consenso'”, disse o ministro, que completou em seguida: “Eu falei lá exatamente o que falei aqui. Um dos grandes problemas é que temos o hábito de acreditar nos jornais, às vezes não colocamos em dúvida os jornais”.

ArepA reportagem à qual Franklin se refere foi publicada no dia 10 deste mês. Na Primeira Página, a chamada “Governo diz que vai regular mídia mesmo sem consenso” dizia que o ministro “afirmou que o governo está disposto a levar adiante a discussão de novas regras para o setor de mídia digital mesmo sem entendimento”.

Segundo Franklin, a Folha distorceu suas palavras e deu a elas um tom ameaçador não por “ruído de comunicação”, mas por “defeito de apuração” –“com todo o respeito”, acrescentou, “antigamente os jornais tinham mais filtros e fazíamos um jornalismo melhor”.

Em seguida, o ministro afirmou ter ficado “chateadíssimo” com a cobertura: “Não foi isso que eu falei”.

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O ministro releu trechos do discurso proferido no seminário internacional promovido por sua pasta, no qual afirma que o debate sobre um novo marco regulatório para mídias digitais está na agenda e que, se o ambiente de confrontação perseverar, não será bom para ninguém.

“Nenhum setor, nenhum grupo tem o poder de interditar essa discussão. A discussão está na mesa, está na agenda, ela terá que ser feita. Ela pode ser feita ou num clima de entendimento ou num clima de enfrentamento. Eu acho que é muito melhor fazer num clima de entendimento”, leu o ministro, que comentou: “Isso foi dado como agressão. Realmente, não consigo entender”.

Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha e um dos participantes do seminário promovido pela TV Cultura, respondeu publicamente ao ministro dizendo que, “como ainda não há controle social da mídia, a imprensa é livre até para errar. Se a Folha de fato errou no episódio citado pelo senhor, convido-o a escrever no jornal ou nos dar uma entrevista, que publicaremos com igual destaque”. 

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