Os haters do Estadão contra o demônio Lula, por Luis Nassif

O Estadão já teve Fernando Pedreira, Oliveiros Ferreira, teve Carlos Chagas, Villas Boas Correa, analistas políticos que influenciavam diretamente nos rumos do país trazendo visões de mundo complexas, conservadoras, é verdade, mas com conteúdo.

A era das redes sociais trouxe a banalização da opinião, o opinionismo desenfreado. Mais que isso, consagrou a política do like, a opinião mais próxima possível do senso comum para ganhar leitura.

A reações dos melhores jornais do mundo tem sido no aprofundamento da cobertura e das análises. Passam a ser filtros não apenas das notícias, mas dos leitores. O pior serviço que um jornal poderia fazer a si próprio é igualar o nível de seus analistas aos das redes sociais, disseminar teorias conspiratórias inverossímeis, análises sem nenhuma capacidade de correlacionamento de fatos.

Confira-se o artigo abaixo, de uma das colunistas políticas do Estadão.

Segundo o artigo, o desfecho das eleições foi manobrado por Lula, de sua prisão. Repare bem: não foi o fato de Lula ter uma visão estratégica melhor que seus adversários, mas de ele ter o poder demoníaco de influenciar corações e mentes até de seus adversários.

Acompanhe o raciocínio:

“No roteiro que traçou para a volta ao poder tendo Fernando Haddad como hospedeiro, Lula escolheu Bolsonaro como adversário”.

Ou seja, Bolsonaro cresceu não em função do discurso de ódio da mídia, da fraqueza e dos erros políticos do PSDB, mas do fato de Lula tê-lo escolhido como adversário. 

“A polarização do primeiro turno (…) é, ela também, resultado do plano que Lula traçou bem antes de ser preso e executou com maestria direto do cárcere em Curitiba”.

Qualquer analista, minimamente dotado, sabe que o crescimento de Bolsonaro decorre da desmoralização do impeachment – apoiado pela mídia, Supremo, Congresso – com a ascensão de Michel Temer. Mas sabe porque Temer falhou? Para ajudar Lula.

“Contou com a ajuda inestimável de Michel Temer, que, afundado em denúncias de corrupção, conseguiu não só fazer uma parcela significativa da população esquecer o desastre que foi sua companheira de chapa quanto ter saudade daquele que a inventou”.

Mais que isso, diz que Lula “inventou um dublê que é totalmente diferente de si”. O “invento”, no caso, foi o melhor Ministro da Educação da história e um prefeito que trouxe para São Paulo políticas inovadoras reconhecidas internacionalmente. E uma gestão absolutamente moderada na cidade de São Paulo.

“Resultado: cresce no Nordeste e nos segmentos de baixa renda de forma a assegurar uma vaga no segundo turno e pode ser aceito pelos setores moderados devido à rejeição do adversário e a promessas pouco críveis de aceno ao liberalismo na economia e ao respeito às regras do jogo na política”.

Segundo a revolucionária analista, o PT tem um histórico de cabresto na imprensa e no Judiciário, justo o partido que mais verbas carregou para a mídia e foi tão ingênuo em relação ao Judiciário que nomeou para cargos chave procuradores e Ministros que fizeram da perseguição ao PT seu ganha pão político.

Haddad continua o que sempre foi. Mas, segundo a mitômana analista, ele encarnou uma dupla personalidade, pensada pelo seu chefe.

“Porque o plano ideal vislumbrava que Bolsonaro se manteria resiliente durante a campanha, fruto justamente da outra face da doença legada pelo PT ao País nos últimos 16 anos: o antipetismo cego”.

Maravilha! O PT inventou o antipetismo para poder derrota-lo nas eleições!

“Não à toa, os petistas se eximiram de críticas mais contundentes a Bolsonaro, mesmo diante das pautas mais contrárias do deputado e ex-capitão àquelas caras à esquerda”.

Donde se conclui que esse ser diabólico, chamado Lula, infiltrou-se  também nos grandes veículos de mídia para convencê-los a poupar Bolsonaro. E eles só perceberam faltando dez dias para as eleições. Esse Lula!

E qual o objetivo desse conluio de Lula com a mídia, para poupar Bolsonaro?

“Levar o barco placidamente ao encontro marcado no segundo turno, e deixar a rejeição a Bolsonaro ser inflada por ele mesmo e seus aliados, sob o beneplácito entusiasmado de uma elite estudada e endinheirada que parece em transe hipnótico”.

Além dos poderes mediúnicos, Lula tem o condão de deixar todo mundo, jornais, elite estudada e endinheirada, em “transe hipnótico”. E, com isso, tornar a população “refém” do lulismo.

Assim, a maioria da população e do eleitorado que não está entrincheirada em nenhum dos extremos regressivos e ameaçadores à democracia segue refém das estratégias de Lula e de Bolsonaro, o antípoda por ele apontado – em tudo semelhante àquele que escolheu Dilma em 2010 e Haddad em 2012 e 2018”.

E faz o alerta final, acordem para impedir que “o cativeiro do País perdure pelos próximos quatro anos”.

Nem na pior fase do Estadão, na grande crise econômica dos anos 80, viu-se algo semelhante.

De AMORAIZA

Lula, O Mentalista novo e o Silêncio do Inocente

Diretamente do cárcere, concentrado como o Hannibal Lecter, Lula manda suas ordens psíquicas irresistíveis para os seus eleitores colocando-os em transe hipnótico.

Mais que isso, ele influencia bolsonaro a ser boçal.

Não é à toa que Obama se rende ao poder de Lula

Lula é o cara!

39 comentários

  1. Os haters do Estadão contra o demônio Lula

    Sim! Ela tenta tudo, até endemoniá-lo, menos dizer o mais simples: _ que ele fez um excelente governo, e que por isso, conquistou a confiança total, ampla e irrestrita  do seu eleitorado…  e que o demônio para nós,  o príncipe das trevas, é  o FHC…

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