Petrobras: a mídia e a brutal desinformação, por Andre Motta Araujo

Como uma jornalista tão experiente como Vera Magalhães pode estar tão desinformada? Tem coluna no ESTADÃO, lá ninguém chuta, é preciso leitura.

Petrobras: a mídia e a brutal desinformação

por Andre Motta Araujo

A jornalista Vera Magalhães, no programa TRÊS EM UM da Jovem Pan, de ontem, disse ser inteiramente favorável à venda da PETROBRAS porque agora as companhias de petróleo são todas privadas. COMPLETAMENTE ERRADO.

Das 20 maiores empresas de petróleo do mundo, 13 são ESTATAIS; das 5 maiores, 4 são estatais. São as ESTATAIS que mais crescem e a maioria foi criada a partir de 1970, ultrapassando as SETE IRMÃS.

A PEMEX mexicana vai triplicar de tamanho  em dez anos porque vai investir em refino,  a SAUDI ARAMCO está construindo a maior refinaria do mundo, as ESTATAIS crescem mais que as privadas, com estratégias OPOSTAS as da PETROBRAS, elas crescem no “downstream”, do óleo cru para as etapas seguintes, enquanto a PETROBAS quer se concentrar no pior segmento, o óleo cru, sujeito a oscilações e riscos muito maiores que o refino e a distribuição, que são o mais estável setor.

Como uma jornalista tão experiente como Vera Magalhães pode estar tão desinformada? Tem coluna no ESTADÃO, lá ninguém chuta, é preciso leitura.

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13 comentários

  1. Tirando as honrosas e escassas excecoes o problema do jornalista brasileiro não é de informação – é de formação. Pegue outro exemplo: Reinaldo Azevedo acha que absolutamente nada pode ser estatal – algo tão ilógico quanto o extremo de pregar que tudo deve ser do estado.

    • Exatamente! Ali não tem congregado mariano.
      É canalhice mesmo.
      Mas o AA é um gentleman.
      Pra ele, safado mesmo, de roubar pirulito de criança, só o Nicolás Maduro.

  2. Ela não é desinformada, ao contrário, é muito bem informada e usa bem dessa sua qualidade. Mas o objetivo dela, da rádio na qual trabalha e do jornal impresso no qual trabalha é desinformar a população, confundir a população, impedir a população de se informar, criar a confusão na informação. Informação é poder e desinformação é jogo de poder.

  3. Não é desinformação, é ideologia. Se a informação não encaixa no esquema mental ou mesmo o contradiz, deve ser descartada, de modo mais ou menos cínico, de acordo com a personalidade, nível de comprometimento com a causa, e outros fatores. É como um torcedor de futebol fanático: vestiu a camisa, engole a seco os gols do adversário, as piadas, e prepara o contra ataque. Não tem nada de busca honesta da verdade, quem jogou melhor ou qual o melhor time.

  4. A grande mídia é o principal instrumento de lavagem cerebral utilizado para amansar o gado, digo o povo.
    Os jornalistas sabem, ou também se deixaram passar pelo mesmo processo de alienação.
    Como dominar um país que tem consciência de si? Não dá, né!
    Então, o negócio é mentir, enganar…

  5. Faz parte da estratégia: semear desinformação. Esta no manual.
    De 1946 a 1984 era no Panamá, hoje é em Fort Benning.

  6. Esses jornalistas são é traidores da patria, se vendem a agentes cujos objetivos são a destruição do Brasil como nação independente. Jogam inverdades para a população tal como o absurdo de que com a privatização das transportadoras de gás como a TAG e NTS o preço do gás vai baixar 40%. Primeiramente trata-se de uma mentira deslavada e em segundo lugar confundem gás natural com GLP.

  7. Qualquwr leitor maus ou menos informado sabe que tem petroleira estatal. É óbvio que não é desinformação dela, mas um modelo de desinformação do ouvinte. É a assim que se forma a opinião pública no país. Por isso se diz que a mídia empresarial foi que criou as fake news.

  8. André, foi-se o tempo que para escrever no Estadão era necessário um mínimo de bom-senso. Essa mesma Vera Magalhães esses dias no twitter teceu loas a um artigo escrito pela Raquel Landim na Folha no qual esta exime a lava jato da bancarrota causada na Odebrecht, só faltou soltar fogos de artifício, “olha gente a porcaria que nós apoiamos não foi a causadora da desgraça da construção civil”. O espírito da Jovem Pan já tomou conta daquela cabecinha.

  9. + comentários

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