Por que a Veja é tão imperativa e categórica?

Segue texto de minha página “O Labirinto do Desacordo”.

 

Porquê a Veja é tão imperativa, categórica?

Uma análise científica e filosófica da discordância com a revista  mais vendida do Brasil

“Achar que está certo” é fácil, discordar com propriedade é difícil. Muito além do “achismo”, do “opininionismo”: O Labirinto do Desacordo oferece mais um fio de Ariadne para você não se perder nessa popular disputa – “Devemos concordar ou discordar dos artigos da revista mais vendida do Brasil, em especial aqueles que se posicionam de modo imperativo, peremptório, afirmativo, categórico, definitivo – e até mesmo usando um tom de ‘indiscutível’?”

Devo confiar,  em geral, nas proposições de verdade  feitas pelos autores e editores que publicam textos na revista Veja’? Como posso manter uma postura crítica perante à postura ‘sempre inabalável’ da revista?

A “ciência” também revê suas crenças… mas você crê que “a ciência” – 100% dos cientistas – concordam com essa proposição?

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Antes de entrar na Teoria do Desacordo, vamos contextualizar a discussão numa situação familiar:

“Digamos que você foi no almoço de Natal de 2014 na casa da sua avó; a revista Veja da semana estava displicentemente jogada na mesa de centro da sala. Seu tio-avô fez um comentário sobre a matéria de capa (seja lá qual tenha sido, não importa!), dando o gancho para que outras pessoas expusessem sua opinião:”

Seu primo Saturnino comentou:

“Eu entendo o contexto da matéria, eu até mesmo tenho estudado o mesmo assunto na universidade – inclusive tenho gasto bastante tempo me dedicando ao assunto – MAS tenho um ponto de vista diferente sobre o assunto, e tenho razões para discordar do artigo – aliás, acredito que os objetivos de quem escreveu o texto sejam diferentes dos meus”

– Seu outro primo, Geminiano, comentou:

“Ainda que eu nem tenha lido essa matéria da Veja, e ainda que eu possa pressupor muito bem tudo o que você venha a me dizer sobre seus estudos, eu também tenho uma posição muito clara sobre este tema, muito mais sólida do que você imagina na verdade. Independente do que você pense, eu tenho uma posição inabalável sobre este assunto. E a julgar pela chamada, eu provavelmente vou concordar com a revista

Saiba TUDO sobre um novo remédio: muitos pesquisadores, médicos e farmacêuticos, concordaram que essa capacidade de ensinar TUDO sobre um tema controverso, para leigos, PARECE MILAGRE

TODA E QUALQUER SEMELHANÇA COM SEU NATAL É MERA COINCIDÊNCIA.

Uma vez que estabelecemos que você e seus primos Saturnino e Geminiano tem garantida a liberdade de avaliar como quiserem a “veracidade” (ou não) da proposta de Veja, com qual dos dois valeria a pena comprometer sua crença – abstratamente falando?

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HIPÓTESE 1: Seus primos podem ter OBJETIVOS diferentes ao atestar (ou negar) a veracidade do artigo da Veja.

(Vamos partir de um princípio “justo”, equânime, igualitário; seus primos, no caso, teriam um “background” equivalente, uma preparação equânime para a discussão, um bom conhecimento de causa. Ou seja, AMBOS afirmaram suas posições antagônicas fundamentados em um conhecimento “suficientemente bons”.)

Nesta hipótese, seu primo Geminiano pode ter um interesse “material” em validar a veracidade da matéria de Veja. Digamos que ele é um comerciante interessado em vender o remédio que a revista apresenta, em termos de sua “utilidade”.

O outro primo, Saturnino, talvez antagonize com este objetivo: ele pode ser um acadêmico que estuda os efeitos colaterais deletérios do remédio, efeitos dos quais o artigo da revista Veja discorda que sejam relevantes, significativos para que se deixe de consumi-lo.

O primo Saturnino teria o objetivo de FIXAR UMA CRENÇA SOCIAL ANTAGÔNICA AO CONSUMO DO HIPOTÉTICO PRODUTO – digamos, um medicamento sem aprovação na ANVISA para o uso em debate.

Portanto, se você deseja ter uma aproximação racional da abordagem de um ou de outro “primo”, ou seja, de uma ou outra interpretação de veracidade do artigo de Veja, digamos que seria “útil” colocar sob suspeição qualquer um dos dois que:

– Que desejasse impor sem argumentos uma crença relativa ao artigo – ou produto

 

– Que estivesse abertamente envolvido em um tipo de “doutrina” ou “proselitismo” ou “marketing” relacionado ao produto ou artigo.

Seria igualmente útil, ainda na perspectiva de compreender os objetivos para melhor avaliar se devemos manter ou suspender nossa crença na proposição de verdade:

Leia também:  As principais notícias no Brasil e no Mundo

– Qual a dimensão social do desacordo com o artigo de Veja, ou seja: com quais grupos de interesse, com quais grupos de investigação do problema eu estaria entrando em desacordo?

– Portanto, com quais interesses meu desacordo entraria em conflito?

Entender o OBJETIVO é entender o contexto, a perspectiva do outro

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HIPÓTESE 2: um deles não tem condições iguais e suficientes para avaliar adequadamente a proposição de verdade.

Caso um dos primos careça de:

a) Informação, dados ou evidências
b) Habilidade, formação acadêmica ou interesse no assunto
c) Tempo, condições de pesquisa ou reflexão

Isso se configura numa situação de desacordo ILEGÍTIMA – em oposição ao desacordo “legítimo”, quando ambos possuem condições “suficientemente boas” para o debate.

Será que todos os leitores de Veja sabem o suficiente sobre a diplomacia brasileira para poderem julgar adequadamente se concordam ou discordam do “apagão”?
* * * * * * * *

HIPÓTESE 3: um dos primos apenas mantém uma postura obsessiva, “inabalável”, de negação/afirmação da crença.

Parecer um sujeito decidido e de opinião forte é uma estratégia para (tentar) obter um “ganho social“.

Em algumas situações, a demonstração de dúvida pode ser encarada como “fraqueza”; nestes casos, a pessoa pondera que, mais importante do que “cooperar por uma aproximação conjunta da verdade”, é mais lucrativo que ele simplesmente sustente sua posição de “dominante da verdade” perante seu círculo social.

Por exemplo:

É vantajoso para a revista Veja demonstrar a seus leitores que ela escolhe sempre os melhores especialistas para fundamentar sua matéria, de modo que ela “entregue um valor” de “poupar o esforço” do leitor em julgar se deve ou não concordar com o “expert” – ou seja: caro leitor, pode manter uma confiança inabalável nas minhas afirmações e negações. Você nos paga para facilitarmos seu esforço de decidir como agir, em especial, perante questões complexas, ambíguas.

Ou ao contrário, seria mais vantajoso que ela se colocasse como uma revista que sempre abre uma discussão – que sempre traz diferentes pontos de vista, diferentes visões de mundo, deixando para o leitor o trabalho de julgar em quem ele quer acreditar? Ou mesmo seria de seu interesse explicitar a controvérsia “técnica” que outros experts tem com os “peritos” que ela seleciona para suas páginas?

 
Os estádios da Copa ficaram prontos a tempo… mas a Veja não fez um artigo para reclamar dos matemáticos que fizeram os cálculos errados (ou fez?)
O defensor da postura inabalável (ou “steadfast”, em inglês) não se abala. O que acontece é que ele considera um prejuízo – ou um risco – considerar o entendimento do mundo dos outros.  Ainda que ele próprio considere que seu debatedor tenha conhecimento suficiente de causa, no entendimento do debatedor inabalável, é mais favorável (interessa mais) assumir a “não conciliação” nem cooperar por um entendimento mútuo – é mais “barato”, menos custoso, assumir que a discordância vem da evidência de que o outro “só pode estar errado”.

* * * * * *

E dessa forma, o diálogo com outros leitores da Veja poderá oferecer muito pouco para um leitor crítico de Veja – ou seja, que não parte SEMPRE do princípio que deve concordar com TUDO o que está escrito ali.

A postura steadfast é nefasta para a comunidade, ainda que pareça ser favorável, sob certos pontos de vista, para aquele que mantém a crença inabalável e crê que suas crenças não carecem de revisão.

Não seria mais interessante para a sociedade brasileira manter uma ampla discussão sobre um tema tão crucial?
* * * * * *

As “questões críticas a serem feitas em busca da saída do Labirinto do Desacordo” deveriam ser:

– Leio esta revista para reforçar ou alterar minhas crenças? Estou disposto a alterá-las se julgar necessário, ou seja, se o texto puder me convencer a rever minha crença em determinada proposição de verdade?

– Como posso ter segurança caso decida manter minha crença, ainda que a revista proponha que eu a suspenda?

– Devo mudar minha forma de agir, após tomar conhecimento sobre as proposições de verdade feitas pela revista Veja/ Editora Abril?

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– Quais os objetivos desse texto em específico?

– Quais os meios que esta revista dispõe para atingir seus objetivos?

Devo mudar minha crença? Devo mudar minhas decisões?
* * * * * *

Caso essas perguntas tenham lhe soado triviais, naturais, obvias… parabéns. Você tem o hábito de se propor as questões fundamentais do desacordo, consciente ou inconscientemente:

– Devo ou não alterar minhas crenças diante da proposição (V) da Veja?
PROBLEMA EPISTEMOLÓGICO

– Devo ou não mudar minhas decisões, minha forma de agir, após deliberar sobre a veracidade das proposições da Veja?
PROBLEMA ÉTICO

– Devo ou não levar em conta os meus objetivos e os objetivos das pessoas com quem estou dialogando para rever crenças e decisões?
PROBLEMA TELEOLÓGICO

 
Creia nisso, faça isso
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A partir daqui, apresentaremos algumas considerações de Daniel Baiardi, colaborador do Labirinto do Desacordo, sobre outras estratégias possíveis para o leitor crítico – de seu artigo “Conciliacionismo e Cooperação: Uma Estratégia Híbrida para o Desacordo”

Quando pensamos nas posturas frente ao desacordo, o cenário ideal seria aquele onde agentes de posse de crenças verdadeiras mantêm sua posição e aqueles de posse de crenças falsas são convencidos.

Contudo, como não sabemos quem está de posse da verdade, é imperativo uma postura ética diante do desacordo, ou seja, uma norma geral a respeito de como uma pessoa crítica deve agir em casos de desacordo.

É necessária uma alternativa além de manter obsessivamente a crença ou perder confiabilidade nela todas as vezes que se deparar com um desacordo.

Baiardi propõe uma visão “contextualista” (ou uma forma de “perspectivismo”) e uma “orientação de cooperação epistêmica”, ou seja:

Que o “par de pessoas” em desacordo considere o contexto mais amplo do desacordo – a dimensão social do conhecimento – e que evite uma postura inflexível, identificando pares de debatedores abertos para uma cooperação* na investigação da qualidade da crença, e “jogando duro” com pares que estejam inabaláveis em suas posições.

* Cooperação no sentido estrito, como estudado por Robert Axelrod em seu “A Evolução da Cooperação“.

 
Uma contribuição da Teoria dos Jogos
 

Em outras palavras, “conciliar com conciliadores” e manter a crença perante agentes do tipo “steadfast” – como a Veja.

Alguém que toma para si o método científico, em certas circunstâncias deve conciliar e em outras manter sua crença.

Este tipo de comportamento misto é bem exemplificado por estratégias de interação em “rounds sucessivos”, ou seja, quando sabemos que as rodadas de acordo/desacordo irão acontecer muitas vezes ao longo do tempo, usadas em jogos evolucionários, como encontramos na teoria da cooperação de Robert Axelrod.

Vale a pena ler esse livro! É simples, direto, compreensível para leigos e muito profundo
O que devemos retirar por corolário é que conciliar visões com verdadeiros pares epistêmicos (com conhecimento suificientemente equilibrado e objetivos em comum) é de vital importância para os propósitos da comunidade.

Ou viveremos como eremitas ou como párias que, ou se satisfazem com suas visões parciais do todo, ou ainda, com menos caridade, pessoas que não estão dispostas nem a compartilhar suas verdades nem aprender com seus erros.

Com base no que foi dito, a estratégia híbrida prescreve:

– Sempre conciliar com aqueles que partilham nossos objetivos e meios. Dessa forma, sempre conciliar com conciliacionistas, salvo com inferiores epistêmicos ou frente a disparates.

– Se esforçar em conciliar com aqueles com os quais compartilhamos ao menos os objetivos, mas não os meios.

– Nunca conciliar com um steadfast, a não ser que ele seja um superior epistêmico (notoriamente tenha um conhecimento superior sobre a matéria) ou tenha um histórico de conciliação em outras ocasiões.

Neste âmbito, as pessoas devem ser flexíveis: a ideia é assumir o esforço de se colocar na perspectiva do outro, exercer uma empatia. (Vide “Histórias Abertas: Uma Entrevista Com Kiara Terra”). Afinal, se procedemos racionalmente ao fixar nossas crenças, não seria razoável dar crédito a outros agentes que não usam dos mesmos critérios para fixar crenças.

Leia também:  Direto de Beirute, jornalista Ali Farhat fala ao GGN sobre a megaexplosão e a tirania dos EUA

Mas isso não é o bastante para uma defesa do conciliacionismo combinado com a cooperação.

O fator decisivo para tornar o conciliacionismo uma posição mais racional depende da aceitação de uma cláusula especial à qual muitos céticos poderiam se opor, a Tese da Difusão do Acerto (TDA), a qual entende que o acerto é mais difundido que o erro em comunidades especializadas.

(TDA) Dada uma crença V, pertencente a um campo do conhecimento F, estudado por uma comunidade C, geralmente, em C, o acerto sobre V é mais difundido que o erro.

Considerando o acerto como mais difundido que o erro, não é difícil perceber que os conciliacionistas se aproximarão cada vez mais da verdade, sem, contudo, aproximar- se demais da certeza sobre crenças controversas.

* * * * * *

Por fim, esta cooperação deve evitar alguns desvios de rumo bastante comuns:

O problema do “Puro Conciliacionista”

Alguém que tente “conciliar-se a priori”, ou “conciliar-se excessivamente”, pode estar assumindo que a cooperação signifique “aceitar ou tolerar que o outro pense diferente“, ou mesmo considerando “minimizar sua crença em respeito ao outro“.

Um conciliacionista pode ser alguém que se preocupa com o risco de que o desacordo vire “discórdia, cizânia”, uma vez que a multipliciade de pontos de vista pode impedir um consenso.

– Devo conciliar-me “a priori”, ou seja, buscar um meio termo independente de quaisquer soluções de validação da “verdade”, respeitando sempre a percepção do outro, ainda que equivocada?

– Devo ponderar: qual o melhor equilíbrio entre acordo e desacordo a respeito das        crenças propostas no artigo da Veja?

As duas perguntas acima podem levar a uma “conciliação” improdutiva, ou equivocada; podem ser um sintoma de um erro lógico, conhecido também como “a falácia do meio termo”.


O problema do “Relativista

Um relativista acredita que um mesmo objeto pode ser duas coisas diferentes ao mesmo tempo.

– Devo relativizar a proposição de verdade? Aliás, existe uma “verdade” – a não ser aquela definida pelo objetivo específico de cada debatedor?

Sem dúvida que a diversidade de perspectivas deve ser preservada, mas devemos considerar a dimensão social do desacordo. Isso significa que a busca para uma solução “ótima” para o desacordo pode ter tanto um “interesse social”, quanto pode ser compartilhada por grupos sociais mais amplos do que o par de debatedores em questão.

 

O problema do “Cético

Uma outra alternativa seria tomar a posição de um cético frente a questões controversas, onde evidências são escassas – simplesmente propor a suspensão do julgamento.

– Diante do impasse, prefir assumir que não existe uma solução possível – só sei que não sei se a proposição de verdade é válida.

Mais uma vez, esta posição entra em choque com a dimensão social do desacordo na contemporaneidade, quando fica clara nossa dependência de nossos coletivos. O empreendimento científico, exemplo maior da aplicacão da racionalidade, só é possível como empreendimento social – e não pode “se dar ao luxo” de suspender permanentemente o acordo/desacordo.

Como agentes auto interessados que somos, muitas vezes nossos objetivos (o ceticismo, a suspensão do julgamento, no caso) podem entrar em conflito com aqueles da comunidade.

* * * * * * * *

DISCLAIMER:

Devemos declarar que a página do Labirinto do Desacordo não possui anunciantes e não pretende tê-los. Qual o objetivo desta página, então?

Guarde a pergunta: EM BREVE A RESPONDEREMOS.

Mas faça a mesma para a revista Veja: qual o objetivo desta publicação?

Ou melhor – quais os objetivos destas páginas – esta gratuita, e a outra paga (ainda que repleta de propaganda)?

Qual o objetivo da revista Veja?

Quais os objetivos de cada artigo publicado?

Espero que após ter lido este artigo, possa ter compreendido que a pergunta não é meramente retórica.

 

 

 

 

 

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43 comentários

  1. Caramba! Uma pessoa se

    Caramba! Uma pessoa se prestar a escrever um artigo tao intenso para,  colocar em evidencia uma linha de estudo ou um autor de sua preferencia, soa como uma soberba pretensiosa, a mesma que tenta incutir, com razao as publicacoes da “abril”.

    Talvez sirva para sua autoestima de missivista, nada mais que isso!

    A comecar pelo objeto de pesquisa, talvez relevante aos que se situam na mesma linha de inteligentia do missivista, leitores e admiradores da ” veja”.,Existem imcautos para tudo, e nesse nicho, dos incautos, os escreventes do inutil se fazem , ou tentam se fazerem uteis.

    No popular: nada mais que um saber inutil!

  2. PARA MUDAR O BRASIL É PRECISO… MUDAR O BRASIL!

    ANO NOVO, BRASIL NOVO! Precisamos de reformas estruturais profundas, que reduzam as desigualdades, que se volte mais à Classe C, espelho atual do país, e que torne o Estado acessível a todos, e não apenas a alguns endinheirados.

    Informação Independente: o Governo precisa substituir os “atravessadores da informação”, ou seja, a mídia tradicional, como canal para informar o povo. Fortalecer a internet, investir nos jornais e boletins de classe, jornais de igrejas, associações, etc. Enfim, pulverizar os meios de se dirigir ao Brasil. O texto abaixo reflete sobre o tema. Recomendo a leitura!

    http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR2.html

     

    Saúde: diminuir as filas de espera e melhorar o atendimento. Não há problemas mais urgentes que estes. A criação de grandes centrais de exames e consultas especializadas nas regiões metropolitanas vai atender melhor a demanda. O texto abaixo reflete sobre o tema.

    http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR3.html

     

    Educação: Cursinhos Pré-ENEM públicos, PROUNI para o ensino médio, Pós, Mestrado e Doutorado à distância, Mestrado e Doutorado à noite, para os trabalhadores. A Classe C deve poder dar a seus filhos a melhor educação com o menor custo. O texto abaixo reflete sobre o tema. Recomendo a leitura!

    http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR4.html

     

    BANDEIRAS DA DIREITA. Algumas delas encontram eco nos medos e anseios da Classe C, que precisa ser reconquistada pelo governo, especialmente a do Centro-Sul do país. O governo pode se apossar de algumas delas como já fez antes? Como fazê-lo? É importante debater a questão? É o que o texto do link abaixo procura fazer: refletir a respeito.

    http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR5.html

     

    LEI DE IMPRENSA JÁ!

    A reforma mais urgente para o Brasil é a reforma dos meios de comunicação. A versão tupiniquim da Ley de Medios dos hermanos argentinos. Como deve ser essa reforma? Em nossa opinião, deve ser radical. Desconcentrar a posse da mídia, realizar concorrências públicas para concessão, exigir conteúdo local ou regional em 60% da grade, garantir o imediato direito de resposta, punir rigorosamente as falsas reportagens e acusações, etc. E você? O que acha? Nossa reflexão sobre o tema está no texto do link abaixo:

    http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR7.html

     

    REFORMA JUDICIAL: O que mais precisa de reforma neste país, depois da mídia, é a “justiça”. É preciso reduzir o número de recursos, acelerar os processos judiciais, eliminar as manobras jurídicas, confinar os juízes a seus papéis, restringir sua ação aos autos. Juízes, promotores e procuradores devem ser punidos severamente se atuarem de forma seletiva, atrasarem ou impedirem investigações. Toda essa sensação de impunidade, discriminação e seletividade que emanam da “justiça” brasileira atinge em cheio a Classe C e mudar isso é um dos passos que mais vai garantir a reconquista dessa parcela da população pelo governo. É sobre isso a nossa reflexão desta semana no link abaixo.

    http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR6.html

     

    A REFORMA CRUCIAL: Reforma Política. Como deve ser? A nosso ver, radical. Poucos partidos, financiamento público. Não ao voto distrital em qualquer de suas formas. Voto nos partidos, com as vagas no legislativo atreladas à eleição majoritária. Listas partidárias e fidelidade. Fim da reeleição ilimitada para o legislativo, etc… O texto do link abaixo reflete sobre o tema:

    http://reino-de-clio.com.br/Pensando%20BR8.html

    • o domínio da informação e manipulação

      Eduardo LIma

       

      Li a referência a Clio. Gostei da ampliação das fontes proposta. A TV que mais vejo é a NBR. Ela é oficial, mas não deixo que a grande mídia me diga o que quer ou distorça o conteúdo. Eu mesmo faço a minha avaliação. Agradeço a sua proposta.

       

      Marlos Pessoa

  3. A revista “mais vendida”…

    Ou a mais distribuída? Acho que metade do que “vende” na verdade seja entregue de graça.

    Mas o que me espanta é que, apesar dos artigos “imperativos e categóricos” em qualquer assunto, nunca se soube da Veja ter sido processada pra valer, e condenada pra valer. Propaganda falsa e tendenciosa, calúnia, fraude, mistificação… será que nunca pagou qualquer coisa? Até no caso da Dilma, conseguiu uma liminar a nada soubemos depois…

    Por que? Enquanto isso, a agente do tráfego que disse ao juiz que não era deus, teve prisão decretada e teve de pagar uma multa. Por que neste país a Justiça é tão descardamente de dois pesos e duas medidas?

    p.s. Ontem vi o primeiro episodio de House of Cards, onde um policial para um congressista por dirigir bêbado, e diz a ele algo parecido com que a nossa agente falou… mas nesse caso foi o congressista que parou na prisão…

  4. Ela é imperativa…

    Porque o seu leitor gosta desta linguagem.

    Ela reforça o sentimento autoritário do seu leitor. É como se o leitor tivesse escrito aquele artigo.

    Somente quem não lê a Veja consegue entender as entre linhas. Quem não lê a Veja nem assiste os telejornais nem lê jornal. O sistema está todo contaminado.

  5. Tenho uma explicação mais simples!

    Sem fazer um verdadeiro tratado sobre o jornalismo de Veja, para mim está mais ou menos claro, o leitor de Veja não gosta de pensar!

    Conheço pessoas com nível educacional alto que além de ler a Veja assistem o Faustão, e os motivos são claros na segunda escolha e velados na primeira. Eles vão dizer que assistem o Faustão (ou outra porcaria semelhante) porque querem “diversão” e não reflexão, ou seja, aceitam melhor esquemas prontos que não criem dúvidas.

    Com a Veja é semelhante, se a revista abrisse condições para a reflexão ela induziria os seus leitores a mais preocupações, agora sendo enfática e imperativa ela fecha a questão num ponto qualquer (política, sociedade, economia ou ciência) passando ao leitor algo pronto e digerido (falso ou verdadeiro), dentro do raciocínio: Dogmas são mais fáceis de digerir do que questionamentos.

     

    CRÍTICA A MINHA CRÍTICA: O artigo impõe a reflexão, a minha crítica é dogmática, logo posso me candidatar a “reporter” da Veja, já o autor do texto, Thiago Venco, nenhuma chance, ele não sabe o que o povo gosta!

  6. Não li o texto sobre veja, só

    Não li o texto sobre veja, só respondo a pergunta do título (“por que a veja…”): porque não tem civilidade, ora, ora? Já virou baixaria, pura desrazão, há muito tempo.

  7. A leitura acrítica dessa

    A leitura acrítica dessa porcaria é uma ação temerária.

    Eu faço um desafio. Me dê um exemplar desse panfleto travestido de imprensa que eu acho pelo menos uma mentira em suas páginas.

    Qualquer veja dos últimos anos vem recheada de mentiras, sempre.

    Mas o pior é ver professor de faculdade de economia entrar na sala de aula e distribuir cópias de matérias desse lixo para “debater” com os alunos.

    Dá pra acreditar que isso ainda acontece!!

     

  8. Pergunta que vale.

    Qual o tamnho do mal que esta revistinha nazista do esgoto já fez a este país, ao jornalismo, aos jornalistas, à consciencia daqueles bobos que a lêem? Esta tecnica do ataque imperativo é a copiada do nazismo.

    O qu espero é que alguem faça um lvantamento sério do tamanho do desastre que ela já fez e o tamanho do desastre que ela é. Em sí, é esgoto.

     

  9. Li até a metade …

    Por que o artigo é chato de doer. Tem até formula matemática … Sem querer  desqualificar a analise do Thiago ( quem sou eu pra isso???) Não tinha uma outra maneira de explicar não? Tipo: a Veja só age por interesse tipo  dinheiro, poder, etc. A informação “limpa” é o que menos importa. Tudo é matéria paga, até as resenhas culturais. A revista se especializou em destruir reputações  de qualquer um que ameace seus interesses. E quem quiser que acredite nas “matérias” da Veja … Eu, há muito tempo não dou a minima atenção.

    • Concordo, dá pra ser menos chato!

      Oi Maria Silva, é chato né… foi mal! Nosso objetivo no Labirinto do Desacordo , meu e do Daniel Baiardi, é fazer uma divulgação de Teorias do Desacordo, mediação de disputas… temos total interesse em dosar a chatice pra menos haha! Para você não ficar com a impressão de que somos “100% malas” e que nosso assunto nem de longe é a Veja (foi apenas o melhor exemplo que pude pensar de um “agente inabalável” com péssimo impacto social…), sugiro a linda entrevista com a contadora de “Histórias Abertas” Kiara Terra – é de uma sabedoria brutal, intuitiva, pessoal e instransferível!

  10. Tenho medo

    Que a teoria dos jogos crie para certos ramos da sociologia um problema semelhante ao que o fetiche pela matemática criou para a economia de tradição liberal: a construção de todo um edifício de pensamento um tanto avesso à realidade a partir de bases excessivamente simplificadoras. Enfim

  11. Merece esse esforço todo?….

    Um arrazoado assaz rebuscado (que eu li só o 1º quarto por ai…) para o grau de seriedade que se excreta semanalmente daquela Cloaca maxima!… 

  12. Veja como um imbecil e fascista se informa.

    Enquanto o autor escreveu um trabalho sério, apenas as capas em série já desmoralizam a revista. Eu prefiro, simplesmente, sem nenhuma ciência, denominá-la “Revista do Esgoto”.

    E vou repetir o que li há tempos num dos blogs sujos: “Veja. Não compre. Se comprar, não abra. Se abrir, não leia. Se ler, não acredite. Se acreditar, relinche”.

  13. Another brick on the wall

    A Veja não deve ser analisada científica e filosóficamente, mas politica e sociologicamente e sintetizada em pura propaganda idelógica do pensamento único.

    Revista doutrinária de direita, distribuida fartamente por governos simpáticos ao Opus Dei. Daí a sua tiragem elevada…

    Não é a toa que o fascismo cresce assustadoramente no Brasil, tendo em SP seu epicentro.

    Mas isto é só “another brick on the wall…”

    • Mais um brick

      Tony,

      Eu simplificaria ainda mais a analise, dizendo que a Veja simplesmente está defendendo interesses políticos e econômicos dos grupos de poder a que está associada. Não há nada de ideologia nisso.

      Mas o que talvez mereça um estudo sociológico mais aprofundado é a razão a revista ser lida, sem espírito crítico, por pessoas de boa instrução. 

    • Mais um brick

      Tony,

      Eu simplificaria ainda mais a analise, dizendo que a Veja simplesmente está defendendo interesses políticos e econômicos dos grupos de poder a que está associada. Não há nada de ideologia nisso.

      Mas o que talvez mereça um estudo sociológico mais aprofundado é a razão a revista ser lida, sem espírito crítico, por pessoas de boa instrução. 

    • Mais um brick

      Tony,

      Eu simplificaria ainda mais a analise, dizendo que a Veja simplesmente está defendendo interesses políticos e econômicos dos grupos de poder a que está associada. Não há nada de ideologia nisso.

      Mas o que talvez mereça um estudo sociológico mais aprofundado é a razão a revista ser lida, sem espírito crítico, por pessoas de boa instrução. 

      • Creio que boa instrução não

        Creio que boa instrução não resulta, necessariamente, em boa formação. 

        Há colégios que preparam seus alunos para desfrutar e vencer o mundo, mas não para compreender e conquistar o mundo.

        • Boa formação

          Anna,

          Concordo cm você que há uma diferença entre boa instrução e boa formação. Mas eu tenho visto pessoas conhecidas minhas, com boa instrução e boa formação moral darem total crédito a essa revista.

          • Eu também conheço, amigos

            Eu também conheço, amigos inclusive. No meu caso, após tentar entender, cada vez me convenço mais de que a boa formação moral estava calcada na condescendência com os mais pobres, no paternalismo, em vários atavismos que trazemos resultantes da nossa colonização, da sociedade escravocrata, etc. 

            E que, quando os mais pobres, menos instruídos, à margem começaram a ascender, a exigir direitos – e a ser considerados nas políticas públicas -, a não mais aceitar o tratamento da Casa Grande, estes que estavam satisfeitos, passaram primeiro por um momento de estranhamento, depois de incômodo e por fim, encontraram nas publicações e jornais tradicionais eco para sua insatisfação latente e imediatamente houve um reconhecimento, uma afinidade, uma associação relevante. 

            Se nós recapitularmos os últimos 03, 04 anos vamos ver que houve um crescente descontentamento refletido nos discursos e narrativas: “que engarrafamento insuportável, mas claro, agora todo mundo resolveu ter carro”; “imagina, eu chamei a atenção do trocador do ônibus, e ele retrucou; quem ele pensa que é?”; “como assim, cotas?”, “recolher FGTS para a minha ‘secretária’ ?”, etc. E por aí vai. 

            A análise histórica do fenômeno pode nos dar os instrumentos para entendermos estas manifestações sem o fator emocional: elas refletem a dificuldade da mudança, a aversão à universalidade, o gosto pela diferenciação (claro, se eu me sentir melhor do que o outro!).  Tudo muito humano. 

            No entanto, estas publicações tem objetivos claros; não é somente um incômodo; a pretensão e, aparentemente o sucesso, está em formar opinião, fazer emergir estes sentimentos, fazer que o medo prevaleça. Sempre me lembro dos 800 empresários que deixariam o País caso Lula fosse eleito.  Estão por aí, mais ricos do que nunca. 

            E ressalvo, nada, nada absolutamente tenho contra os ricos, os empresários, e os investidores: eles são parte importante da engrenagem para que haja trabalho e a riqueza possa ser gerada.  O problema, a meu ver, é a distribuição e o tanto de exclusão que parcelas da sociedade pretendem manter, à custa de muitos, e em seu próprio benefício.

            Há um post no GGN hoje sobre o Filme O Abutre  (O abutre, por Fábio de Oliveira Ribeiro).  E ele traz um aspecto importantíssimo relacionado a este tema: ganância; ter mais, mais, mais.  Como os recursos materiais existentes são finitos, quando a distribuição me afeta, eu quero eliminar quem está tomando de mim uma parcela do que eu tinha; a despeito de eu ter muito mais do que eu realmente necessito.

            Por isso defendo políticas públicas com o mínimo, ou nenhuma, personalização ou “casos especiais”.  A convivência humana já traz em si muitos conflitos.  A equanimidade deveria mitigá-los ou arrefecê-los.

            Mas aí, já é(são) outro(s) tema(s).

          • Prezada Anna Dutra,
            Adorei

            Prezada Anna Dutra,

            Adorei seu comentário, obrigado!

            Mas não posso deixar de pedir, até por isso mesmo, que vc por gentileza explicite um pouco mais o que quer dizer com “defendo políticas públicas com o mínimo, ou nenhuma, personalização ou “casos especiais”.  A convivência humana já traz em si muitos conflitos.  A equanimidade deveria mitigá-los ou arrefecê-los.” Só dizer que é outro tema não me satisfez, hehe. Dada a qualidade de seu comentário, seria muito bom para todos aqui (pelo menos eu mesmo) que vc pudesse explicar um pouco mais, pois confesso que eu não entendi nada do que vc quis dizer com isso!

            Abraços.

          • O que eu quis dizer está no início do comentário..

            Prezado Ricardo,

            é outro tema realmente porque o post não trata deste assunto. E se você não entendeu, foi certamente porque não consegui me expressar adequadamente.

            Meu comentário refere-se à adesão das pessoas à linha editorial da revista Veja, e foi feito em complemento e concordância ao comentário de outro participante, sobre instrução e formação moral, boa, dos leitores da revista.

            Para caracterizar os motivos da adesão ao discurso da revista, me referi ao desconforto observado com a ascensão social de uma parcela da população que sempre esteve alijada da vida social; o fiz remetendo ao profundo patrimonialismo que ainda fundamenta nossas relações e em como a ascensão de parcelas populacionais até então ausentes da vida social incomodou por modificar uma relação de dominação a meu ver camuflada por paternalismo e um bocado de condescendência. A revista é porta-voz desta insatisfação e além disso reforça o conflito, que é resultante de nosso processo histórico, e que pode ser compreendido quando analisamos as etapas de desenvolvimento de nosso país e os atores que delas participaram.  Estes atores, durante mais de 500 anos estiveram sempre nas elites, uma vez que à população pobre restou o trabalho e nenhuma influência sobre os destinos da nação.

            Uma das formas de exemplificar foi citando benesses que as classes dominantes detêm e que as diferenciam do restante da população cidadã do mesmo país. Logo, há cidadãos “mais iguais” perante a lei do que outros. Fato notório –  não fui original – e que desagrada a todos nós, claro.

            A discussão sobre os regimes especiais de concessão surgiu com as últimas medidas do Governo a respeito. Sabemos que estes regimes foram obtidos dentro dos trâmites legais e espero que também desta forma sejam eliminados. O conflito, na convivência, está alicerçado nas diferenças que existem entre as pessoas. Mas quando há este tipo de diferenciação num direito que é de todos, concedido a todos, há uma potencialização do conflito. E o direito concedido a todos não deve ser um catalisador de conflitos, mas um elemento de equalização e pacificação social.

          • Obrigada! Também não entendi …

            Pode ser simples curiosidade, não entendeu mesmo ou está precisando de um “gatilho”.  Vamos observar.

            De qualquer forma, já esgotei o que tinha a dizer a respeito.

            Estou ciente de que esta minha opinião incomoda porque atinge direitos de algumas pessoas que eventualmente também acessam este espaço.

            Mas da mesma forma também me incomoda que exista esta distinção na concessão dos direitos. Então, acho que empatou, certo!?

          • Manipulação na mídia

            Prezada Anna

            Concordo com a ideia de que parte da classe média se ressente com o avanço social e econômico de classes inferiores, devido à perda relativa de status. Mas gostaria de avançar um pouco mais na discussão, mesmo que fuja do foco inicial do post, levantando duas questões.

            A primeira é que a Veja é lida também (não saberia calcular a porcentagem) por integrantes de classes menos favorecidas.

            A segunda questão se refere à responsabilidade de um órgão da mídia, como a Veja, na formação da opinião pública. No mundo todo, a maioria da mídia tem lado, defende interesses, sejam políticos ou econômicos. Para não ser manipulado, o leitor precisa usar o seu senso crítico. E o primeiro passo é justamente reconhecer que há interesses escondidos em toda matéria que aparece na mídia.

            O próprio autor do post se pergunta:

             “Qual o objetivo da revista Veja?

            Quais os objetivos de cada artigo publicado?”

            Não é preciso fazer um estudo científico para provar a manipulação da Veja e os interesses defendidos.

            Mas o fato é que a manipulação existe em diferentes graus, mesmo em matérias supostamente “científicas”. Comentários econômicos se prestam bem para manipulação, já que, normalmente, defendem interesses.

            Tenho observado que comentários de economistas de renome variam sutilmente, dependendo da tendência ideológica da mídia em que são publicados (por exemplo, Carta Capital e Estadão). Não se trata de fugir à verdade, simplesmente dar relevo aos assuntos mais alinhados com a ideologia do veículo, “esquecendo” de comentar matérias contrárias.

            Imagino o dilema de um economista recém formado entrando no mercado de trabalho. Se tiver pretensões de um dia chegar a diretor do Banco Central, ou alavancar sua carreira através de artigos na mídia, terá que alinhar seu pensamento ao pensamento do mercado financeiro, independente do que tenha aprendido na escola.      

          • Prezado Ferruccio, tendo a concordar com suas

            Prezado, tendo a concordar com suas colocações, apenas destaco:

            “Para não ser manipulado, o leitor precisa usar o seu senso crítico. E o primeiro passo é justamente reconhecer que há interesses escondidos em toda matéria que aparece na mídia.”

            Há aqui um gargalo. Este senso crítico precisa ser desenvolvido, estimulado, festejado. No entanto, como há uma massificação – pois a Veja não está sozinha em sua “doutrinação” – da linha editorial desta publicação, reforçada por outras mídias ainda mais pasteurizantes e de maior penetração, há uma “Muralha da China” a ser transposta.  Quando se sabe que esta revista é distribuída em escolas para uso pelos alunos em seus trabalhos escolares, criando desde sempre um vínculo por expectativa de recompensa (imagino que sejam atribuídas notas a estes alunos), há um sério viés de massificação e de formação de opinião, ao invés de informação para formação de opinião.

            Os leitores de blogs, jornais, publicações de análise e conexto não são a moda no Brasil. Talvez nem a média.  Somos todos outliers, pontos fora da curva.  Esta análise que vemos aqui, mesmo que superficial, ainda não é uma prática comum. Os que são bem formados – ou melhor, bem instruídos – nem sempre foram estimulados, quer por desinteresse quer por falta de ambiente, ao pensamento crítico. Conforme post anterior, alguns foram preparados para usufruir, vencer, exaurir e não para construir, conquistar.

            A famosa Lei de Meios a meu ver deveria focar nisto: abrir, de verdade, o mercado. Aos jovens, aos alunos e aos adultos, um mercado aberto, em que haja pluralidade, diversidade de pensamento. 

            Este tal de mercado é defendido veementemente por todos, até o momento em que afeta interesses próprios. Aí, passa a ser censura, obstáculo à liberdade de imprensa e/ou expressão, e todas essas falácias e tergiversações tão ao gosto de alguns mas que só revelam uma enorme hipocrisia.

            Longo caminho a percorrer, mas só de estarmos discutindo, já vale.

  14. Em materias de conteudo

    Em materias de conteudo político, vinculado a seus interesses, a Veja publica e os demais veículos alinhados com mesmos  propósitos, repercutem entre seus  leitores, gerando um efeito multiplicador para a mensagem.  Em outros assuntos, morre alí mesmo.

  15. se as pessoas fizerssem a

    se as pessoas fizerssem a pergunta “quais são s intereses dessas matérias de veja”,

    simplesmente deixariam de le-la.

  16. Só lembrando

    A veja apoiou a eleição de Fernando Collor. Depois disto eu nunca mais confiei na revista. Milhões de brasileiros arruinados pelo confisco irresponsável e o que a revista Veja fez para rescarcir as pessoas que tiveram suas vidas destruidas por um governo direitista inconsequente?

    Nada. Absolutamente nada.

    Apoiou FHC, mesmo quando o desemprego ultrapassava 15%. Mesmo quando haviam 40 milhões de pessoas abaixo da linha da miséria.

    Sempre ou quase sempre apoiando quem é contra o povo brasileiro.

     

    Chega uma hora que temos de aprender a buscar informação com quem seja a favor de nossa sobrevivência. Ler artigos de quem não dá a mínima para o bem estar da maioria do povo brasileiro, é como se aconselhar com o inimigo.

     

  17.  
     
    “Uma análise científica e

     

     

    “Uma análise científica e filosófica da discordância com a revista  mais vendida do Brasil”.

    Caro Thiago Venco, Veja não merece nenhuma análise, seja científica, filosófica ou ideológica, simplesmente porque perdeu credibilidade, principal insumo para a prática de um jornalismo ético. A própria Veja se contradiz, basta analisar as capas ao longo do tempo. Apenas como pequeno exemplo, verifique o que veja afirmou sobre os médicos cubanos em 1998 quando vieram ao Brasil prestar serviços e compare com o que ela afirmou quando foi lançado o programa mais médicos no governo Dilma. Veja não merece que você perca seu precioso tempo pois é desprovida de qualquer valor jornalístico sem nenhum compromisso com a veracidade das informações. De qualquer forma parabenizo-o pela paciência e motivação para escrever sobre essa revista.                                              

  18. Materia Veja

     

    Li o Artigo até o final.  Confesso que fiquei cansado, mas tem coisas que são obvias e outras interessante, o que não temos conhecimento, apenas superficial.

    Mas quanto a Veja,  as vezes fico me perguntando como os que foram mais antigindos pelas suas matérias, que são recorrentes.  Como se fossem uma cruzada, os mesmos antigindos falam em Processar a Revista, falam , apenas falam e no final não acontece nada?     Apenas no caso do ex-presidente Collor, processou e ganhou o processo..

    E a que foi mais antingida a Presidente/a, o tal partido dela??  Então, apesar desta revista representar Interresses Poderosos.  Afinal Interesses Poderosos, Grupos Poderosos, é o que sempre ouvimos na mídia, no parlamento, assembleias etc…  Pq ninguem fala os nomes as siglas desses interesses podorosos, que controlam tudo?? 

    Nós pessoas comuns, ficamos com sérias dúvidas.  Começaria po ai,  quem são os poderosos, ( a Veja, a Globo, o Estadão, FSP, EUA,.. CIA..)Explicitarem mais quem são eles,  então a tal VEJA- teria os efeitos colaterais mas evidente,  já que, o seu nicho é pessoas de maior grau de instrução, não de conhecimento…

     

     

     

    Arnaldo.

  19. Algumas pessoas comentam

    Algumas pessoas comentam dizendo que a revista Veja não merece análise científica…

    Bom, além de tudo, inclusive o esgoto, se prestar à análise científica…

    … vou fazer uma revelação chocante.

    Esse artigo não é sobre a revista Veja. É, por um lado, sobre o processo de construção de uma política (da qual a Veja é um dos expoentes), e, por outro, sobre a “estratégia” (seria melhor dizer “tática”) de enfrentamento a essa construção:

    “- Sempre conciliar com aqueles que partilham nossos objetivos e meios. Dessa forma, sempre conciliar com conciliacionistas, salvo com inferiores epistêmicos ou frente a disparates.

    – Se esforçar em conciliar com aqueles com os quais compartilhamos ao menos os objetivos, mas não os meios.

    – Nunca conciliar com um “steadfast”, a não ser que ele seja um superior epistêmico (notoriamente tenha um conhecimento superior sobre a matéria) ou tenha um histórico de conciliação em outras ocasiões.”

    Não é difícil entender que a Veja – e aqueles que não apenas a lêem, mas também reproduzem as posições políticas da revista – são “steadfast”, e não são superiores epistêmicos, e que portanto não se deve conciliar com eles.

    No caso, é preciso exatamente demonstrar a inferioridade epistêmica da Veja e seus sequazes. Uma forma de fazê-lo é demonstrar a nossa própria superioridade epistêmica. Coisa que o artigo faz muito bem, aliás…

  20. Naspers

    Eles ainda são sócios da Abril ?

     

    No mês de maio de 2006 o Grupo Abril anunciou a sociedade com o Naspers, grupo de mídia sul-africano, que passou a deter 30% do capital da empresa, incluindo a compra dos 13,8% que pertenciam aos fundos de investimento administrados pela Capital International, desde julho de 2004

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