Sobre o Blog

Três  recadinhos rápidos, que estou apanhando do sistema do Blog mais do que cachorro magro:

1.O comentário sobre as versões da imprensa suiça a respeito da moça brasileira que teria sido agredida por skinheaders é totalmente legítimo. Não está tomando posição, mas trazendo versões novas que precisam ser consideradas. Se se comprovar que houve os ataques, a Suiça perde duas vezes. Mas não dá para ignorar versões.

2.Tratar os europeus como xenófobos, por ataques isolados, é exagero. Quadrilhas assim existem em todos os lugares, inclusive em São Paulo. Tem que ser combatidas em todas as partes. Do mesmo modo, levar em conta, na análise, a filiação partidária do pai da moça é o fim da picada.

3.Errei no post do ACM Neto ao permitir e estimular questões de filhos fora do casamento. Já retirei os comentários sobre o tema e os meus próprios.

Por Erica

Amigos,

Acabei de ler no site alemao http://www.netzeitung.de as seguintes informacoes sobre o caso:

1- O exame de corpo delito informa que a brasileira nao estava grávida.

2- As marcas do corpo foram feitas apenas em lugares que a vítima alcancaria com a mao e tudo indica que foi pintado antes com caneta.

Vamos aguardar, se foi ela que se cortou, coisa que eu nao quero acreditar, vai ficar muito feio pra nós.

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65 comentários

  1. Nassif,
    Ok. Mais um
    Nassif,
    Ok. Mais um comentário que foi pro “Big Black Bucket in the Void”, coletor dos bits caídos nos LSL (deve ter programador arqueológico que lembra o que é isso).
    Script antiflood é bom, precisa. Mas este daqui é piada. Não tenho nenhuma razão para colocar em suspeição a boa-fé e a competência do pessoal de TI do IG.
    Mas tá tudo muito esquisito.
    Em dúvida, eu continuo com minha soluçãozinha de contingência: copio o comentário no bloco de notas (ou no gedit, depende do SO). Se não entra na primeira, continuo tentando.
    []s

  2. Quanto ao ACM neto, trata-se
    Quanto ao ACM neto, trata-se do menor corregedor do mundo,segundo Tutty
    Vasquez.Possivelmente, o mais corajoso, também.Quem esquece a ameaça ao presidente da republica de dar-lhe uma surra,por suspeitar de grampo,etc.?
    Brasileiro na Suíça,deveria escolher o cantão latino,para residir. Ali em Zurich, os cidadãos,são mais germânicos do que os da Alemanha.
    Com a “crise”,os carecas fica mais assanhados e os estrangeiros mais vulneráveis.Nostalgias suásticas.

  3. “Tratar os europeus como
    “Tratar os europeus como xenófobos, por ataques isolados, é exagero. Quadrilhas assim existem em todos os lugares, inclusive em São Paulo. Tem que ser combatidas em todas as partes.”

    Amém!

    Sobre atos de violências que precisam ser combatidos, gostaria de manifestar minha indignação pela cultura dos trotes violentos em nossas universidades.

    Entre as notícias dos últimos dias, há a de uma caloura grávida queimada por uma espécie de líquido atirado por uma veterana (aluna de Pedagogia!!!!) que estaria ciente de sua gravidez. Será que prenderão essa agressora?

    A mãe daquele rapaz que morreu afogado durante um trote da Faculdade de Medicina da USP há alguns anos desabafou, por telefone, ao Jornal da Record que os assassinos de seu filho não foram punidos. Já o marido dela morreu de desgosto.

    Essa cultura da violência precisa ser combatida, seja ela contra estrangeiros, gays, negros, torcedores do time adversário ou por puro esporte.

  4. Odeio a Suíça, país
    Odeio a Suíça, país hipócrita, bandido travestido de civilizado, receptador de dinheiro sujo do mundo inteiro.

    Mas o comunicado da polícia parece de quem não achou provas (sangue na neve, neve remexida, por exemplo) e não quis negar imediatamente… é um caso estranho. O Itamarati devia desconfiar e esperar antes de se manifestar.

    http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3514191-EI5030,00.html

  5. No meu caso o blog está com
    No meu caso o blog está com fome ou ele não gosta de mim, pois os meus comentários estão todos sistematicamente desaparecendo no limbo, nem aparece o “seu comentário está aguardando moderação”. Ou será boi na linha?

  6. No meu caso o blog está
    No meu caso o blog está sistematicamente mandando todos os meus comentários que tenham o meu nome e o meu e-mail correto para o limbo, não aparece nem o “seu comentário está aguardando moderação” como se a requisição simplesmente tivesse se perdido. será boi na linha?

    Por algum motivo, todos seus comentários estavam em um filtro antispam (que não costumo consultar). Achava que iriam para o filtro só os emails que eu determinasse.

  7. 1. Como no caso Jean Charles
    1. Como no caso Jean Charles que precisou de paciência, pressão da sociedade, o contraditório na linha de investigação, o descolamento do corporativismo da policia inglesa, este também será elucidado assim.
    Os suspeitos neonazistas antes de tudo, são cidadãos suíços, a vítima, antes de tudo, é uma imigrante brasileira. É a mítica Suíça neutra, limpinha, civilizada que lava mais branco. Pura mistificação da virtude suiça que não resiste ao calor tropical para se derreter como chocolate amargo.
    2. Xenofobia e bandos de vândalos mundo afora é um fenômeno social que só tende a crescer. Quem viver verá. A Europa padece sim, desde tempos remotos até hoje, da vaidade e da arrogância centro-européia para com todas as culturas e sociedades não-brancas.
    3. Por princípio, não discuto filhos fora do casamento… E nem dentro.

  8. A moça pode ter perdido
    A moça pode ter perdido gêmeos e tudo pode ser verdade, mas também acho que a versão da polícia é razoável e não me parece que eles deixaram de atendê-la nem a estão tratando de forma diferente do que tratariam a uma cidadã suiça. Aliás, ela parece ter um emprego sólido e uma relação estável com um suiço, o que a deixa muito distante de uma estrangeira indesejada.

    Quanto ao preconceito, sempre há os imbecis. Mas conheço brasileiros que vivem lá há anos e nunca sofreram nada disso, só têm elogios ao país.

  9. E a trama se complica:
    E a trama se complica: http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/02/13/ult1859u675.jhtm

    Vc tem absoluta razao, Nassif: nao da’ pra acreditar na primeira versao.
    Realmente, aquele seu post sobre filhos fora do casamento e’, no minimo, um erro. Uma questao destas so’ e’ valida qdo ha’ indicios de algum crime (corrupcao, assassinato etc) associado a esta situacao.

    So’ falta vc tirar o post sobre novelas. Na minha opiniao, comentar novela e’ o fim da picada!

  10. Nassif, lamento discordar
    Nassif, lamento discordar nessa, vou creditar à sua pressa…
    1. Não se trata de ignorar versões, mas de dar crédito À VERSÃO. Desde o início as autoridades suíças apostaram somente nessa tese da auto-agressão, mesmo antes de investigar qualquer coisa. Alguma autoridade daqui solicitou (formalmente) informações à polícia de lá e eles disseram para perguntar à brasileira. Então retomo o que disse um comentaristaa aqui: essas autoridades são gente comum, votam, têm também seus preconceitos. Porque não crer na versão da brasileira, a priori, que é muito menos fantasiosa do que a das autoridades suíças?
    2. Concordo quanto à filiação partidária do pai da moça mas acho equivocado dizer que “Quadrilhas assim existem em todos os lugares, inclusive em São Paulo.” Não é assim, Nassif. Assim vc mistura e simplifica demais as coisas. Tem skinheads aqui? tem. Mas lá os neonazistas apóiam o maior partido do país, são tolerados, estão no poder. É bem diferente! A gente não vê por aqui, nas ruas, placas e outdoors com propaganda xenófoba, tipo: “imigrantes, go home!”, “chutem as bundas desses negros” etc, patrocinados pelo PT ou PSDB, por exemplo (graças a Deus!). Na Europa esses movimentos têm se acentuado, com incêndios criminosos, assassinatos, na França, Itália, agora Suíça. Não são acontecimentos isolados, como no Brasil, mas uma tendência. A qual, chamo atenção, tende a se agravar com a crise;
    3. Não errou não! Pode ser que alguém tenha exagerado nos comentários e aí cabe a vc moderar, isso acontece. Mas a discussão é JORNALISTICAMENTE PERTINENTE. Porque a diferença? porque os veículos deram os filhos de Collor, Lula e Renan (e isso serviu para prejudicá-los) e respeitaram solenemente o “silêncio obsequioso” imposto nos casos ACM e FHC? Não sei não, essa repentina inflexão sua faz parecer que vc foi “chamado às falas”… E que fique bem claro: não vejo nada demais em fulano, beltrano ou cicrano ter filho fora do casamento e acho uma lástima esse tipo de exploração política, assim como Lula. A questão é jornalística: porque os dois pesos e duas medidas da imprensa? isso é pra jogar na cara da mídia o tempo todo, por aberrante.
    Abs!

    Gilberto, se você tem uma convicção tão arraigada que nada mais precisa ser acrescentado ao caso da moça, que apresente os dados. Dizer genericamente que as autoridades são humanas, que os humanos têm preconceitos, logo a versão da polícia está errada, é direito seu. Mas, com base nesse raciocínio, pretender que não seja divulgado o outro lado, não dá.

  11. E tem mais: independente do
    E tem mais: independente do resultados das investigações, considero extremamente perigoso esse precedente de alguns tentarem dar razão, a priori, às desconfianças das “autoridades” suíças. Me lembra aqueles casos de estupro em que a mulher, humilhada, vai dar queixa e as “autoridades” ainda ficam debochando, levantando dúvidas sobre seu comportamento etc. Autoridade policial tem que, num primeiro momento, apoiar a vítima e investigar com transparência a sua versão. Feito isso, se após o término das investigações se comprovar que houve má fé da suposta vítima, que ela seja processada como reza a lei. Se, mesmo antes de qualquer investigação conclusiva, as “autoridades” já tentam desacreditá-la, não estão cumprindo seu dever corretamente.

  12. As pessoas gostam de coisas
    As pessoas gostam de coisas fáceis, simples e rápidas … que esperar investigações que nada … que pensar que existem diferenças que nada … assim julgamos rápido e passamos para a próxima.

  13. Parabéns Luis,há os que
    Parabéns Luis,há os que entenderam a colocação,como tbem há os que não entenderam,”in dubio, pró réu”.esse “mea culpa”talves estimule outros a faze-lo tbem,creio que só enriquece a credibilidade do seu blog,porem , não considero,pessoalmente, um erro de conduta,mas sim de oportunidade,uma vez que vc esta tratando de “entes publicos”.mais uma vez parabéns,abraços

  14. Acho que dizer que existe
    Acho que dizer que existe xenofobia na Europa não significa dizer que a Europa toda é xenofoba.

    [na crise] germina a hostilidade em relação ao ‘outro’: primeiro as importações, depois o imigrante, o estrangeiro — [por fim] a diferença sob qualquer forma.
    (Luiz Gonzaga Belluzzo; sobre o avanço do protecionismo, tema internacional da semana)

  15. Nassif

    Este caso da
    Nassif

    Este caso da brasileira tem que ser rigorosamente apurado.

    E mudando de assunto, mas que não deixa de ser pertinente,
    a promotoria de Londres informou ontem que não irá oferecer denuncia contra os policias que “assassinaram” J. Charles. É um absurdo.
    Não vejo movimentação do min das Relações Exteriores no sentido de punir os culpados desta barbarie.

  16. Olá, Nassif.
    Parece-me que o
    Olá, Nassif.
    Parece-me que o seu é o único blog de um jornaista que não pode errar. Geralmente é nos blogs onde os jornalistas se dão o direito de “chutar” e “arriscar” meias verdades e até lorotas (alguns o fazem até em seus meios-impressos). Mas você, quando erra, se retrata seriamente e seus comentaristas ainda recreminam? Haha. Parabéns pelo seu blog e pela paciência.

  17. A questão da brasileira não é
    A questão da brasileira não é tão simples:
    1) nenhum corte no rosto – nesse tipo de ataque o rosto é muito visado
    2) nenhum ferimento de defesa
    3) onde estão as roupas que também devem ter sido cortadas? Se foram arrancadas, foram rasgadas? Era uma noite fria, deveria estar com várias peças.
    4) é muito difícil, na casa do impossível, cortar a roupa, que tem uma resistência muito maior do que a pele humana e produzir cortes com a precisão como os que foram marcados.
    5) não há cortes nas costas
    6) levou chutes: onde estão os hematomas?
    7) quem ligou para a polícia foi um homem em Zurique – a mãe no Brasil, com quem a vítima falava e teve a ligação interrompida, não ligou para a polícia em Zurique ou avisou outras pessoas para que ligassem?
    8) DE TODA SORTE, NEONAZISTAS MERECEM ESTADIA ETERNA NO MAIS PROFUNDO E TERRÍVEL CÍRCULO INFERNAL, SÃO ELES A COLHEITA, OS FRUTOS DAS SEMENTES QUE FORAM E ESTÃO SENDO PLANTADAS PELA DIREITA NACIONALISTA PELO MUNDO TODO.

  18. Concordo com o Gilberto. A
    Concordo com o Gilberto. A xenofobia por lá já passou dos limites, já está aceita por uma parte da sociedade. E a crise (mais uma vez) vai aumentar os movimentos (pacíficos, pelo menos, espero) xenófobos, que já começaram. Está na hora do povo sul-americano mostrar que é mais evoluído, sem retaliações.

  19. Nassif,
    Eu não tenho “uma
    Nassif,
    Eu não tenho “uma convicção tão arraigada que nada mais precisa ser acrescentado ao caso da moça”… o problema é que nada foi acrescentado! antes mesmo de a investigação ser feita as “autoridades” suíças já partiram para uma campanha de descrédito contra a moça… e qual é o cenário? o cenário é o de UMA SEMANA após uma eleição, como eu já disse, polêmica e tensa, em que o partido MAJORITÁRIO na Suíça perdeu! Há cartazes, outdoors espalhados por lá instigando os suíços a “chutar a bunda” das “ovelhas negras”, dos “corvos” imigrantes, então eu pergunto: qual é o mais crível, a priori, neste cenário? E é papel de autoridade policial começar uma investigação desacreditando publicamente a vítima, Nassif?
    Detalhe: já vi a entrevista do perito da universidade dizendo que ela não estava grávida e que poderia ter feito as marcas. A menos que as autoridades suíças estejam sabendo mais do que nos dizem, continuo não vendo nada que justifique as autoridades divulgarem uma versão desacreditando a vítima ANTES da conclusão das investigações. Isso não é papel de autoridade policial. Se damos isso como normal, ficaremos num mato sem cachorro!

  20. Bom, deve-se aguardar a
    Bom, deve-se aguardar a investigação. O governo brasileiro deve, por meio do MRE, ficar atento para que tudo seja apurado da melhor forma possível. Porém, apenas um adendo – caso seja confirmada a versão de ferimentos auto-infligidos, há apenas um conhselho a ser dado ao governo brasileiro: ter sempre em mente o ditado que diz que que fala muito dá bom dia a cavalo. Primeiro, o ministro das relações exteriores emcampou a versão do ataque xenófobo com mais urgência do que se recomendaria, o que é ainda mais notável por se tratar de um diplomata com mais de 40 anos de serviço; em seguida, o presidente saiu conclamando os europeus a tratar os brasileiros por lá da mesma forma que tratamos os europeus aqui – como se já fosse certeza de se tratar de um caso de ataque xenófobo. A prudência faz bem a todos, principalmente a quem exerce cargos públicos.

  21. Um texto interessante
    Um texto interessante retirado do livro COMO LER JORNAIS, de Janer Cristaldo:

    “O fantasma do neonazi — O jornalismo contemporâneo, para atingir o maior número de leitores, baliza o texto com fotos ou grafismos de modo a tornar o mais esquemática possível a mais complexa das realidades. Como a mente do leitor já vem alimentada por um imaginário do cinema e da TV, os ícones do século são preciosos sinais de tráfego para orientação da leitura. As reportagens assumem a estrutura romanesca e os personagens são apresentados de forma que o leitor perceba onde está o bem e o mal, quem é herói e quem é vilão, vítima ou algoz.
    De uns tempos para cá, a mídia foi invadida pela figura do neonazi. Se um grupo de jovens, brancos e preferentemente europeus ou de origem européia, sai a fazer balbúrdias e agride imigrantes, negros ou árabes, está configurado o neonazismo. Podem até mesmo jamais ter ouvido falar de nazismo, Hitler ou Segunda Guerra. Mas são evidentes neonazis.
    Se não há agressão alguma, cria-se pelo menos atos criminosos por omissão.
    […]
    Imprensa importa neonazis — Se há neonazistas na Europa, tem de existir também no Brasil. Assim, quando ocorre qualquer incidente nalgum país europeu, preferentemente em países germânicos ou nórdicos, os editores saem a catar nos arquivos grupos equivalentes no Brasil. Basta achar um careca, branco e preferentemente parrudo, vestido com couro e correntes, e lá está a ameaça nazista.
    […]
    A farsa de Marie — Dia 10 de julho de 2004, a máquina de produzir racismo voltou a funcionar. Uma jovem de 23 anos, Marie L., que viajava com seu bebê de 13 meses no metrô de Paris, apresentou queixa à polícia de ter sido agredida por um grupo de jovens desconhecidos com idades entre 15 e 20 anos. Os agressores seriam negros e africanos do norte. Rasgaram sua roupa, cortaram seus cabelos, atiraram seu bebê no chão e pintaram suásticas em sua barriga por acreditar que ela fosse judia. Ainda segundo Marie, cerca de vinte pessoas assistiram à agressão passivamente, sem sequer prestar-lhe auxílio.
    Escândalo na França, horror na Europa. Os jornais do continente deram suas primeiras páginas ao fato abominável. Jacques Chirac manifestou seu susto ao tomar conhecimento “desta odiosa agressão” e pediu que seus autores fossem “julgados e condenados com severidade e responsabilidade”. Organizações religiosas e de direitos humanos condenaram com veemência não tanto a agressão dos árabes e negros, mas principalmente a omissão e passividade dos demais passageiros. Um clima de progrom perpassou a Europa. Neste domingo passado, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, exortou os judeus da França a viajar imediatamente a Israel. “Proponho a todos os judeus que venham a Israel, mas para os judeus da França é absolutamente necessário, e eles devem partir imediatamente”, disse Sharon. Como se a França tivesse declarado guerra a Israel.
    Por 48 horas, o país foi tido como uma reencarnação da Alemanha nazista. Logo se descobriu que a denunciante era uma moça com problemas mentais, que já apresentara queixas semelhantes no passado. Um exame das imagens das câmeras de segurança da estação de metrô não mostraram agressão alguma. Eventuais testemunhas foram chamadas a depor e nenhuma se apresentou. Diante das evidências, a moça acabou “quebrando” e admitiu a farsa.
    Jornal algum, nem mesmo o sisudo Le Monde, teve a preocupação de checar a notícia, que tinha todos os componentes para ser um blefe. E blefe dos mais perigosos, pois joga com ressentimentos de duas comunidades que nutrem ódios milenares. A prefeitura de Lyon chegou a programar uma passeata contra o anti-semitismo, cancelada após a confissão de Marie L. Os muçulmanos, por sua vez, tiraram sua casquinha, denunciando uma “islamofobia reinante, acentuada pelos meios de comunicação e as autoridades, que se lançaram a denunciar os fatos sem esperar para verificá-los”.
    É fácil acusar uma multidão. Os fabricantes de racismo desde há muito intuíram isto. Como ninguém é acusado individualmente, ninguém reclama. Mais difícil é acusar uma ou duas pessoas. O acusado se vê forçado a defender-se e o acusador arrisca um processo. Como a luta de classes está fora de moda, o racismo tornou-se o novo motor da história. Multidões serão novamente denunciadas por crimes que não foram cometidos nem podem ser provados. Mesmo desmentidos, comunidades e países inteiros herdarão a pecha de racistas. O alvo é a Europa. Como o fantasma do comunismo não conseguiu dobrá-la, como previa Marx já no Manifesto, suas viúvas brandem um outro, o da luta racial.”

  22. Ricardo Martini, você tomou
    Ricardo Martini, você tomou um antes de postar seu comentário (16:24).

    É o típico comentário dos reaças, do PIG e da nossa grande oposição.

    -Se o governo se pronuncia e a moça é a culpada, ‘fica dando bom dia a cavalo’.

    -Se o governo se pronuncia e a moça é a inocente, ‘como pode um governo apedeuta dar lição aos desenvolvidos e escolhidos por deus’.

    -Se o governo não se pronuncia, ‘é omisso, medroso e deixa qualquer um desfazer do Brasil (Bolívia, Equador,..)’.

  23. Pô, agora já começa a
    Pô, agora já começa a aparecer gente criticando o governo (presidente, ministro) por precipitação. Ser governo é mesmo estar entre a cruz e a caldeirinha… se não fala, demorou a tomar providências. Se fala, é precipitado…

    É que nem blogueiro, Gilberto, que nem blogueiro.

  24. Nassif

    Para qualquer bom
    Nassif

    Para qualquer bom entendedor, ou melhor, para quem não se deixa levar ou se convencer de imediato com notícias alarmantes, seus recados são apropriados, espelham a verdade dos fatos, pois até ontem não havia informações precisas, apenas duas versões que, apesar de oficiais, eram insatisfatórias e nada conclusivas.
    A própria polícia de lá estava alertando desde o início sobre isso, ou seja, que a situação era muito confusa e dependia de muitos esclarecimentos, testemunhas, e nós aqui, nem todos, claro, manifestando revoltas por isso ou aquilo, com base no que estava sendo noticiado aqui no Brasil, com filminhos e tudo mais, sem merecer um pingo sequer de credibilidade, pela falta de provas….muito comum acontecer na nossa imprensa!
    O acontecido é horroroso, praticado com requintes de crueldade, sem dúvida alguma, mas se a própria polícia está trabalhando com duas hipóteses, se manifestar com base em qualquer uma delas como sendo a verdadeira, realmente é contribuir, até mesmo sem querer, para a desinformação.

    Nada contra sua postura, que a meu ver foi muito liberal, como sempre.

  25. Os posts aqui só mostram que
    Os posts aqui só mostram que a xenofobia está crescendo.

    Para os portugueses, o massacre dos índios foi culpa deles – não se converteram ao cristianismo.

    Agora a menina, não estava grávida, com um barrigão de grávida, e os estiletes eram tinta de caneta, e ela deve ter sido culpada de atravessar a rua na frente dos suissinhos skin heads.

    Vou esquartejar o primeiro suiço ou alemão que encontrar – será que a culpa vai ser dele?

  26. Erica

    INDEPENDENTE da culpa
    Erica

    INDEPENDENTE da culpa da moça …eu não tinha tomado o caso para o lado particular

    Porque ficar mal pra nós? Porque querer ser mais real que o rei? Porque querer levar toda a culpa pelos erros no mundo?

    Pra mim não vai ficar nada mal

    Será que só o BRASIL produz maluco ?

    Será que somos culpados por teros este Poder Judiciário?

    O máximo que extraio deste caso é que a mente humana continua sendo um grande mistério a ser desvendado

    …a propósito, toda maluquez terá que ser castigada ?

  27. Para a Érica, cujo post está
    Para a Érica, cujo post está lá em cima no abre

    Não confio em policia que sai dizendo coisas antes de concluir a investigação, e isso não faz jus à imagem que eu tinha da Suíça.

    Agora, acho engraçado dizer:
    “vai ficar feito para nós”

    Não vai ficar feio não, boa gente.

    Vai ficar muito bonito mostrar que aqui tem quem se preocupe com cidadão brasileiro lá fora.

    Que se preocupa com cidadão brasileiro expulso da Espanha

    Escorraçado dos EUA

    Assassinado na Inglaterra. Fora as escravas mantidas em cárcere privado pelas Oropas todas.

    Eu acho bom ter quem se preocupe por nós.

  28. A polícia de Zurich está
    A polícia de Zurich está tratando o caso com muita cautela, e não endossou as conclusões da perícia forense, como se pode ver no texto divulgado no UOL (abaixo). Então, é melhor aguardar o pronunciamento oficial da polícia antes de sair criticando ou defendendo-a.

    Quanto à suposta gravidez da moça, é muito fácil de ser provada pela mesma: basta apresentar o exame de ultrassom, pois essa é a única forma dela saber com certeza que eram gêmeos. O teste de gravidez caseiro não dá essa informação.

    “Vou tirar aqui uma conclusão, mas, como em todas as conclusões, existe o risco de uma interpretação errônea”, disse o perito. “Um médico legista experiente tem que presumir que uma auto-flagelação (ato com as próprias maos) está bastante em evidência. Minha conclusão é que ela mesma fez os ferimentos”.

    “Quero ressaltar que o Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique é uma entidade independente, sem ligação com a polícia nem com as autoridades de Justiça”, observou Bär.

    A polícia municipal de Zurique informou também que os esclarecimentos referentes aos ferimentos por corte ainda não foram concluídos definitivamente e diz que ainda procura testemunhas.

    De acordo com a polícia suíça, as investigações sobre o caso ainda não foram concluídas e seguem em andamento em todas as direções.

    “Insisto em enfatizar que as investigações prosseguem, como até agora, em 360 graus, até que a ocorrência seja esclarecida”, disse o comandante da policia municipal de Zurique, Philipp Hotzenkcherle.

  29. Pelo jeito ela inventou a
    Pelo jeito ela inventou a gravidez pro marido e tinha que dar um jeito de ‘abortar’ a mentira.

    Chegar no ponto de se cortar toda…

    Se se confirmar ela vai ficar mal na fita pra continuar na Suíça. E aí é que o tal partido neonazi vai querer pegar ela de verdade.

  30. Não tenho a menor idéia de
    Não tenho a menor idéia de como esse “imbroglio” irá terminar. Pelo andar da carruagem, em cima de tanta matéria a respeito do mesmo e de tanto disse me disse, chego a conclusão de que ainda tem muito pano pra manga;
    Há alguns meses atrás assisti um epsódio do seriado Law and Order Special Victims Unit/SVU bem parecido com esse onde a vítima alega uma coisa e a polícia outra bem diferente.Vamos aguardar.

  31. Sei que não tem nada a ver,
    Sei que não tem nada a ver, desculpe-me, mas para nos lembrarmos: Na Suíça é onde se refugiou-se assim podemos dizer- um dos envolvidos no assassinato de Cláudia Lessin Rodrigues em77.

  32. Sobre o blog.
    Sobre o blog.

    Sobre o blog o que?

    É campeoníssimo.

    Tem todos os assuntos pra todos os gostos.

    e tem tbm discordâncias( salutar)

    Vão reclamar do que?

    Procurem outro blog igual.

    Não tem.

    o que irão encontrar é opinião de um lado só.E em OUTROS blogs trocas de elogios.

    apesar do blogueiro ser ”quadrado”, ainda é o melhor lugar pra se frequentar.

    E quando digo ”quadrado” é pelos gostos dele.

    Gostar de chorinho é dose pra mamute.

    O maior susto da minha primeira caçula, a Luizinha, foi no lançamento do meu livro, em Poços, quando descobriu que o pai não tinha sido um nerd. Agora, o seu Anarca, que fica tomando chazinho e passando a perna na master (dizendo que está lendo notícias, quando está azucrinando nos blogs) cismou que eu sou o quadrado.

  33. As notícias estão muito
    As notícias estão muito desencontradas. Se a polícia diz que a brasileira não estava grávida no domingo, porque outra notícia afirma que o hospital está esperando que a placenta, ainda dentro do útero, saia sozinha. Para evitar uma curetagem. Por que evitar a curetagem? Não sou médica, mas sou mulher e sei que não se pode deixar a placenta dentro do útero por muito tempo porque pode gerar infecção. Como é que um médico pode afirmar categoricamente (foi, de fato, categoricamente como a notícia leva a crer?) que a moça não estava grávida no domingo? Isso quer dizer o quê? Que ela nunca esteve grávida ou que abortou antes de domingo? Este suposto aborto antes de domingo foi espontâneo ou provocado? Se foi provocado haverá sinais de curetagem; se foi espontâneo haverá, provavelmente, restos de placenta caso não tenha sido feita uma curetagem. Raramente em gravidez de mais de 2 meses a curetagem é dispensável. Cadê o exame de sangue ou de urina que comprovou a gravidez? Cadê o ultrassom que diagnosticou gêmeos? Cadê o laudo do exame que definiu o sexo das crianças (meninas, pelo que foi noticiado)? Agora dizem que a moça é desequilibrada mental? Algum perguntou para os patrões ou o chefe imediato da Paula se ela manifestou comportamento desequilibrado nos últimos tempos? Alguém procurou os vizinhos, o zelador do prédio, alguma amiga ou amigo suíço? Interrogaram direito o noivo da jovem? Pesquisaram no número do celular para saber de que horas a que horas ela falou no telefone com a mãe? Perguntaram à mãe, por acaso, qual o teor da conversa, se a moça referiu-se a estar saindo do metrô ou ter saído? Se falou que estava sendo seguida? Interrogaram o ginecologista suíço com quem ela se consultava? A gestação era normal? Alguém leu o prontuário do médico? Alguém perguntou ao hospital em que condições a moça chegou? Se sangrava pela vagina? Se estava nua ou vestida? Se as roupas q

  34. realmente, muitas coisas não
    realmente, muitas coisas não se encaixam na história. Eram sete e meia da noite e ninguém viu ou ouviu nada? As inscrições sequer sairam tremidas, o que é difícil para alguém que está sendo agredida… não se mexeu? Ficou paralisada?
    O duro é ver a cobertura dos telejornais com o repórter enviado especialmente à Suiça dizendo “ela foi levada para aquele ponto”, “daqui foi para o banheiro daquela estação”, nada de dizer “segundo a moça…
    Em todo o caso, parabéns pra você, Nassif, pelo blog e pelo seu gosto pelo chorinho.

  35. Marcelo Moreira,

    eu bem
    Marcelo Moreira,

    eu bem sabia que ao apontar a falta de prudência do governo ao tratar do assunto, logo seria alvo dos comentaristas chapa-branca.

    Incrível a sucessão de lugares-comuns da sua argumentação (?) – daqui a pouco, se ficar provado que não houve agressão xenófoba, deve aparecer um post seu afirmando que é tudo uma conspiração do PIG com o Serra para embaraçar o governo.

    Acredito que houve, sim, precipitação do governo. Nassif e outros comentaristas aqui não têm qualquer motivo específico para agir com prudência, esperar outras informações, pensar em outras hipóteses – no entanto, eles assim procederam, talvez por serem pessoas que não se deixam guiar simplesmente pelo que é o mais aparente, e nem se orientam exclusivamente por ideologia.

    De qualquer forma, tenho certeza de que, se o ministro ou o presidente tivessem falado categoricamente que não acreditavam na hipótese de um ataque xenófobo, suas mensagens aqui estariam atacando os comentaristas que afirmassem que a moça foi mesmo vítima de neonazistas, não?

  36. “As marcas do corpo foram
    “As marcas do corpo foram feitas apenas em lugares que a vítima alcancaria com a mao(…)”.

    QUAL PARTE DO SEU CORPO VC NÃO ALCANÇA COM AS MÃOS!!

  37. que partes do corpo não
    que partes do corpo não alcançaria com as mãos? as costas… precisaria
    ser uma boa contorcionista para escrever a sigla do partido daquela forma nada trêmula, nas costas, não acha, Arnaldo?
    Agiu bem o presidente Lula ao dizer que precisa aguardar as investigações da polícia suiça… e fez bem, o ministro Celso Amorim, dizendo que só vai fazer novos comentários após o fim das investigações.
    Errar uma vez é humano, duas vezes, com tantas informações contraditórias, seria burrice.

  38. “Vai ficar muito feio pra
    “Vai ficar muito feio pra nós” uma vírgula! Que mania de pegar qualquer coisa que um brasileiro possa aprontar pra usar como exemplo do que seria o comportamento da nação inteira! Isso é bem coisa da nossa imprensa, da parte que joga tudo contra o Brasil! Complexo de vira-lata, xô!!!

  39. O jornalista brasileiro Rui
    O jornalista brasileiro Rui MArtins, colunista do site Direto da Redação, mora em Berna e, de lá, escreveu sobre o caso. Como às vezes também escrevo no site pilotado pelo respeitável casal Eliakim Araújo e Leila Cordeiro (vivem em Miami), informei a Rui que iria repartir com quem eu pudesse no Brasil sobre a responsabilidade do caso da brasileira na Suíça. É óbvio que tinha que dar na cabeça o de sempre: nossa irreponsável, leviana e infame imprensa. Leiam:

    Publicada em:13/02/2009 http://www.diretodaredacao.com/

    A BARRIGA DA GLOBO QUASE COMPROMETE O BRASIL

    Berna (Suiça) – A moça brasileira tinha seus problemas e provavelmente se autoflagelou. É triste.

    Mais triste é o quadro da nossa imprensa irresponsável que mobilizou o país, levou o ministro das relações exteriores Celso Amorim a criticar um país amigo e Lula a quase criar um caso diplomático. É hora de denunciar a nossa grande imprensa sem deontologia, sem investigação, que afirma e desafirma sem qualquer cuidado e sem checar as notícias.

    A agressão racista contra Paula Oliveira não foi um noticiario iniciado em Zurique, local da suposta agressão. Estourou no Brasil, detonada por um pai – e isso é muito compreensível – preocupado com sua filha distante. E a maior rede de televisão do Brasil, a Globo, vista por mais de uma centena de milhões de brasileiros, não teve dúvidas em transformar o caso na grande manchete do dia, fazendo com que outros milhões de brasileiros, no Exterior, já acuados pela Diretiva do Retorno, se solidarizassem e imaginassem passeatas e manifestações.

    Essa é a maior barriga da história do nosso jornalismo, que revela o descalabro a que chegamos em termos de informação ou desinformação. Equivale ao conto do vigário do Madoff, ou das subprimes do mercado imobiliário americano. Só que o Madoff está preso, mesmo sendo prisão domiciliar e vivemos uma crise econômica, em consequência dos desmandos dos bancos americanos. Mas o que vai acontecer com a televisão Globo e todos quantos foram atrás ? Nada, vai ficar por isso mesmo.

    Como um órgão de imprensa de tanta penetração pode se permitir divulgar com estardalhaço um noticiário de muitos minutos, reproduzido online, repicado por jornais, rádios e copiado por outras televisões sem primeiro checar no local ? Que jornalismo é esse que se faz sem qualquer investigação, sem se ouvir as partes envolvidas ? Sem deslocar antes um reporter para Zurique e entrevistar também o policial responsável pela ocorrência ? Sem ouvir a própria envolvida, fiando-se apenas no relato de um pai desesperado ? Sem pedir a opinião de um especialista em ferimentos e escoriações ?

    Quem vai pagar o dano moral causado a essa jovem, que sem querer se tornou primeira página nos jornais ? Quem vai desfazer o ridículo a que se submeteu o nosso ministro Celso Amorim, que, baseado num noticiário de foca em jornalismo, sem ouvir acusação e acusado, ofendeu um país amigo exigindo que prestasse contas em Brasília por um noticiário tipo cheque sem fundo ? Quem assume o fato de quase levar nosso presidente a ficar vermelho de vergonha por se basear em noticiário sem crédito, com o mesmo valor de uma ação do banco Lehmann ?

    E mais – o dano sofrido pela Suíça, em termos de imagem, justamente quando seu povo tinha justamente votado em favor dos imigrantes , quem vai reparar ?

    Essa barriga da Globo, secundada pela grande imprensa, é prova do que se vem dizendo há algum tempo – não há credibilidade nessa mídia. Publica-se, transmite-se qualquer coisa, e quanto mais sensacionalista melhor. Não há responsabilidde no caso de erros, de noticiário mentiroso, vale tudo, o papel aceita tudo, a televisão transmite qualquer coisa, desde que dê Ibope – e existe melhor coisa que nacionalismo ofendido ? É o que os franceses chamam de “presse de boulevard”, mentirosa, tendenciosa, com a opinião ao sabor das publicidades. Sem jornalismo investigadivo, sem confirmar as fontes, sem ouvir as opiniões divergentes.

    Vão pedir a cabeça do redador-chefe ? Não, assim que se recuperarem da barriga, da irresponsabilidade cometida, da vergonha diante dos colegas, vão jogar tudo em cima da pobre jovem, que deve ter seus problemas e que a nós não compete saber, isso é vida privada, não é Big Brother.

    É essa mesma imprensa marrom, que induz nossos dirigentes ao erro, que também publica qualquer coisa contra o quer chamam de “assassino desalmado” Cesare Battisti. A irresponsabilidade da imprensa é o pior inimigo da liberdade de imprensa, porque pode provocar reações legislativas limitando os descalabros cometidos.

    Escrever num jornal, falar numa rádio ou numa televisão e mesmo manter um blog constitui uma responsbilidade social. Não se pode valer dessa posição para se difundir boatos, nem inverdades, nem ouvir-dizer, é preciso ir checar, levantar o fato, mencionar ou desfazer as dúvidas e suspeitas existentes. É também preciso se garantir o direito de ser mencionada a versão da parte acusada para evitar a notícia tendenciosa.

    A barriga da Globo vai ficar na história do nosso jornalismo, será sempre lembrada nos cursos de comunicação, tornou-se antológica, e nela estão entalhadas, por autoflagelação, as palvras que a norteiam – sensacionalismo, irresponsabilidade e abuso do seu poder.

    Existem, sim, problemas contra nossos emigrantes em diveros países, principalmente depois da criação da Diretiva do Retorno pelo italiano Silvio Berlusconi. Diariamente brasileiros são presos e mandados de volta, na Espanha, mas isso não mobiliza a nossa imprensa, não dá Ibope.

  40. Por qual razão Erica acha
    Por qual razão Erica acha que, se for armado, “vai ficar feio para nós”?

    Para mim não vai ficar nada feio.

    Ficará feio apenas para a moça, caso a hipótese se confirme.

  41. Tenho uma grande amiga que
    Tenho uma grande amiga que foi casada com um suíço e morou na Suíça por 6 anos. Ela esteve lá quando houve — creio que em 1974 ou 1975 — uma votação pela expulsao dos estranjeiros. Me contou que viajou 10 horas (ela estava estudando fora de lá) para votar. A coisa era tao feia que as propagandas DA ESQUERDA contra a expulsao punham cartazes com uma multidao e um X no rosto de uma entre 5 pessoas (eram mais ou menos 20% de estranjeiros) e perguntavam: vocês querem pagar os impostos deles? Ou cartazes com gente limpando privadas, varrendo ruas, etc., e perguntando: vocês querem fazer os trabalhos deles? Isso era a ESQUERDA. Vocês podem imaginar o que dizia a Direita, nao?

  42. Caros,
    Pode ser que eu
    Caros,
    Pode ser que eu esteja influenciado pelo review q fiz de alguns policiais, Simenon, Agatha Christie, Chandler, Hammet. Mas essa história tá muito esquisita. Os indícios são muito fortes em relação ao auto-flagelação. Fortes demais, pro meu gosto. Como diria minha avó, “quando a esmola é demais o santo desconfia”.
    Vamos supor que eu queira simular um ataque. Eu tenho coragem suficiente pra aplicar 100 cortes em mim, regulares, sem tremer a mão. Quem disse q não dói, experimenta fazer mais de cinco. Acrescente a isso que eu tenho um conhecimento básico de leis e de processo criminal, uma vez que sou advogado (posso ter tirado o diploma pelo correio, é bem verdade). Também é verdade que não sou exatamente incompetente, uma vez q fui contratado por uma empresa dinamarquesa (não está afastada de todo a hipótese de pistolão, mas é um pouco mais difícil) e alocado em um país famoso pela eficiência.
    Aí eu simulo essa agressão da forma mais canhestra possível. Ops. Vai ver eu quero ser descoberto, mesmo que isso implique na destruição da minha reputação pessoal, do meu trabalho, do meu relacionamento, e causar um incidente diplomático. Ou será que estou apostando em uma chave de galão pra que minha palavra não seja posta em dúvida? Ops, ops, ops…
    Daí, de duas uma: ou sou um “comando” com uma missão (risos… “eliminando o impossível, resta o improvável” – Sir Arthur Conan Doyle), ou tenho um desequilíbrio mental muito grande. Um aborto (espontâneo ou não) pode provocar um desequilíbrio momentâneo? Talvez. Mas de qualquer forma, no momento da simulação, eu não estava no juízo perfeito. Ou talvez, mineiramente (nada pessoal, Nassif), ela disse que ia pra Manhumirim pra gente achar que ia pra Manhaçu, mas ela vai mesmo pra Manumirim…
    E aí a polícia suíça pisou feio na bola. Se existia a suspeita de auto-flagelação, o Consulado brasileiro deveria ser comunicado imediatamente, a vítima encaminhada para psiquiatra ou psicólogo, de preferência feminina e melhor ainda brasileira. Nunca tratada como ré, acusada por um delegado. E depois vem um Instituto Forense reforçando as acusações. Com um diretor ressaltando a independência entre Instituto e polícia. A trôco? Para afastar suspeitas de conluio? Ops, ops… E mais ainda, com afirmações categóricas (lembra, Takata, dos riscos de distorção que apontei em assistir CSI? Olha aí, a Ciência como busca da “Verdade”… pffft). Os ferimentos “foram” ou “poderiam” ter sido auto-infligidos? Existe essa precisão toda na determinação do momento da cessação da gravidez? Ou a gravidez foi também uma mentira?
    Resta a hipótese da “simulação da simulação do ataque”. Claro que é fantasioso, mas não muito mais que a hipótese da “simulação do ataque”. Não vou elaborar sobre isso. Mas não é impossível. Pior, o caso faria mais sentido.
    Como eu não toco violino, não tomo calvados, nem tenho bigodes exuberantes, e acabou meu Jack Daniels, paro por aqui.
    []s

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    09:02 14/02/2009

  43. O que eu não vi até agora foi
    O que eu não vi até agora foi a versão apresentada pela moça sobre as agressões, mas, pela simetria das letras, aparente regularidade na profundidade das lesões e ausência de equimoses ou hematomas no corpo, fica claro que no momento das inscrições ela não apresentava nehum tipo de resistência, restando então apenas duas hipóteses:

    Ou ela foi sedada pelos seus agressores, permanecendo totalmente imóvel até o fim do “procedimento”, necessitando portanto de praticamente uma anestesia geral venosa ou ela permitiu que alguém fizesse aquelas inscrições, pois, apesar de ,como já foi dito, todas se encontarem ao alcance de suas mãos, fica muito difícil uma auto-agressão com tamanha precisão.

  44. Prezado Armando.
    Talvez vc
    Prezado Armando.
    Talvez vc não alcance suas costas com as mãos. Mas é sim possível alcançar, sem grandes contorcionismos, dado o primarismo dos traços e com ajuda de um espelho, fazer aquelas marcas nas costas. Eu conseguiria, e creio que vc também: simule agora mesmo traços retos com o polegar! Nem precisa de espelho!. Concordo que o presidente está certo, mas continuo com o pé atrás em relação aos argumentos da polícia suíça. É pertinente argumentar que a ausência de marcas nas costas é indício de fraude? Será que vc mesmo Armando, mesmo sendo homem, não ficaria bem quietinho tendo marmanjos com estiletes afiados roçando pelo seu corpo, ao redor de suas partes pudicas? Será que para os bandidos seria interessante marcar as costas, quando os próprios defensores da idéias de fraude argumentam a ausência de marcas na propria face como incoerente com os objetivos desse tipo de ação?

  45. Sera que nao eh uma situaçao
    Sera que nao eh uma situaçao mais simples, a guria nao queria perder o namorado e inventou a gravidez, e depois conviveu tres meses com essa mentira

  46. Paulo França

    Um lembrete
    Paulo França

    Um lembrete sobre a falta de jornalismo investigativo

    Eu já havia recebido o artigo do Rui Martins, respeitável pessoa e jornalista, e fiquei com algumas pulgas atrás da orelha.

    Claro que concordo quanto à manipulação da mídia.

    Entretanto, me ocorreu que não só a imprensa daqui peca pela falta de reportagem de investigação: a da Suíça também.

    Martins critica a mídia daqui por não ter enviado ninguém para entrevistar os envolvidos no caso. Entretanto, também não vi isso na imprensa suíça e européia à qual tive acesso. Diz que a primeira noticia veio daqui, e não de lá. Pois bem, mas ganhou o noticiário suíço em seguida.

    Uma internauta aqui postou, ontem acho, uma série de perguntas pertinentes que o exercício do jornalismo básico recomenda, e não vi nada disso nem aqui nem em jornal europeu ao qual tive acesso.

    O bom correspondente do Estadão entrevistou autoridades policiais suíças e membros do corpo diplomático do Brasil. Mas não foi além.

    Jornalista brasileiro ou suíço, ninguém foi à multinacional onde a moça trabalhava falar com colegas, chefes etc. e verificar seu comportamento.

    Ninguém foi à casa onde ela mora falar com vizinhos, etc.

    Ninguém foi ao hospital verificar com atendentes, enfermeiros, médicos, o estado da moça quando chegou: vestida: rasgada? Sangrava? Não?
    E se o chefe não fala, sempre há jeito de conseguir quem fale, isso sabe o bom jornalista. Ou sabia.

    Enfim, práticas de jornalismo universais que parece,estão mesmo fora de moda. A burocracia venceu.

    De tanto usar internet e telefone— por urgências do tempo e economia de investimento dos donos–, jornalistas de todo o canto estão desacostumados de sair e entrevistar pessoas cara a cara.

    Isso tudo, que aqui já nos rendeu memoráveis matérias nos anos 70 e 80, realmente parece ter ido pro brejo.

    Fiquei lembrando, com saudades, de bons repórteres investigativos das editoriais policiais antigas que, apesar de incultos, tinham faro e fontes.

  47. Nassif,

    Da BBC

    Jornais
    Nassif,

    Da BBC

    Jornais suíços criticam governo brasileiro no caso Paula~

    Marcio Damasceno
    De Berlim para a BBC Brasil

    Para imprensa suíça, Oliveira sofreria de problemas psicológicos
    Os principais jornais da Suíça deste sábado fazem sérias críticas ao governo e à imprensa brasileiros no caso da advogada Paula Oliveira, que disse ter sido agredida por skinheads neonazistas em Zurique no início desta semana.

    Em um artigo opinativo, o diário conservador Neue Zürcher Zeitung, um dos jornais de maior prestígio na Europa, cita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim e o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos Paulo Vannuchi, apontando que eles taxaram como “fato, de forma irrestrita, as declarações da brasileira”.

    O texto também diz que a imprensa brasileira “passou dos limites, indo especialmente longe no julgamento de supostos incidentes neonazistas e racistas na Suíça”.

    O Neue Zürcher Zeitung afirma que a imprensa brasileira teria criticado publicações suíças, inclusive o próprio jornal. O artigo comenta ainda que a mídia no Brasil traz regularmente “notícias de fatos totalmente inventados, acusações que já destruíram a vida de outras pessoas”, além de afirmar que “a gravidez inventada, segundo se conta” seria artifício comum entre as brasileiras “para pressionar maridos e companheiros”.

    O artigo termina afirmando que os suíços se surpreenderiam “com o nível de xenofobia, neonazismo e anti-semitismo no Brasil”. “O país tropical está, de acordo com sondagens internacionais, entre os Estados com maior índice de xenofobia: 72% são, segundo pesquisa, contra a recepção de estrangeiros”, comenta o periódico.

    ‘Caranguejo’

    Outros periódicos suíços não pouparam expressões irônicas para criticar o governo brasileiro. O 20 Minuten, o jornal de maior tiragem da Suíça alemã e distribuído gratuitamente, traz um artigo intitulado “Lula da Silva ‘caranguejeia’ para trás”.

    Nele, o jornal comenta as reações reticentes do governo brasileiro na sexta-feira, após surgir a notícia de que Paula Oliveira não estaria grávida, como ela havia alegado. O 20 Minuten lembra que no dia anterior, o governo brasileiro demonstrou indignação e deu declarações públicas nas quais cogitou mesmo recorrer à ONU para pressionar o governo suíço.

    A mídia brasileira também foi alvo do jornal Tages-Anzeiger, na reportagem “Eles expuseram o Brasil ao ridículo”. O diário reproduz comentários de leitores brasileiros publicados nos jornais nacionais após a reviravolta do caso, nos quais “atacam as reações precipitadas do presidente Lula e do ministro Amorim”.

    ‘Borderline’

    O mesmo jornal suíço também dedica outro artigo ao caso de Paula Oliveira, intitulado “A tragédia de O.: lenha para a sociedade borderline”. Escrito por uma repórter da área de cultura, o texto classifica a história como uma “lição de manipulação da mídia”, que demonstraria o interesse da sociedade “por personalidades portadoras de borderline”.

    A autora diz se tratar de um “caso evidente de uma mulher que utiliza o próprio corpo, de forma bastante consciente, para tornar uma suposta impotência em um chamariz para a mídia e, por consequência, em poder”.

    O texto afirma que ao se confirmarem as conclusões preliminares da investigação, a brasileira “deve ser diagnosticada como tendo um transtorno de personalidade borderline” e cita automutilação e necessidade de chamar a atenção como alguns dos sintomas deste tipo de transtorno.

    O título do artigo se aproveita da inicial do sobrenome da brasileira e faz uma alusão implícita ao nome do romance A História de O, clássico erótico sobre uma mulher que se submete voluntariamente a práticas de tortura.

    A maioria dos jornais também divulgaram entrevistas com psiquiatras e tratam o caso como um incidente com fortes indícios de ter sido causado por alguém com problemas psíquicos.

    Matéria do Estado – hoje-14.2 – Últimas Noticias

    Jornal suíço contra-ataca e diz que Brasil é xenófobo

    JAMIL CHADE – Agencia Estado
    Tamanho do texto? A A A A
    ZURIQUE – Os jornais suíços fizeram um duro ataque contra o Brasil, mesmo sem saber o resultado final das investigações no caso da advogada brasileira Paula Oliveira, que diz ter sofrido um aborto após ser agredida por um grupo skinhead na última segunda-feira em Zurique.

    O periódico “Neue Zürcher Zeitung” ironiza o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e alerta que a mídia brasileira “regularmente publica notícias de fatos totalmente inventados, acusações que já destruíram a vida de outras pessoas”.

    Segundo laudo médico emitido pela polícia suíça, Paula não estava grávida. De acordo com o jornal, a gravidez inventada seria uma técnica comum no Brasil para mulheres que querem pressionar seus maridos. Para o NZZ, o Brasil seria um dos países mais xenófobos do mundo. “O país tropical está, de acordo com sondagens internacionais, entre os Estados com maior índice de xenofobia: 72% são, segundo pesquisa, contra a recepção de estrangeiros”, comenta a publicação.

  48. Pode ser isso, Fábio. Mas não
    Pode ser isso, Fábio. Mas não vê que para objetivo tão simples ela poderia evitar algo com essas proporções? Não vê que ela, como advogada que é, avaliaria que estaria sujeita a uma profunda investigação e seria desmascarada facilmante?

  49. Fatos novos: a moça não tem
    Fatos novos: a moça não tem como comprovar a gravidez porque disse ao pai, segundo o próprio, que tratava da gravidez com uma médica portuguesa clandestina no país. Outro fato: a moça tem lupus. Tratava da doença no mesmo hospital onde está internada. Por que, então, procurar uma clandestina para o caso da gravidez?
    Arnaldo, em parte concordo com você, mas não sou o homem-borracha que você imagina, não. Em todo o caso, o que deveria pesar mais neste momento é que tudo leva a crer que a moça é portadora de distúrbios psiquiátricos e o pai dela, para protegê-la, deveria sair de fininho do caso, parar de dar declarações à imprensa, e, caso se confirme a farsa, vir a público para esclarecer e tentar reparar o mal que causou a própria filha, expondo-a, ainda que com a mais nobre das intenções, movido pelo mais nobre dos sentimentos.

  50. O que me espanta é ter gente
    O que me espanta é ter gente aqui, geralmente homens obviamente desapetrechados pela natureza a engravidar, ter abortos, ter medo de estupro em situação de gravidez, por três robustos skinheads, punks, ou seja lá o que for, no meio de um terreno baldio em uma terra estrangeira às 19:30 da noite, pleno escuro no inverno… a conjecturar que ela tenha ficado quieta enquanto desenhavam nas pernas e na barriga dela (e não poderia acontecer coisa pior se lutasse – ser estuprada por três?) ou a perguntar por que ela não guardou os fetos expelidos num vidrinho com álcool para provar à Polícia? Ora, façam-me o favor; não vou entrar em detalhes para não ferir susceptibilidades, mas no meio do terror, da excruciante dor e da sangreira desatada quase sempre não dá para reconhecer forma alguma. Muito menos para pensar nos argumentos a apresentar à Polícia. Ela poderia ter sido morta ali, antes da Polícia chegar. Vão ser ignorantes assim no diabo, ou se informem com suas mulheres antes de falar besteira.

  51. Vera,

    Concordo com seu
    Vera,

    Concordo com seu comentário.

    O que tenho lido aqui de alguns homens, me remetem à Idade Média.

    É inacreditável que em pleno século XXI, essas considerações tacanhas sejam ainda feitas em relação à mulher.

    É asqueroso!

    Abraços
    Soledad

  52. Na entrevista que deu ao
    Na entrevista que deu ao Fantástico, o pai já não acusa mais a polícia e considera a filha como uma vítima, admitindo mesmo que possa ter sido “vítima de problemas psicológicos”…
    Quanto ao aborto que ela teria tido em consequência dos ataques que diz ter sofrido, no banheiro mais próximo, uma coisa é certa: abortar de gêmeos, com gravidêz de três meses, é algo grave e pede imediata internação em hospital para uma curetagem – isto nós mulheres sabemos muito bem. O hospital em que se internou, portanto, deve ter as respostas.

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