The Washington Post: Mundo observa bizarra postura de Bolsonaro ao coronavírus

"Os vizinhos do Brasil estão cada vez mais cautelosos com a abordagem negligente do país e temem que se torne um super espalhador continental"

Jornal GGN – “Bolsonaro se senta na bomba-relógio do coronavírus. E agora enfrenta o risco de impeachment”, noticiou o The Washington Post, nesta sexta-feira (01).

O artigo publicado pelo jornal norte-americano afirma que Bolsonaro “continuou com seu fluxo constante de ataques sobre o coronavírus no Facebook, desta vez contra diretrizes da Organização Mundial da Saúde, quando de maneira bizarra sugeriu que o órgão encoraja a masturbação e a homossexualidade entre crianças”.

“A publicação, que foi removida, encaixa-se na resposta desconcertante de coronavírus de Bolsonaro – marcada pela negação da escala da ameaça, raiva pelos bloqueios impostos pelos governadores estaduais , brigas profundas com alguns de seus funcionários do gabinete, a devastação ecológica acelerada da Amazônia e a disseminação constante do vírus na maior e mais populosa nação da América Latina.”

De acordo com o Post, Bolsonaro vem, com atitudes como essa, “levantando cenário inquietante para o futuro da democracia brasileira”, e “o resto do mundo está observando”. “Os vizinhos do Brasil estão cada vez mais cautelosos com a abordagem negligente do país e temem que se torne um super espalhador continental”, descreveu o jornal.

 

 

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3 comentários

  1. Dou um doce para quem, durante os saudosos governos progressistas, fez comentário futurista dizendo que o país estaria, neste exato momento, debaixo de um castigo paquidérmico, castigo de ordem sanitária, social, política e econômica, parece não faltar nenhuma ordem, pois está tudo inteiramente fora de ordem.
    O nosso Hitler de rio das pedras, a carregar nas costas os seus cadáveres e também os dos filhotes, é um louco, daí Celso de Mello solicitar exame psiquiátrico do nosso “mito”.
    Os estúpidos, isto é, Washington, Globo, militares e quem manda de verdade no país, a banca, colocaram o bucéfalo no trono, agora assistem impávidos o desastre cuja dimensão aumentará bastante nas próximas semanas, um múltiplo desastre que provocará dezenas de milhares de vítimas do descalabro provocado pelo sociopata.
    Quando se tem pela frente um gaiato ignorante que proíbe a chegada ao destino de respiradores comprados por um governador, quem fulmina o Mais Médicos que atendia mais de dez milhões de brasileiros, é porque só resta rezar.
    O país tinha ótima, ou melhor, excelente imagem no exterior, mas nem isto escapou da atenção do energúmeno, que quase diariamente é notícia nas principais mídias do exterior, ocasiões em que ele é invariavelmente achincalhado por todos.
    Se alguém lembrar do último dia em que o doente mental produziu uma notícia positiva, que não disse que a terra é plana ou coisa que o valha, gostaria de ter ciência desta data.

  2. Bolsonaro é a consequência inevitável do nosso sistema político. Mais cedo ou mais tarde essa catástrofe-maior iria acontecer. Menores ocorreram com frequência: Dilma, FHC-2, Collor, Jânio, …
    Precisamos fazer uma profunda reflexão. Primeiro sobre a maior lorota de todos os tempos: “Democracia”. Ideia muito bonita, mas só isso. Para desmascarar essa ilusão bastaria algo muito simples e óbvio: comparar a composição sócio-econômica dos parlamentos e das populações. Se a democracia, nos países analisados, fosse real, a composição do parlamento seria um reflexo da população. Não é. E os resultados então? Logicamente, uma democracia, ao longo do tempo, melhoraria as condições de vida da maioria da população. Isso ocorre? Então, que tal passarmos a agir como adultos, deixando as ilusões de lado?
    Poderíamos começar abolindo a tal “democracia direta”. Acabar, tanto quanto possível, com o personalismo. Isso foi o que permitiu que “coelhos sacados da cartola” fossem eleitos: Collor e Bolsonaro. A simples possibilidade de “qualquer um” ser eleito presidente já é aterradora. Basta uma escolha muito mal feita para um destruição total, como estamos vendo.
    A política poderia ser feita exclusivamente por meio de grandes partidos nacionais, em tudo responsáveis pelo que os seus membros fizessem enquanto ocupantes, por delegação partidária, de cargos públicos. Três ou quatro partidos e só. Fidelidade partidária absoluta. Votação em lista fechada. Parlamentarismo unicameral em todas as instâncias. Os partidos se tornariam os grandes formadores de políticos, sejam eles pensadores, ativistas, formuladores, gestores ou estadistas.

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