Um Globo colérico, sem brilho, com a cara de Kamel

Uma das características mais aviltantes da fase atual da mídia é a falta de respeito total pelos eventualmente derrotados. Em toda lógica guerreira, há a oportunidade do exercício da nobreza no vitorioso quando o adversário tomba. O respeito ao adversário caído é o momento em que o vitorioso cresce.

Nos últimos anos viu-se o contrário na mídia: o exercício permanente do macartismo, da perseguição, da vilanização dos adversários. Depois, a celebração orgiástica da vitória, o achincalhe do adversário caído. Lembra exércitos que, terminada a batalha, enviam soldados para liquidar com os moribundos.

A Globo se considerou vitoriosa com a derrota da Seleção. Sua maneira de comemorar está na primeira página do jornalão, um autêntico estilo Kamel:

O fim (definitivo) da era Dunga

Brasil só joga um tempo e, desequilibrado, dá um adeus melancólico ao sonho do hexa

A seleção brasileira deu adeus ontem de forma melancólica à Copa. A exemplo de 2006, foi eliminada nas quartas de final, ao perder para a Holanda por 2 a 1, em Port Elizabeth.

Em seu melhor primeiro tempo no Mundial, abriu 1 a 0, com belo gol de Robinho, mas desperdiçou todas as chances de aumentar a vantagem e liquidar a partida. No segundo tempo, um gol contra de Felipe Melo, em falha com Júlio César, aos 8 minutos, mudou tudo. O time se desequilibrou, à imagem de seu comandante, Dunga, que esmurrava a armação de ferro do banco de reservas, em desespero. Símbolo do descontrole, Felipe Melo foi expulso ao pisar em Robben e acabou com qualquer chance de reação.

O time pôs fim ao sonho do hexa colérico, sem brilho e sem representar o autêntico futebol brasileiro.

Com a cara de Dunga. 

Ou ainda na home da edição online:

Quem foi o maior vilão do fracasso do Brasil na Copa?

Kaká, que não apresentou o futebol que se esperava deleVotar

Felipe Melo, pelo futebol truculento e a expulsão contra a HolandaVotar

Dunga, pelo estilo agressivo que contaminou os jogadores 

Diria que foi Kamel, pelo estilo agressivo, o responsável pela contaminação do quadro de jornalismo da Globo.

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