Velha Mídia X Google, a hilária batalha

Jornal GGN – A velha mídia não conhece a nova cara do cidadão. As redes sociais não são isso ou aquilo redondinho, são de uma efervescência que será preciso acordar para dar conta desse novo perfil. A divertida análise é do blog Meio Bit.

Sugestão de Kepler K

do blog Meio Bit

A hilária batalha Google vs Jornais Espanhóis

Por Carlos Cardoso

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A velha mídia não entende a internet. Isso vai muito além da mesquinharia da Globo em chamar o Twitter de “popular rede de microblogs”. Se uma nave alienígena começar a atirar no Cristo Redentor e 792.834.798.234 de fotos e vídeos pipocarem no YouTube e no Twitter as estações de TV vão fazer uma reunião, mandar alguém até o local, se for identificado algo estranho solicitarão uma UPJ. Ao mesmo tempo a produção tentará confirmar com 3 fontes independentes (oficiais, você lá vendo o negócio, não conta).

CASO as fontes confirmem, começarão a produzir o segmento, procurando os especialistas em ataque alienígena, aquele gordo que sempre aparece em assuntos militares e, claro, um alienígena pois precisam mostrar o outro lado.

Se o ataque for menos de 3 h antes do Jornal Nacional ou do Jornal da Globo, soltarão um alerta rápido com “mais detalhes mais tarde no Jornal Nacional”.  Enquanto isso todo mundo com acesso à internet estará mais que ciente. 

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A acusação de que as redes sociais são superficiais é correta. É inevitável, esse é o preço que se paga pela instantaneidade. Não há competição, ou não deveria haver, o Jornalismo de qualidade existe pra organizar a bagunça depois dos 784.329.843 tweets sobre o assunto, só que a reação da velha mídia é medo, insegurança e uma inútil tentativa de adiar o inevitável.

Isso acontece com a mídia impressa de forma mais evidente, eles querem viver de assinaturas em um mundo onde informação é Commodity e ninguém com menos de 75 anos assina um jornal, físico ou online. São paywalls, usura de links, muitos são os inúteis recursos para impedir que… leitores leiam sites que vivem de anúncios e visitação.

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Um belo dia um grupo de anciãos decidiu que o Grande Inimigo da mídia impressa era… o Google. Mais precisamente o Google News, que nada mais faz que um trabalho de agregamento de links. Preocupados com os leitores descobrindo que as notícias são todas iguais, os editores se revoltaram. Em vários países entraram com ações contra o Google, eles querem RECEBER DINHEIRO para ser indexados.

Você sabe, o Google, aquele site que DIRECIONA TRÁFEGO para outros, teria que pagar para indexar seu link jornal e mandar leitores pra lá.

Na Alemanha o lobby do 4º Poder foi tão forte que a Lei foi mudada. O Google alterou o Google News tornando-o opt-in. O site agora precisa se inscrever para ser indexado no Google News. Vários sites entraram no sistema, mas esperam em algum momento receber dinheiro.

Outros descobriram que não foi uma boa idéia. Perderam tráfego pra caramba, ao negar a indexação do conteúdo permitindo que o Google apenas listasse as manchetes.

Na Espanha a situação é pior ainda. Os jornaleiros conseguiram uma Lei de Propriedade Intelectual segundo a qual eles devem ser renumerados cada vez que seu conteúdo é indexado por sites de buscas. Ela vai entrar em vigor dia 1º de janeiro de 2015.

O Google, depois de xingar mais que o Merovíngio, avisou que a partir de amanhã fechará o Google News Espanha e removerá todos os links de jornais espanhóis das 70 edições do Google News em todo o mundo.

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O Google está longe de ser bonzinho mas nas imortais palavras de Frank Underwood, “não há nada que eu despreze mais do que mesquinharia”.

Por essa a AEDE — Asociación de Editores de Periódicos Españoles não esperava. Vendo o tamanho da hagada, entraram em modo de controle de danos. Pediram socorro ao Governo, dizendo que o Google é virtual monopolista das buscas na Espanha, que todo mundo usa o serviço, que seria injusto fechar o Google News e banir os links dos sites de notícias, blá blá blá.

O porta-voz do Google para Espanha e Portugal declarou que a Lei já foi aprovada e tem data pra entrar em vigor, e que como não concordam com ela, fecharão o serviço. Ou, traduzindo:

“WE SHALL NOT PAY!”

Se o Google fizesse como vários blogs parasitas, que chupam o RSS de terceiros e repostam o conteúdo na íntegra, com direito a hotlink de imagens, eu até entenderia, mas o que esses idiotas estão fazendo é dar um tiro no pé. Dessa vez, usaram a Estrela da Morte pra isso.

Os jornaleiros estão choramingando junto ao Governo de Madrid E à União Européia:

O fechamento do Google News não equivale ao fechamento de um serviço, mas dada sua posição dominante no mercado terá sem dúvida um impacto negativo junto aos cidadãos e empresas espanholas

Agora, palhaços? Uai, o Google não era um malvado chupador de notícias que deveria PAGAR para usar seu precioso conteúdo? Como vocês não podem viver sem ele?

O Governo Espanhol por sua vez respondeu em modo Full Pilatos: “É uma decisão empresarial”.

Confesso que não sei qual o mais divertido, os jornais rastejando humilhados implorando pelos links ou todo mundo fechando por falta de visitação, desesperados vendo seu plano de transformar o Google em uma nova fonte de renda ir por água abaixo.

Fonte GB.

 

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8 comentários

  1. Tem uma coisa que á o básico

    Tem uma coisa que á o básico do básico do básico, a coisa mais preciosa em Internet é você CONSEGUIR que alguém acesse algo que você queira, gasta-se muito nisso, em dinheiro, tempo, gente, esforços . . . . . . é a isso que a mofada midia se opõem ???!!!!! . . . . . Já era, estão acabados,  . . . . qualquer coisa relativo a informação, consumo de informação, não é que passa, e sim começa por Google e Facebook . . . e tende cada vez mais a ferramentas congêneres, agora e no tempo . . . . 

  2. São fenômenos diferentes

    Não dá para juntar redes socias e Google no mesmo balaio, como se tudo fosse só “internet”.

    Uma coisa é a informação descentralizada, compartilhada das redes socias, outra coisa MUITO diferente são os serviços de noticias do Google.

     

     

  3. Rebe BOBO

    E aqui agora pouco escutei mais uma notícia BOMBA dada pelo jornal da rede BOBO. Segundo a repórter, o novo ministro da fazenda, aquele que será, deu entrevista exclusiva a uma repórter de nome LEITOA, e graças a essa entrevista a bolsa subiu e o dólar caiu. Já imaginou se o ministro der uma entrevista coletiva numa granja de suínos?

  4. Mídias

    Internet, televisão, rádio, jornal impresso são as mídias de informação.Não há batalha, há uma disputa pelo consumidor.No final quem pode mais chora menos.Ponto.O resto é puro blá,blá,blá.

    Só os inocentes acreditam que isto é mesquinharia.Na realidade é business.Um dono de um botequim dificilmente cita o nome do seu suposto concorrente.

    Isso vai muito além da mesquinharia da Globo em chamar o Twitter de “popular rede de microblogs”.

  5. Excelente texto!
     
    Acho que

    Excelente texto!

     

    Acho que agora os espanhois vão ter que decorar o endereço dos sites espanhois de cor e salteado porque não vão achar no google.

    Os jornais terão que gastar dinheiro para fazer publicidade de seu endereço até que seja decorado por todo mundo.

  6. Mídias e trolagens

    Gasto de estatais com publicidade sobe 65%

    Se e quando os 4 cavaleiros do apocalipse forem fulminados pelo raio do anjo vingador, caravanas tresloucadamente seguirão em busca do ouro no velho oeste.

    No topo da lista aparece a Rádio Globo de São Paulo, que recebeu R$ 4,2 bilhões nesses 14 anos. De acordo com a Secom, a maior parte desse dinheiro foi usada para pagar anúncios veiculados pela Rede Globo de Televisão

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/200548-gasto-de-estatais-com-publicidade-sobe-65.shtml

    Na internet, sites e empresas de jornalistas que se alinham do lado do governo na batalha virtual entre PT e PSDB também foram destinatários do dinheiro da publicidade estatal nesses 14 anos –entre eles Luis Nassif (R$ 5,7 milhões) e Paulo Henrique Amorim (R$ 2,6 milhões).

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/200550-sites-alinhados-ao-governo-tambem-foram-beneficiados.shtml

    Em seguida vêm a TV Record (R$ 1,3 bilhão), o SBT (R$ 1,2 bilhão) e a Bandeirantes (R$ 1 bilhão). O primeiro grupo da lista de empresas que não tem TV como seu principal negócio é a Abril, que recebeu R$ 298 milhões das estatais, seguida pela Editora Globo, com R$ 248 milhões.

    A Empresa Folha da Manhã, que edita a Folha e o jornal “Agora São Paulo”, aparece em 11º lugar na lista, com R$ 206 milhões. Em seguida vem o jornal “O Estado de S. Paulo”, com R$ 188 milhões.

    O UOL, que pertence ao Grupo Folha, aparece em primeiro lugar na lista dos portais de internet, com R$ 45 milhões em publicidade.

     

  7. enquanto a grande mídia

    enquanto a grande mídia demora um tempão em inventar suas mentiras,

    os blopgueiros vão direto ao assunto e mesmo sem muita pesquisa,

    matam a charada rapidamente.

    essa dos espanhóis em relação ao deus google

    foi mesmo hilária….

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