Uma faixa exclusiva de ônibus incomoda muita gente…

300 km de faixas incomodam muito mais…

Todos os dias, os paulistanos gastam, em média, 2h e 42min para se locomover na cidade. Por mês, são dois dias e seis horas passados no trânsito. Por ano, chegamos a passar, em média, 27 dias presos em congestionamentos.

Não é difícil adivinhar que setor da população puxa essa média pra cima: segundo dados da última pesquisa Origem e Destino, realizada pelo metrô, o tempo gasto pelos usuários de transporte público em seus deslocamentos é 2,13 vezes maior que o de quem usa o transporte individual.

Sob o impulso das manifestações de junho, uma das medidas adotadas em São Paulo para tentar enfrentar o problema do transporte público foi a implementação de faixas exclusivas de ônibus em várias regiões da cidade. Neste final de ano, já são 295 km de faixas exclusivas e um ganho de quase 50% na velocidade média dos ônibus, que subiu de 13,8 km/h para 20,4 km/h.

Mas a medida vem descontentando, principalmente, usuários de automóvel particular, que têm passado mais tempo em congestionamentos desde a instalação das faixas. Sobre o assunto, um dos primeiros que se manifestou contrariamente às faixas foi o Estadão, que em um editorial do mês de outubro acusou a gestão municipal de “má vontade com o transporte individual”.

Recentemente foi a vez de a revista Época São Paulo decretar em manchete de capa que a experiência das faixas “deu errado”. Na matéria, a revista acusa a frota de ônibus paulistana de ter recebido “tratamento VIP” em diversas ruas da cidade.

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Quem fala em “má vontade com o transporte individual” e em “tratamento VIP” dado aos ônibus parece desconhecer o fato de que os carros particulares, que transportam apenas 28% dos paulistanos, ocupam cerca de 80% do espaço das vias. Enquanto isso, os ônibus de linha e fretados, que transportam 68% da população, ocupam somente 8% desse espaço.

Esses números só confirmam que, na verdade, a “má vontade” de nossos gestores sempre se voltou ao transporte coletivo e quem sempre usufruiu de “tratamento VIP” foram os carros… afinal, o transporte por ônibus em nosso país sempre foi considerado “coisa de pobre” e, como tal, nunca precisou ser eficiente, muito menos confortável.

Em São Paulo, de fato, 74% das viagens motorizadas da população com renda até quatro salários mínimos são feitas por modo coletivo. De imediato, a implementação das faixas exclusivas de ônibus beneficia especialmente essa população, que depende do transporte público e historicamente é a mais afetada pela precariedade do sistema.

Entretanto, apenas criar faixas exclusivas, sem introduzir mudanças substanciais na qualidade, regularidade e distribuição dos ônibus, não vai produzir a mudança desejada de não apenas propiciar conforto para quem já é usuário, mas também atrair novos usuários, que hoje se deslocam em automóveis.

Isso inclui desde medidas básicas, como comunicar aos passageiros quais linhas passam em cada ponto, até a melhoria da distribuição das linhas e sua frequência.

Evidentemente, um plano de melhorias a ser implementado ao longo dos próximos anos é necessário para que este conjunto de aspectos seja atacado. Se este plano existe, onde se encontra? Quando foi lançado e por quem foi debatido antes de ser adotado?

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Parte das avaliações negativas com relação ao transporte público tem a ver também com isso: anunciam-se medidas e não se pactua uma intervenção articulada, de longo prazo, em que os usuários consigam saber o que, quando e como será alterado…

Post originalmente publicado no Yahoo!Blogs.

 

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43 comentários

  1. Amigos, quando o Neto, aqui

    Amigos, quando o Neto, aqui em Salvador, vai ter coragem de implementar as faixas exclusivas?

  2. Ok, e a frota aumentou?

    Eu faço 3 trajetos semanalmente:

    Deslocamento entre Pq. São Domingos – Shopping Morumbi:

    1 – Pego um ônibus para cruzar a ponte (V. dos Remédios ou a Ponte Anhanguera);

    2 – Pego o trêm (est. Domingos de Moraes ou Leopoldina) em direção a Osasco;

    3 – Faço a transferência em Osasco para ir em direção a Zona Sul (est. Morumbi);

     

    Deslocamento entre Shopping Morumbi – Pq. São Domingos :

    1 – Pego o trêm (est. Morumbi) em direção a Osasco;

    2 – Faço a transferência em Osasco para ir em direção a  Zona Oeste;

    3 – Pego um ônibus para cruzar a ponte (V. dos Remédios ou a Ponte Anhanguera) em direção ao Pq. São Domingos;

     

    E a pergunta é: aumentaram a frota?

    No dia-a-dia, eu vejo que não…

    • A frota aumentou!

      O texto afirma que a velocidade média dos ônibus em São Paulo aumentou em 50%. Com todos os defeitos de um dado estatístico como uma média (no seu trajeto a velocidade pode até ter diminuído), isso equivale a um aumento de frota em 50%.

      Esclarecendo pra quem não entendeu: se a velocidade tivesse aumentado em 100%, um mesmo ônibus poderia fazer duas viagens no tempo em que fazia uma (resultado prático = frota dobrada).

      No entanto, como eu disse, uma média pode ser enganosa. Talvez no horário em que você precise usar o ônibus seja o mesmo momento do pico de trânsito e interrupções em cruzamentos ou trechos sem faixas exclusivas impeçam ganhos efetivos na velocidade e no número de viagens dos ônibus.

      • Obrigado pela

        Obrigado pela resposta.

        Realmente, uso o transporte no horário de pico (ou dentro do horário de pico: 7~10hs da manhã / 17~20hs).

        Então, esse aumento virtual da frota proporcionado pelo aumento da velocidade, não é um fato.

        Outro ponto, que não ajuda a medida do prefeito: no trecho em que ando de ônibus, não há faixa exclusiva, e ainda as linhas desse trajeto, tem que passar pelas marginais da Rod. Anhanguera (cujo trânsito ficou insanamente ruim nos últimos 10 anos).

        Por fim, deveria aumentar a frota no horário de pico, pela superlotação que é diária nesse trajeto.

      • Sinto discordar mas

        Infelizmente não é bem assim…

        Na teoria sua explanação é perfeita, mas na prática não é o que acontece. Mesmo que o ônibus demore menos e, consequentemente, tenha tempo para partidas extras, cada linha de ônibus possui uma tabela de partidas. Faltou partida? Multa. Sobrou partida? Multa também!!!

        Se o ônibus vai mais rápido amigo, é com pesar que digo: quem leva a melhor são motorista e cobrador, que ganham um tempinho extra pra um cafezinho, uma soneca, uns “dedim” de prosa…

        A prefeitura atualiza as tabelas de partidas frequentemente mas o aumento da frota não acompanha esse aumento da velocidade. É mais lucrativo operar com menos ônibus lotados do que com mais ônibus com lotação confortável.

  3. Eu gostaria de parabenizar o

    Eu gostaria de parabenizar o texto de Raquel Rolnik e aproveitar o questionamento de Joel Miranda para também perguntar quando, aqui em Goiania irão parar de privilegiar os que têm ( e principalmente os que vendem) carros, dando-lhes verdadeiro tratamento vip e afetando cada vez mais o trânsito que anda mal e porcamente cada vez mais, ano a ano…

    Precisamos de um prefeito que priorize trânsito mais fluido, não só com faixas exclusivas, mas com mais ônibus e outros meios de transporte público.

  4. A solução é o metrô

    Não dá para escapar disso. Uma cidade como SP, com 11 milhões de habitantes é inviável todo transporte sobre as ruas. Os metrôs e trens têm espaço próprio. Muitos metrôs são subterrâneos, transportando milhares de passageiros/dia, de maneira a liberar as ruas. A cidade do Novo México tem mais de 300 kilometros de metrô, e SP tem, após 38 anos, em torno de 76 kms. Não precisa ser um urbanista para ver isso que está na cara. O prefeito de SP faz o que está em seu alcance, o que é muito pouco, e contribui muito pouco. Eu deixaria meu carro em casa se fosse para usar metrô, mas não para me utilizar de ônibus.

    • Não conheço o Novo México mas
      Não conheço o Novo México mas conheço outras “capitais do mundo”.  E não consigo imaginar, em nenhuma delas, um papo que termine com “Eu deixaria meu carro em casa se fosse para usar metrô, mas não para me utilizar de ônibus”. Só por aqui que vejo essa hierarquia que faz do metrô um meio nobre, e do ônbius algo que “jamais utilizaria”.  Em Paris, só andei de ônibus (até para aproveitar a paisagem). NY um pouco dos dois. Londres até tentei um metrô, mas estava um pouco cheio de mais. Ônibus deu conta. San Francisco fui apertado nos simpaticos bondinhos, mas voltei de ônibus mesmo. Porque aqui é Metrô ou nada? Isso é aqui não é um comentário contra o metrô… mas é a favor do ônbus. Até porque, como solução para curto e médio prazo, é ônibus ou nada. Abs

      • O metrô é rápido e confortável

        O metrô apresenta vantagens sobre o carro. É rápido, confortável, seguro, e não temos o problema de dirigir, estacionar e de levar multas. Os onibus têm horários irregulares, ficamos muito tempo nos pontos esperando além da demora no trajeto, Nos domingos, por exemplo, praticamente, não tem ônibus. E para idosos como eu, não corremos riscos de cair nas paradas bruscas e ao descer dos ônibus. Enfim, não tem nem comparação. Assim, mesmo podendo andar de graça nos ônibus ainda prefiro sair com meu carro, mas tendo metrô disponível, prefiro metrô.

        • Associar carros individuais a

          Associar carros individuais a “conforto” leva à obesidade. Com todo respeito, faça uma avaliação no espelho.

          Muitos “esquerdistas” acham que ser de esquerda é defender o pt, psol, pstu.

          Ser de esquerda é praticar solidariedade, uma das muitas maneiras é romper com esta lógica do “conforto” individual, que de conforto não tem quase nada.

          Usar carro individual significa: ocupar espaçõs públlicos sem pagar, estacionar em lugares impróprios, ocupar estacionamentos públicos também se pagar, fazer barulho, poluir o ar, aumentar a temperatura do ar. Em resumo, quem usa carro, estimula a privatização dos espaços públicos.

          Não estou entrando no mérito das transgressões que os motoristas de carro cometem, isto é outra estória. O mais comum da classe média que coloca caro em calçada é assim: é rapidinho, desculpa, não está incomodando. Isto quando não são agressivos ou até assassinos.

          Conforto moça, é andar a pé!

  5. mediocres

    O que acho incrivel é que a faixas exclusivas para transporte coletivo, ambulâncias e viatura policial, sejam ainda uma polêmica em 2013, no Brasil! Ha mil coisas a debater sobre essa tema. Os jornais poderiam estar apontando quais os problemas a melhorar no transporte coletivo (mais linhas de metrô, por ex), mas não se é necessario ou não (tanta) faixa para ônibus!

  6. A dura e atribulada vida da massa cheirosa

    Dona Rosália, 56 anos, faxineira de uma agência de publicidade, junto com outras 16 mulheres. Todas moram na periferia da zona sul paulistana: Capão Redondo, Jardim Míriam, Interlagos… A agência fica também na zona sul, em Moema, bairro nobre.

    Todas essas trabalhadoras, todas mais ou menos na mesma faixa etária, todas morando na mesma região, cumprem dupla jornada: no emprego e em casa. “Chego moída e ainda vou fazer a janta”. Saem do emprego às 18h, correm ao ponto de ônibus. Esperam entre vinte minutos e meia hora. O ônibus vem lotado. Vem do centro, já abarrotado, gente na porta. Dona Rosália garante: “tem que ser esperta e não ter medo de empurrar o povo, senão vai ficar no ponto até às nove da noite, que é quando começa a esvaziar”.

    O ônibus toma o caminho da Avenida Washington Luiz, do aeroporto de Congonhas e segue para os extremos da zona sul. Trânsito completamente parado, “estrumbado”, como diz dona Rosália, que desembarca perto de sua casa entre 20;30h e 21h. Três horas de percurso. Em pé, lata de sardinha. Chega em casa e vai pro fogão.

    Estávamos nessa época no Ano da Graça de 1984. A administração da cidade estava a cargo da Prefeita Marta Suplicy. A prefeita decidiu criar corredores exclusivos de ônibus: do Centro para as zonas Oeste, Sul e parte da zona Norte. Corredores que passava pela região dos Jardins, uma das regiões regiões nobres  da pauliceia desvairada.

    Assim que saiu o decreto para início da implantação dos corredores exclusivos iniciou-se a grita dos nobres moradores da região, alguns deles vizinhos da prefeita, que mora por ali também. Faixas cruzando a avenida Rebouças, Av. Brasil, Av Sto Amaro, Av. São Gabriel… todas protestando contra a medida. Muitas delas com termos ofensivos, pessoais, dirigidos à prefeita. Contei na época umas dez passeatas de perfumados em Pinheiros (nessa época eu estudava na USP e também usava o busão do centro até a Cidade Universitária. Percurso curto, bem mais do que o de dona Rosália).

    Apesar da pressão, das passeatas, das manifestações perfumadas e das ofensas (pesadas, pesadíssimas) pessoais contra a prefeita os corredores ficaram prontos.

    “E aí, Dona Rosália… melhorou o transporte?”

    “Iiiixiii… meu fio! Melhorou dimais…!! agora chego  casa antes das 7 e ainda vou sentada… tudo ônibus novim…”

    O que estamos assistindo atualmente é mera reprise. Os mesmos resultados virão e a mesma massa cheirosa estará protestando. Não porque os corredores privilegiam o transporte coletivo ao invés do transporte individual.

    Esse não é o ponto. O ponto é que quem sempre foi privilegiado não se conforma que privilégio não seja exclusivamente e sempre deles. Afinal, acreditam, é assim que o mundo roda. Como disse na Folha (onde mais?) a madame carioca deslumbrada: “Ir pra Nova York perdeu a graça. Agora corro o risco de estar caminhando pelo Central Park e dar de cara com o porteiro do meu prédio!”

  7. Eu não gosto deste bordão,

    Eu não gosto deste bordão, mas a culpa é dos tucanos. Das maiores metrópoles mundiais, SP provavelmente é a que tem menos km de metrô. SP precisava de uns 7, 8  vezes mais km de metrô/trem que atualmente.

    Eu lembro que, em 2004/2005, achei uma pena o plano do governo estadual terminar a linha amarela em 2008. Estamos em 2013 e nada desta linha ficar pronta.

    Eu não gosto do Mercadante, mas em 2010 ele prometeu 30 km de metrô em quatro anos, se não me engano. Um número insuficiente pro que SP precisa, mas Alckmin fez quantos km, nestes 3 anos mesmo?

    É extremamente revoltante o descaso dos tucanos com o metrô.

    • Isso é um fato!

      O metrô é ridículo, isso é fato.

      Cresce lentamente, isso é fato.

      Mas como é de competência do Estado, e o prefeito administra a cidade, o que o prefeito pode fazer?

      Acho que o Governo do Estado de SP coloca o prefeito da maior cidade no olho do furacão do caos do transporte, seja ele de oposição ou aliado.

      Mas o debate precisa ir além da disputa política-eleitoral…para o bem de nós moradores.

      • O problema é justamente este.

        O problema é justamente este. Em uma cidade de 10 milhões de habitantes, tal qual SP, a responsabilidade maior é do governador, que tem que construir metrô e trem, mas sempre a bomba cai no colo do Prefeito.

        A falta de seriedade e desfaçatez dos tucanos com o transporte público na região metropolitana de SP é incrível.

        Nova Delhi, na Índia, em pouco mais de uma década construiu mais 200 km de metrô, Seul começou seu metrô na mesma época que SP e hoje tem mais de 500 km, os tucanos, em 16 anos, construíram quanto?

        É um desastre que o paulistano seja tão dependente do ônibus quando se fala de mobilidade urbana. 

  8. acho justo a faixa , o que

    acho justo a faixa , o que nao pode ocorrer ( como vemos aqui por parte de alguns colegas ) é simplemente taxar de elite quem use carro

    como ja falei inumeras vezes , moro no extremo da zona leste de sao paulo e aqui quase todo mundo tem carro, alias na favela da barroca ( coisa de 350 m ) do meu predio tem gente com carro mais novo do que o meu…rs

    é preciso cuidado pois este tipo de coisa é contraproducente e torra o filme de qualquer politico ( a Erundina caiu nessa ) e ate hoje amarga antipatia geral

    Não é tao simples assim taxar o transporte individual de coisa ” das elites “

    • Quem utilizou o tratamento de

      Quem utilizou o tratamento de “elite” para quem usa carro em São Paulo?

      A palavra “elite” só aparece 2 vezes, e somente no seu comentário.

      O caso do veiculo em São Paulo é cultural, temos na cidade um cultura individualista implantada há tempos. O desejo do Paulistano não é um serviço publico com qualidade, mas a ter a sensação de um diferencial, de exclusividade, que relembra bem o caso dos seus vizinhos com carros melhores que o seu, é a cultura.

      O que deve ser conquistado agora é a qualidade nos serviços, e a cultura só ira mudar com o tempo, quem sabe daqui a algum tempo andar de transporte publico se tornará Cult como foi com as bicicletas.

      • cultural uma ova…rs
        as


        cultural uma ova…rs

        as pessoas precisam por inumeras razoes e optam por ir de carro para o serviço por outras tantas

        Essa historia de cultural é simplismo da pior especie

        Em um estado ( alias pais ) onde o transporte publico nao é eficiente taxar o uso de carro e explica-lo como de fundo ” cultural ” é uma piada

        quando se mora na perifieria e tem que levar alguem no médico ou ir ate outro lugar a gente faz isso por necessidade e nao por ” cultura “

        Pode ser cultural por parte de pessoas realmente ricas que andam de metro em Paris mas nao aqui

        cada uma rs

        obs: usei o termo elite para definir coisas como a que vc postou , na verdade acho que prefiro alguem dizer ” elite ” do que esse termo pra lá de equivocado … 

      • Caro Leandro, não é fácil

        Caro Leandro, não é fácil pessoas acostumadas a Casa Grande de repende terem que abrir mão da comodidade. Tem aqueles que concordam com as faixas, em princípio, e logo saemn com a lenga lenga de que é preciso mais isso mais aquilo, que assim não funciona! Bastou um poste eleito pelo Lula gastar meia dúzia de lata de tinta e uma caneta para fazer o que desde a extinção da CMTC deveria ter sido feito.Os resultados estão aí, não é a maravilha que todos sonhamos, mas é alguma coisa! O brasileiro de uma forma geral e o paulista paricularmente e o paulistamo mais ainda, são egoistas, são incapazes de olhar o outro como um ser humano, só pensam em si mesmos e no próximo carro que terão!

  9. Se o transporte coletivo se tornar…

    … pontual

    … frequente

    … confortável

    … rápido

    … limpo

    … seguro

    … com interligações que cubram toda a cidade

    … e com tarifa compatível com o serviço prestado

    O número de carros nas ruas irá reduzir. Sem necessidade de demagogia como a da senhora que escreveu as linhas acima… não esquecendo que ela será uma das primeiras a ser opor a qualquer construção que remova “pobres” dos cortiços e favelas para a implantação do sistema de transporte. A faixa seletiva ajuda mas não resolve. Ônibus deveriam apenas interligar estações de trem, metro ou modal similar

    • Rebolla, companheiro!

      As injustas críticas do Jorge Nogueira seriam justas se ele as tivesse formulado quando seu heroi, José Serra era “prefeito”. Chegou atrasado, companheiro, vá cocoricar noutro lugar.

      • A Rolnik e não o Haddad sucedeu ao Kassab?

        Fiz um comentário sobre o texto e não sobre o prefeito. A qualidade do transporte coletivo é fundamental para a redução do uso dos automóveis. Também disse que esta pessoa, a autora do artigo, será uma das primeiras a criticar a prefeitura se esta for implantar uma linha de transporte coletivo que atravesse uma favela desalojando moradores, mesmo que eles sejam remanejados para um conjunto habitacional.

        Ela é a sua curriola não querem ações que melhorem as condições de vida das pessoas, o objetivo é a crítica pela crítica. Sempre que um projeto é apresentado não contribuem para viabilizar a implantação, criam tantas condicionantes que os forçam ao abandono. Faz parte do braço civil da milícia do MP, quer marcar posição e o povo que morra. Ela não defende a faixa seletiva por ser boa, mas apenas para atacar uma suposta elite, mesmo que trafegando num Chevette 87. 

  10. Haddad o Pintor!

    Sou morador de SP, a cidade que já tinha um trânsito caótico, piorou e muito com a implementação das faixas.

    Sou a favor das faixas, desde que se tenha planejamento, como o citado no artigo.

    Fora a contradição onde o governo diminuiu o IPI e o farto crédito que inundou as cidades como novos automóveis, o “perfeito” Haddad está mais para pintor/artista do que para um gestor de uma cidade como São Paulo, e que a solução para  é pegar latas de tintas e sairem pintado as ruas e suas faixas!!!

    Um exemplo da falta de planejamento e medida demagógica, é na Av 9 de julho, na quinta pintaram as faixas, na outra semana começaram a quebrar a pista da esquerda, resumindo, sobrou apenas 1 faixa para os automóveis……

    Agora ao terminarar um trecho da obra , recapearam o asfalto e terão que pintar as faixas novamente, o que significa fazer o serviço 2 vezes !!!!  Eo $$$$$$$$$$$ vai embora…..

     

    • Pois é, né ! Se o indicado

      Pois é, né ! Se o indicado pelo sr. José Serra ou o próprio já tivessem  dado uma olhadinha para os pobres  que usam os ônibus, tivessem planejado e implantado a faixa de ônibus tudo já tinha se tornado melhor, né mesmo. Ao invés disso só planejavam e implantavam modos de surrupiar a cidade de SPaulo. O atual prefeito nem bem começou e a paulistada que só vê a imprensona já está chiando. Se ninguem faz nada, reclamam; se tentam melhorar reclamam. São mt egoístas mesmo, e só querem ver o próprio umbigo. Querem que as coisas melhorem, mas não querem de modo algum dar alguma contribuição. Xingar e falar mal é tão mais fácil, não é?

  11. Porto Alegre

    São Paulo está bem atrasada nisso, devem ser os 16 anos de PSDB que emburreceram as idéias.

    Em Porto Alegre as faixas exclusivas ou corredores de ônibus existem há mais de 30 anos e foram tão eficazes que nunca mais se ouviu uma voz contrária.

    Esses corredores favorecem tanto os usuários de ônibus quanto os de carros particulares.

    Os efeitos no dia a dia irão calar essas vozes do atraso.

    • Seu comentário é ignorante e

      Seu comentário é ignorante e ideológico, ainda mais de alguém que não mora em SP

      São Paulo tem faxias exclusivas de ônibus e corredores a mais de 20 anos!!!!

      O que o prefeito está fazendo é ampliando o número de faixas!!!

  12. Piada

    Acho cômico tudo isso!

    Costumo trafegar pelo rodoanel, (via expressa estadual pedagiada, com várias faixas, só para carros e caminhões), e nos útimos anos a situação só piorou. Congestionamentos frequentes, excessos de veículos. Hoje mesmo fiquei parado 1 hora e meia por causa de uma colisão entre 3 caminhões. Simples assim.

    Ouvindo às rádios no carro, nenhuma informação a respeito. Estavam todas cobrindo os aeroportos, na ânsia de um novo “caosaéreo”..

    O “caos no rodoanel” só vai virar notícia quando o Padilha for eleito governador de São Paulo. Aí provavelmente será responsabilizado por toda a roubalheira dos últimos 20 anos…..

    Esperar (no trânsito) para ver.

     

  13. Passei a usar os coletivos

    Passei a usar os coletivos com a implementação dos corredores. Do centro de SP até o bairro de santana, gasto apenas 15 min. Agora o mesmo trajeto de carro, leva até 25 min sem trãnsito pesado.

  14. Jornalista da FOLHA, quem diria, falou por mim.
    20/12/2013 – 03h00

    Coxinha lembra Erundina

    BARBARA GANCIA

    DE SÃO PAULO

    Explique-me se puder, você que faz parte dessa gente bron­zeada e saiu às ruas para pro­testar contra “tudo isso que está aí”. Alguém consegue conceber a re­forma de uma quitinete, que seja, sem causar incômodo?

    Estou curiosa: como se pretende romper o muro (rodoanel?) da de­sigualdade que insiste em embru­tecer nossa cidade sem passar por alguns percalços?

    Tudo bem, a imagem é pretensio­sa e talvez exija recursos mentais dos quais, por ora, não dispomos. A visão de uma São Paulo inclusiva, em que uma Paraisópolis possa conviver harmoniosamente com um Morumbi ainda não aterrissou em Congonhas ou desembarcou na rodoviária do Tietê.

    Mas por que saímos às ruas então? Não foi por mudanças? Se existis­sem pesquisas de opinião na época da construção dos aquedutos ro­manos, será que a turma acusaria algum desconforto quanto às obras? “Aumentou o tráfego de bi­gas perto de casa, aquilo está um fe­dor de estrume que só vendo”.

    Não é preciso ir tão longe. Basta lembrar da revolta ocorrida quan­do Oswaldo Cruz iniciou o mutirão da vacinação.

    Tudo isto para dizer que o paulis­tano é um desorientado que fala uma coisa e faz outra. Saiu às ruas pedindo melhores serviços, mas quer que isso aconteça num piscar de olhos, como se fosse possível dormir em Perdizes e acordar em Bel Air, só porque quis assim.

    O Minhocão é o monumento maior ao modelo “recauchutagem rápida”, dá-lhe um tapa e não se fala mais nisso, de uma cidade sem pla­nejamento de longo prazo e sem modelo do que quis ser quando crescesse, que não ousou passar por mudanças algo dolorosas para endireitar e deu nisto.

    Está na hora de amadurecer. An­dei pensando e estudando o nosso prefeito. E cheguei a algumas con­clusões. Para começar, alguém que consegue desagradar Lula, Paulo Skaf, Serra, Kassab e Geraldo Alck­min ao mesmo tempo deveria rece­ber, o quanto antes, a medalha da Ordem do Rio Branco.

    Ué? O sapo barbudo não disse que seria melhor se Haddad tivesse perdido? Pronto. Sinal que deve ser o cara certo para a missão. E, olha só: o sujeito foi adjunto do Sayad (ponto) inventou os CEUs (fre­quento e sei da importância -mais um ponto), inventou também o Prouni a custo zero para o governo (golaço) e está indo lá enfrentar so­zinho o STF. Quem o chama de bur­raldo e ingênuo só pode estar mal informado, né não?

    Lembro do Brasil intei­ro xingando o Parreira de burro na Copa de 1994. Da classificação até a final. Pois é. Fernando Haddad criou uma controladoria que co­meçou detonando -veja só- a máfia da construção e do mercado imobi­liário. E carro, numa visão de admi­nistrador que trabalha pensando nos próximos 50 anos, é para ficar na garagem e servir só para fim de semana. Então cada um que segure sua onda por enquanto. Sem o sa­crifício voluntário de cada britâni­co, os aliados não teriam vencido a 2ª Guerra, sabia não?

    São Paulo sofre as consequências de décadas de soluções levianas e pilhagem. E ainda tem de arcar com uma população de bebês chorões, comodistas e hipócritas. Pois eu folgo em saber que alguém tem co­ragem de peitar as máfias que do­minam Gotham City, a despeito da chiadeira, das pesquisas de opinião e de estarmos em véspera de elei­ção. Admiro quem toma riscos e de­monstra resiliência. Manda a bra­sa, coxinha!

    Barbara Gancia, mito vivo do jornalismo tapuia e torcedora do Santos FC, detesta se envolver em polêmica. E já chegou na idade de ter de recusar alimentos contendo gordura animal. É colunista do caderno “Cotidiano” e da revista “sãopaulo”.

     

  15. 50 anos

    De 64 a 74,com bicicleta e marmita,pirituba,osasco,leopoldina,lapa,centro

    De carro em 76  ja  nao  conseguia estacionar atras do MASP se nao me engano

     

    Rua Peixoto Gomide,tinha que deixar o carro na Lapa retornava com o

    Penha-Lapa,dai pegar o carro para ir pra casa Pirituba.

    O que foi feita para melhorar este trajeto? ate hoje

    Cade o Rio Tiete Piiscoso,com Barcas,grana do Japao?

    To contigo Felipe Guerra e Morallis fizeram quase nada e querem descontar no

    Haddad,igual fizeram com Dona Erundina,sou

    testemunho dos fatos.

  16. Prioridade não é perder o bom senso

    Todo mundo aprova corredores de onibus.

    Todos devem ser contra corredores vazios como os da 23 de maio.

    Aquela faixa pintada no asfalto é a apologia a burrice

    A tucanada agradece, Geraldo morinbundo ressucitou

  17. Uma evidência de que a

    Uma evidência de que a solução dos problemas do mundo é bem fácil.

    Basta ligar o f* para a burguesia e/ou quem se simpatiza com ela, o resto vem de graça.

  18. Ausência

    Alguém se preocupou em perguntar o que acham os usuários dos ônibus? Não vejo em lugar nenhum entrevistas, comentários, posts, qualquer coisa que os envolva, ou com foco neles. A velocidade média dos ônibus aumentou, então, presume-se que estejam satisfeitos. Será que é verdade? Suponho que seja. Mas não vejo ninguém perguntando.

  19. Quando me mudei para São

    Quando me mudei para São Paulo, optei por não ter carro. Preferi morar perto do metrô. Mas sei que nem todo mundo pode morar perto do metrô (ou do trabalho) e tem de fazer essa escolha difícil: carro ou transporte público? Difícil porque é a escolha entre o menos pior. Que, pra quem pode se deslocar de carro, é invariavelmente o ônibus.

    Boa idéia? Má idéia? Cada um vai ter sua opinião, dependendo do fato de ser beneficiado pela medida ou simpatizar/antipatizar com o PT (mais provável). Eu, particularmente, não tenho opinião formada. Mas pergunto: o caminho para o debate (se o que interessa é mesmo o debate) é demonizar o usuário do transporte individual, o cidadão majoritariamente TRABALHADOR (às vezes o pessoal do Partido dito dos Trabalhadores e seus militantes se esquecem disso) que opta por não ser  sardinha em lata dentro de ônibus desconfortáveis e se aborrece com longos engarrafamentos enquanto vê uma pista vazia?

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