À Procuradoria, lideranças do campo narram medo de fim de políticas públicas

Representantes do Campo Unitário tiveram encontro virtual com o procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Vilhena

Em encontro virtual, lideranças relataram preocupação com pandemia e a descontinuidade de políticas públicas voltadas para a área - Foto: PFDC
Da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão

O procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Vilhena, participou de reunião por videoconferência, nesta sexta-feira (24), com representantes do Campo Unitário, organização composta por movimentos populares e sindicais do campo, águas e florestas. Na ocasião, as lideranças relataram suas preocupações com casos de violência no campo, com a descontinuidade de políticas públicas voltadas para as minorias e o agravamento de vários problemas sociais desse segmento diante da pandemia da covid-19.

Carlos Vilhena disse que a PFDC jamais vai admitir violência contra assentados e pessoas que vivem no campo. “Não vamos deixar de nos posicionar em relação a isso”, afirmou. Ele solicitou aos integrantes do Campo Unitário que oficializassem os casos relatados, para que a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão possa promover a interlocução necessária e dar o devido encaminhamento das demandas no âmbito interno ou externo ao MPF.

Ele explicou aos participantes que entre os 13 grupos de trabalho que o auxiliarão nos próximos dois anos está o GT Reforma Agrária e Conflitos Fundiários. Assim como as lideranças, o procurador federal dos Direitos do Cidadão vê como necessária a retomada do Fórum por Direitos e Contra Violência no Campo. Esse espaço, criado em 2016, permite a interação entre Poder Público e organizações da sociedade civil para dialogar sobre políticas públicas no campo, garantia e manutenção de direitos, participação social, combate à violência no campo, entre outros assuntos.

 

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