A repressão da PM e a criação da nova geração política

No Brasil, a farsa da história sempre se repete como farsa.

 

Em 31 de março de 1964, aos 13 anos, eu deveria ser o único estudante do GGN simpático ao Golpe. Neto de avô lacerdista, nas Semanas do Estudante desde os 11 anos me colocava contra a esquerda estudantil.

 

Um mês depois do golpe, mudei. As notícias das pancadarias em estudantes, o impacto de ver amigos nossos transformados em delatores e amigos nossos sendo delatados, me fez entender na hora a cara do novo regime.

 

Em São Paulo, a gestão truculenta de Geraldo Alckmin está produzindo efeito semelhante.

 

Confira-se o diálogo abaixo, entre a Cacá e a Beatriz.

 

Caca: A PM É ABSURDA                       

Beatriz : Pq cla?                       

Caca: Bibi vc não tem nocao                       

Caca: A gente chegou no largo da batata                       

Caca: Ninguém tinha feito nada                       

Caca: A manifestação tava LINDA e foi finalizada com três discursos                       

Caca: Linda                       

Caca: Ai todo mundo começou a vazar pelo metrô da fradique                       

Caca: E os PMs tavam controlando a entrada pra não ficar tanta gente                       

Caca: E eu tava nessa fila pra entrar                       

Caca: Aí do nada todo mundo começou a correr                       

Caca: Pq veio uma tropa de uns 40 PMs do outro lado da rua                       

Caca: E começaram a expulsar td mundo da frente do metro                       

Caca: Detalhe: ninguém tava forçando a entrada ninguém tava sendo agressivo tava todo mundo feliz que não tinha acontecido repressão e indo pra casa satisfeito                       

Caca: Ai do nada eles lançaram uma bomba no meio                       

Caca: Todo mundo correu                       

Caca: E aí comecou                       

Caca: Jogaram garrafa nos pms                       

Caca: Quebraram as coisas                       

Beatriz : O mat falou q a manifestação tava pacífica pq eles tavam no largo da batata esperando p jogar bomba e prender manifestante                       Caca: E eu fui com um grupo de meninos (que tavam me protegendo) descendo a rua                    

Caca: Com o carro do choque atrás da gente jogando gas e bomba e atirando em tudo                    

Caca: Sim                       

Caca: Eles já tavam lá esperando                       

Caca: Foi tudo arquitetado                       

Caca: Esperaram acabar                       

Caca: E começaram a atirar                       

Beatriz : Nossa cla que loucura pqp                       

Caca: Loucura                       

Caca: Ainda bem que as pessoas se ajudam lá no meio

Caca: Fui totalmente acolhida pelo grupo de meninos e ficamos ajudando as pessoas que respiraram o gas                       

Caca: União faz a força ainda bem

 

36 comentários

  1. Uma conclusão óbvia e ululante…

    A fim de ficar bem com a direita raivosa e com os golpistas, Alckmin (que nunca teve espinha dorsal) está agindo como eles. Além de truculento, é estúpido: já brigou com os estudantes, com os professores, com o funcionalismo e até com os Gaviões da Fiel… Não apura porcaria nenhuma que não lhe interesse. Será mesmo que esse cara acha que terá cacife eleitoral em 2.018 ? Tem que ser um católico da Opus Dei prá ser tão estúpido !

    • Sem àgua a população o

      Sem àgua a população o reelegeu em primeiro turno !!!

      Imagine com Àgua !!

      Alckmin manda a polícia beter pq lhe rende votos !!! Em um estado com povo protofascista, quanto mais ele manda bate,r mas ele ganha. Foi o grande vencedor das “Jornadas.”

  2. Sejam bem vindos à Powerópolis!

    POWERÓPOLIS

    banca norte

    pau nos pretos
    pau nos árabes
    pau en los chicanos
    e pau no judeu
    (pra não perder o costume)

    campo sul

    pau nos pretos
    pau nas putas
    pau nos pobres
    pau nas bichas
    pau nos maconheiros

    oficina leste

    carga no lombo do china
    pão e água na boca do china
    e cala a boca china
    senão
    pau no china

    miragem oeste

    margem de fuga
    mundo sem dono
    sertão sem fim
    fervilhando sioux
    e botocudos canibais?
    foi pro pau

  3. Se eles acham que vão nos intimidar, estão errados

    Fui ontem com maridão na passeata na Paulista e sai de lá de alma lavada. Um dos motivos de eu ter ido foi exatamente o deboche do Temer e a tentativa do picolé de xuxu de proibir a manifestação. A manifestação foi ótima enquanto eu estava lá, mas, apesar do clima pacífico, não dava para ignorar a postura de intimidação da PM. Me deu muita indignação ver o tamanho do contingente policial com tanques israelenses para atacar meninos de 20 anos, que vergonha!!!!

  4. a vida é assim…

    eu quero dar meu testemunho, em alto e bom som.

    pasmem! eu vi!

    eu vi um policial jogar spray de pimenta numa professora em cadeira de rodas.

    então os black blocs voaram prá cima dele.

    salvaram a senhora e botaram o canalha prá correr!

    eles se arriscaram, apanharam,  protegeram com o próprio corpo do gás, da pimenta…

    são a juventude que – agora eu sei – derrubará o edifício podre dessa civilização capitalista cujo deus é o dinheiro.

    agora eu tenho esperança  de que meus filhos e meus netos terão um país digno e uma sociedade justa porque existe uma parcela significativa da juventude disposta a morrer por um Brasil melhor.

    ave, Black Bloc

    vocês que já amadureceram para não mais confundir tática com estratégia,

    para não se deixarem usar como pretexto para ainda mais repressão,

    e formam a espinha dorsal do movimento secundarista.

    ave, Black Bloc

    vos saúdo e presto minha humilde homenagem!

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=caTDdA9HuJY%5D

     

     

      • a vida é assim…

        o vagalume ficou de pisca-pisca no brejo por mais de 13 anos sem que o lulismo sequer cogitasse em desmilitarizar a PM. enquanto isto, “eles” ocupavam escolas. 

        .

    • A luta contra os canalhas

      A luta contra os canalhas golpistas vai continuar. Todos, juntos, nesta batalha seremos vencedores. Fora canalhas.

      • a vida é assim…

        um casal infernal: “pacifistas” e “radicais”:

        “Onde o pacifista procura abster-se do curso do mundo, permanecendo bom e não cometendo nada de mal, o radical abstêm-se de qual­quer participação no “existente”, por via de pequenos ilegalismos enfeitados por “tomadas de posição” intransigentes. Ambos as­piram à pureza, um pela ação violenta, o outro abstendo-se dela. Cada um é o pesadelo do outro. Não é certo que estas duas figu­ras subsistissem muito tempo se cada uma não tivesse a outra como fundo. Como se o radical não vivesse senão para arrepiar o pacifista nele próprio, e vice-versa.”

        “Aos Nossos Amigos”, Comitê Invisível

        abraços

        p.s.: existe sim um enorme perigo em aceitar as provocações da repressão. sempre acontece nas dispersões. é preciso uma tática de dispersão que esterilize as chances da repressão agir. 

        .

  5. São Paulo é uma ditadura faz

    São Paulo é uma ditadura faz tempo,

     

    apenas estão mostrando a verdadeira face, e as policias são o braço armado, existe um governo incompetente, todas as intituições sequestradas ou aliados com o descalabro no estado, em sp em vez de investigar os corruptos criminaliza-se quem denuncia, é a cidade de cabeça pra baixo do Raulzito, ouvidor em vez de limitar o abuso faz o contrario, incentiva…..

     

     

    • É uma ditadura aclamada nas

      É uma ditadura aclamada nas urnas !!!!

      Não esqueçamos que o povo paulista aclama esse governo há mais de 20 anos !!!

      E que mesmo sem àgua, reelegeram o governador em primeiro turno…

      Via de regra, não tenho pena do paulista não.

       

  6. Acho que posso voltar a participar de manifestações agora

    Antes, ou era manifestação direitista-preconceituosa, ou era manifestação esquerdista defendendo um governo que quebrou o estado para distribuir isenções fiscais a grandes empresas, para subsidiar a gasolina e para falsificar as contas públicas. Vai ser bom voltar a ter o direito de falar mal do governo sem ser alvo de patrulhamento ideológico – seja de esquerda, seja de direita.

  7. Taí Luis o “busilis” da

    Taí Luis o “busilis” da questão.Macacos em casa de louças,não sabem lidar com as ruas.É o ponto G do golpe.Se souberem explorar o flanco,até o final do ano a fatura estará liquidada.O Padrinho é adepto de suspensórios.

  8. Tenho alguma coisa em comum

    Tenho alguma coisa em comum com Nassif,além da amizade.Talvez o faro.Anotei ontem em cima do artigo dele:”a rapaziada voltou a ter o protagonismo” ou “juventude a mil por hora”.Daí foi só um tapa.O caixão tá fechado.A fatura tá liquidada.Até o final do ano a gente conversa.Por sinal,Henrique Meireles,que tem por prazer,servir a todos,piscou. 

  9. Foi sim arquitetado e

    Foi sim arquitetado e combinado com a Globo. Li no Rovai que ao contrário dos atos coxinhas, a GloboNews praticamente ignorou o Fora Temer o dia inteiro. Parece que teve esparsos e relâmpagos flashes. Sem mostrar em momemto algum a quantidade de gente.

    Só fizeram uma reportagem mais extensa, exatamente no final, depois do ataque da PM. Segundo o Rovai o “reporter” registrou o cenário de guerra e destruição “explicando” que foi resultado do vandalismo dos manifestantes que só foram contidos com a ação da polícia.

    É certo que a estratégia é essa. A Globo e a repressão ajustando seus respectivos timmings para criar o pretexto para a intervenção militar.

    Só que a mídia ninja e os jornalistas livres estão aí, sem contar com os milhares de celulares anônimos. Atuando diretamente com a imprensa internacional, a farsa da dupla Temer-pig ficará exposta ao mundo inteiro em toda sua canalhice

  10. Nassif e demais

    Nassif e demais companheiros/as

    Apresento aqui algumas considerações, mais ideias soltas que uma hipótese acabada. Baseio no que olhei nas minhas pesquisas e na atuação como professor do ensino básico e universitário em favelas e periferias, tentando tatear um pouco sobre os próximos movimentos e desafios para retomarmos a construção de um país mais justo.

    No meu ponto de vista, o jogo será decidido pelos segmentos sociais que mais se beneficiaram das políticas econômicas do PT nos últimos anos (e em menor medida, mas ainda importante, da estabilidade promovida no governo PSDB).

    Seja ‘Classe C’, ou ‘nova classe média’, o nome importa menos aqui, trata-se do brasileiro que passou a ter acesso ao crédito, andar de avião, ter carro, acesso ao mercado imobiliário, ao maior grau de consumo.

    Surpreende alguns que essa ‘ascensão’ não foi suficiente para garantir ao PT uma lealdade desses setores. Aqui podemos fazer uma primeira análise que foi o ‘deixa-que-eu-resolvo’ que foi a marca do lulismo, trocando o debate político e o envolvimento advindo desse debate, pela ilusão de que bastaria fazer a política pública que isso seria revertido magicamente em votos, sem nenhuma ‘organização’ que pudesse debater os rumos, os limites, os sucessos e os fracassos do modelo.

    Dentro dessa crença, PT e aliados que tinham um histórico de militância e de uma presença mais ativa nos embates políticos se adequaram e se misturaram ao sistema político com todos os seus problemas, sem contar a á tão mostrada mistura entre governo, partido e empresas através da corrupção: doações para candidatos, alianças para garantir mais horário na propaganda eleitoral, pragmatismo para eleger ‘aliados’…difícil diferenciar o PT se ele era tão igual aos outros: um partido perfeitamente adequado ao sistema e protagonista desse.

    No entanto, para além dos partidos e governos, a mobilidade econômica dos últimos anos não se reverteu automaticamente em mobilidade social. A despeito do maior consumo, moradores de favelas, periferias e bairros populares continuam a ser tratados muito aquém da cidadania possível no Brasil: negros e mulatos jovens, envolvidos ou não com o crime, continuam a ser alvo das políticas de segurança e servindo de aviso à população que, apesar do carro, da viagem e da internet em casa, pouco ou nada mudou na hierarquia da sociedade.

    Mas esse ‘pouco’ abre um mundo de possibilidades: há quem tenha acreditado no discurso da inclusão, do ‘nunca antes na história desse país’, e que pega essa promessa que se choca com a realidade e transforme isso em cobrança.

    Que se ponha fim nesse descompasso entre o maior consumo, e a promessa de ascensão, com a realidade da rígida hierarquia social brasileira, com posições estabelecidas que passam de pai para filho.

    Justamente, dentro desse enorme e difuso segmento, os que viveram a experiência, ainda que mínima, de ‘inclusão’, são os que mais defendem o legado dos governos petistas ou apontam, com muita propriedade, as suas contradições.

    Junho de 2013 foi um dos primeiros sinais dessa inconformidade entre o discurso e a prática. Os movimentos identitários de mulheres, negros, LGBTs têm sido um fortíssimo espaço de construção de uma contra-hegemonia inconformada com o espaço secularmente destinado a esses grupos: a cozinha, o elevador de serviço e o ‘armário’. Esmagadoramente compostos por jovens.

     As ocupações de escolas em São Paulo e no Rio são outro sinal dessas novas tendências. Ainda que surgidas sob ameaças de fechamento de escolas ou uma ‘crise’ mais geral da Educação pública, o que é novo é justamente o protagonismo desses jovens que, antes, com políticas ou ameaças tão ruins quanto às que os mobilizaram, isso não ocorreu.

    Por fim, nas favelas e periferias surgem movimentos, muitos protagonizados por jovens e mulheres que questionam, nas mais diversas formas, seu status na sociedade. Não aceitam mais serem tratados como cidadãos de segunda classe. Não aceitam mais passivamente serem mortos.

    Sem desprezar ou mesmo isolar as esferas econômica e política, a luta principal passa pela dimensão cultural, e dela decorre o resultado do que virá pela frente. Claro que o corte de direitos trabalhistas e o fim de políticas sociais são elementos econômicos e políticos, mas o que se fará diante disso se dá principalmente na esfera cultural.  Se será possível um governo, esse ou outro que pode vir pela frente, num golpe dentro do golpe, realizar um imenso retrocesso sem resistência, com base que cada um ‘saberá o seu lugar’

    Outro elemento em jogo é são as Igrejas. Para muitos que desfrutaram das benesses, elas ocorreram por mérito próprio, e não fruto dos governos. Mais grave: para grande parte, elas vieram por mãos divinas. Literalmente.

    Uma análise do Golpe de 2016 não pode ignorar o papel que segmentos religiosos conservadores têm desempenhado, principalmente os ligado à teologia da prosperidade.  E foram justamente essas igrejas que mais desgastaram os governos do PT a partir de um extremo conservadorismo de defesa dos ‘valores da família’.

    A trinca boi-bala-Bílbia tem agido em perfeita sintonia nos últimos meses e será um dos atores fundamentais nos próximos meses, como forma de conter a insatisfação desses segmentos, ou direcioná-la para outros alvos que não os responsáveis diretamente pela piora na sua qualidade de vida.  

    É justamente esse sentimento de que é preciso agir e tomar nas mãos, ainda difuso, ainda em disputa por projetos, que pode trazer importantes, e boas (não sou neutro) novidades. Para o bem e para o mal, esses segmentos não se enquadram nas tradicionais formas de organização da esquerda. Não serão delas que virá as ‘orientações’ de como agir e ‘o que fazer’.

    Esse é o campo em disputa hoje, e de onde dependerá o futuro do país. Não há projeto viável que não passe por essa enorme fatia da população, que experimentou a ascensão econômica e que não irá aceitar perder o pouco conquistado. A não defesa do governo petista, em parte também pelo massacre midiático, não significa aceitar perder a pouca parte do bolo conquistada nos últimos anos.

    O que esses segmentos farão ainda está indefinido. Como reagirão às ‘medidas impopulares’ do governo? O que farão quando, ao invés do discurso da inclusão se aproximar da prática, ocorrer exatamente o inverso?  A inclusão e a promoção de sua cidadania estiverem ficando mais distantes?

    Nesse sentido, o governo golpista terá duas possibilidades pela frente: ou não conseguirá implementar o propósito para o qual assumiu o poder sem eleição, ou o fará à base de intensa repressão. Algo que pode assustar a classe média tradicional, ao ver bombas na Paulista ou caveirões em Laranjeiras, mas para muitos desses segmentos, nada mais é que a realidade cotidiana.

    E, caso esses segmentos acabem por tomar em suas mãos seus destinos e lutarem por seus direitos, será aqui, talvez, a verdadeira e efetiva mudança que irá ocorrer nesses 500 anos de Brasil. Pela primeira vez, rompendo com uma permanência de nossa história , poderão mudar para que tudo mude de verdade, e não que permaneça como sempre.

    • Uma das mais realistas e melhores opiniões que lí no GGN.

      Uma das mais realistas e melhores opiniões que lí no GGN, mesmo considerando os colunistas regulares.

    • Problemas de classe

      Mario, o que você diz não é o que vejo na rua. Sò vejo pessoas politizadas nas ruas, poucas perto daqueles que correm real perigo com as políticas do novo governo.

  11. Final da Manifestação
    No metrô Faria Lima, um pessoal a gritar pra liberar as catracas, alguns passavam por baixo outros por cima, e na entrada para portadores de necessidades especiais alguém segurou a porta, enquanto uma multidão gritava fota Temer. Os funcionários do metrô assustados com a multidão nada fizeram, mas vi quando uma moça que devia gerenciar o local solicitou via rádio apoio policial. Eles chegaram jogando gás de Pimenta sem sequer olhar, se tinha crianças, idosos e outros. Jogaram gás , muito gás. Alguns desmairam, outros perderam o sentido de direcao. Numa espécie de enfermaria improvisada fincionarios do metrô Faria Lima gentilmente auxiliavam pessoas a beira do desmaio, uma crianca paspasa mau,, assim como jovens e adultos. Minha Opinião e que faltam colaboradores pra acalmar os ânimos, e tem alguns vândalos infiltrados, tipo blackboks pra incendiar o pessoal. Há que se cuidar e convocar mais pessoas para ajudar a chamar as pesdoas pro foco da Manifestação. A PM tava lá , claramente pra sentar o pau, e em atitudes provocativas.

  12. O que o Alckmin ganha com isso?

    Estava conversando com amigos e chegamos a seguinte pergunta:

    * O que o Alckmin ganha mandando a polícia descer o cassete nos manifestantes?

    Ficamos pensando e a única conclusão foi que esse movimento não está sendo nada benéfico para ele, cada repressão da PM mais manifestantes se encontram para ir contra o governo.

  13. Acho que posso voltar a participar de manifestações agora

    Antes, ou era manifestação direitista-preconceituosa, ou era manifestação esquerdista defendendo um governo que quebrou o estado para distribuir isenções fiscais a grandes empresas, para subsidiar a gasolina e para falsificar as contas públicas. Vai ser bom voltar a ter o direito de falar mal do governo sem ser alvo de patrulhamento ideológico – seja de esquerda, seja de direita

    • A defesanet e a inversão das prioridades nacionais.

      Busquei com interesse o link e fiquei inicialmente surpreso com a ideologia por trás da defesanet, suposta (sic)  agência de notícias das forças armadas brasileiras. Mas passados segundos, ficou tudo muito evidente. Esse grupo e seus editorialistas não só são partidários da sinistra teoria da segurança nacional ( fica entendido, defesa dos interesses das elites e repressão aos movimentos sociais e políticas progressistas). Assim a velha e suspeita  escola de guerra superior  continua firme e forte nos seus ideários autoritários egressos dos confrontos da guerra fria e da teimosia em apoiar o que  há mais de ultrapassado e arcaico na nação ( vergonhosa sua participação nos golpes de 1889, 1964 e 2016) E confirma as suspeitas que elas, as forças armadas mesmo tendo um ministro de defesa (fantoche) continuam desvirtuadas de seus objetivos Constitucionais e nacionais. Militares devem fazer a segurança da nação, Não devem se meter na política nacional e fazer chantagem contra seu próprio povo, se alinhando automaticamente com a defesa da anacrônica  elite (sic) brasileira, que é antinacionalista e americanizada por natureza. Mas essa linha tem seus opositores ali nas suas próprias fileiras e é desses desses grupos mais conscientes que vem a renovação das forças militares do Brasil.

      “O Aprofundamento do confronto proposto pelo Partido dos Trabalhadores coloca em risco a própria soberania nacional.” Uma das pérolas da agência golpista Defesanet. 

      • defesanet

        A cabeça dessa turma é feita pelos manuais de contra insurgência dos militares americanos. É uma doutrina de força de ocupação. Passa longe de uma integração com a nação (nós) brasileira.

  14. Não me agrada a idéia de

    Não me agrada a idéia de incensar uma geração que vê a polícia como o inimigo.

    O inimigo é outro: o policial é apenas um instrumento.

    A instrumentalização da violência estatal, porém, não pode ser ilegal.

    E é neste ponto que esta geração falha: combater o policial na rua não muda a realidade.

    O que a mudaria a realidade seria fazer os comandantes das PMs responderem pelos abusos políticos na forma da Lei Anti-Terrorismo.

    • Eu tendo a discordar. Se o

      Eu tendo a discordar. Se o Estado é o órgão detentor dos meios de repressão, então, o que é a policia? Um policial não pode se esconder atrás do “seguindo ordens”. É tudo a mesma coisa. O fato de ter humanos no meio repressivo assusta ainda mais (já que não temos Robocops, ainda).

      O que mudaria pra valer, mesmo, é a desmilitarização da polícia, rompendo com o passado da ditadura.

      É colocá-la a serviço das classes, não de uma classe social ou para o extermínio de outra.

      Tenho tanto medo de policia quanto de bandido. Ambos são imprevisíveis e livram-se com facilidade das leis.

    • Banalidade do mal.

      Eichmann era só um instrumento, só obedecia as ordens de Hitler para mandar judeus aos campos de concentração. Instrumentos para certos fins não devem ser aceitos sob nenhuma condição com o risco de ‘banalizarmos o mal’.

  15. Eu me sinto da mesma forma.

    Eu me sinto da mesma forma. Achei legítimo o processo de impeachment da Presidenta Dilma, mas me sinto desolado ao ver que a resposta do atual governo a manifestações pacíficas tem sido a violência.

  16. Romantismo e agouro

    Naquela época os milicos eram uma força politica poderosa. Hoje eles não vão interferir politicamente. A intervenção das forças armadas ,se houver,  será preventiva . A esquerda vai ter engolir o golpe ou, no máximo, combatê-lo pelo meio jurídico. O diálogo de jovens sempre foi e será idealista , romântico. Não vamos agourar anos de chumbo.

    • Correto.
      Pude perceber isto

      Correto.

      Pude perceber isto também no domingo e isto é muito alentador.

      Muitos jovens e criativos nas palavras de ordem.

  17. PRUDÊNCIA PARA ENFRENTAR A CONSTRUÇÃO DO CAOS

    É indispensável que as instituições representativas da sociedade civil organizada manifestem veemente repúdio a todos os abusos da repressão policial.

    Urge promover a ampla conscientização coletiva acerca da necessidade extrema de exigir transparência na investigação das graves denúncias de ilícitos praticados por agentes das forças de segurança na repressão de manifestações democráticas.

    E é indispensável também estar atento às ações de indivíduos e grupos infiltrados em manifestações de esquerda para praticar provocações e vandalismo, a fim de evitar o favorecimento dos interesses vinculados à construção do caos, para impedir a repetição de tragédias tais como aquelas vivenciadas na Ucrânia, na Líbia e na Síria…

    Por outro lado, é essencial não perder de vista a certeza de que a solução para a crise institucional responsável pelo golpe do impixe só será viabilizada pela via eleitoral, através da construção de alternativas políticas que possuam efetivo compromisso com os princípios democráticos e com um projeto de nação moderno e inclusivo.

    Assim, muito mais do que fazer passeatas e manifestações, é imprescindível promover o desenvolvimento de mecanismos de debate democrático e de construção da consciência coletiva, pois é no mundo das idéias e dos ideais que se trava a luta mais decisiva, que, cada vez mais, é aquela que busca conquistar corações e mentes.

    Amor, cultura e diálogo constituem o arsenal mais poderoso da militância progressista.

  18. Repressão e retrocesso
    NOS ANOS 1960/70, NÓS LUTAMOS E VENCEMOS OS GENERAIS FASCISTAS E SEU GOVERNO DESPÓTICO… ENFRENTAMOS TANQUES DE GUERRA, METRALHADORAS E O DOI-CODI. Naquela época não havia internet… Só a Globo e a Folha imperavam no reino da comunicação… Agora é diferente. Para todo evento público, haverá sempre um celular filmando e um jornalista progressista relatando os fatos em tempo real. Não há mais como esconder a verdade, não há mais como enganar o povo, mentir e manipular os acontecimentos. A globo sabe disso. O Temer golpista sabe disso. Os fascistas que assaltaram o Poder sabem disso. E por isso, tentam, a todo custo, sufocar os movimentos de resistência ao Golpe, antes que estes se tornem, como de fato já estão se tornando, incontroláveis. A agressão que resultou na perda da visão de uma jovem, feita pela PM de São Paulo, somada à repressão aos protestos pacíficos, protagonizada por esta mesma polícia, mais a agressão a jornalistas (v.g. o da BBC) e a parlamentares presentes ao ato do último dia 4, isto, por si só, já constitui crime contra a humanidade, passível de julgamento pela Corte Internacional de Justiça, o Tribunal de Haia. Não vamos dar trégua. Vamos resistir. Não nos curvemos diante de um punhado de bandidos e canalhas que tentam tomar o Poder à força. Nós somos o Povo. Somos a força mais poderosa de uma República.  Nesse momento de seguidas e patentes agressões aos mandamentos da Constituição Federal, temos não apenas o direito de resistir, mas também a obrigação de lutar, pacificamente que seja, pela consolidação da incipiente Democracia em nosso país, pelo restabelecimento do status quo e pela restauração da paz, da liberdade e da JUSTIÇA..

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