Hoje, estudantes irão de cara pintada contra o impeachment

da União Nacional dos Estudantes

UNE VAI DE “CARA-PINTADA” PARA ATO HOJE 17H NO MASP

Estudantes vão pintar os rostos e mostrar nas ruas que não existe semelhança entre os processos de impeachment de Collor e Dilma

A União Nacional dos Estudantes (UNE) irá para as ruas nesta quarta-feira (16) contra o impeachment, para dizer não ao ajuste fiscal e exigir a saída de Eduardo Cunha!

Milhares de estudantes vão pintar as caras para reviver o movimento que se tornou famoso durante a saída de Fernando Collor da presidência e mostrar para a sociedade que os casos não possuem nenhuma semelhança.

A UNE foi uma das entidades que liderou o movimento “Fora Collor!” que derrubou o presidente da República na década de 1990. Para a presidenta da UNE, Carina Vitral, é preciso que se compare de forma sóbria e justa esses dois momentos.

“Naquele momento, os estudantes foram para as ruas porque o presidente tinha depósitos na conta da esposa, tinha indícios, fatos e envolvimento concreto pessoal em esquemas de corrupção. O impeachment agora não tem base legal e para a UNE é muito importante o tema da legalidade. Nós, do movimento estudantil entregamos vários dos nossos dirigentes na luta em defesa democracia, da legalidade e nós não compactuaremos com qualquer movimento de desestabilização que não tenha base legal, por esse motivo chamamos esse movimento de impeachment de golpe”, explica Carina.

UNE É AMICUS CURIAE EM AÇÃO NO STF

A União Nacional dos Estudantes teve requerimento pedindo a sua admissão como “amicus curiae” nos autos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) deferido pelo Supremo Tribunal Federal.

Isso significa que a UNE poderá intervir na ação em que o PCdoB pede a regulamentação do processo do impeachment. O julgamento começa nesta quarta-feira (16).

Para fazer a sua sustentação oral, a UNE convidou o jurista Pedro Dallari, coordenador da Comissão Nacional da Verdade. A entidade escolheu Dallari pelo seu destacado papel à frente da CNV e o compromisso que demostra com a democracia e a legalidade.

No pedido que fez para ser “amicus curiae” da ação, a UNE destaca que a forma como foi criada a Comissão Especial na Câmara que vai decidir se recebe ou não pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff violou o texto constitucional e os preceitos democráticos.

A UNE ainda salienta no pedido que:

“(…) os estudantes tiveram papel relevante na campanha pela legalidade e posse do presidente João Goulart na década de 1960, e se posicionaram fortemente contra a ditadura civil­militar que perdurou entre os anos de 1964 e 1985. Igualmente, a UNE participou da mobilização das “Diretas Já” e protagonizou a campanha “Fora Collor”, que resultou no primeiro processo de impeachment de um presidente da República. 

(…)

Tendo em vista sua relevante atuação em defesa da democracia, é direto o interesse da UNE em participar do processo que, potencialmente, definirá o rito a ser adotado em processos de impeachment no Brasil, e notadamente no procedimento atualmente em curso contra a Presidenta da República. Esse interesse é intensamente reforçado quando se nota que o procedimento levado a cabo, até o momento, pelo Presidente da Câmara dos Deputados, foi permeado de violações à Constituição e aos preceitos democráticos.”

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