Movimento por moradia reúne 5 mil pessoas no centro de São Bernardo, neste domingo

Famílias querem ser atendidas pela 3º edição do MCMV, prevista para ser anunciada pelo governo em setembro 
 
 
Jornal GGN – Cerca de 5 mil pessoas se reuniram neste domingo (30) na região central da cidade de São Bernardo atrás do sonho da casa própria. O tempo seco e o sol forte não impediram às milhares de pessoas permaneceram atentas aos discursos que duraram cerca de duas horas e feitos por líderes do braço do Movimento de Moradia dos Trabalhadores Andreenses (MMTA) na cidade. 
 
Um dos coordenadores do grupo, José Aldo, falou à reportagem do Jornal GGN que o objetivo do encontro foi fazer um cadastramento das famílias interessadas nas obras de moradia popular que serão realizadas em três áreas da cidade no âmbito da terceira edição do programa Minha Casa, Minha Vida, previsto para ser lançado dia 10 de setembro pela presidente Dilma Rousseff. 
 
“Estamos com um projeto que já implementamos em Santo André para ser votado na Câmara, de 940 moradias, e tem alguns vereadores lá impondo obstáculos para a votação. E, em São Bernardo, está se tornando mais fácil por conta da negociação do governo daqui”, ressaltou. O atual prefeito do município é Luiz Marinho, do Partido dos Trabalhadores, reeleito no último pleito.

Hoje o programa Minha Casa, Minha Vida contempla em São Bernardo apenas famílias que moram em casas localizadas em locais de risco ambiental, como em encostas íngremes ou próximo a leitos de rios. Mas agora, com o anúncio de uma nova edição do MCMV, o objetivo do Movimento é ampliar o benefício para famílias que vivem de aluguel. “Hoje temos em São Bernardo cerca de 30 a 40 mil famílias que vivem de aluguel, nosso objetivo é atender 10 mil famílias nessa primeira fase”, completou Aldo.
 
Segundo informações divulgadas pelo Planalto, a terceira fase do MCMV prevê a construção de 3 milhões de unidades habitacionais em todo o país. O governo estuda a criação de mais uma faixa para famílias que recebem renda até R$ 1.200. Nessa modalidade a família poderá comprometer até 27,5% da renda com o financiamento da casa própria. A faixa inicial nas edições anteriores ao programa ia até R$ 1.600. Com essa mudança Aldo acredita que mais famílias poderão ser beneficiadas na região do ABC Paulista. “O rebaixamento do valor do salário das famílias veio para melhorar, além disso, o valor do subsídio do imóvel poderá chegar a 95%”, completou.
 
Luis Adão (54) e Lindaura (50), presentes na assembleia vieram para fazer cadastro para eles e para o filho e a nora, que não puderam comparecer. O casal aguarda com expectativa o desenrolar das promessas feitas tanto pelo movimento quanto pelo governo. “Tentamos financiamento pelo Minha Casa e Minha Vida antes e não conseguimos nas outras vezes. Meu filho paga aluguel, às vezes tira da boca do bebê pra pagar, passando necessidade e a gente ainda mora na favela”, disse Lindaura. 
 
Já o marido, um pouco mais animado disse que a reunião desta dessa tarde teve como intuito “a conquista de uma moradia digna”. “A gente fez inscrições anteriormente para o Minha Casa, Minha Vida e não conseguimos por causa da nossa renda. Se sair esse benefício [a promessa da nova faixa de renda] será bom pra todo mundo. É o que a gente espera”, completou. 
 
Apesar do volume de pessoas, a assembléia no centro da cidade de São Bernardo ocorreu de forma pacífica e não havia nenhuma unidade da Polícia Militar no local. O número de pessoas que compareceram foi baseado em observação e na informação de organizadores do encontro. 
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