Na USP, alunos e intelectuais fazem ato contra impeachment

Jornal GGN – Alunos, intelectuais e representantes de movimentos sociais realizaram um ato contra o golpe e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na noite desta terça-feira, na Cidade Universitária. Entre os participantes, estavam Marilena Chauí, Gilberto Maringoni, ator Sergio Mamberti e Eduardo Suplicy.

Chauí, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, criticou as manifestações pró-impeachment, dizendo que seriam compostas por “uma multidão ressentida e com ódio”, que espera o surgimento de líder autoritário e reacionário “para pôr tudo em ordem”.

Além dos intelectuais, também estiveram presentes representantes da UNE (União Nacional dos Estudantes), CUT (Central Única dos Trabalhadores), MST (Movimento dos Sem Terra) e MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

Da Folha

 
Intelectuais, alunos e representantes de movimentos sociais fizeram um ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira (29) na Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo.

Durante o evento, os convidados criticaram os partidos de oposição ao governo, as manifestações pró-impeachment, a Operação Lava Jato e o juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da operação na Justiça Federal no Paraná.

“Por que Moro tem tanto poder? Porque serve a dois objetivos: entregar o pré-sal para companhias norte-americanas de petróleo e enfraquecer o Mercosul”, discursou a filósofa Marilena Chauí, professora da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP, onde foi realizado o evento.

A maioria dos presentes, porém, concentrou-se em questionar a legalidade do pedido de impedimento.

“Não podemos cair nesse argumento cínico de que o impeachment não é golpe porque está previsto na Constituição. O crime de assassinato também está no Código Penal, mas eu preciso ter matado alguém para ser condenado”, comparou o advogado Arthur Menten.

Leia também:  Em dia que se celebra democracia, senadores apontam ameaças

Na última semana, ministros do STF como Cármen Lúcia e Dias Toffolidisseram em entrevistas que um impeachment não pode ser considerado golpe porque é um mecanismo da legislação brasileira.

Chauí defendeu ainda que militantes pressionem os poderes Legislativo e Judiciário para barrar o processo.

“Não podemos ficar só na rua gritando ‘Não vai ter golpe’, temos que intervir nessas instituições”, afirmou.

Ela também criticou as manifestações pró-impeachment, que seriam compostas por “uma multidão ressentida e com ódio, que espera [a ascensão de] um líder autoritário e reacionário para pôr tudo em ordem”.

O professor da UFABC (Universidade Federal do ABC) Gilberto Maringoni, candidato a governador de SP pelo PSOL em 2014, comentou o desembarque do PMDB do governo, anunciado nesta terça, e disse esperar que o movimento gere uma virada à esquerda por parte do governo –que, segundo ele, não seguiu o programa que o elegeu.

O mais aplaudido da noite, porém, foi o ator Sergio Mamberti. Depois de advertir que a saída da presidente poderia pôr a perder “a democracia pela qual tantos lutaram e morreram”, ele terminou sua fala juntando a palavra de ordem dos movimentos contra o impeachment ao bordão de seu personagem na série “Castelo Rá-tim-bum”, produzida pela TV Cultura nos anos 1990.

“Como diria o tio Vitor: Não vai ter golpe! Vai ter luta! Raios e trovões!”

Entre outros nomes, estiveram também presentes o cientista politico e colunista da Folha André Singer, o secretário municipal de Direitos Humanos de São Paulo, Eduardo Suplicy, além de representantes da UNE (União Nacional dos Estudantes), CUT (Central Única dos Trabalhadores), MST (Movimento dos Sem Terra) e MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

Do Jornalistas Livres

 

 

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USP contra o Golpe

ACONTECE AGORA: USP contra o Golpe”Um golpe de Estado está em curso. O alvo é liquidar direitos e conquistas da classe trabalhadora. O que está em jogo é um movimento de autodefesa nosso. Não importa se você gosta ou não do governo. O que importa é a mais ampla unidade, para combater esse golpe e abrir uma saída positiva para a crise que atravessa o Brasil”, Julio Turra, da CUTVídeo: Marcia Zoet/Jornalistas Livres #NaoVaiTerGolpe

Publicado por Jornalistas Livres em Terça, 29 de março de 2016

 

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ACONTECE AGORA: USP contra o Golpe”Um golpe de Estado está em curso. O alvo é liquidar direitos e conquistas da classe trabalhadora. O que está em jogo é um movimento de autodefesa nosso. Não importa se você gosta ou não do governo. O que importa é a mais ampla unidade, para combater esse golpe e abrir uma saída positiva para a crise que atravessa o Brasil”, Julio Turra, da CUTVídeo: Marcia Zoet/Jornalistas Livres #NaoVaiTerGolpe

Publicado por Jornalistas Livres em Terça, 29 de março de 2016

 

5 comentários

  1. Golpe

    PM tinha q dispersar esse evento lançando carteiras de trabalho, mesmo correndo risco de ser acusada de truculência pela turma dos direitos humanos

  2. Chamar Marilena Chaui e

    Chamar Marilena Chaui e Sérgio Mamberti de intelectuais é forçação de barra.

    Os dois são notórios militantes petistas.

  3. Tenho curiosidade em saber

    Tenho curiosidade em saber como um juiz teria respaldo legal para encerrar o mercosul. As frases de Marilena Chauí explicam bem por que escolheu a carreira de filosofia em vez de direito ou matemática.

    • Quem LEU o texto encontrou

      Quem LEU o texto encontrou “enfraquecer o Mercosul”, o que não é a mesma coisa que encerrar. E isto pode ser feito politicamente por qualquer pessoa influente, não sendo necessario ter autoridade judicial.

    • Essa curiosidade não pode ser satisfeita.

      Porque a ação que o Moro faz para destruir as instituições, entregar o Pré-Sal, destruir a Petrobras e, de resto, toda a estabilidade política e economica do país, com grande sucesso, diga-se, en passant, não se desenvolve no campo da legalidade onde suas atribuições estão previstas. Trata-se de um trabalho político partidário praticado em parceria com o maior partido político do país. O PiG. Partido da Imprensa Golpista, liderado pela rede sonegadora de comunicações da GLOBO/Mossack-Fonseca.

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