Se houver um cadáver nos protestos, todos serão culpados, por Sakamoto

do Blog do Sakamoto

Se houver um cadáver nos protestos, todos serão culpados

por Leonardo Sakamoto

Amigos silenciando amigos no WhatsApp.

Amigas excluindo amigas no Facebook.

Companheiros que marcam mensagens de velhos conhecidos como spam no e-mail.

Casais que rompem violentamente após discussões políticas e seguem para o Tinder, deixando claro em seus perfis recém-criados que não dê “match” quem é simpatizante deste ou daquele grupo político

Pais que são chamados na escola depois que a filha armou um bullying contra a amiguinha, levando à pobre menina a tomar (mais) Rivotril, só porque ela estava vestindo vermelho/amarelo.

E, o pior: mães que se negam a passar o purê de batatas para os filhos na mesa do jantar após descobrirem que eles são a favor ou contra o impeachment

Essa sensação de que o Brasil vai explodir até este domingo (13) é preocupante, ainda mais após o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula, solicitada nesta quinta pelo Ministério Público de São Paulo, que incendiou ainda mais os ânimos de muita gente.

A vida não tá fácil, não.

Afinal, como disse aqui nesta semana, política é bom e é sensacional que as pessoas estejam vivendo, fazendo e respirando política.

Vale lembrar, contudo, que fazer política significa também estômago forte e alma tranquila, considerando que está em jogo a forma pela qual achamos que o país ou o estado devem ser conduzidos. Não deve significar ataque aos direitos ou à dignidade de pessoas que discordam de vocês. Pois, pode até parecer que não, mas estamos todos no mesmo barco.

Manter a civilidade nos protestos é fundamental. Até porque a vida continua depois que tudo isso passar.

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Acredito que meu ponto de vista está correto, mas isso não faz dele uma Verdade Absoluta – até porque verdades absolutas não existem, nem mesmo esta aqui (olha o nó na cabeça de quem faltou nas aulas de filosofia do ensino médio). Uma outra pessoa pode defender que a forma mais correta de acabar com a fome, a violência, as guerras, a injustiça, a corrupção seja por outro caminho.

Eu sei que é duro acreditar nisso neste momento.

Somos seres complexos com múltiplos níveis de relações. Tenho colegas conservadores politicamente, mas liberais em comportamento que guardo em muito mais estima do que colegas progressistas politicamente, mas com um discurso e prática comportamentais bisonhos. Pois não é possível defender a liberdade dos povos e transbordar machismo, tratando a esposa como uma serva em casa, não é?

É mais fácil pensar de forma binária, preto no branco, os de lá, os de cá. Mas, dessa forma, a vida vai ficando mais pobre. Sem o direito ao convívio diário com aqueles que pensam de forma diferente, estancamos em nossas posições, paramos de evoluir como humanidade. Do outro lado sempre estará um monstro e do lado de cá os santos. Isso sem contar a impossibilidade de apreciar tudo o que o outro tem de melhor – do ombro amigo à conversa inflamada em uma mesa de bar.

Nunca pensei que seria necessário pedir isso em um texto, mas – por favor – tenham calma neste momento.

Não gritem, conversem.

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Não xinguem, dialoguem.

Não agridam, troquem ideias.

Não ataquem, reflitam.

Tenho sido criticado à exaustão por gente de todos os lados por repetir, feito papagaio com cãibra, para deixarmos o ódio e a intolerância de lado.

O que me desespera é a possibilidade de um cadáver surgir em meio a tudo isso. Se alguém for assassinado em um desses protestos pró ou anti governo, a culpa não será apenas de quem desferiu o golpe fatal. Mas de todos os atores envolvidos, dos mais diferentes matizes ideológicos que, através de sua ignorância, arrogância e prepotência, conseguiram transformar cidadãos em maníacos.

Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o Ministério Público, a imprensa, entre outras instituições, têm a obrigação, em uma democracia, de garantir que a política seja a principal arena de mediação e resolução dos conflitos. E não esvazia-la a ponto das disputas se tornarem guerras fratricidas nas ruas.

Humildemente, sugiro que busquem a tolerância no diálogo até o dia 13. E, depois, nos dias que se seguirem. Mesmo que isso pareça difícil de ser alcançado.

Esse país é de todo mundo. E deveria continuar assim.

 

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28 comentários

  1. Não, esse País não é de todo

    Não, esse País não é de todo mundo, tampouco de todos os Brasileiros! No momento é da rede goebels, dos frias, da massa falida do estadinho, e do detrito sólido da maré baixa do Rio Pinheiros e Tiete, e da casa grande representada com orgulho pela classe média remediada, média média, média alta, alta. Todo esse ódio tornou-se claro e evidente quando o metalúrgico semi analfabeto que não fala inglês, mas entende o português como nínguem, tornou-se Presidente pela primeira vez! Depois disso, apesar dele ter feito tudo e muito mais que os coxinhas queriam, continuou a ser odiado, esse ódio alimentado dia a dia com a esperança de no dia 13 vê-lo na cadeia. Não Sakamoto, vc está errado, esse ódio é muito mais unilateral do que vc quer fazer-nos acreditar! Não foi o PT que iniciou essa escalada.

  2. Sinto muito, mas qualquer

    Sinto muito, mas qualquer vítima que vier a surgir, qualquer tragédia deverão ser colocadas na responsabilidade da direita político-midiática-jurídica que deflagrou esta onda de ódio após a derrota em 2014 para tentar dar um golpe de estado e tomar à força o que o povo lhe negou. Nada disso estaria acontecendo se o comportamento desta gente tivesse sido de respeito à democracia.

  3. Se realmente a conspiração

    Se realmente a conspiração está à toda velocidade, quem nos garante que, diante do ridículo ponto a que a trama chegou, que a CIA não faça aqui o que faz com toda naturalidade nos países do Oriente Médio e da Ásia? Seus agentes jogam uma bomba na elite que marcha  e a torna vítima de sua própria intolerância? Como poderá haver investigação séria com um MPF tão escrachado e fora do equilíbrio. Sinto dizer, esse golpe, independe dos fanáticos de qualquer lado. Ele está fadado à tragédia.

  4. Tá de sacanagem???!!!

    O Sakamoto escreve como se a radicalização viesse de todos os lados. Isso não é verdade.

    Nós que defendemos o governo eleito e o projeto de inclusão social do PT recebemos agressões e xingamantos continuamente. Não vejo pessoas nas ruas gritando histéricas que é para matar Aécio ou FHC, mas vejo vários malucos gritando que é para matar Dilma ou Lula.

    Não Sakamoto, a radicalização, a violência e o discurso de ódio não vem de ambas as partes. Nós estamos sendo agredidos. Demoramos demais para reagir e mesmo assim acho que estamos reagindo timidamente demais.

    O que você quer que a gente faça, permaneça no papel de vítimas passivas como os judeus na Alemanha nazista, até que comecem a nos matar nas salas de tortura e campos clandestinos de prisioneiros, como as tropas SA nazistas fizeram?

    Você fala de uma falsa posição olímpica e isenta, como se pairasse equilibrado entre duas partes que adotassem por opção a radicalização. Só que nós do campo progressista não adotamos a adicalização por opção, estamops apenas reagindo a agressões e na minha opinião timiodamente demais.

    Sem reação o outro lado radicaliza até além das raias do absurdo, levando a um estado de coisas onde dizer que se pode prender e matar um “petralha” (sendo este qualquer um que não aceite o discurso de ódio, inclusive você Sakamoto, não se engane) sem nenhum outro motivo senão ele ser um “petralha”.

    Sakamoto, você fala como quem diz que na ditadura militar a violência, as torturas e os assassinatos foram praticados igualmente pelas forças da repressão e pelos “terroristas” de esquerda.

    Smomos nós que estamos agredindo pessoas em restaurantes? Prendendo sem base jurídica e gritando que precisa matar e “acabar com essa raça”???!!!

    Ou você tá de brincadeira, ou tá de sacanagem mesmo.

    • Disse tudo!

      Texto muito contemporizador esse do Sakamoto… mas na vida real, concordo contigo Ruy, é justamente isso que está acontecendo!

  5. Concordo com o autor, ninguem

    Concordo com o autor, ninguem com um mínimo de bom senso, seja qual for o lado oposição ou situação deve, sair de casa no dia 13, não se deve aceitar provocações, cadáver já basta o da crise que vivemos, não se pode em nome da paz, do sossego, do bem estar e da segurança, promover ou aceitar qualquer tipo de provoção, a casa domingo é o melhor lugar para ficar. Boa romeria faz quem em sua casa fica em paz.

     

  6. Concordo inteiramente com
    Concordo inteiramente com você, Ricardo César. Não é o PT nem a esquerda que andam por restaurantes e hospitais hostilizando pessoas. O ódio é muito mais um instrumento da direita.

  7. Leonardo você está convencido

    Leonardo você está convencido que houver um cadáver no dia 13 é culpa de todos? Me poupe. Os culpados são muitos. Mas não todos. O sistema de justiça,  a oposição corrupta golpista, o partidarismo do MP/ PGR, a PF, o STF, a OAB, a midia golpista, com destaque para Rese Globo que criou uma legião de midiotas, esses sim são os culpados pela possivel tragégia que se vislumbra no país. Há também os culpados pela omissão, pelo silencio cumplice de entidades religiosas que deveriam pregando o diálogo, a paz, a solidariedade entre irmãos e não promovendo divisões, acirrando ódios e transformando a pregação do Evangelho em comício politico.

  8. Nem tudo na vida é gozolandia

    Que dialogo sakamoto??? 

    Os jornalistas se tornaram as putas da direita.

    Claro que é preciso evitar o confronto, mas dialogar com o PIG, que bate 24 horas por dia na esquerda, é pura retorica jornalistica. Como se dialoga com grupos midiaticos???????????

    Nem tudo é gozolandia!!!

    Precisamos firmar possição sim!!!!!

     

    Precisamos mais que tolerancia e dialogo, precisamos ser respeitados, é isso que esta faltando para a canalhada facista. Respeito a democracia e as pessoas.

    Não é preciso violência mas não sejamos covardes, temos que lutar pelo espaço da esquerda, ´pelo direito a liberdade!!!!!!!!!!!!!

     

     

     

  9. Concordo com o Rui, me inclua

    Concordo com o Rui, me inclua fora dessa, Sakamoto. Eu não sentirei culpa alguma se houver um cádaver. A unica coisa que fiz foi votar no PT.

    Depois da vitória faço comentários em blogos defendendo meu ponto de vista. Debato defendendo-o também em pessoa, e vou a manifestações a favor da democracia contra o golpe.

    Quem não aceita o outro é a direita, no pig, nas redes sociais e nas ruas. Quer impor sua vontade a força. Qualquer ato nosso será de reação. Pacifismo não é sinônimo de omissão e covardia.

    PS: Não saio na porrado com amigo coxinha, nem sequer o xingo, talvez só de desinformado. Nem sequer exclui amigo coxinha no twitter, embora entenda quem o faça

    • Um exemplo emblemático

      Só para corroborar seu comentário. O vídeo abaixo mostra de onde vem a agressividade e a violência. Esse pessoal nem é tão numeroso assim, mas gritam, xingam e ameaçam para caramba. Parece que a mídia estabeleceu que sendo contra o governo federal ou o PT as regras democráticas, a lógica, a justiça, a civilidade e até mesmo a educação não se aplicam, valendo qualquer baixaria.

      [video:http://youtu.be/8GRhk0ofUGE%5D

  10. esse país está domimado pelo

    esse país está domimado pelo estilo de ódio do tea party repuiblicano.

    nossa tarefa é desconstruir esse espírito de hiostilidade gratuita….

    sem covardia, no entanto.

    todos ás ruas para defender a democracia e eles é que

    trucidem-se no ódio que lhes é peculiar…

  11. Foi mal Sakamoto. Na

    Foi mal Sakamoto. Na tentativa dar uma conotação republicana ao seu texto, culpou a todos. Nessas horas, não há como ficar em cima do muro, tem que ter lado . Para os brasileiros conscientes, esse lado só pode ser o da defesa da democracia.  

  12. Derrubar o governo a QUALQUER PREÇO

    Fodas o povo. Querem mesmo é o pré-sal!

    Acabar com o PT a qualquer custo!

    É isso que o bando de coxinhas não vêm!

    Eles ainda não compreenderam o significado do pre-sal para os Brasil mais pobre!

    Violência sem fim!

    SÓ TEM UM ÚNICO CULPADO DE TUDO ISSO!

    É QUEM PERDEU AS ELEIÇÕES E QUER GOVERNAR A QUALQUER CUSTO!

    Quem ganhou as eleições tinha que estar governando!

    http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/03/paraguai-apreende-armas-pesadas-destinadas-ao-brasil.html

  13. O PT nunca odiou ninguém na sua História de 36 anos

    Sem essa de dividir a culpa, Sakamoto, sem essa. Nós não hostilizamos ninguém na rua, nos bares, nos restaurantes, teatros, muito pelo contrário. Venho pagando o preço da minha opção política desde 1989, a radicalização tem lado, apenas um lado, e não dois. 

      • Rui,

        Escrevi aqui outro dia que o Japa fala para um público específico, adolescentes e pré-adolescentes, meninos e meninas com a personalidade em formação. Sua agenda é a dos direitos humanos, trabalho escravo, trabalho infantil, exploração sexual, meio-ambiente, ecologia, minorias, etc. Nessa aí de querer distribuir a responsabilidade entre todos por um eventual cadáver ele derrapou feio. Inclua o PT fora dessa. 

        PS.: Aguardo vc no Sarau da Democracia, domingo. 

    • Não concordo

      Me desculpe Fernando, mas não é verdade. Neste blog já cansei de ver um palavreado hiper agressivo, incitando até à guerra civil e falando que era hora de pegar em armas, por parte de simpatizantes do PT.

      Achar que só a direita tem o monopólio da intolerância e da incitação à violência, e que o PT é só vítima nesse discurso, é uma falácia. Basta você ler a nossa grande imprensa, que adora levantar qualquer coisa em prejuízo do PT. Ela faz um estardalhaço em cima das declarações de membros do PT, mas que as declarações foram feitas, isso é fato. Ah, mas foi no calor dos acontecimentos, foi tirado do contexto, foi isso ou foi aquilo.

      A imprensa é tendenciosa? Claro que é. Ela não denuncia as agressões verbais nem os incentivos à violência da oposição? Também é fato. Aliás, ela é um dos grandes fatores de aumento da intolerância que existe. Mas o PT não é puro nem inocente.

      Sempre haverá desculpa por quem quer defender seu lado, mas o PT não está isento de responsabilidade na radicalização. Nao digo que seja o principal responsável, longe disso, mas tem sua parcela de culpa.

      • NINGUÉM é santo, nem eu, nem você e nem o Sakamoto.

        O PT não é puro e inocente, mas também não fica xingando e agredindo os outros. Não confunda a legítima defesa com o ataque.

        Esse discurso que procura dividir a responsabilidade pela radicalização polítca visa impedir que os que apóiam o governo federal ou o PT se defendam. Querem que apanhemos calados e ofereçamos a outra face. E durante um tempo nós caimos nessa conversa mole. Mas agora BASTA!!!!

        CAnsei de apanhar quieto. Quem me agredir agora vai receber o troco na mesma moeda e não adianta dizer que tenho culpa pela agressão, é mentira! Estou apenas me defendendo. Mas se quer insistir nessa mentira foda-se, apanhar quieto não vou, muito menos oferecer a outra face. Não vou agredir ninguém, mas quem me agredir vai ter a reação na mesmíssima moeda.

        Só faltava essa, querer cobrar que sejamos santos para apanharmos calados.

  14. Domingo é dia de descanso do trabalhador.

    Sinceramente, acho que o povão mesmo, aquele que trabalha mais de 8 horas por dia durante a semana ou passa a semana inteira atrás de uma grana para sobreviver por que não  tem emprego não vai correr risco nenhum. Pode ate ter uma posição, mas domingo é o dia que o trabalhador tem para ter lazer ou ficar com a familia. Afinal no dia seguinte vai ter que pegar o busão carissimo para enfrentar horas no transito e depois no trabalho para ganhar um salário de miséria. Segunda o povão tem muito trabalho para fazer, coisa que possivelmente as madames e playboys de classe média e a burocracia sindical e partidária não tem.

  15. É preciso ser muito tolo para

    É preciso ser muito tolo para digladiar nas ruas por uma bandeira política rota, trabalhadores contra trabalhadores, enquanto os líderes partidários assistem tranquilos o circo pegar fogo no conforto de suas casas, apartamentos e sítios caríssimos.

    Bem ou mal, as instituições estão funcionando no Brasil. Quem acha que elas funcionam bem comemora, quem acha que elas funcionam mal protesta. Ambos estão dentro do seu direito. Ambos não tem absolutamente nenhuma influência ou responsabilidade pelas decisões tomadas nessas instituições. Então, de novo: qual o sentido em agredir alguém por uma decisão tomada por um juiz ou um tribunal? Faz tanto sentido quanto agredir o sujeito porque ele está com camisa do time rival. Não foi ele que marcou o pênlti nem fez o gol que acabou com teu domingo, mas você vai agredi-lo assim mesmo. Por que?

    • Concordo, porém…

      É isso que eu pergunto aos reacionários que ficam xingando o PT, Lula e Dilma e gritando coisas agressivas. A resposta é mais agressão, me xingam de “petralha” e só não me dão uns empurrões porque eu aviso que o primeiro que me encostar eu acerto, podem me moer de pancada depois, na covardia de muitos contra um porque nunca são valentes sozinhos, mas o primeiro eu derrubo.

      Fiquei quieto muito tempo até que uma hora passei a responder a esses malucos: “tá bom, mas não fica gritando no meu ouvido”, isso já éo suficiente para te agredirem.

      Não está fácil o nível de envenenamento da sociedade. Nunca vi algo assim em 40 anos que acompanho a política nacional, desde as eleições de 1976.

      O que eu sei por experiência própria é que ficar quietinho abaixando a cabeça não diminui a agressividade nem evita confrontos, apenas faz os agressivos ficarem mais e mais agressivos. É importante sim colocar um limite e dizer, “não passe daqui porque haverá reação no mesmo nível e não serei somente eu a me machucar”. Caso contrário amanhã estaremos sendo alinhados ao longo de valas comuns para facilitar o enterro após a execução.

      Não gosto de parecer radical ou adepto da violência, mas não tenho nenhuma vocação para santo. Acho que tem uma diferença entre exercer a violência e reagir contra ela. E não aceito que me nivelem com aqueles que usam a violência  sem ser em legítima defesa e em último caso. Já faço concessões demais ao ficar calado em situações em que tenho todo o direito de me manifestar e estabeleço ampla margem de concessão para evitar confronto. Mas tudo tem limite.

       

  16. Concordo com o Ruy

    Há um ano não entro no meu perfil no Face. Comecei a perder o respeito por determinadas pessoas, depois de limar tres ‘amigos’ percebi o que isso iria fazer na minha vida pessoal, afinal a maioria eu convivo no trabalho, na vida social. Mesmo assim deixei de frequentar casas onde sempre visitava.

    Vi o que fizeram com aquela senhora vestida de vermelho numa manifestação coxinha e resolvi, comprei camisas e camisetas vermelhas, desde então só saio do portão de casa vestido de  vermelho. E quando perguntam eu digo a razão: enquanto essa onda facista continuar só saio na rua de vermelho. Já ouvi vários: Isso é provocação! Pode até ser, também não entrei mais em conversa política, quando isso explode no meu entorno fico ouvindo e admirado com a cabeça das pessoas. Nessas ocasiões faço uma pergunta e deixo o ambiente sem nem mesmo esperar a reposta.

    Conheço um que a primeira postagem do dia dele no face é uma frase de Chico Xavier ou uma citação sobre Jesus e durante o dia as mais grotescas ilações sobre Lula, Dilma e os petralhas. Essa semana nos encontramos e ele perguntou pq não postava mais nada. Respondi que não conseguia conviver com pessoas que não entendiam o sentido das frases de Chico Xavier. Ele riu e disse que o mundo estava cheio de estúpidos mesmo.

    Fazia tempo que eu não concordava com ele.

    Editando: Trablaho em Teatro, nesse domingo tenho dois espetáculos nas proximidades da Paulista. lrei de carro ao invés do metro como de costume, mas com minha indefectivel camisa vermelha!

  17. Me inclua fora dessa, não

    Me inclua fora dessa, não estimulei ódio e não odeio ninguém.

    Creio que o Sakamoto errou ao querer mostrar uma pretensa isenção.

    Quem agride diuturnamente é a direita.

    Jamais concordei com essa idéia de agredir ou matar alguém.

    Tenho evitado e excluído de meu convívio apenas pessoas que usam de agressões ou que tem mostrado-se verdadeiros celerados, mas isto não tem a ver com posição política, isso tem a ver com carater. Prezo muito a diferença de opiniões e não me considero dono da verdade, mas não posso conviver com pessoas com desvios de caráter gritantes.

    Como disse nós, que ajudamos a eleger Dilma, seja apenas votando e eventualmente defendendo sua eleição e rejeitando golpismo, nos tornamos alvo.

    Isso ficou claro para mim minutos após a declaração dos resultados das eleições de 2014 que sagrou a chapa de Dilma vitoriosa, quando um ex-colega de colegial (na época éramos amigos de frequentar um a casa do outro, ir para baladas juntos, etc) postou em seu facebbok um texto dirigido diretamente à mim (me “marcando” inclusive) extremamente agressivo, chulo e ameaçador, inclusive marcando outros amigos dele no post que compartilham dos mesmos posicionamentos fascistas, fazendo uma espécie de chgamamento à execração e linchamento de minha pessoa.Sim, hoje “fascista” é conclusão que chego sobre ele e inclusive toda a sua família que vivem de pregar ódio pelo facebook.

    O que tenho é medo de ser agredido na rua, uma vez que já me tornei pária em certos círculos apenas por defender meu ponto de vista e não concordar com golpismo.

    Em um grupo de amigos de faculdade do Whatsapp tenho sido solenemente ignorado por muitos. À mim, isso mostra apenas que não eram amigos, apenas companheiros de diversão.

    No mais, não sei onde iremos chegar, entendo que tudo depende exclusivamente da conscientização dos ditos “coxinhas”, que aceitem definitivamente as regras do jogo democrático, que trabalhem pelo país racionalmente e que, acima de tudo, substituam o inconformismo e golpismo por propostas melhores que a proposta vencedora de 2014 (embora não esteja sendo aplicada).

  18. tarde

    Infelizmente o ódio puro e simples já está instalado em nossa pátria. A BESTA já está solta para domar e prende-la vai exigir muito esforço, o seu e o do Nassif já é um começo, mesmo que surjam cadaveres devemos continuar a desarmar os espiritos não desistam.

  19. Nem sempre dividir a conta igualmente é justo….

    As boas intenções do texto do Sakamoto são óbvias, os conselhos idem. Mas a boa vontade que ele pede requer duas vontades, dois desejos de paz, o meu e o do outro e isso não envolve discurso apenas. Basta um não querer e não haverá nem paz nem civilidade. As cenas deprimentes envolvendo Chico Buarque são a prova disso. Para que a “paz” fosse mantida, Chico e seus amigos tiveram que engolir a seco o playboi chamá-lo de merda, várias vezes.

    Essa é a questão! Porque devemos sempre ser os educados, os civilizados, os que escutam mandarem a presidente tomar no cu, os que escutam as piadas provocativas nos elevadores, restaurantes, chamando-nos de petralhas, companheiros de corruptos, vendidos, e tantas outras ofensas?  Defenderia eu o nivelamento por baixo, a resposta pronta no mesmo tom e barbárie da turba fanática, banhada em ódio? Evidente que não!

    Mas tem que haver um limite, tem que haver um momento de “Basta!”, tem que haver um aviso claro: “olha, não ultrapassa essa fronteira, eu vou se orbrigado a me defender….”  –   Ou não foi também por essa ausência de limites, na luta política, que Dilma, Lula, o país, todos nós, nos encontramos nessa situação?

    Em nome do “republicanismo” e da “paz social”, Lula cedeu quando Gilmar Mendes e Demóstenes Torres criaram o “grampo sem áudio”. A polícia federal perdeu um de seus mais brilhantes homens, Paulo Lacerda, sabe Deus quantos outros.

    Em nome do “republicanismo”,  Dilma e José Eduardo Cardozo nada fizeram quando a polícia federal praticou tiro ao alvo em caricaturas da presidente, intimou o filho de Lula quase à meia noite, prenderam em condições desumanas, uma senhora paraplégica, quantas outras afrontas?

    O que Sakamoto pede, envolve pessoas minimamente normais nos quesitos educação, civilidade, disposição para o diálogo, o que parece ter sido a fé, a inacreditável crança do PT esse tempo todo, como se esperassem que de repente, fossem “aceitos”, tratados com um mínimo respeito, uma mínima deferência.

    Respeito não se pede, exige-se, é um direito natural de todo ser humano, de todo grupo social que exista e atue dentro da Lei.  Quando se passa a ser mendigado, como um prêmio, uma dádiva, pode esquecer: seu inimigo já não te respeita mais, por suas próprias atitudes de auto rebaixamento.

    FHC não pensou duas vezes em colocar um dos brasileiros mais amorais no STF, Gilmar Mendes. Olhem o  estrago que ele, sozinho, produz.   FHC não pensou duas vezes para colocar Geral,do Brindeiro como procurador geral da República, ao que consta, em uma das votações, o OITAVO colocado da lista.  E Dilma, a republicana? Coloca no cargo um algoz do PT, um homem que se mostra partidário, indigno do cargo, incapaz de mover uma palha contra a Globo ou Aécio Neves, apesar de provas contundentes do envolvimento de ambos em corrupções diversas.  Um procurador que permite, se é que não comanda, o vazamento seletivo dos dados à mídia.

    Se houver um cadáver no domingo, se explodir uma guerra civil, se houverem vários cadáveres, não me sinto justamente apontado para dividir essa conta, não mesmo! Não provoco pessoas nas ruas, não as xingo, não chamo os tucanos de tucanalhas, não quero um Judiciário petista, nem que sejamos controladores da mídia ou das instituições.

    Essa conta pertence sim, aos que estimulam o ódio, os preconceitos, o fanatismo, à exautão.  Criaram um rio de esgoto psicosocial e falaram à sociedade, mídia e oposição: “banhem-se, fartem-se de ódio, fartem-se de preconceitos e fanatismos, abracem essa causa, elejam Lula como o SATANÁS de suas almas, sigam a luz, o bem, livremos a nção do MAL, o PT e sua quadrilha bolivariana….”

    A estes, e à incapacidade cognitiva simplória, rasa, medíocre, de uma elite e classe média toscas, que abraçaram esses preconceitos com vigor e se deixaram tomar por paroxismos insanos, devemos o atual estado de fratura social.

    A estes devemos a conta pelo ódio, pela barbárie!

    A nós cabe, sabe Deus como, eu nem condigo imaginar mais, formas de resistência civil a um golpe que já soa como inevitável, Lula preso, Dilma impedida, de um jeito ou de outro.

    Fascistas não dialogam jamais, é o que nos ensina a História!

     

  20. SCS

    O portador de SCS, Síndrome de Coxinha Social, apresenta os sintomas quando o nível da substância fezesnina atinge altas concentrações no cérebro. A fezesnina pode ser produzida pelo próprio organismo, devido as características psicossociais da pessoa, ou ser ministrada por via externa. Como o próprio nome diz, a mérdia, é a maior responsável pela substância presente nos pacientes. 

    Mesmo sem contanto direto com a mérdia existem casos de pessoas possuidoras do tecido encefálico já quase totalmente substituído pela fezesnina. Porém são raros, restritos a pequenos grupos como os alunos do Olavo de Carvalho e membros da TFP. As principais vítimas são os espectadores das redes de televisão, rádio e leitores de determinadas revistas e jornais. Os maiores índices de contaminação foram encontrados entre os doentes que utilizam regularmente três fontes: Rede Globo, Rádio Joven Pan e Revista Veja. Trata-se de uma combinação extremamente perigosa para a saúde mental. Podendo provocar a perda de 100% dos neurônios, além da adicção extrema à substância. Os adictos que são incapazes de produzí-la no próprio organismo na falta de programas televisivos, de novas edições de diários e de revistas semanais, garantem o estoque da fezesnina não dando descargas nas privadas.

    Os principais sintomas apresentados pelos portadores de SCS são:

    – Perda de controle emocional;

    – Dificuldades cognitivas;

    – Ciclotimia;

    – Intolerância a quem não é usuário da substância. Neste caso devido a não captar em alguém o odor característico da fezesnina pode se tornar extremamente antissocial e violento.

    Vários casos de redução da libido e disfunção erétil também foram constatados. Agravando ainda mais o quadro clínico do paciente. 

    No Rio de Janeiro os casos concentram-se principalmente na faixa litorânea, do Flamengo à Barra da Tijuca. Em São Paulo nos bairros que ficam próximos ao encontro dos rios Pinheiros e Tietê. Ao contrário da barriga d’água a cabeça de merda apresenta maior prevalência em regiões com melhores indicadores sociais

  21. VERDADE ABSOLUTA

    Data Vênia, nobre Sakamoto, mas existe, sim, de acordo com o grande Campos de Carvalho, uma verdade absoluta: Todo racista é um filho da puta!

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