As Ruas

Esta valsa (clique aqui) é uma parceria minha, com a música, e de Alexandre Lemos, com a letra.

A interpretação é de Fabiana Cozza com acompanhamento do sete cordas de Zé Barbero.

Em outubro estará no especial que gravei, com composições próprias, para o programa “Ensaio”, do Fernando Faro, na TV Cultura

AS RUAS
Alexandre Lemos e Luís Nassif

As ruas vão e vêm
E quem espera demais
As luzes vão deixando pra trás
As horas vão passando e o dia se desfaz

Pessoas vêm vão
Mas não conseguem chegar
Não saem do lugar
Enquanto as ruas passam porque vão voltar

Se as ruas dizem sim
Pra mim, que ainda sou eu
As luzes que ninguém acendeu
Brilhando vão mudando a cor do meu olhar

Se as ruas dizem não
Então você me perdeu
E desapareceu
O mapa que mostrava onde ficava o mar

II

As ruas da cidade são
Os sonhos que eu sonhei no chão
Os rastros que eu deixei
Desenhei, apaguei
E andei em vão

Quantas esquinas guardei dentro de mim
Quantas histórias terminam sem ter fim
Luz, as ruas pedem luz
Mais, as ruas querem mais

E você queria só
Ser capaz de ser feliz
Mas viver é tão maior
Que fazer o que se quis

Toda cidade é assim
Ilusão
E essas ruas que vêm e que vâo

As almas das pessoas são
As pedras dessa construção
O brilho dos metais
Os sinais, os jornais
E a contramão

Quantos destinos que não vão acontecer
Quantas histórias ninguém vai conhecer
Cruz, a rua é minha cruz
Paz, as ruas querem paz
E você queria enfim
Nem chorar e nem sofrer
Mas viver não é assim
Pra quem quer se proteger

Toda cidade é comum
Solidão
E essas ruas sem rumo nenhum

As ruas somos nós
E nós não somos ninguém
E as sombras das esquinas também
Procuram meu olhar e me conhecem bem

As ruas vão sem dor
Nem cor, sequer um luar
Pra nos iluminar
E convencer a vida de continuar

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