Changes, do revolucionário rapper americano Tupac Shakur

Por Alessandre de Argolo

Por que muitos consideram Tupac Shakur, também conhecido como 2Pac, o melhor rapper de todos os tempos?

“Changes”, talvez a mais popular canção do rapper e, por tabela, de todo o Rap, seja uma boa pista para entender o mito 2Pac. A música foi originalmente gravada em 1992 e não foi lançada. Mas a versão mundialmente famosa é póstuma, remixada em 1998 e lançada na coletânea Greatest Hits.

Conta com a participação de Talent, que canta o refrão de “The Way It Is”, hit de 1986 de Bruce Hornsby and the Range, usado como sample. “Changes” é até hoje a única música na história do Grammy a conseguir uma indicação póstuma na categoria Best Rap Solo Performance, o que aconteceu em 2000, quase 4 anos depois da morte do rapper.

Tiraram a vida de 2Pac, mas não acabaram com o mito. 2Pac vive, cada vez mais. “Changes” é uma obra-prima do Rap, letra quase profética. Fala da vida difícil dos negros nos EUA, a violência policial, a vida difícil dos guetos, a violência das gangues, a autofagia existente a partir do consumo de crack, que afeta tanto negros quanto brancos pobres e a ansiedade de 2Pac sobre um dia ser morto violentamente, o que terminou acontecendo. Na letra de “Changes” existe uma referência a Huey P. Newton, fundador do partido político revolucionário Panteras Negras (Black Panther Party), fundado em 1966, em Oakland, California.Termina avaliando que os EUA ainda não estavam prontos para ter um presidente negro. De fato, em 1992, ainda não estavam.

 

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Eu tenho para comigo, vendo a letra contestadora, revolucionária de “Changes”, vendo essas imagens de 2Pac, vendo o quanto ele era querido e admirado, o quanto era carismático, um verdadeiro artista, que muitos ouviriam e respeitariam, cresce em mim a convicção de que quem o matou não foi ninguém dos usualmente apontados como suspeitos. Não foi Christopher George Latore Wallace, conhecido por Notorious B.I.G. ou Biggie Smalls, não foi ninguém dentre os rappers da costa leste dos EUA, com quem ele criou uma intensa e acirrada rivalidade, tampouco foi Suge Night, um dos donos da Death Row Records, sediada em Los Angeles, gravadora com quem 2Pac assinou em outubro de 1995 e era sua gravadora na época em que sofreu o atentado que lhe tirou a vida, em setembro de 1996.

Caras como 2Pac, se não retroagem em seu modo de ser, não são muito tolerados nos EUA. Representam uma ameaça muito grande ao sistema. Esses caras, não é raro, terminam sendo mortos. Todos, sem exceção. É assim desde sempre.

Vídeo oficial de “Changes”:

http://youtu.be/qDVvJ5sMQmc]

Vídeo de “Changes” com tradução da letra em português:

[video:http://youtu.be/zrvvr2wOwIY

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2 comentários

  1. That’s just the way it is” =

    That’s just the way it is” = “eh assim que a vida eh”, nada a ver com “caminho”.

    Ele era otimo.

  2. Post sobre rapper ?
    Caracá, o

    Post sobre rapper ?

    Caracá, o negócio por aqui já teve bem melhor.

    Tá certo que a divulgação do conhecimento deve ser a mais ampla possível.

    Mas rapper ? 

    Se é para falar sobre tal, sou mais o 50c.

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