Chico Cervantes, expoente da música dos trópicos nos anos 60 e 70

Chico Cervantes (direita) e Lizandro Meza, durante um concerto tributo em 2012 

Enviado por jns

Do EL TIEMPO 

Partiu Chico Cervantes, destaque da música dos trópicos nos anos 60 e 70

“Vou partir da cidade, para o meu povo querido, porque já não posso mais viver assim como vivo.”

Jose ‘Chico’ Cervantes não é um nome lembrado hoje como o Calixto Ochoa, Fruko, Lisandro Meza, Anibal Velasquez ou, mais notoriamente, Alfredo Gutierrez, mas sua história está ligada à do Vallenato e a Salsa da Savana: foi um dos homens-chave dos Corraleros de Majagual.

O artista, natural de Magangué, Bolívar, tinha 73 anos e morreu no dia 20 de agosto de 2015, às 19:00, informou a imprensa na região. Ele morava em Cartagena, e teve várias intervenções cirúgicas por problemas de cólon.

Cervantes – lembrado por um grito de guerra, que se tornou sua assinatura, ¡Nos juimos! – era ativo na música desde a tenra idade e compôs canções como ‘Ella y yo’, ‘Nostalgia campesina’, ‘Sentimiento de amigo’, ‘Regreso a mi pueblo’. Ele também é o compositor do Hino de Magangué.

NOSTALGIA CAMPESINA | De Chico Cervantes | Por Alcides Díaz Y Su Combo

Além da sua carreira junto aos Corraleros de Majagual, com quem fez sucesso não só nacional, mas também em turnês internacionais, Cervantes tinha seus próprios grupos, sendo um deles denominado ‘Chico Cervantes y su conjunto internacional’, e outro, a ‘Banda Nueva’, com a qual gravou mais de 20 discos.

Em 2005, Cervantes participou de uma reunião do projeto chamado Corraleros Corraleros All Stars, com Meza, Ochoa, Gutierrez y Fruko, entre outros da geração mais antiga, que não gravavam juntos desde 1975.

Em 2012, o Carnaval de Barranquilla se rendeu a Chico Cervantes e seus companheiros ‘corralejos da savana’, em uma homenagem especial, que foi chamada de “Carnaval, sua música e as suas raízes”.

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6 comentários

  1. Borba Gato no Vale do Aço

    ARQUEOLOGIAS URBANA EM TORNO DO VALE DO AÇO – II

       Por Rogério Braga*

    Um belo passeio de final de semana é atravessar de balsa o Rio Doce entre Cachoeira Escura (distrito de Perpétuo Socorro em Belo Oriente) e São Lourenço (distrito de Bugre) onde se descobre um núcleo urbano da virada do Século XIX, que já foi sede de um dos quartéis das Divisões Militares do Rio Doce (o Quartel da Cachoeira Escura), comandado pelo legendário e cruel Lourenço (ou Leopoldo), o Escuro. Talvez tenham existido os dois personagens: Achélles Lourenço Le Noir (Ou Lourenço Achilles Le Noir) e Leopoldo o Escuro. O fato é que, devido às reclamações de crueldade, este quartel foi transferido por certo período para uma então aldeia indígena no lugar do atual Naquinho (distrito de Naque-Nanuque em Açucena) às margens do Rio Santo Antônio (aonde se chega a partir do centro da cidade do Naque), em frente à localidade da Praia da Missa em Belo Oriente, do outro lado do Rio Santo Antônio. Os núcleos urbanos de Jaguaraçu, Marliéria e Antônio Dias são arruamentos e casarios muito interessantes para entender as primeiras ocupações urbanas da região.

    [video:https://youtu.be/0KF4Wp2E_jM width:600]

    O entorno do Vale do Aço conta com alguns sítios arqueológicos muito interessantes também. Ocupações não permanentes da pré-história mineira (entre 5.000 e 7.000 anos a.C.), como a Pedra Pintada, onde se chega a partir da bela e tranquila Vila Colonial de Cocais (distrito de Barão de Cocais), que além das fantásticas pinturas rupestres apresenta uma das vistas mais bacanas de toda a região. Este é um bom exemplo da adaptação indígena aos trópicos, que representa o início da nossa cultura urbana, que veio a resultar nos Séculos XVI e XVII na ocupação da região por Botocudos.

    [video:https://youtu.be/6yc2iLyuj8U width:600]

    Sabe-se que o bandeirante Borba Gato viveu alguns anos na região da Prainha em pleno centro de Coronel Fabriciano. Vale visitar o “patrimônio” de Sacramento (distrito de Bom Jesus do Galho, próximo a Pingo d’Água). O largo traçado retilíneo original de parte da atual área urbana é de autoria do militar francês Guido Marlière, que fundou ali Petersdorf (homenagem à D. Pedro I) para sediar o Quartel de Sacramento, na mesma localização de uma antiga aldeia indígena, que se aproveitava de abrigos na pedra que demarca uma curva no antigo caminho entre Ipatinga e Caratinga. Caminho este que se sobrepõe em parte à antiga Estrada do Degredo entre Ouro Preto e Barra do Cuieté (entre Resplendor e Aimorés). Em termos de ruínas urbanas vale tentar visitar a antiga estação ferroviária de Pedra Mole às margens do Rio Piracicaba, entrando na mata pelo Bairro Cariru, próximo ao morro do Castelo. Quase em ruínas, deve ser visitada no povoado do Ipaneminha (zona rural de Ipatinga) a Igrejinha São Vicente de Paulo. Tombada pelo Patrimônio Municipal, ela foi fundada em 1954, mas obviamente a ocupação do sítio urbano no Ipaneminha é bem anterior a essa data.

    *Rogério Braga é professor do custo de Arquitetura e Urbanismo do Unileste, mestre em Engenharia de Materiais pela REDEMAT – UFOP/CETEC/UEMG e Coordenador do eixo Mobilidade no PDDI/RMVA

    http://www.unilestemg.br/pddi/artigo.php?link=4/arqueologias-urbanas-em-torno-do-vale-do-aco

  2. O passado e o presente

    ARQUEOLOGIAS URBANA EM TORNO DO VALE DO AÇO – I

       Por Rogério Braga*

    Ficamos sempre tão preocupados com o desenvolvimento das cidades que nos esquecemos de prestar atenção nas origens das ocupações urbanas onde vivemos. As culturas que originaram boa parte das nossas cidades estão nos mesmos lugares por onde passeamos cotidianamente.

    [video:https://youtu.be/tQxxlXN6njc width:600]

    Arqueologia urbana não é fazer escavações em plena cidade. É uma área de interesse em que o passado e o presente estão muito próximos, estão juntinhos. Aquilo que hoje é um bairro central, cheio de prédios, pode ter sido uma aldeia indígena que determinou aquela estratégica localização central como o melhor lugar para se estabelecer. A arqueologia não se restringe a sítios arqueológicos, e na potencialidade das cidades atuais abre-se um leque de interesses que envolve ruas, edificações, canteiros, etc. Descobrir a evolução de um povo passeando pelo lugar desse povo não se resume a uma exposição ordenada de alguns fatos ao longo de uma linha histórica, mas oferece a perspectiva da evolução daquela comunidade sincronizada com o seu próprio espaço, que vai sendo construído e reconstruído. Temos, lado a lado, prédio a prédio, rua a rua, juntos e misturados, o passado e o presente.

    [video:https://youtu.be/9srkdqat7hM width:600]

    Não é só sob o chão que pisamos que encontramos os vestígios da nossa evolução nas diversas formas de ocupação da cidade ao longo dos tempos. É preciso andar muito em volta de um lugar. Numa região de desenvolvimento urbano recente como é o Vale do Aço, muitos vestígios de nossa cultura estão nas cidades em volta. Inclusive em lugares já abandonados dentro de um raio de cerca de 250km. Os índios andavam e viam muito mais que um cidadão anda e percebe hoje em dia nessas nossas cidades tão confusas.

    [video:https://youtu.be/UwsbAg83gbk width:600]

    Cidades mais antigas em volta de Ipatinga guardam tesouros. Mesquita, com sua praça principal sem uma igreja matriz preponderante (foi demolida), apresenta um casario muito interessante, típico de pouso de tropeiros. Bom Jesus do Bagre (distrito de Belo Oriente próximo ao centro de Santana do Paraíso) tem uma bela aleia de palmeiras imperiais direcionando para a igreja.

    *Rogério Braga é professor do custo de Arquitetura e Urbanismo do Unileste, mestre em Engenharia de Materiais pela REDEMAT – UFOP/CETEC/UEMG e Coordenador do eixo Mobilidade no PDDI/RMVA

    http://www.unilestemg.br/pddi/artigo.php?link=4/arqueologias-urbanas-em-torno-do-vale-do-aco

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