Chuá Chuá, na interpretação de Marília Maura

Marilia Maura interpreta CHUÁ CHUÁ de Ary Pavão e Pedro de Sá Pereira. Resgate de Luciano Hortencio.

Resgate de Luciano Hortencio

Marilia Maura interpreta CHUÁ CHUÁ de Ary Pavão e Pedro de Sá Pereira

A belíssima página musical CHUÁ CHUÁ, de Ary Pavão e Pedro de Sá Pereira, já imortalizada através das gravações de Augusto Calheiros, Francisco Alves, Cascatinha e Inhana, Tonico e Tinoco, Rosinha de Valença, Grupo de Seresta João Chaves, bem como outros intérpretes famosos, ganhou interpretação de Marília Maura em estilo jovem Guarda e ritmo de yê, Yê, yê.

Assim, de bom alvitre trazer aqui a interpretação de Marília Maura, uma vez que foge aos padrões da época em que foi composta e do estilo de todos os outros intérpretes que a antecederam.

Deixa a cidade formosa morena
Linda pequena e volta ao sertão
Beber a água da fonte que canta
Que se levanta do meio do chão
Se tu nasceste cabocla cheirosa
Cheirando a rosa do peito da terra
Volta prá vida serena da roça
Daquela palhoça do alto da serra.

E a fonte a cantar chuá chuá
E a água a correr chuê chuê
Parece que alguém que cheio de mágoa
Deixaste quem há de dizer a saudade
No meio das águas rolando também.

A lua branca de luz prateada
Faz a jornada no alto dos céus
Como se fosse uma sombra altaneira
Na cachoeira fazendo escarcéu
Quando esta luz lá na altura distante
Loira ofegante no poente a cair
Dá-me essa trova que o pinho descerra
Volta pra terra que eu quero partir.

E a fonte a cantar chuá chuá
as água a correr chuê chuê
Parece que alguém que cheio de mágoa
Deixaste quem há de dizer a saudade
No meio das águas rolando também.

Marilia Maura – CHUÁ CHUÁ – Ary Pavão – Pedro de Sá Pereira.
Álbum: Marília Maura – Chuá Chuá – Só Nós Dois – Compacto simples Chantecler – C 336124.
Ano de 1965.
Coisas que o tempo levou.
luciano hortencio.

1 comentário

  1. Luciano,
    Boas tardes.
    Outro dia assistimos a uma interpretação da música “cantiga de roda” Se essa rua fosse minha, com essa letra:
    “…Se essa rua
    Se essa rua fosse minha
    Eu mandava
    Eu mandava ladrilhar
    Com pedrinhas
    Com pedrinhas de brilhantes
    Para o meu
    Para o meu amor passar
    Nessa rua
    Nessa rua tem um bosque
    Que se chama
    Que se chama solidão
    Dentro dele
    Dentro dele mora um anjo
    Que roubou
    Que roubou meu coração
    Se eu roubei
    Se eu roubei teu coração
    É porque
    É porque te quero bem
    Se eu roubei
    Se eu roubei teu coração
    É porque
    Tu robaste o meu também
    Se essa rua
    Se essa rua fosse minha
    Eu mandava
    Eu mandava ladrilhar
    Com pedrinhas
    Com pedrinhas de brilhantes
    Para o meu
    Para o meu amor passar
    Nessa rua
    Nessa rua…”
    Só que do fundo da minha memória “apareceu” um verso que apesar das minhas pesquisas não achei em nenhum lugar como sendo “oficial” a não ser uma referência dos alunos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica – ITA – da década de 50 ou 60 quando faziam um trote de iniciação dos “bichos” e esse verso, com umas ligeiras modificações, era entoado:

    “… Eu pisei eu pisei na sepultura,
    Uma voz uma voz me respondeu,
    Tira o pé tira o pé e não me pisa,
    Que esse amor, que esse amor nunca foi teu….”
    Fiquei curioso e pensei em escrever para o Prof. Ivan Vilela que, certamente, pesquisou outra música com idêntico “problema” que é a “Cuitelinho”.
    Há uma suspeita que… Se essa Rua… já existia lá pelos final do séc. IX que houve uma “regionalização” e cada um acrescentou ou suprimiu versos, a exemplo do Mário Lago e “sua tchurma”.
    Qual a tua versão?

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